"Primeiro, peço encarecidamente desculpas a todas as mulheres que eventualmente vão assistir esses vídeos (que me deixaram envergonhado), mas sinto que devo aproveitar a deixa e falar um pouco do que eu sinto sobre machismo no Brasil.
O Brasil é o quarto país onde mais são cometidos feminicídios por ano, com uma mulher é morta a cada 2 horas - https://g1.globo.com/monitor-da-violencia/noticia/cresce-n-de-mulheres-vitimas-de-homicidio-no-brasil-dados-de-feminicidio-sao-subnotificados.ghtml
O número de estupros é igualmente estarrecedor: uma mulher é estuprada a cada 11 minutos, ou seja, mais de 5 mulheres são violentadas por hora - https://www.bbc.com/portuguese/brasil-36401054
Em 2013 foi feita uma pesquisa onde 26% dos entrevistados, mais de 1 em cada 4, disseram que mulheres que usam roupas que mostram o corpo merecem ser atacadas.
A violência contra a mulher está tão enraizada no povo brasileiro que é quase impossível passar um dia sem que eu veja ou saiba de alguma coisa que me deixa absolutamente irado e/ou amedrontado e/ou envergonhado. É um sentimento terrível pois é um ser humano humilhando, violando a integridade física ou tirando a vida um outro ser humano pelo simples fato de se tratar de uma mulher.
Machismo tem que ser exterminado. Esse tipo de coisa não é engraçada. Esse tipo de coisa reforça estereótipos que são as bases do machismo sendo por sua vez a causa das mortes e estupros que vemos todo santo dia. Esse tipo de coisa tem que ser repreendida.
BTW, não seria nada mal se os caras desses videos fossem expostos e punidos, até pq a impunidade estimula esse comportamento vergonhoso."
o sol no cafofo! Rodo cotidiano, Rabiscos voadores... As anotações mais urgentes e mais tortas pelo tempo! "Eu sempre espero uma coisa nova de mim, eu sou um frisson de espera - algo está sempre vindo de mim ou fora de mim." C.
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quarta-feira, 11 de julho de 2018
domingo, 21 de janeiro de 2018
Palestinian teen Ahed Tamimi may [go to] jail for slapping an Israeli officer
Se fosse aqui no Brasil elas já estavam mortas há muito tempo. Sim, esse foi meu primeiro pensamento.
Como a gente fica nesse estado de coisa deixando nossos governantes matarem nosso povo nos hospitais e com falsas assistências sociais, embolsando uma grana ABSURDA enquanto as pessoas só acreditam q devem
- trabalhar,
- ganhar dinheiro
- e voltar pra casa.
Porque não tem tempo ou disposição pra mais nada depois de tanto cansaço. Depois de 40h d trabalho por semana, por um salario q voltara a ser cada vez menor, quem conseguiria se dedicar a projetos alternativos?
Estamos esperando ficar impossível pra reação ser ainda pior? Eu n temo MT pelo futuro. Porque acho que as pessoas querem seus próprios Malufes.
Ontem soube d um cara q teve q vender sua terra aqui porque a empresa q queria comprar deixou ele sem água. E enquanto formos mansos, será sempre assim.
____________
"Palestinian teen Ahed Tamimi may spend 10 years in jail for slapping an Israeli officer. Here's the whole story as told by her cousin, the world's youngest journalist, Janna Jihad."
Link do vídeo:
https://m.facebook.com/story.php?story_fbid=1619360061456160&id=100001465467046
Fonte: TRT World
Como a gente fica nesse estado de coisa deixando nossos governantes matarem nosso povo nos hospitais e com falsas assistências sociais, embolsando uma grana ABSURDA enquanto as pessoas só acreditam q devem
- trabalhar,
- ganhar dinheiro
- e voltar pra casa.
Porque não tem tempo ou disposição pra mais nada depois de tanto cansaço. Depois de 40h d trabalho por semana, por um salario q voltara a ser cada vez menor, quem conseguiria se dedicar a projetos alternativos?
Estamos esperando ficar impossível pra reação ser ainda pior? Eu n temo MT pelo futuro. Porque acho que as pessoas querem seus próprios Malufes.
Ontem soube d um cara q teve q vender sua terra aqui porque a empresa q queria comprar deixou ele sem água. E enquanto formos mansos, será sempre assim.
____________
"Palestinian teen Ahed Tamimi may spend 10 years in jail for slapping an Israeli officer. Here's the whole story as told by her cousin, the world's youngest journalist, Janna Jihad."
Link do vídeo:
https://m.facebook.com/story.php?story_fbid=1619360061456160&id=100001465467046
Fonte: TRT World
EUA "primitivo" e "não-civilizado"
Vale mesmo a pena seguir decisões de um governo que ignora o desejo da população?
Lembrando q os EUA, pais mais civilizado do mundo, depois de treinar com a bomba atômica em ilhas (como a de Biquini), depois jogou no Japão de fato. Os governos não são "humanos". Uma bomba dessas deveria ser uma atitude "bárbara" e "primitiva" impensável. Mas eles preferem criminalizar os movimentos nas ruas e as ações de outros países como terroristas.
Vale mesmo a pena seguir ordens do nosso atual governo q rouba e não faz? E no seu município? É diferente?
"OBS: IMAGENS FORTES!
Prótese facial!
Este senhor é ex combatente e a lesão foi ocasionada por estilhaços de granada.
A medicina, como sempre, nos surpreendendo!
#projetomedicina #medicina #protese #tecnologia #euvousermedica #euvoupassar #foconojaleco #salvarvidas #enem #ENEM #compartilhe"
Link do vídeo:
https://m.facebook.com/story.php?story_fbid=1619718551420311&id=100001465467046
Fonte: "Projeto Medicina"
Lembrando q os EUA, pais mais civilizado do mundo, depois de treinar com a bomba atômica em ilhas (como a de Biquini), depois jogou no Japão de fato. Os governos não são "humanos". Uma bomba dessas deveria ser uma atitude "bárbara" e "primitiva" impensável. Mas eles preferem criminalizar os movimentos nas ruas e as ações de outros países como terroristas.
Vale mesmo a pena seguir ordens do nosso atual governo q rouba e não faz? E no seu município? É diferente?
"OBS: IMAGENS FORTES!
Prótese facial!
Este senhor é ex combatente e a lesão foi ocasionada por estilhaços de granada.
A medicina, como sempre, nos surpreendendo!
#projetomedicina #medicina #protese #tecnologia #euvousermedica #euvoupassar #foconojaleco #salvarvidas #enem #ENEM #compartilhe"
Link do vídeo:
https://m.facebook.com/story.php?story_fbid=1619718551420311&id=100001465467046
Fonte: "Projeto Medicina"
sábado, 20 de janeiro de 2018
Campanha contra selfies e vídeos de acidentes nas estradas
"Já precisou dessa lei?
Acidentes sempre chamam a atenção. É uma paixão pela desgraça. Não tem por que atrapalhar uma cena dessas se vc n pode ajudar.
Quando uma pessoa caiu de um prédio de muitos andares do outro lado da rua em que eu estava tomando alguma coisa, eu tive q ver essa cena de curtir a tragédia. O garçom saiu do bar em que eu estava, tirou uma foto da situação e voltou rindo. Tive q reorganizar cada cena forte da minha vida na cabeça pra me dar forças pra agir naquela hora sem perder o controle. RS Porque o primeiro sentimento que vem é de uma revolta muito grande. E parece que toda exaltação é um descontrole, mas não é.
Claro q educadamente tentei resolver e nada aconteceu. Eu queria q o cara apagasse a foto do celular dele. Sou louca? Loucura não é demérito.
Anunciei que me exaltaria e me exaltei como quem cumpre uma promessa infeliz. Fiz o barraco. Uma cliente veio me ofender pra registrar sua carteirinha de fã com o dono do bar. Falei pra ela q ela nem sabia o q estava acontecendo e já tinha tomado um partido. É incrível mesmo o q as pessoas fazem com a própria dignidade. Expliquei o ocorrido tb.
Por fim o dono fez o garçom apagar, mas nunca vou saber se apagou mesmo. Só sei q ele vai disfarçar melhor da próxima vez q for querer tirar foto de desgraça.
Não podendo contar com o bom senso, precisamos de lei até pra isso."
S.
_______
"Campanha contra selfies e vídeos de acidentes nas estradas viraliza na Alemanha"
Link do vídeo:
https://m.facebook.com/story.php?story_fbid=1625574467501386&id=100001465467046
Acidentes sempre chamam a atenção. É uma paixão pela desgraça. Não tem por que atrapalhar uma cena dessas se vc n pode ajudar.
Quando uma pessoa caiu de um prédio de muitos andares do outro lado da rua em que eu estava tomando alguma coisa, eu tive q ver essa cena de curtir a tragédia. O garçom saiu do bar em que eu estava, tirou uma foto da situação e voltou rindo. Tive q reorganizar cada cena forte da minha vida na cabeça pra me dar forças pra agir naquela hora sem perder o controle. RS Porque o primeiro sentimento que vem é de uma revolta muito grande. E parece que toda exaltação é um descontrole, mas não é.
Claro q educadamente tentei resolver e nada aconteceu. Eu queria q o cara apagasse a foto do celular dele. Sou louca? Loucura não é demérito.
Anunciei que me exaltaria e me exaltei como quem cumpre uma promessa infeliz. Fiz o barraco. Uma cliente veio me ofender pra registrar sua carteirinha de fã com o dono do bar. Falei pra ela q ela nem sabia o q estava acontecendo e já tinha tomado um partido. É incrível mesmo o q as pessoas fazem com a própria dignidade. Expliquei o ocorrido tb.
Por fim o dono fez o garçom apagar, mas nunca vou saber se apagou mesmo. Só sei q ele vai disfarçar melhor da próxima vez q for querer tirar foto de desgraça.
Não podendo contar com o bom senso, precisamos de lei até pra isso."
S.
_______
"Campanha contra selfies e vídeos de acidentes nas estradas viraliza na Alemanha"
Link do vídeo:
https://m.facebook.com/story.php?story_fbid=1625574467501386&id=100001465467046
sexta-feira, 3 de março de 2017
Entenda a guerra na Síria com essa analogia
Pessoal aí que fala q gosta e defende a cultura árabe, mas não faz a MENOR ideia do que está acontecendo.
