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domingo, 10 de setembro de 2017

Amar e ser amada profundamente

"Ser profundamente amado por alguém lhe dá força, enquanto amar alguém profundamente lhe dá coragem." - Lao Tzu

Eduardo Galeano 1940-2015 e alguns fragmentos

Eduardo Galeano
1940-2015

Galeano 3“Muita gente pequena, em pequenos lugares, fazendo coisas pequenas podem transformar o mundo.”
“Em 1492, os nativos descobriram que eram índios. Descobriram que viviam num lugar chamado América. Descobriram que estavam nus, que existia o pecado. Descobriram que deviam obediência a um rei e uma rainha de outro mundo, e a um deus de outro céu. E que esse deus havia inventado a culpa e o vestido, e que mandou queimar vivo quem adorasse o sol, a luna, a terra e a chuva que a molha.”
“Os países que dão as ordens no mundo, através dos organismos que criaram para dar as ordens no mundo, ditam as ordens ao mundo mas não as seguem. Sim, porque eles são sádicos, mas não masoquistas.”
Galeano 2
“As guerras mentem. Nenhuma tem a honestidade de confessar: eu mato para roubar. As sempre invocam motivos nobres. Matam em nome da paz, em nome da civilização, em nome do progresso, em nome da democracia, e para que não reste dúvidas, se nenhuma dessas mentiras não for suficiente, aparecem os meios de comunicação dispostos a inventar novos inimigos imaginários, para justificar a conversão do mundo em um grande manicômio, e imenso matadouro.”
“Os cientistas dizem que estamos feitos de átomos, mas um passarinho me contou que estamos feitos de histórias.”
“O futebol corre o perigo de se tornar um negócio tão rentável quando o das drogas e das armas. O que vai acabar com o miserável torcedor que vive da sua paixão, que dorme na porta do clube, ou o mendigo do bom futebol, que anda de estádio em estádio, com seu chapéu nas mãos, pedindo “uma jogadinha brilhante pelo amor de Deus.”
“A liberdade do dinheiro é inimiga da liberdade das pessoas.”
Galeano 1
Reunimos acima algumas das facetas de Eduardo Galeano em sete frases suas. A do uruguaio que sonhou com a grande transformação em pequenas proporções, a do historiador da América Latina e suas veias abertas, a do questionador da ordem mundial, a do jornalista que denunciava o saqueamento e a matança dos países pobres, a do mais sensível contador de histórias, a do escritor amante do bom futebol (torcedor do Nacional, para os que tinham alguma dúvida) e a do defensor, através da poesia, da liberdade que interessa a todos, e não a alguns poucos.
Faltou a do autor que soube, como poucos, mesclar a realidade e a ficção*, em suas deliciosas narrativas. Mas para isso, convidamos a que busquem o seu legado e leiam seus livros, não este mero blog.
Fonte: Rede Latino Americana Carta Capital
http://redelatinamerica.cartacapital.com.br/eduardo-galeano-1940-2015/

Su: 
* Para isso sugiro "O Livro dos Abraços". :)


As guerras mentem por Galeano

"As guerras dizem que ocorrem por nobres razões: a segurança internacional, a dignidade nacional, a democracia, a liberdade, a ordem, o mandato da civilização ou a vontade de Deus. 
Nenhuma tem a honestidade de confessar: "Eu mato para roubar"

"As guerras mentem. Nenhuma tem a honestidade de confessar: eu mato para roubar. As sempre invocam motivos nobres. Matam em nome da paz, em nome da civilização, em nome do progresso, em nome da democracia, e para que não reste dúvidas, se nenhuma dessas mentiras não for suficiente, aparecem os meios de comunicação dispostos a inventar novos inimigos imaginários, para justificar a conversão do mundo em um grande manicômio, e imenso matadouro.”


Vídeo:
https://m.facebook.com/story.php?story_fbid=507524216262404&id=214561098892052

Fonte: via facebook "Em algum canto do espaço"
https://www.facebook.com/emalgumcantodoespaco/

Parece mas não é diz Xudú

Lê :

"Vê-se um sujeito ladrão
que tem um porte bonito
outro com porte esquisito
que tem um bom coração;
Vê-se um padre no sermão
Pregando Deus sem ter fé
E um bêbado no cabaré
A Jesus fazendo prece
Que um é porém não parece
Outro parece e não é."

Manoel Xudú

Su: para além da dicotomia, fica polêmico!

sexta-feira, 25 de agosto de 2017

Sobre filmes de terror baseados em crueldades

Sobre filmes de terror baseados em crueldades e "fatos" "reais"

Refiro-me aquele tipo de filme que não tem cunho espiritual, mas sim baseado em crueldades e "fatos" "reais" (redundância real também, rs). Que dá até mais medo depois de você saber que existem pessoas realmente capazes de fazer aquilo. Mas em nenhum momento você deposita fé na humanidade por causa disso, vendo como a maioria das pessoas a sua volta aparentemente não tem atitudes como aquela. Acreditar no contrário seria bem paranóico. A gente saberia lidar com uma situação dessas na nossa vida real?