Que não gosta de saber que gente morre e acha q isso muda a matança de pessoas. Rs
Ou que é contra o socorro a refugiados como se só tivessem homens estupradores entrando na Alemanha, por exemplo (pois é! Já vi um vídeo falando isso vindo d gente boa!).
Deem uma olhada nesse vídeo!
Não tem um desse resumindo o está acontecendo no Brasil, não? Rs
"Entenda a Guerra na Síria de um jeito MUITO SIMPLES!
Vídeo: Facebook Entenda a Guerra na Síria de um jeito muito fácil
https://m.facebook.com/story.php?story_fbid=977728875661832&id=761500833951305
Que não gosta de saber que gente morre e acha q isso muda a matança de pessoas. Rs
Ou que é contra o socorro a refugiados como se só tivessem homens estupradores entrando na Alemanha, por exemplo (pois é! Já vi um vídeo falando isso vindo d gente boa!).
Deem uma olhada nesse vídeo!
Não tem um desse resumindo o está acontecendo no Brasil, não? Rs
"Entenda a Guerra na Síria de um jeito MUITO SIMPLES!
Vídeo: Facebook Entenda a Guerra na Síria de um jeito muito fácil
https://m.facebook.com/story.php?story_fbid=977728875661832&id=761500833951305
terça-feira, 7 de fevereiro de 2017
Murar o Medo
Melhores momentos:
"Nem sempre os que me protegiam sabiam da diferença entre sentimento e realidade. Isso acontecia, por exemplo, quando me ensinavam a recear os desconhecidos. Na realidade, a maior parte da violência contra as crianças sempre foi praticada, não por estranhos, mas por parentes e conhecidos. Os fantasmas que serviam na minha infância reproduziam esse velho engano de que estamos mais seguros em ambiente que reconhecemos."
"Nessa altura algo me sugeria o seguinte: que há, neste mundo, mais medo de coisas más do que coisas más propriamente ditas."
"Em nome da segurança mundial, foram colocados e conservados no poder alguns dos ditadores mais sanguinários de toda a história. A mais grave dessa longa herança de intervenção externa é a facilidade com que as elites africanas continuam a culpar os outros pelos seus próprios fracassos." [Achei polêmico e não sei contestar!]
"A Guerra Fria esfriou, mas o maniqueísmo que a sustinha não desarmou, inventando rapidamente outras geografias do medo: (...) O que era ideologia passou a ser crença. O que era política, tornou-se religião. O que era religião, passou a ser estratégia de poder.
"Para fabricar armas, é preciso fabricar inimigos. Para produzir inimigos, é imperioso sustentar fantasmas."
"A manutenção desse alvoroço requer um dispendioso aparato e um batalhão de especialistas que, em segredo, tomam decisões em nosso nome. Eis o que nos dizem: para superarmos as ameaças domésticas, precisamos de mais polícia, mais prisões, mais segurança privada e menos privacidade. (...) e a suspensão temporária da nossa cidadania."
"Todos sabemos que esse outro caminho [verdadeiro] poderia começar, por exemplo, pelo desejo de conhecermos melhor esses que, de um e de outro lado, aprendemos a chamar de “eles”. Aos adversários políticos e militares juntam-se agora o clima, a demografia e as epidemias. O sentimento que se criou é o seguinte: a realidade é perigosa, a natureza é traiçoeira e a humanidade, imprevisível."
"Vivemos como cidadãos, e como espécie, em permanente situação de emergência. (...) Todas essas restrições servem para que não sejam feitas perguntas, como por exemplo, estas: por que motivo a crise financeira não atingiu a indústria do armamento? Por que motivo se gastou, apenas no ano passado, um trilhão e meio de dólares em armamento militar? Por que razão os que hoje tentam proteger os civis na Líbia são exatamente os que mais armas venderam ao regime do coronel Kadafi? Por que motivo se realizam mais seminários sobre segurança do que sobre justiça? Se queremos resolver e não apenas discutir a segurança mundial, teremos que enfrentar ameaças bem reais e urgentes."
"Há uma arma de destruição massiva que está sendo usada todos os dias, em todo o mundo, sem que seja preciso o pretexto da guerra.
Essa arma chama-se fome.
Em pleno século XXI, um em cada seis seres humanos passa fome. O custo para superar a fome mundial seria uma fração muito pequena do que se gasta em armamento. A fome será, sem dúvida, a maior causa de insegurança do nosso tempo."
"em todo o mundo, uma em cada três mulheres foi -- ou será -- vítima de violência física ou sexual durante o seu tempo de vida."
"A nossa indignação, porém, é bem menor que o medo. Sem darmos conta, fomos convertidos em soldados de um exército sem nome e, como militares sem farda, deixamos de questionar. (...) porque estamos em guerra, não temos que fazer prova de coerência, nem de ética nem de legalidade."
"É sintomático que a única construção humana que pode ser vista do espaço seja uma muralha. (...) A Muralha não evitou conflitos nem parou os invasores. Possivelmente morreram mais chineses construindo a muralha do que vítimas das invasões que realmente aconteceram. Diz-se que alguns trabalhadores que morreram foram emparedados na sua própria construção. (...) Há muros que separam nações, há muros que dividem pobres e ricos, mas não há hoje, no mundo um muro, que separe os que têm medo dos que não têm medo."
"Citarei Eduardo Galiano acerca disto, que é o medo global, e dizer:
"Os que trabalham têm medo de perder o trabalho; os que não trabalham têm medo de nunca encontrar trabalho; quando não têm medo da fome têm medo da comida; os civis têm medo dos militares; os militares têm medo da falta de armas e as armas têm medo da falta de guerras.
E, se calhar, acrescento agora eu: há quem tenha medo que o medo acabe."
Texto na íntegra: _______________________________________________
Murar o Medo
O medo foi um dos meus primeiros mestres. Antes de ganhar confiança em celestiais criaturas, aprendi a temer monstros, fantasmas e demônios. Os anjos, quando chegaram, já era para me guardarem. Os anjos atuavam como uma espécie de agentes de segurança privada das almas.
Nem sempre os que me protegiam sabiam da diferença entre sentimento e realidade. Isso acontecia, por exemplo, quando me ensinavam a recear os desconhecidos. Na realidade, a maior parte da violência contra as crianças sempre foi praticada, não por estranhos, mas por parentes e conhecidos. Os fantasmas que serviam na minha infância reproduziam esse velho engano de que estamos mais seguros em ambiente que reconhecemos.
Os meus anjos da guarda tinham a ingenuidade de acreditar que eu estaria mais protegido apenas por não me aventurar para além da fronteira da minha língua, da minha cultura e do meu território. O medo foi, afinal, o mestre que mais me fez desaprender. Quando deixei a minha casa natal, uma invisível mão roubava-me a coragem de viver e a audácia de ser eu mesmo. No horizonte, vislumbravam-se mais muros do que estradas.
Nessa altura algo me sugeria o seguinte: que há, neste mundo, mais medo de coisas más do que coisas más propriamente ditas.
No Moçambique colonial em que nasci e cresci, a narrativa do medo tinha um invejável casting internacional. Os chineses que comiam crianças, os chamados terroristas que lutavam pela independência e um ateu barbudo com um nome alemão. Esses fantasmas tiveram o fim de todos os fantasmas: morreram quando morreu o medo.
Os chineses abriram restaurantes à nossa porta, os ditos terroristas são hoje governantes respeitáveis e Carl Marx, o ateu barbudo, é um simpático avô que não deixou descendência. O preço dessa construção de terror foi, no entanto, trágico para o continente africano. Em nome da luta contra o comunismo, cometeram-se as mais indizíveis barbaridades.
Em nome da segurança mundial, foram colocados e conservados no poder alguns dos ditadores mais sanguinários de toda a história. A mais grave dessa longa herança de intervenção externa é a facilidade com que as elites africanas continuam a culpar os outros pelos seus próprios fracassos.
A Guerra Fria esfriou, mas o maniqueísmo que a sustinha não desarmou, inventando rapidamente outras geografias do medo: a Oriente e a Ocidente e, por que se trata de entidades demoníacas, não bastam os seculares meios de governação. Precisamos de intervenção com legitimidade divina.
O que era ideologia passou a ser crença. O que era política, tornou-se religião. O que era religião, passou a ser estratégia de poder.
Para fabricar armas, é preciso fabricar inimigos. Para produzir inimigos, é imperioso sustentar fantasmas.
A manutenção desse alvoroço requer um dispendioso aparato e um batalhão de especialistas que, em segredo, tomam decisões em nosso nome. Eis o que nos dizem: para superarmos as ameaças domésticas, precisamos de mais polícia, mais prisões, mais segurança privada e menos privacidade. Para enfrentarmos as ameaças globais, precisamos de mais exércitos, mais serviços secretos e a suspensão temporária da nossa cidadania.
Todos sabemos que o caminho verdadeiro tem que ser outro. Todos sabemos que esse outro caminho poderia começar, por exemplo, pelo desejo de conhecermos melhor esses que, de um e de outro lado, aprendemos a chamar de “eles”. Aos adversários políticos e militares juntam-se agora o clima, a demografia e as epidemias. O sentimento que se criou é o seguinte: a realidade é perigosa, a natureza é traiçoeira e a humanidade, imprevisível.
Vivemos como cidadãos, e como espécie, em permanente situação de emergência. Como em qualquer outro estado de sítio, as liberdades individuais devem ser contidas, a privacidade pode ser invadida e a racionalidade deve ser suspensa. Todas essas restrições servem para que não sejam feitas perguntas, como por exemplo, estas: por que motivo a crise financeira não atingiu a indústria do armamento? Por que motivo se gastou, apenas no ano passado, um trilhão e meio de dólares em armamento militar? Por que razão os que hoje tentam proteger os civis na Líbia são exatamente os que mais armas venderam ao regime do coronel Kadafi? Por que motivo se realizam mais seminários sobre segurança do que sobre justiça? Se queremos resolver e não apenas discutir a segurança mundial, teremos que enfrentar ameaças bem reais e urgentes.
Há uma arma de destruição massiva que está sendo usada todos os dias, em todo o mundo, sem que seja preciso o pretexto da guerra.
Essa arma chama-se fome.
Em pleno século XXI, um em cada seis seres humanos passa fome. O custo para superar a fome mundial seria uma fração muito pequena do que se gasta em armamento. A fome será, sem dúvida, a maior causa de insegurança do nosso tempo.
Mencionarei ainda uma outra silenciada violência: em todo o mundo, uma em cada três mulheres foi -- ou será -- vítima de violência física ou sexual durante o seu tempo de vida. É verdade que, sobre uma grande parte do nosso planeta, pesa uma condenação antecipada pelo fato simples de serem mulheres.
A nossa indignação, porém, é bem menor que o medo. Sem darmos conta, fomos convertidos em soldados de um exército sem nome e, como militares sem farda, deixamos de questionar. Deixamos de fazer perguntas e discutir razões. As questões de ética são esquecidas, porque está provada a barbaridade dos outros e, porque estamos em guerra, não temos que fazer prova de coerência, nem de ética nem de legalidade.
É sintomático que a única construção humana que pode ser vista do espaço seja uma muralha. A Grande Muralha foi erguida para proteger a China das guerras e das invasões. A Muralha não evitou conflitos nem parou os invasores. Possivelmente morreram mais chineses construindo a muralha do que vítimas das invasões que realmente aconteceram. Diz-se que alguns trabalhadores que morreram foram emparedados na sua própria construção.
Esses corpos convertidos em muro e pedra são uma metáfora do quanto o medo nos pode aprisionar.
Há muros que separam nações, há muros que dividem pobres e ricos, mas não há hoje, no mundo um muro, que separe os que têm medo dos que não têm medo. Sob as mesmas nuvens cinzentas vivemos todos nós, do sul e do norte, do ocidente e do oriente. Citarei Eduardo Galiano acerca disto, que é o medo global, e dizer:
"Os que trabalham têm medo de perder o trabalho; os que não trabalham têm medo de nunca encontrar trabalho; quando não têm medo da fome têm medo da comida; os civis têm medo dos militares; os militares têm medo da falta de armas e as armas têm medo da falta de guerras.
E, se calhar, acrescento agora eu: há quem tenha medo que o medo acabe.
Muito obrigado."
terça-feira, 31 de janeiro de 2017
Legalização das drogas
"Eu sou completamente a favor da legalização das drogas, mas vender por aí, que simplesmente legalizar as drogas vai acabar com o extermínio da juventude negra e periférica, e que também vai acabar com a barbárie que impera no sistema carcerário brasileiro, me parece um tanto quanto irresponsável." Leonardo Freire (colega face)
Vídeo fala contra Trump e Obama - parca Meryl Stripe
Não sei nada da atuação política da Meryl Streep.
Mas fica pra reflexão:
"Olha... a Política anda mais polarizada. Por isso, eu preciso dizer de antemão que acho o Obama e os democratas (que não são homogêneos) menos piores do que Trump, republicanos e em especial grupos ultraconservadores como o Tea Party. Mas é uma polarização dentro da Direita, dentro da lógica do sistema.
Achar que o Obama é de Esquerda é um sintoma do consevadorismo que vai se descobrindo e alastrando na sociedade. Quem é de Direita e acha que ele é de Esquerda, o acha porque é contra qualquer olhar mais atento pra algumas minorias sociais. Quem é de Esquerda e acha o mesmo, é porque, das duas uma: perdeu as referências e anda desiludido ou não viu o quadro por um plano mais amplo... e sequer é de Esquerda.
Ps.: Meryl Streep é uma deusa da Arte, me importa menos o que ela falou, só tô atentando pra olharmos além." Marcel
Vídeo : de Contrapropaganda
https://m.facebook.com/story.php?story_fbid=1820595268182598&id=1820503101525148
Mas fica pra reflexão:
"Olha... a Política anda mais polarizada. Por isso, eu preciso dizer de antemão que acho o Obama e os democratas (que não são homogêneos) menos piores do que Trump, republicanos e em especial grupos ultraconservadores como o Tea Party. Mas é uma polarização dentro da Direita, dentro da lógica do sistema.
Achar que o Obama é de Esquerda é um sintoma do consevadorismo que vai se descobrindo e alastrando na sociedade. Quem é de Direita e acha que ele é de Esquerda, o acha porque é contra qualquer olhar mais atento pra algumas minorias sociais. Quem é de Esquerda e acha o mesmo, é porque, das duas uma: perdeu as referências e anda desiludido ou não viu o quadro por um plano mais amplo... e sequer é de Esquerda.
Ps.: Meryl Streep é uma deusa da Arte, me importa menos o que ela falou, só tô atentando pra olharmos além." Marcel
Vídeo : de Contrapropaganda
https://m.facebook.com/story.php?story_fbid=1820595268182598&id=1820503101525148
Obama se faz de bom moço: e o Mundo Árabe?
Mundo árabe:
"O chamado mundo árabe é constituído por dezenove países, doze dos quais são asiáticos (Síria, Líbano, Jordânia, Iraque, Arábia Saudita, Iêmen, Iêmen do Sul, Sultanato de Omã, Qatar, Emirados Árabes Unidos, Bahrein, Kuwait) e sete africanos (Egito, Líbia, Tunísia, Argélia, Marrocos, Mauritânia, Sudão)."
Obama:
"Em 2016, os Estados Unidos lançaram 26.171 bombas em sete países, diz o especialista norte-americano em política externa e segurança nacional, Micah Zenko, no site oficial do Conselho de Relações Exteriores.
Deste número, 12.191 bombas foram lançadas na Síria, 12.095 no Iraque, 1.337 no Afeganistão, 496 na Líbia, 34 no Iêmen, 12 na Somália e três no Paquistão."
https://br.sputniknews.com/mundo/201701077368019-bombas-obama-siria-afeganistao-2016-ataques-aereos/
"O chamado mundo árabe é constituído por dezenove países, doze dos quais são asiáticos (Síria, Líbano, Jordânia, Iraque, Arábia Saudita, Iêmen, Iêmen do Sul, Sultanato de Omã, Qatar, Emirados Árabes Unidos, Bahrein, Kuwait) e sete africanos (Egito, Líbia, Tunísia, Argélia, Marrocos, Mauritânia, Sudão)."
Obama:
"Em 2016, os Estados Unidos lançaram 26.171 bombas em sete países, diz o especialista norte-americano em política externa e segurança nacional, Micah Zenko, no site oficial do Conselho de Relações Exteriores.
Deste número, 12.191 bombas foram lançadas na Síria, 12.095 no Iraque, 1.337 no Afeganistão, 496 na Líbia, 34 no Iêmen, 12 na Somália e três no Paquistão."
https://br.sputniknews.com/mundo/201701077368019-bombas-obama-siria-afeganistao-2016-ataques-aereos/
Desembargadores ganhando 300 mil - crise pra quem?
Imagine só:
Com um desembargador desses a gente já empregada e pagava, pelo menos, 150 pessoas!
Se vc n fizer o debate político será um IDIOTA e, literalmente, vai pagar por isso!
"Em plena crise, desembargadores ganhando mais de 300 mil por mês, “dentro da lei” "
http://falandoverdades.com.br/2017/01/13/em-plena-crise-desembargadores-ganhando-mais-de-300-mil-por-mes-dentro-da-lei/
Com um desembargador desses a gente já empregada e pagava, pelo menos, 150 pessoas!
Se vc n fizer o debate político será um IDIOTA e, literalmente, vai pagar por isso!
"Em plena crise, desembargadores ganhando mais de 300 mil por mês, “dentro da lei” "
http://falandoverdades.com.br/2017/01/13/em-plena-crise-desembargadores-ganhando-mais-de-300-mil-por-mes-dentro-da-lei/
Rebelião em presídio do Rio Grande do norte
Rebelião em presídio do Rio Grande do norte: a Rede Globo só fala da briga entre facções. Animais, não?
Ah. Vale lembrar que não existe teletransporte pra armas daquele tamanho. E que tb não dá pras visitas botarem debaixo da saia pra entregar SEM OS PRÓPRIOS POLICIAIS do local saberem.
É óbvio mas precisa ser dito. A falha é sempre coletiva. Ninguém erra sozinho.
O cenário é de? GUERRA.
Quantos governos lançam mão dessa mesma técnica nas competições econômicas? Religiosas? Políticas?
Se bandido bom é bandido morto, vamos visualizar que tantos advogados e forças armadas não dão conta de cumprir a própria lei, então não podem zelar por ela. Vamos lembrar d Cunha e Cabral e de como jamais a lei mataria quem tem poder econômico mesmo esses, que estão descobertos. Rs
Nos nossos municípios não é diferente.
Ah. Vale lembrar que não existe teletransporte pra armas daquele tamanho. E que tb não dá pras visitas botarem debaixo da saia pra entregar SEM OS PRÓPRIOS POLICIAIS do local saberem.
É óbvio mas precisa ser dito. A falha é sempre coletiva. Ninguém erra sozinho.
O cenário é de? GUERRA.
Quantos governos lançam mão dessa mesma técnica nas competições econômicas? Religiosas? Políticas?
Se bandido bom é bandido morto, vamos visualizar que tantos advogados e forças armadas não dão conta de cumprir a própria lei, então não podem zelar por ela. Vamos lembrar d Cunha e Cabral e de como jamais a lei mataria quem tem poder econômico mesmo esses, que estão descobertos. Rs
Nos nossos municípios não é diferente.
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Politicar,
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Segurança Pública?,
Violência
Cada vez que denunciam no jornal o absurdo da saúde e esse sistema de (des)organização de filas (o famosíssimo SISREG) que assina em baixo de tantas mortes, analiso como é comum esfregar a dor da população na sua própria cara sem que se ajude em nada essas pessoas a reagirem.
Me faz perceber que tipo de jornalismo é esse (que eu não aguento mais e, por isso, raramente vejo) que chega em tanta gente e não muda nada.
Me faz pensar porque não basta pras pessoas, verem uma notícia como essa pra se revoltarem. Me faz analisar como você tem q ser muito privilegiado pra ter tempo de pensar e se formar, antes de ser vencido pelo bordão de que "não adianta fazer nada", mais uma vez, porque a lei é só para os protegidos políticos. Em todo lugar.
. Precisamos descansar e falar sobre o que nos incomoda.
. Nos unir enquanto povo pra dizer o que o governo deve fazer, e não o contrário.
. Encher o mundo de milhões de grupos que discutam e se proponham a fazer alguma coisa, um dia no mês , no próprio bairro. Seja pra se ajudarem, seja pra conhecerem a realidade da sua cidade e, assim, poderem cobrar melhorias.