Por exemplo: uma mulher que múltipla os filhos. Uma mulher órfã que mutila os filhos.

- você saberia o que fazer nessa situação?
- que diferença faz caracterizar ou não essa pessoa como "órfã "?
Faz toda diferença.

Mas vou me deter em outro ponto. O do sensacionalismo paralisante. Justamente por isso que é sensacionalismo porque se fosse mobilizador, seria uma boa política de existência.

Porém o filme de TERROR tem que ser ruim, né? Embora eu veja muitas saídas apesar disso,  ousarei aqui dizer que a proposta desses filmes na maioria das vezes é apenas chocar e pra isso o final tem que ser meio ruim também, muitas vezes (não sempre).

FOCO:

Eu me preocupo demais com esse tipo de publicidade que um filme pode dar a uma  situação de crime das mais variadas onde só a bilheteria basta. Envolvendo tortura, envolvendo morte, envolvendo diagnósticos psiquiátricos sendo usados contra as pessoas, envolvendo ser órfão como demérito etc. Porque em nada nos ajuda a lidar com o terror real dessas histórias. A vida real está cheia de filmes de terror. E ali ela é Exibida para um prazer que não nos move em nada no sentido de combater essas coisas que acabam sendo MUITO divulgadas. Essa parte do MUITO DIVULGADAS que perturba.

Alta publicidade , baixa maturidade real de lidar com a situação. As vezes, até incitando (re)ações parecidas. A arte não é inócua. Ficamos reféns  nessa parte por não termos o controle social da mídia pra podermos mostrar outros pontos de vista. Outros filmes de terror.

Não há debate. Não há transmissão d conhecimento. O bom, o prazer vem exatamente do horror, do quanto pior melhor, do consenso do que se criminaliza numa cultura. Da falta de empatia. Do pior q a gente pode imaginar ou mostrar de uma história real q desumaniza todo mundo.

Por exemplo, qual a qualidade dessas internações psiquiátricas que costumam ser usadas e negativadas nessas "artes"? Sempre tornando esse elemento tão importante do tratamento como desautoizador,  como ruim. Sempre.

Aí a tal da mãe é icentivada a dar choque nas crianças, por exemplo. Será que nessa época das internações dela as pessoas também não passaravam por tratamentos com choques? É  bem possível. Ainda hoje é ainda indicado pra depressão , por exemplo, até catatônia. Coisa de psiquiatras que eu não tenho um posicionamento mais firme a respeito, mas tendo a resistir.

Se esses personagens, de fato, torturaram tais crianças , desumanizando-as ainda por cima, no cúmulo da falta de empatia, em que lugar o expectador fica numa história construída para aterrorizar e nada mais? Empatia não é um troço simples. É  até muito fácil faltar porque dói menos.

É  como a diferença entre entre a piada boa e inteligente e a piada ruim. É difícil a boa, mas é possível. Só falta gente pra isso.

Fica aí a questão.

S.

quinta-feira, 29 de junho de 2017

Bem e mal - Galeano

“Na luta do bem contra o mal, é sempre o povo que morre”.

- Eduardo Galeano

segunda-feira, 26 de junho de 2017

O mar, o amor, e o segredo sincero de Cacaso

AMOR AMOR
(Cacaso)

Quando o mar
Quando o mar tem mais segredo
Não é quando ele se agita
Nem é quando é tempestade
Nem é quando é ventania
Quando o mar tem mais segredo
É quando é calmaria

Quando o amor
Quando o amor tem mais perigo
Não é quando ele se arrisca
Nem é quando ele se ausenta
Nem quando eu me desespero
Quando o amor tem mais perigo
é quando ele é sincero.

terça-feira, 13 de junho de 2017

Não há outro mundo

“Não há outro mundo. Há simplesmente uma outra maneira de viver.”

Jacques Mesrine

(Aos amigos - Comitê Invisível )

sexta-feira, 2 de junho de 2017

Amor em Lacan, por Jacques

Conferir a fonte, mas acredito que seja real e é bem bonito.