. Que esses vários grupos valorizem as iniciativas de pessoas conhecidas que se disponham a dar uma aula de futebol ou de matemática seja de forma material ou financeira;
. Que sejamos mais éticos nos nossos trabalhos ao invés de brigar entre nós por causa de ordens ruins e ver no nosso semelhante um inimigo;
. Que a gente substitua a lógica de guerra e da competição que nos separa, em favor de uma lógica de cooperação. Eu não preciso pagar na mesma moeda se meu objetivo é fazer um bom trabalho;
. Vamos brincar e cantar, mas também debater a boa política. Essa que está no nosso cotidiano e que nos priva d direitos se a gente só deixa quem tem dinheiro resolver e nem sabe o que a gente vê e passa decidir.
...
Tem muito o que ser feito. E com alegria apesar do cansaço.
Me faz perceber que tipo de jornalismo é esse (que eu não aguento mais e, por isso, raramente vejo) que chega em tanta gente e não muda nada.
Me faz pensar porque não basta pras pessoas, verem uma notícia como essa pra se revoltarem. Me faz analisar como você tem q ser muito privilegiado pra ter tempo de pensar e se formar, antes de ser vencido pelo bordão de que "não adianta fazer nada", mais uma vez, porque a lei é só para os protegidos políticos. Em todo lugar.
. Precisamos descansar e falar sobre o que nos incomoda.
. Nos unir enquanto povo pra dizer o que o governo deve fazer, e não o contrário.
. Encher o mundo de milhões de grupos que discutam e se proponham a fazer alguma coisa, um dia no mês , no próprio bairro. Seja pra se ajudarem, seja pra conhecerem a realidade da sua cidade e, assim, poderem cobrar melhorias.
. Que esses vários grupos valorizem as iniciativas de pessoas conhecidas que se disponham a dar uma aula de futebol ou de matemática seja de forma material ou financeira;
. Que sejamos mais éticos nos nossos trabalhos ao invés de brigar entre nós por causa de ordens ruins e ver no nosso semelhante um inimigo;
. Que a gente substitua a lógica de guerra e da competição que nos separa, em favor de uma lógica de cooperação. Eu não preciso pagar na mesma moeda se meu objetivo é fazer um bom trabalho;
. Vamos brincar e cantar, mas também debater a boa política. Essa que está no nosso cotidiano e que nos priva d direitos se a gente só deixa quem tem dinheiro resolver e nem sabe o que a gente vê e passa decidir.
...
Tem muito o que ser feito. E com alegria apesar do cansaço.
Horas de vôo e Teori - por Marco Antônio P.
Publicação dos amigos sobre a morte de Teori, relator da Lava-jato.
Marco Antônio P. Da Costa:
"Meu pai tem entre 30 e 35 mil horas de vôo na Amazônia. Garimpos, balatal, Marajó de cabo a rabo. É daqueles contemporâneos do "Deixa Comigo", do "Pantera Cor de Rosa" e toda uma moçada acostumada à pistas de 200 metros em aclives dentro de vales e outras adversidades. Quem é da Amazônia conhece nosso clima e nossas chuvas. Os CB's da Amazônia não são de brincadeira. Só meu pai caiu 5 vezes e tá inteirinho aqui do meu lado, e isso tudo quase sempre em modelos de avião da Cesnna monotores. Esse avião que caiu é dá Beechcraft, bi motor, novo e todo revisado. Se pára um motor, tem outro. Os ventos do momento eram de 11 nós, e chovia pouco, muito pouco para um avião que é considerado muito seguro e apelidado de King Air. Há uma brincadeira na aviação que diz que de tão bem feitos e de tanta qualidade "um avião da Beach dá dois Cesnna e três Piper". Não poderia ter apenas o piloto, o padrão era ter um co-piloto. Cair há 2 KM da pista? Já é a "final curta", já tá "visual" e não "instrumento". Tudo, mas exatamente tudo, indica uma sabotagem. Mal súbito do piloto? Erro humano? Pane seca? Não dá pra afirmar. Não há nada de conspirativo imaginar essas coisas. Passada as possibilidades técnicas, basta dizer que muitos canalhas dormiram felizes e aliviados, simulando suas ditas "solidariedades". O Brasil não é pra amadores."
Marco Antônio P. Da Costa:
"Meu pai tem entre 30 e 35 mil horas de vôo na Amazônia. Garimpos, balatal, Marajó de cabo a rabo. É daqueles contemporâneos do "Deixa Comigo", do "Pantera Cor de Rosa" e toda uma moçada acostumada à pistas de 200 metros em aclives dentro de vales e outras adversidades. Quem é da Amazônia conhece nosso clima e nossas chuvas. Os CB's da Amazônia não são de brincadeira. Só meu pai caiu 5 vezes e tá inteirinho aqui do meu lado, e isso tudo quase sempre em modelos de avião da Cesnna monotores. Esse avião que caiu é dá Beechcraft, bi motor, novo e todo revisado. Se pára um motor, tem outro. Os ventos do momento eram de 11 nós, e chovia pouco, muito pouco para um avião que é considerado muito seguro e apelidado de King Air. Há uma brincadeira na aviação que diz que de tão bem feitos e de tanta qualidade "um avião da Beach dá dois Cesnna e três Piper". Não poderia ter apenas o piloto, o padrão era ter um co-piloto. Cair há 2 KM da pista? Já é a "final curta", já tá "visual" e não "instrumento". Tudo, mas exatamente tudo, indica uma sabotagem. Mal súbito do piloto? Erro humano? Pane seca? Não dá pra afirmar. Não há nada de conspirativo imaginar essas coisas. Passada as possibilidades técnicas, basta dizer que muitos canalhas dormiram felizes e aliviados, simulando suas ditas "solidariedades". O Brasil não é pra amadores."
Quando fui a Córdoba, Argentina (♡), apresentar uns trabalhos em um evento da universidade desse local em 2011, conheci uma antiga cadeia aonde foram torturads e morts tants press políticos e que tinha virado o "Archivo Provincial de lá Memoria". Dá pra ver obviamente a arte a serviço da (daquela) história, algo tão necessário e importante. Era inevitável entrar no clima.
Acho que não tem muito como julgar as pessoas pelas fotos sorridentes porque informa muito pouco, mas fico feliz de demonstrarem estranhamento em relação ao aparente comportamento, na falta de oportunidade de fazer uma intervenção mais profunda e constante no local, de fato.
Havia algum contato com a tristeza daquelas histórias, no labirinto em que se transformara a cadeia pra gente passar. Em uma cela subterrânea, passava um vídeo preto e branco louvando a ditadura. Era o lugar ideal pra se falar em ditadura. Mas a maior das intervenções, além das fotos por todos os lados, foi a da sala branca com uma bicicleta azul.
VC SUBIA NA BICICLETA E COMEÇAVA A PEDALAR. ISSO GERAVA ENERGIA PRA UM RÁDIO QUE ESTAVA AMARRADO A SUA GARUPA. A MÚSICA TE FAZIA SAIR DO LUGAR, DANDO SENSAÇÃO DE IR ADIANTE. A SUA FRENTE, TINHAM DOIS CARTÕES POSTAIS:
. UM VIRADO DE FRENTE, COM A FOTO DA MESMA BICICLETA;
. OUTRO, DE COSTAS, ONDE SE LIA A HISTÓRIA DE EDUARDO GOLDAR, DESAPARECIDO, DEIXANDO A BICICLETA COMO LEMBRANÇA DA SUA AUSÊNCIA. E A "ESPERA ETERNA QUE UM DESAPARECIMENTO PRPDUZ".
Esse link foi o primeiro que achei. Nada muito bom, mas tem algumas fotos e outros detalhes essenciais pra se vislumbrar o clima do lugar que citei.
http://www.360meridianos.com/2015/02/cordoba-e-ditadura-militar-na-argentina.html
"Boa" viagem.
-------------------------
"Yolocaust. Um site está alterando fotos tiradas no memorial do holocausto em Berlim inserindo imagens reais do holocausto. A ideia é questionar a alegria e animação de pessoas em um lugar que foi feito para lembrar um dos maiores massacres da humanidade.
*Link para o site nos comentários."
Sobre:
https://m.facebook.com/story.php?story_fbid=1344671155589268&id=165205036869225
Fonte :
Acho que não tem muito como julgar as pessoas pelas fotos sorridentes porque informa muito pouco, mas fico feliz de demonstrarem estranhamento em relação ao aparente comportamento, na falta de oportunidade de fazer uma intervenção mais profunda e constante no local, de fato.
Havia algum contato com a tristeza daquelas histórias, no labirinto em que se transformara a cadeia pra gente passar. Em uma cela subterrânea, passava um vídeo preto e branco louvando a ditadura. Era o lugar ideal pra se falar em ditadura. Mas a maior das intervenções, além das fotos por todos os lados, foi a da sala branca com uma bicicleta azul.
VC SUBIA NA BICICLETA E COMEÇAVA A PEDALAR. ISSO GERAVA ENERGIA PRA UM RÁDIO QUE ESTAVA AMARRADO A SUA GARUPA. A MÚSICA TE FAZIA SAIR DO LUGAR, DANDO SENSAÇÃO DE IR ADIANTE. A SUA FRENTE, TINHAM DOIS CARTÕES POSTAIS:
. UM VIRADO DE FRENTE, COM A FOTO DA MESMA BICICLETA;
. OUTRO, DE COSTAS, ONDE SE LIA A HISTÓRIA DE EDUARDO GOLDAR, DESAPARECIDO, DEIXANDO A BICICLETA COMO LEMBRANÇA DA SUA AUSÊNCIA. E A "ESPERA ETERNA QUE UM DESAPARECIMENTO PRPDUZ".
Esse link foi o primeiro que achei. Nada muito bom, mas tem algumas fotos e outros detalhes essenciais pra se vislumbrar o clima do lugar que citei.
http://www.360meridianos.com/2015/02/cordoba-e-ditadura-militar-na-argentina.html
"Boa" viagem.
-------------------------
"Yolocaust. Um site está alterando fotos tiradas no memorial do holocausto em Berlim inserindo imagens reais do holocausto. A ideia é questionar a alegria e animação de pessoas em um lugar que foi feito para lembrar um dos maiores massacres da humanidade.
*Link para o site nos comentários."
Sobre:
https://m.facebook.com/story.php?story_fbid=1344671155589268&id=165205036869225
Fonte :
Morreram - Lapa
Morreram
Estava lá. Com o pessoal que tenta, através do teatro do oprimido, alçar novos voos nos seus trabalhos.