"Pergunta: “O amor é sempre recíproco”, dizia Lacan. Isso ainda é verdade no contexto atual? O que significa?
Jacques-Alain Miller:
Repete-se esta frase sem compreendê-la ou compreendendo-a mal. Ela não quer dizer que é suficiente amar alguém para que ele vos ame. Isso seria absurdo. Quer dizer: “Se eu te amo é que tu és amável. Sou eu que amo, mas tu, tu também estás envolvido, porque há em ti alguma coisa que me faz te amar. É recíproco porque existe um vai-e-vem: o amor que tenho por ti é efeito do retorno da causa do amor que tu és para mim. Portanto, tu não estás aí à toa. Meu amor por ti não é só assunto meu, mas teu também. Meu amor diz alguma coisa de ti que talvez tu mesmo não conheças”. Isso não assegura, de forma alguma, que ao amor de um responderá o amor do outro: isso, quando isso se produz, é sempre da ordem do milagre, não é calculável por antecipação." "
 ♡

terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

Murar o Medo

Melhores momentos:

"Nem sempre os que me protegiam sabiam da diferença entre sentimento e realidade. Isso acontecia, por exemplo, quando me ensinavam a recear os desconhecidos. Na realidade, a maior parte da violência contra as crianças sempre foi praticada, não por estranhos, mas por parentes e conhecidos. Os fantasmas que serviam na minha infância reproduziam esse velho engano de que estamos mais seguros em ambiente que reconhecemos."

"Nessa altura algo me sugeria o seguinte: que há, neste mundo, mais medo de coisas más do que coisas más propriamente ditas."

"Em nome da segurança mundial, foram colocados e conservados no poder alguns dos ditadores mais sanguinários de toda a história. A mais grave dessa longa herança de intervenção externa é a facilidade com que as elites africanas continuam a culpar os outros pelos seus próprios fracassos." [Achei polêmico e não sei contestar!]

"A Guerra Fria esfriou, mas o maniqueísmo que a sustinha não desarmou, inventando rapidamente outras geografias do medo: (...) O que era ideologia passou a ser crença. O que era política, tornou-se religião. O que era religião, passou a ser estratégia de poder.  

"Para fabricar armas, é preciso fabricar inimigos. Para produzir inimigos, é imperioso sustentar fantasmas."

"A manutenção desse alvoroço requer um dispendioso aparato e um batalhão de especialistas que, em segredo, tomam decisões em nosso nome. Eis o que nos dizem: para superarmos as ameaças domésticas, precisamos de mais polícia, mais prisões, mais segurança privada e menos privacidade. (...) e a suspensão temporária da nossa cidadania."

"Todos sabemos que esse outro caminho [verdadeiro] poderia começar, por exemplo, pelo desejo de conhecermos melhor esses que, de um e de outro lado, aprendemos a chamar de “eles”. Aos adversários políticos e militares juntam-se agora o clima, a demografia e as epidemias. O sentimento que se criou é o seguinte: a realidade é perigosa, a natureza é traiçoeira e a humanidade, imprevisível."

"Vivemos como cidadãos, e como espécie, em permanente situação de emergência. (...) Todas essas restrições servem para que não sejam feitas perguntas, como por exemplo, estas: por que motivo a crise financeira não atingiu a indústria do armamento? Por que motivo se gastou, apenas no ano passado, um trilhão e meio de dólares em armamento militar? Por que razão os que hoje tentam proteger os civis na Líbia são exatamente os que mais armas venderam ao regime do coronel Kadafi? Por que motivo se realizam mais seminários sobre segurança do que sobre justiça? Se queremos resolver e não apenas discutir a segurança mundial, teremos que enfrentar ameaças bem reais e urgentes."

"Há uma arma de destruição massiva que está sendo usada todos os dias, em todo o mundo, sem que seja preciso o pretexto da guerra.

Essa arma chama-se fome.

Em pleno século XXI, um em cada seis seres humanos passa fome. O custo para superar a fome mundial seria uma fração muito pequena do que se gasta em armamento. A fome será, sem dúvida, a maior causa de insegurança do nosso tempo."

"em todo o mundo, uma em cada três mulheres foi -- ou será -- vítima de violência física ou sexual durante o seu tempo de vida."

"A nossa indignação, porém, é bem menor que o medo. Sem darmos conta, fomos convertidos em soldados de um exército sem nome e, como militares sem farda, deixamos de questionar. (...) porque estamos em guerra, não temos que fazer prova de coerência, nem de ética nem de legalidade."

"É sintomático que a única construção humana que pode ser vista do espaço seja uma muralha. (...) A Muralha não evitou conflitos nem parou os invasores. Possivelmente morreram mais chineses construindo a muralha do que vítimas das invasões que realmente aconteceram. Diz-se que alguns trabalhadores que morreram foram emparedados na sua própria construção. (...) Há muros que separam nações, há muros que dividem pobres e ricos, mas não há hoje, no mundo um muro, que separe os que têm medo dos que não têm medo."

"Citarei Eduardo Galiano acerca disto, que é o medo global, e dizer:

"Os que trabalham têm medo de perder o trabalho; os que não trabalham têm medo de nunca encontrar trabalho; quando não têm medo da fome têm medo da comida; os civis têm medo dos militares; os militares têm medo da falta de armas e as armas têm medo da falta de guerras.

E, se calhar, acrescento agora eu: há quem tenha medo que o medo acabe."