Eis que nem todo vôo é figurado.
Um corpo se lançou de um prédio no chão.
Não ouvimos essas histórias todos os dias? Mas que diferença faz quando essa tristeza acontece tão próximo de vc? Na esquina em q vc está?
Por que isso haveria de chocar?
O que eu tenho a ver com isso?
Fui lá.
Um moço chamava o SAMU. No meio de tanta tristeza me orgulhei dele. Pus aquilo em palavras. "Tenho orgulho d vc!! Que isso seja ser humano.". Mas eu não ignorava. Que o garçom do bar em que eu estava tinha andado na minha frente. Com um sorriso, tirou foto. Me guardei. Pra primeiro me dar essa chance q eu tive de me orgulhar.
Fui atrás do garçom. Não era raiva. Era como quem preparava o corpo pra uma luta, pra uma porrada. Entrei no bar. Falei baixo: "vc acha certo o q vc fez? O q vc vai fazer com essa foto? Vc vai ficar olhando ou vai jogar na internet?".
Sem mais ele falou "tu é da família? ". Falei "todo mundo é. ". Ele retrucava e falava q ele faria o q que ele quisesse.
Meu irmão. ...
Aí o grito veio.
Falei alto mesmo. Veio todo mundo. Dono de bar, cliente preferida. Eu ali no termômetro. Analisando até onde dava pra ir.
Só um momento fazia todo mundo engolir frio durante 1 segundo:
"SE FOSSE DA SUA FAMÍLIA?
VC IA QUERER VER ANTES D SABER?
TEU FILHO?
TEU IRMÃO?
TEU PAI?
VC IA QUERER VER COM AS TRIPAS PRA FORA NA INTERNET? ENTÃO?".
Engolir antes de falar.
Foi o q puderam fazer.
E eu disse: ENTÃO A GENTE CONCORDA. SEU PROBLEMA NÃO É COMIGO.
Disse o dono do bar que nada podia fazer. Q era a "liberdade dele de tirar foto". Eu falei que não. Que era uma questão de humanidade e que se a gente não era capaz de se horrorizar com uma atitude daquelas era o nosso mundo que estava perdido.
Ele falou que ia pedir pra apagar.
Suicídio ou assassinato. Por que acontecer do nosso lado faz tanta diferença?
Por isso.
Não consegui comer.
Ou era o corpo da luta ou o do prazer.
Estava lá. Com o pessoal que tenta, através do teatro do oprimido, alçar novos voos nos seus trabalhos.
Eis que nem todo vôo é figurado.
Um corpo se lançou de um prédio no chão.
Não ouvimos essas histórias todos os dias? Mas que diferença faz quando essa tristeza acontece tão próximo de vc? Na esquina em q vc está?
Por que isso haveria de chocar?
O que eu tenho a ver com isso?
Fui lá.
Um moço chamava o SAMU. No meio de tanta tristeza me orgulhei dele. Pus aquilo em palavras. "Tenho orgulho d vc!! Que isso seja ser humano.". Mas eu não ignorava. Que o garçom do bar em que eu estava tinha andado na minha frente. Com um sorriso, tirou foto. Me guardei. Pra primeiro me dar essa chance q eu tive de me orgulhar.
Fui atrás do garçom. Não era raiva. Era como quem preparava o corpo pra uma luta, pra uma porrada. Entrei no bar. Falei baixo: "vc acha certo o q vc fez? O q vc vai fazer com essa foto? Vc vai ficar olhando ou vai jogar na internet?".
Sem mais ele falou "tu é da família? ". Falei "todo mundo é. ". Ele retrucava e falava q ele faria o q que ele quisesse.
Meu irmão. ...
Aí o grito veio.
Falei alto mesmo. Veio todo mundo. Dono de bar, cliente preferida. Eu ali no termômetro. Analisando até onde dava pra ir.
Só um momento fazia todo mundo engolir frio durante 1 segundo:
"SE FOSSE DA SUA FAMÍLIA?
VC IA QUERER VER ANTES D SABER?
TEU FILHO?
TEU IRMÃO?
TEU PAI?
VC IA QUERER VER COM AS TRIPAS PRA FORA NA INTERNET? ENTÃO?".
Engolir antes de falar.
Foi o q puderam fazer.
E eu disse: ENTÃO A GENTE CONCORDA. SEU PROBLEMA NÃO É COMIGO.
Disse o dono do bar que nada podia fazer. Q era a "liberdade dele de tirar foto". Eu falei que não. Que era uma questão de humanidade e que se a gente não era capaz de se horrorizar com uma atitude daquelas era o nosso mundo que estava perdido.
Ele falou que ia pedir pra apagar.
Suicídio ou assassinato. Por que acontecer do nosso lado faz tanta diferença?
Por isso.
Não consegui comer.
Ou era o corpo da luta ou o do prazer.
segunda-feira, 17 de outubro de 2016
Fechamento da SEASDH: Trâmites burocráticos
SUAS - Sistema Único de Assistência Social
- Primeira reunião ampliada do CEAS - RJ
Primeira reunião ampliada do CEAS - RJ (Conselho Estadual de Assistência Social RJ) em 10 (dez) de outubro de 2016:
"Encaminhanentos:
Na reunião, em sua maioria, haviam conselheiros municipais da assistência social e da gestão das secretarias da assistência de varios municípios. Posso precisar pra senhora mais tarde quais eram os presentes se for necessário. Vieram representantes de Friburgo, Teresópolis, Guapimirim, enfim, de varios lugares. Pela pluralidade fez pensar como articular uma manifestação contando com essas diferentes representações. Encaminhamos que o CEAS-RJ deveria fazer reuniões como aquela descentralizadas nos municípios ou por regiões através de quem pudesse auxiliar: sindicatos das categorias, conselhos de direitos, conselhos profissionais, etc.
Por estarmos em estado de calamidade, não adianta pressionar o legislativo, pois as decisões estão se dando a nível de executivo. Precisamos de muita manifestação popular, pois com a possibilidade de perda de emprego e frente de trabalho pela assistência o governo já contava que seus funcionários fossem reagir e isso não os intimida.
Houve uma análise das falhas dos trabalhos realizados pela assistência até então quanto a não politização dos usuários dura te o trabalho, por exemplo. São poucos lugares que tem fóruns pra ouvir os usuários, foruns de usuários. Nesse momento de desmonte da assistência por parte do próprio governo, a nossa única força política em quantidade seria ter a população defendendo a assistência. Antes disso esforços como pressionar deputados, principalmente os do PMDB, foram propostos como encaminhamento enquanto a população está em fase de mobilização.
O debate girou em torno da questão: sem as secretarias estaduais e com a sua provável junção a secretaria de saúde , a tendência seriam acabar as secretarias municipais e diversos serviços que dependem do cofinanciamento do estado, o que seria um retrocesso a nível de garantia de direitos.
Se questiona o critério utilizado pra acabar justamente com essa secretaria , se com uma crise econômico o público prejudicado é justamente os em maior vulnerabilidade."
Disseram que mandariam os encaminhamentos por e-mais , mas apenas a nova carta aperfeiçoada nessa primeira reunião ampliada chegou. Os encaminhamentos não foram feitos ao final da reunião por "falta de tempo".
Carta a seguir:
"Carta Aberta
Em Defesa da Assistência Social / SUAS no Estado do Rio de Janeiro
“Se, na verdade, não estou no mundo para simplesmente a ele me adaptar, mas para transformá-lo; se não é possível mudá-lo sem um certo sonho ou projeto de mundo, devo usar toda possibilidade que tenha para não apenas falar de minha utopia, mas participar de práticas com ela coerentes.”
Paulo Freire - Pedagogia da indignação.
Vivemos no estado do Rio de Janeiro a iminência de gravíssimo retrocesso quanto aos avanços conquistados pela Política Pública de Assistência Social executada através do Sistema Único de Assistência Social – SUAS, previsto na Constituição de 1988 e regulamentado através da Lei Orgânica de Assistência Social (Lei nº 8.742/1993 e alterações dadas pela Lei nº 12.435/2011).
O Governo do Estado do Rio de Janeiro, que vive a mais grave crise financeira de sua história, para minimizar os impactos da crise administrativa instalada e, visando o enxugamento da máquina pública estadual, conforme noticiários propõem a redução do número de Secretarias: o que nos parece inevitável. Porém, o que nos parece absurdo é que entre as Secretarias a serem extintas esteja a Secretaria Estadual de Assistência Social e Direitos Humanos (SEASDH).
Além da Assistência Social, a SEASDH é responsável pela condução de várias outras políticas públicas garantidoras de direitos no estado. Ainda que os Direitos Humanos ganhem maior destaque, em função da nomenclatura da Secretaria, não se pode esquecer das políticas específicas para Mulheres, Pessoas com Deficiência, Crianças e Adolescentes, para LGBT, Igualdade Racial, de Combate a Intolerância Religiosa, das Política de Segurança Alimentar e Nutricional.
Nesse sentido, a despeito das demais políticas específicas, parece haver uma diretriz reducionista do governo, que reorientaria a pasta dos Direitos Humanos, propondo sua vinculação à Casa Civil. Por sua vez, a Política de Assistência Social, assim como toda a direção estadual do Sistema Único de Assistência Social, na melhor das hipóteses, passaria a ser hospedada pela Secretaria Estadual de Saúde, comprometendo os sistemas SUS e SUAS, que têm forte interface, mas diretrizes e execução de seus serviços claramente diferenciadas.
Frente ao agravamento da crise econômica, faltam cada vez mais postos de trabalho. Consequentemente, o incremento das vulnerabilidades de milhares de famílias só faz aumentar as demandas pelos serviços do SUAS. Assim, independente de qualquer corte de despesas que isso possa significar, e que estudos tenham fundamentado a proposta de extinção da SEASDH, fica a pergunta sobre quais critérios foram utilizados para definir as prioridades do Governo do Estado do Rio de Janeiro.
O direito, sobretudo é exercício de cidadania e, o Sistema Único de Assistência Social é uma das expressões mais legítimas desse exercício. Para os trabalhadores do SUAS – em torno de 20 mil só no estado do Rio – esse exercício é também um ofício, um ofício que se expressa pelo comprometimento ético e político em defesa dos segmentos mais vulneráveis da população.