Texto na íntegra: _______________________________________________

Murar o Medo

O medo foi um dos meus primeiros mestres. Antes de ganhar confiança em celestiais criaturas, aprendi a temer monstros, fantasmas e demônios. Os anjos, quando chegaram, já era para me guardarem. Os anjos atuavam como uma espécie de agentes de segurança privada das almas.
Nem sempre os que me protegiam sabiam da diferença entre sentimento e realidade. Isso acontecia, por exemplo, quando me ensinavam a recear os desconhecidos. Na realidade, a maior parte da violência contra as crianças sempre foi praticada, não por estranhos, mas por parentes e conhecidos. Os fantasmas que serviam na minha infância reproduziam esse velho engano de que estamos mais seguros em ambiente que reconhecemos.
Os meus anjos da guarda tinham a ingenuidade de acreditar que eu estaria mais protegido apenas por não me aventurar para além da fronteira da minha língua, da minha cultura e do meu território. O medo foi, afinal, o mestre que mais me fez desaprender. Quando deixei a minha casa natal, uma invisível mão roubava-me a coragem de viver e a audácia de ser eu mesmo. No horizonte, vislumbravam-se mais muros do que estradas.
Nessa altura algo me sugeria o seguinte: que há, neste mundo, mais medo de coisas más do que coisas más propriamente ditas.
No Moçambique colonial em que nasci e cresci, a narrativa do medo tinha um invejável casting internacional. Os chineses que comiam crianças, os chamados terroristas que lutavam pela independência e um ateu barbudo com um nome alemão. Esses fantasmas tiveram o fim de todos os fantasmas: morreram quando morreu o medo.
Os chineses abriram restaurantes à nossa porta, os ditos terroristas são hoje governantes respeitáveis e Carl Marx, o ateu barbudo, é um simpático avô que não deixou descendência. O preço dessa construção de terror foi, no entanto, trágico para o continente africano. Em nome da luta contra o comunismo, cometeram-se as mais indizíveis barbaridades.
Em nome da segurança mundial, foram colocados e conservados no poder alguns dos ditadores mais sanguinários de toda a história. A mais grave dessa longa herança de intervenção externa é a facilidade com que as elites africanas continuam a culpar os outros pelos seus próprios fracassos.
A Guerra Fria esfriou, mas o maniqueísmo que a sustinha não desarmou, inventando rapidamente outras geografias do medo: a Oriente e a Ocidente e, por que se trata de entidades demoníacas, não bastam os seculares meios de governação. Precisamos de intervenção com legitimidade divina.
O que era ideologia passou a ser crença. O que era política, tornou-se religião. O que era religião, passou a ser estratégia de poder.
Para fabricar armas, é preciso fabricar inimigos. Para produzir inimigos, é imperioso sustentar fantasmas.
A manutenção desse alvoroço requer um dispendioso aparato e um batalhão de especialistas que, em segredo, tomam decisões em nosso nome. Eis o que nos dizem: para superarmos as ameaças domésticas, precisamos de mais polícia, mais prisões, mais segurança privada e menos privacidade. Para enfrentarmos as ameaças globais, precisamos de mais exércitos, mais serviços secretos e a suspensão temporária da nossa cidadania.
Todos sabemos que o caminho verdadeiro tem que ser outro. Todos sabemos que esse outro caminho poderia começar, por exemplo, pelo desejo de conhecermos melhor esses que, de um e de outro lado, aprendemos a chamar de “eles”. Aos adversários políticos e militares juntam-se agora o clima, a demografia e as epidemias. O sentimento que se criou é o seguinte: a realidade é perigosa, a natureza é traiçoeira e a humanidade, imprevisível.
Vivemos como cidadãos, e como espécie, em permanente situação de emergência. Como em qualquer outro estado de sítio, as liberdades individuais devem ser contidas, a privacidade pode ser invadida e a racionalidade deve ser suspensa. Todas essas restrições servem para que não sejam feitas perguntas, como por exemplo, estas: por que motivo a crise financeira não atingiu a indústria do armamento? Por que motivo se gastou, apenas no ano passado, um trilhão e meio de dólares em armamento militar? Por que razão os que hoje tentam proteger os civis na Líbia são exatamente os que mais armas venderam ao regime do coronel Kadafi? Por que motivo se realizam mais seminários sobre segurança do que sobre justiça? Se queremos resolver e não apenas discutir a segurança mundial, teremos que enfrentar ameaças bem reais e urgentes.
Há uma arma de destruição massiva que está sendo usada todos os dias, em todo o mundo, sem que seja preciso o pretexto da guerra.
Essa arma chama-se fome.
Em pleno século XXI, um em cada seis seres humanos passa fome. O custo para superar a fome mundial seria uma fração muito pequena do que se gasta em armamento. A fome será, sem dúvida, a maior causa de insegurança do nosso tempo.
Mencionarei ainda uma outra silenciada violência: em todo o mundo, uma em cada três mulheres foi -- ou será -- vítima de violência física ou sexual durante o seu tempo de vida. É verdade que, sobre uma grande parte do nosso planeta, pesa uma condenação antecipada pelo fato simples de serem mulheres.
A nossa indignação, porém, é bem menor que o medo. Sem darmos conta, fomos convertidos em soldados de um exército sem nome e, como militares sem farda, deixamos de questionar. Deixamos de fazer perguntas e discutir razões. As questões de ética são esquecidas, porque está provada a barbaridade dos outros e, porque estamos em guerra, não temos que fazer prova de coerência, nem de ética nem de legalidade.
É sintomático que a única construção humana que pode ser vista do espaço seja uma muralha. A Grande Muralha foi erguida para proteger a China das guerras e das invasões. A Muralha não evitou conflitos nem parou os invasores. Possivelmente morreram mais chineses construindo a muralha do que vítimas das invasões que realmente aconteceram. Diz-se que alguns trabalhadores que morreram foram emparedados na sua própria construção.
Esses corpos convertidos em muro e pedra são uma metáfora do quanto o medo nos pode aprisionar.
Há muros que separam nações, há muros que dividem pobres e ricos, mas não há hoje, no mundo um muro, que separe os que têm medo dos que não têm medo. Sob as mesmas nuvens cinzentas vivemos todos nós, do sul e do norte, do ocidente e do oriente. Citarei Eduardo Galiano acerca disto, que é o medo global, e dizer:
"Os que trabalham têm medo de perder o trabalho; os que não trabalham têm medo de nunca encontrar trabalho; quando não têm medo da fome têm medo da comida; os civis têm medo dos militares; os militares têm medo da falta de armas e as armas têm medo da falta de guerras.
E, se calhar, acrescento agora eu: há quem tenha medo que o medo acabe.
Muito obrigado."


domingo, 25 de dezembro de 2016

"E se fizermos do jeito q não se faz"?
(Música do filme Herança paterna - brasileiro)


quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

Errare Humanum Est - Jorge Ben Jor

Errare Humanum Est
Jorge Ben Jor

exibições
41.806
Lá lá lá
Tem uns dias
Que eu acordo
Pensando e querendo saber
De onde vem
O nosso impulso
De sondar o espaço
A começar pelas sombras sobre as estrelas-las-las-las
E depensar que eram os deuses astronautas
E que se pode voar sozinho até as estrelas-las-las
Ou antes dos tempos conhecidos
Conhecidos
Vieram os deuses de outras galáxias-xias-xias
Ou de um planeta de possibilidades impossíveis
E de pensar que não somos os primeiros seres terrestres
Pois nós herdamos uma herança cósmica
Errare humanum est
Errare humanum est
Nem deuses
Nem astronautas
Ô ô ô ô
Eram os deuses astronautas
Lá lá lá lá
Nem deuses
Nem astronautas
Ô ô ô ô
Eram os deuses astronautas
Lá lá lá lá
Eram os deuses astronautas
Ná ná ná ná ná
Dez
Ná ná ná ná ná
Nove
Ná ná ná ná ná
Oito
Ná ná ná ná ná
Sete
Ná ná ná ná ná
Seis
Ná ná ná ná ná
Cinco
Ná ná ná ná ná
Três
Ná ná ná ná ná
Dois
Ná ná ná ná ná
Um
Ná ná ná ná ná
Zero

quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

Abrigar um abandono

Preciosidades que eu achei no meu rascunho de 2013!


" Um monge descabelado me disse no caminho: 'Eu queria construir uma ruína. Embora eu saiba que ruína é uma desconstrução. Minha idéia era fazer alguma coisa ao modo de tapera. Alguma coisa que servisse para abrigar o abandono, como as taperas abrigam. Porque o abandono pode não ser apenas de um homem debaixo da ponte, mas pode ser de um gato num beco ou de uma criança presa em um cubículo. (...)" (BARROS, Poesia Falada, v.8)



- 1
De onde vem a força dessa passagem de Barros? O que nos comove e também nos amedronta nessas letras? De certo que tememos ser esse que foi abandonado. Mas no contexto em que se visa trabalhar essa passagem, diante dos valores transmitidos pelo Estado e pela mídia, há medos que vão além. Barros não faz como muitos que, ao encontrar o horror, dele se aparta ou estereotipa. Ele se aproxima e olha de novo.

Esse autor tem como característica ver potência nas ruínas porque elas não são um sinal só de algo que acabou. Elas são uma simplicidade muitas vezes interessante e até necessária, fruto de uma história repleta de humanidades possíveis. Abrigar o abandono pode ser uma proposta de trabalho? No contexto em que estamos, se está claro que o abrigo não substitui, mas, antes de tudo, funciona até como alternativa a famílias que existiram, mas não puderam cuidar de seus filhos, como transformar a tarefa de abrigar o abandono em algo potente? Podemos pensar sua função também a partir desta passagem:

“Todo filho é biológico e adotado. A condição para todos existirem é nascer, e após isso, é ser adotado, pois só se tem um filho se você o considera.”