O SUAS é uma conquista do povo brasileiro, cujas lutas remontam os movimentos sociais que culminaram na redemocratização do Brasil. Nesse sentido, os movimentos sociais no estado do Rio de Janeiro sempre estiveram presentes, sendo a capital do estado um dos palcos privilegiados para fazer com que o exercício da democracia pudesse ganhar a visibilidade necessária para as mudanças pretendidas.
Nos últimos anos, o Governo do Estado do Rio, por meio da SEASDH também foi protagonista de grandes conquistas para o SUAS. Fora a construção de uma relação de confiança com os 92 municípios fluminenses, ganhou ainda mais notoriedade no fortalecimento do pacto federativo quando venceu a lógica convenial e passou, tal como o Governo Federal, a cofinanciar os serviços socioassistenciais nos municípios por meio da transferência direta de recursos do Fundo Estadual de Assistência Social (FEAS) para os Fundos Municipais de Assistência Social (FMAS).
Graças a esses esforços, pode-se contabilizar atualmente em todo o estado, equipamentos com estrutura física e recursos humanos definidos em regulação única nacional materializados em: 452 CRAS (Centros de Referência da Assistência Social), que servem como referência para atendimento de aproximadamente 4.542.000 mil famílias por ano. Há também no estado 119 CREAS (Centros de Referência Especializados da Assistência Social) atendendo às mais diversas formas de violações de direitos e 19 Centros Pop (Serviços Especializados para População em Situação de Rua).
Na alta complexidade do SUAS são 337 unidades de acolhimento institucional ativas nos municípios, o que corresponde a 7.950 vagas para colhimento de crianças e adolescentes, idosos, pessoas com deficiência, mulheres em situação de violência e pessoas em situação de rua. Isso sem mencionar mais 469 vagas ofertadas em serviços geridos pela própria SEASDH e mais 325 vagas ofertadas em parceria com Entidades e Organizações não governamentais.
Atualmente, toda essa rede de serviços está sob ameaça. Desde 2014, os municípios vêm sofrendo com a interrupção dos repasses de recursos do cofinanciamento estadual para o SUAS. Isso tem resultado em perdas importantes na execução dos serviços, especialmente de recursos humanos. Sem um comando gestor único para o SUAS na esfera estadual, torna-se praticamente nula a expectativa dos gestores municipais em verem reestabelecidos esses repasses. Tudo isso sem mencionar a insegurança dos trabalhadores da SEASDH que, sem serem estatutários, correm risco de demissão em massa, agravando a descontinuidade das políticas até então geridas pela Secretaria, perdendo-se, além do corpo de profissionais qualificados, a memória institucional no âmbito da gestão estadual.
Diante dos últimos acontecimentos, na iminência do desmonte do órgão gestor do SUAS na esfera estadual, é preciso que usuários, trabalhadores, gestores e outros atores possam compreender o quanto é imperiosa a recusa de que o estado do Rio de Janeiro seja o protagonista de tal retrocesso. Há o risco de se criar um efeito cascata para que o mesmo ocorra nos 92 municípios fluminenses. Tudo isso sem mencionar a criação do precedente para que tal desmonte do SUAS seja copiado também por outros estados da federação.
Sem desconsiderar a crise, mas sobretudo considerando, o protagonismo deste Estado na organização e oferta dos serviços desta política pública, afirmamos e reafirmamos que, esse tipo de protagonismo – o da desconstrução e do retrocesso – não gostaríamos que fosse um legado a ser deixado do estado do Rio de Janeiro.
Conforme previsto na sua Lei Orgânica, a assistência social é direito do cidadão e dever do Estado. Sob esses aspectos, deve ser compreendida como Política de Seguridade Social não contributiva e “realizada através de um conjunto integrado de ações de iniciativa pública e da sociedade”. Tais ações se materializam sob a forma de um conjunto de serviços e benefícios, tipificados e regulamentados, ofertados atualmente em todo território nacional, visando ao atendimento e ao acompanhamento de famílias em situação de vulnerabilidade e riscos sociais. Todos os atores que contribuíram para a construção do SUAS no estado do Rio de Janeiro, se orgulham de serem intransigentes no cumprimento dessas orientações.
A gestão das ações da política de assistência social se organiza sob a forma de um sistema descentralizado e participativo, o SUAS, integrado por órgãos gestores da assistência social (as Secretarias) nos três entes federados; pelos respectivos Conselhos (federal, estaduais e municipais) de Assistência Social; por entidades filantrópicas e organizações prestadoras de serviços com vínculo ao SUAS; bem ainda pelas representações dos trabalhadores e dos usuários do Sistema. A extinção do órgão gestor na esfera estadual compromete todos os demais segmentos que compõem o SUAS, e as consequências são imprevisíveis, para o estado do Rio, especialmente quanto à possibilidade de suspensão de recursos federais para os nossos 92 municípios.
O ano de 2015 marcou uma década da instituição do SUAS no Brasil e, nesses dez anos, muito se avançou para sua efetiva consolidação, especialmente no que se refere à implantação da rede de serviços socioassistenciais. No entanto, a oferta da proteção social estatal impõe outros desafios à organização desse Sistema, sobretudo, num contexto de crise orçamentária e financeira pela qual atravessam os Governos Federal e Estadual, assim como as Prefeituras Municipais.
No Brasil, sua implementação permitiu avanços significativos na qualidade de vida da população mais pobre, mudando a realidade de muitos municípios, movimentando a renda local, além de revolucionar a forma de acompanhamento às famílias e o fortalecimento dos espaços de controle social.
Nos dias de hoje, vivemos um momento específico de crise na economia global, com rebatimentos diretos na economia do país. Também estamos lidando com uma das maiores crises políticas já vividas pelo Estado Brasileiro, sendo fundamental a garantia de todas as conquistas do processo democrático, além do fortalecimento de nossas instituições e reafirmação da Assistência Social, como Política Pública, conforme sinaliza nossa Constituição Federal de 1988.
NÃO AO RETROCESSO!
NEM UM PASSO ATRÁS, NENHUM DIREITO A MENOS!"
- Segunda reunião ampliada do CEAS - RJ
Por Vanda:
"Ficou definido na reunião ampliada do CEAS que haverá no dia 17/10 audiência pública na ALERJ às 14 horas. Chegar às 12h. para mobilização e manifestação antes da audiência. Terá carro de som e cantor de Rap.
Foi constituída uma comissão, que se reunirá amanhã, 14/10 às 10 horas no 7° andar, sala 748 do prédio da Central do Brasil para confecção de documento a ser entregue aos parlamentares e governador.
É muito importante a participação de todos!"
Complementando:
Essa comissão tb designará como será o ato de meio dia. A reunião foi mudada para o auditório do mesmo andar.
A carta que já tínhamos aprovado na reunião passada (dia 11.10) levamos até o Palácio Guanabara. O chefe da Casa Civil que nos recebeu (05 das 30 pessoas presentes).
Debateram sobre o absurdo do fechamento da secretaria e as implicações econômicas disso.
- Audiência na ALERJ em 17 (dezessete) de outubro de 2016:
Encaminhamentos da audiência pública na ALERJ em reação ao fechamento da SEASDH:
1 - Reunião com o governador;
2 - Obstrução da pauta;
3 - Buscar apoio de artistas reconhecidos;
4 - Conselheiros fazerem cara a cara com deputados indo até seus gabinetes (terça , quarta e quinta são os dias mais cheios dos deputados na câmara);
5 - Ações judiciais pra que direitos não sejam revogados;
6 - Ações no legislativo;
7 - Ampliar o apoio para movimentos sociais, sindicatos e afins;
O responsável pela mesa (Minc) ameaçou parar de encaminhar por aí e o pessoal lembrou mt bem lembrado mais um encaminhamento:
8 - Manifestação de rua em frente ao palácio Guanabara;
- Primeira reunião ampliada do CEAS - RJ
Primeira reunião ampliada do CEAS - RJ (Conselho Estadual de Assistência Social RJ) em 10 (dez) de outubro de 2016:
"Encaminhanentos:
Na reunião, em sua maioria, haviam conselheiros municipais da assistência social e da gestão das secretarias da assistência de varios municípios. Posso precisar pra senhora mais tarde quais eram os presentes se for necessário. Vieram representantes de Friburgo, Teresópolis, Guapimirim, enfim, de varios lugares. Pela pluralidade fez pensar como articular uma manifestação contando com essas diferentes representações. Encaminhamos que o CEAS-RJ deveria fazer reuniões como aquela descentralizadas nos municípios ou por regiões através de quem pudesse auxiliar: sindicatos das categorias, conselhos de direitos, conselhos profissionais, etc.
Por estarmos em estado de calamidade, não adianta pressionar o legislativo, pois as decisões estão se dando a nível de executivo. Precisamos de muita manifestação popular, pois com a possibilidade de perda de emprego e frente de trabalho pela assistência o governo já contava que seus funcionários fossem reagir e isso não os intimida.
Houve uma análise das falhas dos trabalhos realizados pela assistência até então quanto a não politização dos usuários dura te o trabalho, por exemplo. São poucos lugares que tem fóruns pra ouvir os usuários, foruns de usuários. Nesse momento de desmonte da assistência por parte do próprio governo, a nossa única força política em quantidade seria ter a população defendendo a assistência. Antes disso esforços como pressionar deputados, principalmente os do PMDB, foram propostos como encaminhamento enquanto a população está em fase de mobilização.
O debate girou em torno da questão: sem as secretarias estaduais e com a sua provável junção a secretaria de saúde , a tendência seriam acabar as secretarias municipais e diversos serviços que dependem do cofinanciamento do estado, o que seria um retrocesso a nível de garantia de direitos.
Se questiona o critério utilizado pra acabar justamente com essa secretaria , se com uma crise econômico o público prejudicado é justamente os em maior vulnerabilidade."
Disseram que mandariam os encaminhamentos por e-mais , mas apenas a nova carta aperfeiçoada nessa primeira reunião ampliada chegou. Os encaminhamentos não foram feitos ao final da reunião por "falta de tempo".
Carta a seguir:
"Carta Aberta
Em Defesa da Assistência Social / SUAS no Estado do Rio de Janeiro
“Se, na verdade, não estou no mundo para simplesmente a ele me adaptar, mas para transformá-lo; se não é possível mudá-lo sem um certo sonho ou projeto de mundo, devo usar toda possibilidade que tenha para não apenas falar de minha utopia, mas participar de práticas com ela coerentes.”
Paulo Freire - Pedagogia da indignação.
Vivemos no estado do Rio de Janeiro a iminência de gravíssimo retrocesso quanto aos avanços conquistados pela Política Pública de Assistência Social executada através do Sistema Único de Assistência Social – SUAS, previsto na Constituição de 1988 e regulamentado através da Lei Orgânica de Assistência Social (Lei nº 8.742/1993 e alterações dadas pela Lei nº 12.435/2011).
O Governo do Estado do Rio de Janeiro, que vive a mais grave crise financeira de sua história, para minimizar os impactos da crise administrativa instalada e, visando o enxugamento da máquina pública estadual, conforme noticiários propõem a redução do número de Secretarias: o que nos parece inevitável. Porém, o que nos parece absurdo é que entre as Secretarias a serem extintas esteja a Secretaria Estadual de Assistência Social e Direitos Humanos (SEASDH).
Além da Assistência Social, a SEASDH é responsável pela condução de várias outras políticas públicas garantidoras de direitos no estado. Ainda que os Direitos Humanos ganhem maior destaque, em função da nomenclatura da Secretaria, não se pode esquecer das políticas específicas para Mulheres, Pessoas com Deficiência, Crianças e Adolescentes, para LGBT, Igualdade Racial, de Combate a Intolerância Religiosa, das Política de Segurança Alimentar e Nutricional.
Nesse sentido, a despeito das demais políticas específicas, parece haver uma diretriz reducionista do governo, que reorientaria a pasta dos Direitos Humanos, propondo sua vinculação à Casa Civil. Por sua vez, a Política de Assistência Social, assim como toda a direção estadual do Sistema Único de Assistência Social, na melhor das hipóteses, passaria a ser hospedada pela Secretaria Estadual de Saúde, comprometendo os sistemas SUS e SUAS, que têm forte interface, mas diretrizes e execução de seus serviços claramente diferenciadas.
Frente ao agravamento da crise econômica, faltam cada vez mais postos de trabalho. Consequentemente, o incremento das vulnerabilidades de milhares de famílias só faz aumentar as demandas pelos serviços do SUAS. Assim, independente de qualquer corte de despesas que isso possa significar, e que estudos tenham fundamentado a proposta de extinção da SEASDH, fica a pergunta sobre quais critérios foram utilizados para definir as prioridades do Governo do Estado do Rio de Janeiro.
O direito, sobretudo é exercício de cidadania e, o Sistema Único de Assistência Social é uma das expressões mais legítimas desse exercício. Para os trabalhadores do SUAS – em torno de 20 mil só no estado do Rio – esse exercício é também um ofício, um ofício que se expressa pelo comprometimento ético e político em defesa dos segmentos mais vulneráveis da população.
O SUAS é uma conquista do povo brasileiro, cujas lutas remontam os movimentos sociais que culminaram na redemocratização do Brasil. Nesse sentido, os movimentos sociais no estado do Rio de Janeiro sempre estiveram presentes, sendo a capital do estado um dos palcos privilegiados para fazer com que o exercício da democracia pudesse ganhar a visibilidade necessária para as mudanças pretendidas.
Nos últimos anos, o Governo do Estado do Rio, por meio da SEASDH também foi protagonista de grandes conquistas para o SUAS. Fora a construção de uma relação de confiança com os 92 municípios fluminenses, ganhou ainda mais notoriedade no fortalecimento do pacto federativo quando venceu a lógica convenial e passou, tal como o Governo Federal, a cofinanciar os serviços socioassistenciais nos municípios por meio da transferência direta de recursos do Fundo Estadual de Assistência Social (FEAS) para os Fundos Municipais de Assistência Social (FMAS).
Graças a esses esforços, pode-se contabilizar atualmente em todo o estado, equipamentos com estrutura física e recursos humanos definidos em regulação única nacional materializados em: 452 CRAS (Centros de Referência da Assistência Social), que servem como referência para atendimento de aproximadamente 4.542.000 mil famílias por ano. Há também no estado 119 CREAS (Centros de Referência Especializados da Assistência Social) atendendo às mais diversas formas de violações de direitos e 19 Centros Pop (Serviços Especializados para População em Situação de Rua).
Na alta complexidade do SUAS são 337 unidades de acolhimento institucional ativas nos municípios, o que corresponde a 7.950 vagas para colhimento de crianças e adolescentes, idosos, pessoas com deficiência, mulheres em situação de violência e pessoas em situação de rua. Isso sem mencionar mais 469 vagas ofertadas em serviços geridos pela própria SEASDH e mais 325 vagas ofertadas em parceria com Entidades e Organizações não governamentais.
Atualmente, toda essa rede de serviços está sob ameaça. Desde 2014, os municípios vêm sofrendo com a interrupção dos repasses de recursos do cofinanciamento estadual para o SUAS. Isso tem resultado em perdas importantes na execução dos serviços, especialmente de recursos humanos. Sem um comando gestor único para o SUAS na esfera estadual, torna-se praticamente nula a expectativa dos gestores municipais em verem reestabelecidos esses repasses. Tudo isso sem mencionar a insegurança dos trabalhadores da SEASDH que, sem serem estatutários, correm risco de demissão em massa, agravando a descontinuidade das políticas até então geridas pela Secretaria, perdendo-se, além do corpo de profissionais qualificados, a memória institucional no âmbito da gestão estadual.
Diante dos últimos acontecimentos, na iminência do desmonte do órgão gestor do SUAS na esfera estadual, é preciso que usuários, trabalhadores, gestores e outros atores possam compreender o quanto é imperiosa a recusa de que o estado do Rio de Janeiro seja o protagonista de tal retrocesso. Há o risco de se criar um efeito cascata para que o mesmo ocorra nos 92 municípios fluminenses. Tudo isso sem mencionar a criação do precedente para que tal desmonte do SUAS seja copiado também por outros estados da federação.
Sem desconsiderar a crise, mas sobretudo considerando, o protagonismo deste Estado na organização e oferta dos serviços desta política pública, afirmamos e reafirmamos que, esse tipo de protagonismo – o da desconstrução e do retrocesso – não gostaríamos que fosse um legado a ser deixado do estado do Rio de Janeiro.
Conforme previsto na sua Lei Orgânica, a assistência social é direito do cidadão e dever do Estado. Sob esses aspectos, deve ser compreendida como Política de Seguridade Social não contributiva e “realizada através de um conjunto integrado de ações de iniciativa pública e da sociedade”. Tais ações se materializam sob a forma de um conjunto de serviços e benefícios, tipificados e regulamentados, ofertados atualmente em todo território nacional, visando ao atendimento e ao acompanhamento de famílias em situação de vulnerabilidade e riscos sociais. Todos os atores que contribuíram para a construção do SUAS no estado do Rio de Janeiro, se orgulham de serem intransigentes no cumprimento dessas orientações.
A gestão das ações da política de assistência social se organiza sob a forma de um sistema descentralizado e participativo, o SUAS, integrado por órgãos gestores da assistência social (as Secretarias) nos três entes federados; pelos respectivos Conselhos (federal, estaduais e municipais) de Assistência Social; por entidades filantrópicas e organizações prestadoras de serviços com vínculo ao SUAS; bem ainda pelas representações dos trabalhadores e dos usuários do Sistema. A extinção do órgão gestor na esfera estadual compromete todos os demais segmentos que compõem o SUAS, e as consequências são imprevisíveis, para o estado do Rio, especialmente quanto à possibilidade de suspensão de recursos federais para os nossos 92 municípios.
O ano de 2015 marcou uma década da instituição do SUAS no Brasil e, nesses dez anos, muito se avançou para sua efetiva consolidação, especialmente no que se refere à implantação da rede de serviços socioassistenciais. No entanto, a oferta da proteção social estatal impõe outros desafios à organização desse Sistema, sobretudo, num contexto de crise orçamentária e financeira pela qual atravessam os Governos Federal e Estadual, assim como as Prefeituras Municipais.
No Brasil, sua implementação permitiu avanços significativos na qualidade de vida da população mais pobre, mudando a realidade de muitos municípios, movimentando a renda local, além de revolucionar a forma de acompanhamento às famílias e o fortalecimento dos espaços de controle social.
Nos dias de hoje, vivemos um momento específico de crise na economia global, com rebatimentos diretos na economia do país. Também estamos lidando com uma das maiores crises políticas já vividas pelo Estado Brasileiro, sendo fundamental a garantia de todas as conquistas do processo democrático, além do fortalecimento de nossas instituições e reafirmação da Assistência Social, como Política Pública, conforme sinaliza nossa Constituição Federal de 1988.
NÃO AO RETROCESSO!
NEM UM PASSO ATRÁS, NENHUM DIREITO A MENOS!"
- Segunda reunião ampliada do CEAS - RJ
Por Vanda:
"Ficou definido na reunião ampliada do CEAS que haverá no dia 17/10 audiência pública na ALERJ às 14 horas. Chegar às 12h. para mobilização e manifestação antes da audiência. Terá carro de som e cantor de Rap.
Foi constituída uma comissão, que se reunirá amanhã, 14/10 às 10 horas no 7° andar, sala 748 do prédio da Central do Brasil para confecção de documento a ser entregue aos parlamentares e governador.
É muito importante a participação de todos!"
Complementando:
Essa comissão tb designará como será o ato de meio dia. A reunião foi mudada para o auditório do mesmo andar.
A carta que já tínhamos aprovado na reunião passada (dia 11.10) levamos até o Palácio Guanabara. O chefe da Casa Civil que nos recebeu (05 das 30 pessoas presentes).
Debateram sobre o absurdo do fechamento da secretaria e as implicações econômicas disso.
- Audiência na ALERJ em 17 (dezessete) de outubro de 2016:
Encaminhamentos da audiência pública na ALERJ em reação ao fechamento da SEASDH:
1 - Reunião com o governador;
2 - Obstrução da pauta;
3 - Buscar apoio de artistas reconhecidos;
4 - Conselheiros fazerem cara a cara com deputados indo até seus gabinetes (terça , quarta e quinta são os dias mais cheios dos deputados na câmara);
5 - Ações judiciais pra que direitos não sejam revogados;
6 - Ações no legislativo;
7 - Ampliar o apoio para movimentos sociais, sindicatos e afins;
O responsável pela mesa (Minc) ameaçou parar de encaminhar por aí e o pessoal lembrou mt bem lembrado mais um encaminhamento:
8 - Manifestação de rua em frente ao palácio Guanabara;
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segunda-feira, 22 de agosto de 2016
Amor em qualquer relação
Amor em qualquer relação
#Namoros
Eu já tinha dirimido em muito o meu orgulho nas relações com os companheiros que vamos tendo pela vida (que muitos chamam de "namorado"). Os esforços que fazemos para estar com alguém tem que ser um esforço em prol da gente também. Saber que estaremos com pessoas que nos farão avançar na direção q nós queremos ir é como não se fechar nela, e ser melhor para o mundo inteiro. Eu demorei pra entender que tem gente que não topa qualquer viagem. Isso nos faz ter que ESCOLHER pra ONDE e com QUEM queremos ir.