O abrigo, então, não abrigaria O Abandono, mas um tipo possível deste. Estar inserido em uma família não é garantia de acolhimento como os valores morais de nossa sociedade tendem a preconizar de modo conservador.

Como ver nele um mediador necessário e até interessante? Como trabalhar o olhar que é lançado pela sociedade e não ver nessas crianças e jovens só alguém arruinado, mas alguém potente?

- 2

Retomaria no trecho em q coloco o cenário da criança abandonada e abusada como desinteressante:

Pq tanto do q nos comove não nos move? Porque nos movemos pela beleza e doamos dinheiro pro Criança Esperança sem querer saber pra onde vai esse dinheiro e que medidas são essas q estão sendo tomadas (numa espécie de alienação ou de ajuda sem compromisso)? Que funcionamento é esse que prefere evitar a dor e acaba por fazer com que nos furtemos a debates tão importantes como o abuso sexual de crianças? Por que é tão mais fácil não falar disso? Por que não está claro que o silencio é permissivo e leva a repetição? Se temos horror a que isso aconteça, por que isso leva ao nosso afastamento e não ao combate? É fato que temos que nos aproximar do horror para combatê-lo e isso não precisa ser de forma que esteja além das nossas capacidades. Leve sua arte, leve sua habilidade na cozinha, leve seu malabarismo circense, ofereça tempo e trabalho que todas essas formas serão maneiras de tocar no problema a partir do momento que se é capaz de produzir felicidade também.]


- 3

LINK: http://www.fazendohistoria.org.br/downloads/3_imaginar_para_encontrar_a_realidade.pdf

Outro limiar que é ocupado por ele é o de uma medida pública que parece atuar em âmbito privado como apontado na cartilha “3 Imaginar para Encontrar a Realidade”. Apesar de ser uma cartilha as vezes taxativa, apresenta reflexões interessantes como essa: “A contradição entre o espaço público e o privado é sempre tema de debates. As conquistas internas em relação ao progresso das crianças, adolescentes e dos jovens implicam negociações nem sempre inteligíveis para os que estão do lado de fora.”








segunda-feira, 31 de outubro de 2016

Desculpas feministas

Desculpas feministas

Eu poderia ter aprendido antes. Mas como as pessoas acham que "não são obrigadas a nada", simplesmente você precisa aprender "sozinha" muitas coisas. De fato, ninguém é obrigada a nada. Mas ninguém também é obrigada a tratar mal alguém que deseja aprender. Há uma grande diferença entre: quem não sabe; quem não quer saber; quem sabe e ainda sim se posiciona mal (sendo a favor de certas violências); e quem PRECISA saber (como é o caso de toda mulher em relação ao feminismo).

Vale considerar que há situações em que a pessoa não está em condições de ensinar por estar fragilizada. Essas eu entendo mt bem.

Quando vejo alguém com uma opinião grave e que eu considero absurda eu sempre sondo no papo se a pessoa já se posicionou ou se a fala dela é só um reflexo do quanto ela está por fora. Vejo se ela consegue argumentar. Ainda acho que tem muita gente boa no mundo. Eu conheço algumas. Vale a pena o esforço. Não porque vamos sempre encontrar pessoas querendo saber, mas porque vale muito a pena não correr o risco de tratar mal quem desejar, quem precisar. RS

 Não me tornei feminista do dia pra noite e nem acho que esse exercício é solitário. Muito pelo contrário. Você pode aprender num papo, num texto, num dia, e, principalmente, com exemplos. Não gosto de gente radical. Vejo muitos erros em vários movimentos INCLUSIVE NO FEMINISMO. Não existe movimento sem isso. Nem por isso qualquer erro é aceitável.  Se hoje me digo feminista é porque percebi que na época em que nos encontramos é  impossível não se posicionar quanto a isso. Percebo, todos os dias, que eu nasci pra ser tão livre quanto possível. O feminismo deu lugar a coisas que eu já era.

E que me desculpar nesse processo é sempre libertador também, assim como pedir desculpas.

S.

terça-feira, 20 de setembro de 2016

Rodapé da noite

Nota de rodapé da noite traduzida pro bom português:

Os pés estão cortados 
Quem mandou não seguir o ditado?
Só sair com sapatos pra dançar.

Temos regras simples nessa casa. A felicidade é  inevitável. Evite se machucar. 

Quando for sair, tranca a porta. Saiba que vai voltar. Leve os amigos, chame as amigas pra dançar. Não volte do nada.

O corpo não aguentava mais. Tanta coisa pra enganar. Dor física não é nada. A alegria encarnada desafia o espírito de brincar. Tem meios. Ri dos desfechos. Insistem pelo ar. Alimento, coma, janta. Pague o preço e vamos embora.

A melodia esculpe lugar pros pés, ondula a coluna, sorri o rosto, sua o dorso, junta jeitos, ecoa no osso. Revoada de fios negros. Aqui nada é pra sempre. Era o alarme pra acordar. Olha a hora. Temos prova. O telefone não quer funcionar.

O cimento compete com a música. A dureza e a diversão causam muitos vãos. O som vai mais longe. Trabalhar como Lobo. Pra frente e pra trás. No passado que deixa. No futuro que vem atrás.

S.

sexta-feira, 5 de agosto de 2016

"Autistas" não são "burros"

Um vídeo interessante sobre um rapaz e seu sobrinho autista.
Seu sobrinho não passaria em testes de Q.I., por exemplo. Mas não porque ele é burro , mas sim porque ele é diferente! Assim como , as vezes, não se conecta com o que está sendo pedido, pode, de uma hora pra outra,  passar de rabisco a desenhos de animais.

Vídeo:
https://m.facebook.com/story.php?story_fbid=810832632325514&id=634799356595510

Fonte: Asperger e Autismo no Brasil (facebook)

quarta-feira, 22 de junho de 2016

10 hostel pra viajar pelo Brasil pagando com trabalho!

10 hostel pra viajar pelo Brasil pagando com trabalho!


Todo mundo quer viajar, mas a grana é curta. Para a sorte de muitos, tem crescido bastante o número de ofertas em hostels baseados no chamadoWork Exchange (“intercâmbio de trabalho”, em tradução livre), que seria na troca de uma cama e refeições por algumas horas semanais de trabalho. Ou seja, dá para ter hospedagem grátis e economizar durante a sua viagem.
Sites como o Worldpackers reúnem hostels com oportunidades de trabalho baseados na moeda de troca. Como o Nômades Digitais aprova a ideia, nada melhor do que mostrar 10 alternativas ao redor do Brasil para que você agende sua próxima viagem já de olho na economia. Olha só:

1. Sítio Passarim – Mato Grosso do Sul

Em Rio Verde, o hostel cercado pela natureza fez um baita sucesso neste post. O local aceita a troca de trabalho em bioconstrução por hospedagem e alimentação. Os viajantes trabalham das 8h às 12, tendo a tarde livre para aproveitar o visual paradisíaco e se divertir nos rios.

2. Floripa Surf Hostel – Florianópolis

A 200 metros da praia do Campeche, o hostel de ar surfista tem entre suas qualidades almoço grátis seis vezes por semana, lavanderia, bike e pranchas de surfe gratuitas também. Pessoas amigáveis são bem-vindas e podem trabalhar na recepção, por exemplo.
Floripa Surf Hostel

3. Porto Backpackers – Porto de Galinhas

Próximo a bela praia de Ipojuca, o pequeno hostel tem infraestrutura simples, mas oferece o básico que todo o viajante precisa. O trabalho necessário, no geral, inclui serviços de limpeza e recepção, onde o hóspede atende ligações, ajuda nos check-ins e check outs, além de responder questões gerais dos visitantes. São quatro horas por dia, sendo uma folga por semana.
PortoBackpackers

4. Purple House Hostel – São Paulo

Próximo a Av. Paulista e a duas estações de metrô, este hostel tem como objetivo fazer com que todos se sintam em casa. O trabalho de 40 horas semanais inclui três dias de folga e exige inglês intermediário. As vagas são para promotor de festas, administração, limpeza e recepção.
DCIM100GOPRO

5. Pousada Jacarandá em Trancoso – Brasil

Localizado numa das praias mais cobiçadas do Brasil, esta pousada procura um viajante que saiba fazer reparos e trabalhe durante 4 horas por dia, com direito a dois dias de folga. Há vagas ainda para instrutor de ioga, que trabalhe por 1 hora e tenha uma folga por semana, além de recepcionista que fique disponível por 5 horas por dia, com direito a dois dias de folga.

6. Cidade Baixa Hostel – Porto Alegre

No quarteirão mais boêmio da cidade, pode ser difícil querer trabalhar, mas vai valer a pena. Comandado por uma família, o hostel precisa de ajudantes nas áreas de marketing, incluindo social media, fotógrafo, videomaker e desenvolvedor web, além dos serviços mais básicos como recepção, limpeza e alguém para o turno da noite.
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7. Arawak Jungle Hostel – Amazonas

Em Iranduba, mais precisamente na praia Acutuba – que fica no Rio Negro -, este hostel no meio da floresta tropical pode ser tudo o que você precisa para relaxar. Mas antes, é preciso colocar a mão na massa. Durante cinco horas por dia e com duas folgas semanais, o viajante pode ajudar a cuidar do jardim, do cultivo, da limpeza ou da arrumação.
Arawakhostel

8. Lá em Casa Hostel – Belo Horizonte

Uma grande casa onde todos convivem bem e colaboram entre si abriga os mochileiros em BH. Fundado por um casal que trabalha com cinema, a dupla precisa de ajuda em seus projetos, portanto o trabalho envolve arte, pintura e decoração, desenvolvimento web e, para quem não se envolve em meios artísticos, há vagas na recepção. São 24 horas de trampo por semana e três folgas.
La em Casa

9. Guanaaní Hostel – Espírito Santo 

Na região central de Vitória, o simpático hostel numa casinha amarela preserva o design charmoso dos anos 1920. Entre as vagas de trabalho disponíveis, somados em 38 horas semanais, estão recepcionista e arrumação dos quartos. O nível dos idiomas exigidos são iniciante em inglês e/ou português.
Guanaani

10. Alma de Santa em Rio de Janeiro – Brasil

O hostel em Santa Teresa tem um quarto disponível para aqueles que desejam e podem trabalhar em troca de cama, comida e roupa lavada. O espaço procura viajantes que falem inglês e português para ajudar na recepção durante 5 horas diárias durante a noite, com 2 dias de folga.
Todas as fotos: Divulgação


http://nomadesdigitais.com/10-hostels-brasileiros-onde-voce-pode-trabalhar-em-troca-de-hospedagem-gratis/

domingo, 3 de janeiro de 2016

Não voltaria no tempo


Reconheço meus momentos bons. E não voltaria no tempo por nada.
Cada dia que passa é maior minha liberdade. 
Senão tanto nas andanças pelo mundo, nas ideias. Liberdades q não existem se não andarem juntas. Então vou e venho com o tempo, com o vento, sempre que possível. Vou aonde for, mesmo q não seja pra ficar.

Se não posso ser qualquer uma aqui pelas estratégias q me constrangem a estar aqui, posso estar também em qualquer lugar, ser qualquer uma em outro lugar e um dia viver em outro lugar. Lugar esse que pode ser minha cidade ou não. Queria q aqui mudasse, mas isso não é coisa que se espera, a mudança d uma cidade. Se batalha por ela, mas não pra ver aonde vai dar, mas pra tentar e ver o que vai acontecendo.
Com o tempo você vai vendo que não precisa de quem te faz mal. Que não importa quem te faz mal. Que são pessoas meramente estratégicas que fazem parte do mundo ao qual se destinam e q nem as faz feliz. Nunca invejei pessoas que se achavam vencedoras, mas que não eram felizes. Ou que tinham uma felicidade que não passava por um bem coletivo. Assim, nunca invejei ninguém, só facilidades temporárias e anônimas. Tipo alguém q passa d carro quando vc está caminhando num sol infernal. E é o q digo: não queria um carro. Queria carona, um lugar legal, pessoas legais, andar a cavalo, matar a sede num regato. Que todos tivessem regatos.... Nada de mal.

segunda-feira, 20 de julho de 2015

Carta vertical

Carta vertical

meu bem
não queira palavras juntadas de saudade
Ela esculpe, canta, escreve
mia
não para.
Principalmente quando não tem palavras.
Assovia, rola, esmaga.
Assombra a luz com a madrugada.

Parte de mim todo esse beijo
sem meio, sem fim.
só o começo.
Não chega
até o embalo dos próximos carros.

Parte de mim
parte afastada d mim
a espera calmamente vai somando as partes que prova
em nevasca
no labirinto do espaço, do tempo
depois de uma semana se segundas-feiras
talvez venha, 
talvez sexta.

Desencontro d sonos
parte do que sonho
sem passar por você
dentro do caminho do fundo do fim do dia: a noite
durmo
sem poder sonhar tudo.

(recantando um verso de Buarque, com você e eu)

quinta-feira, 28 de maio de 2015

Bonecas com Deficiência

Marca cria bonecas com deficiências físicas para promover a inclusão







Como ensinar crianças a aceitarem a tentarem entender deficiências físicas e marcas de nascença quando a maioria das bonecas, brinquedos e desenhos animados não mostra isso em seus personagens? Instigada por uma campanha na internet, a marca britânica Makies, que vende bonecas feitas em impressora 3D, anunciou uma série de acessórios como bengalas,aparelhos auditivos, óculos e marcas, que podem ser adquiridos com a boneca ou separadamente.
Após o anúncio, a marca recebeu diversas solicitações de acessórios, como uma cadeira de rodas, o próximo item a ser lançado. A campanha #ToyLikeMe ganhou grande repercussão nas redes sociais, com mais e pais pedindo mais diversidade nos brinquedos e bonecas. Afinal, como a gente bem sabe, a diversidade das pessoas vai muito além do corpo branco e perfeito das Barbies.
Confira os acessórios criados:
makies3
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makies2
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Todas as fotos © Makies


Fonte: Hypeness
http://www.hypeness.com.br/2015/05/marca-cria-bonecas-com-deficiencias-e-marcas-de-nascenca-para-promover-inclusao/