O problema maior sempre foi o ciúme excessivo e a forma como as pessoas tentam se isolar em uma pessoa só, excluindo um mundo inteiro que eu desejo tanto. Que tem em sua infinitude tudo que eu posso querer. Que tem em outros países os lugares e as pessoas q eu quero conhecer. De achar que temos que concordar em tudo sendo que eu entendo que em qualquer relação só podemos ser LIVRES se aceitamos que somos diferentes umas das outras (uns dos outros). Não existem duas pessoas iguais. Ou eu aceito a outra em sua diferença ou procuro um espelho... ou alguém q finja ser um espelho, o que se torna um exercício de opressão.
#Amizade
É muito parecido com o "namoro" em questões que levanta. Mas costuma ser um amor que já aceita mais as diferenças. Já vi relações de amizade terríveis de modo que só posso estar falando daquilo q eu considero amizade.
É confiança, companheirismo, vc poder contar com aquela pessoa em algum momento. É onde o amor tem reciprocidade.. Vc sabe que a pessoa gosta de você. Temos que perdoar muito, senão não restará nenhuma amizade. Temos que arranjar os espaços para falar a verdade, conhecendo as pessoas como vamos conhecendo e conhecendo seus gostos e limites, bem como suas potências.
#Amor não recíproco
Você pode gostar de pessoas que não gostam de você. Aprendi muito com isso.
Quando namoros e amizades falham isso pode acontecer. É como você não poder ou não querer estar mais perto, mas manter abertura para caso precisem de verdade de você ou queiram mudar algo na relação que permita estarem juntas novamente.
Aprendi isso justamente por amar pessoas que não me fizeram bem e eu quis me afastar ou que não lidavam bem com a minha forma de conceber o mundo e elas se afastaram. Por conhecer pessoas onde suas atitudes ruins não anulavam as suas atitudes Boas.
Me perdi algum tempo tentando ter raiva delas, mas percebi que eu esquecia os problemas que tivemos e acabava dando bom dia sem querer. Que ter raiva dava trabalho e eu sou preguiçosa. Que indiferença pode nos fazer muito cruéis, já que tem ações Boas que devemos fazer até a pessoas estranhas e pra toda natureza (um bicho que se prenda numa armadilha deve ser solto, uma tartaruga de barriga pra cima deve ser desvirada).
Tem pessoas, ainda, que você gosta e não se interessam por manter uma relação. Podem ser pessoas esporádicas em nossa vida. Ou que nos fazem mudar mesmo sem ter intimidade, por serem exemplos pra nós. Amamos em silêncio porque amar é uma relação. Até podemos dizer o quanto gostamos dessa pessoa, mas, sem contato, em ato, ela fica sem saber.
#Trabalho
Aprendi a amar mais ainda nas dificuldades absurdas do meu trabalho. Porque só cheguei até ele por precisar retornar à minha cidade e cuidar da minha mãe, q seria o primeiro ato de amor (e que não é um mar de rosas).
Em cada trabalho que fiquei e tive que sair, só permaneci, apesar dos abusos que ocorriam em alguns, porque passei a amar atender as pessoas e isso tinha que tornar possível ir superando, dia após dia, qualquer desgosto. Quando quem eu atendia só precisava de mim, então, o ganho era total, porque, muitas vezes, só o que podemos fazer é acolher bem as pessoas.
#Conclusão
Sem amor fazemos muitos inimigos, desistimos fácil dos planos, tudo perde a única graça que mais importa e pode acabar sendo feito pelo motivo que não é justo. A justeza é sempre algo a ser conversado e tentado. Não vem pronta. É ouvir o que vc não ouviu ainda, ultrapassar o vale de mágoas e soberba se for preciso. Não atacar muito antes de dar chance das pessoas mostrarem seu melhor quando algo parece insuportável. Pessoas machucadas demais não vão poder negociar muito.
Sem amor não seguimos tentando de outras formas quando uma dá errado, mantemos relações superficiais e faltará qualidade nas nossas relações onde achamos q amamos, mas nos comportamos de forma agressiva, autoritária, competitiva. Se não excluímos essas atitudes do amor, ele fica soterrado e invisível. Mais ruim do que bom. Se o amor não for bom, como fará bem? Não será paz. A raiva, o orgulho, não saber ouvir "não", não querer explicar, não atender bem... nada disso combina com o amor.
O amor é sentir bem. Quando deve ficar, como ficar, quando deve partir, como partir. Se preservar também já que ninguém é mais importante que ninguém ou que nada. Preservo a mim como preservo as plantas, os bichos e o ar. Como plantas, protejo amizades, amo desamores. A vezes, preservar também é isso: fazer parte de mim de qualquer jeito, ainda q distante. Aceitar as contradições até achar uma nova saída. Rs
S.
#Namoros
Eu já tinha dirimido em muito o meu orgulho nas relações com os companheiros que vamos tendo pela vida (que muitos chamam de "namorado"). Os esforços que fazemos para estar com alguém tem que ser um esforço em prol da gente também. Saber que estaremos com pessoas que nos farão avançar na direção q nós queremos ir é como não se fechar nela, e ser melhor para o mundo inteiro. Eu demorei pra entender que tem gente que não topa qualquer viagem. Isso nos faz ter que ESCOLHER pra ONDE e com QUEM queremos ir.
O problema maior sempre foi o ciúme excessivo e a forma como as pessoas tentam se isolar em uma pessoa só, excluindo um mundo inteiro que eu desejo tanto. Que tem em sua infinitude tudo que eu posso querer. Que tem em outros países os lugares e as pessoas q eu quero conhecer. De achar que temos que concordar em tudo sendo que eu entendo que em qualquer relação só podemos ser LIVRES se aceitamos que somos diferentes umas das outras (uns dos outros). Não existem duas pessoas iguais. Ou eu aceito a outra em sua diferença ou procuro um espelho... ou alguém q finja ser um espelho, o que se torna um exercício de opressão.
#Amizade
É muito parecido com o "namoro" em questões que levanta. Mas costuma ser um amor que já aceita mais as diferenças. Já vi relações de amizade terríveis de modo que só posso estar falando daquilo q eu considero amizade.
É confiança, companheirismo, vc poder contar com aquela pessoa em algum momento. É onde o amor tem reciprocidade.. Vc sabe que a pessoa gosta de você. Temos que perdoar muito, senão não restará nenhuma amizade. Temos que arranjar os espaços para falar a verdade, conhecendo as pessoas como vamos conhecendo e conhecendo seus gostos e limites, bem como suas potências.
#Amor não recíproco
Você pode gostar de pessoas que não gostam de você. Aprendi muito com isso.
Quando namoros e amizades falham isso pode acontecer. É como você não poder ou não querer estar mais perto, mas manter abertura para caso precisem de verdade de você ou queiram mudar algo na relação que permita estarem juntas novamente.
Aprendi isso justamente por amar pessoas que não me fizeram bem e eu quis me afastar ou que não lidavam bem com a minha forma de conceber o mundo e elas se afastaram. Por conhecer pessoas onde suas atitudes ruins não anulavam as suas atitudes Boas.
Me perdi algum tempo tentando ter raiva delas, mas percebi que eu esquecia os problemas que tivemos e acabava dando bom dia sem querer. Que ter raiva dava trabalho e eu sou preguiçosa. Que indiferença pode nos fazer muito cruéis, já que tem ações Boas que devemos fazer até a pessoas estranhas e pra toda natureza (um bicho que se prenda numa armadilha deve ser solto, uma tartaruga de barriga pra cima deve ser desvirada).
Tem pessoas, ainda, que você gosta e não se interessam por manter uma relação. Podem ser pessoas esporádicas em nossa vida. Ou que nos fazem mudar mesmo sem ter intimidade, por serem exemplos pra nós. Amamos em silêncio porque amar é uma relação. Até podemos dizer o quanto gostamos dessa pessoa, mas, sem contato, em ato, ela fica sem saber.
#Trabalho
Aprendi a amar mais ainda nas dificuldades absurdas do meu trabalho. Porque só cheguei até ele por precisar retornar à minha cidade e cuidar da minha mãe, q seria o primeiro ato de amor (e que não é um mar de rosas).
Em cada trabalho que fiquei e tive que sair, só permaneci, apesar dos abusos que ocorriam em alguns, porque passei a amar atender as pessoas e isso tinha que tornar possível ir superando, dia após dia, qualquer desgosto. Quando quem eu atendia só precisava de mim, então, o ganho era total, porque, muitas vezes, só o que podemos fazer é acolher bem as pessoas.
#Conclusão
Sem amor fazemos muitos inimigos, desistimos fácil dos planos, tudo perde a única graça que mais importa e pode acabar sendo feito pelo motivo que não é justo. A justeza é sempre algo a ser conversado e tentado. Não vem pronta. É ouvir o que vc não ouviu ainda, ultrapassar o vale de mágoas e soberba se for preciso. Não atacar muito antes de dar chance das pessoas mostrarem seu melhor quando algo parece insuportável. Pessoas machucadas demais não vão poder negociar muito.
Sem amor não seguimos tentando de outras formas quando uma dá errado, mantemos relações superficiais e faltará qualidade nas nossas relações onde achamos q amamos, mas nos comportamos de forma agressiva, autoritária, competitiva. Se não excluímos essas atitudes do amor, ele fica soterrado e invisível. Mais ruim do que bom. Se o amor não for bom, como fará bem? Não será paz. A raiva, o orgulho, não saber ouvir "não", não querer explicar, não atender bem... nada disso combina com o amor.
O amor é sentir bem. Quando deve ficar, como ficar, quando deve partir, como partir. Se preservar também já que ninguém é mais importante que ninguém ou que nada. Preservo a mim como preservo as plantas, os bichos e o ar. Como plantas, protejo amizades, amo desamores. A vezes, preservar também é isso: fazer parte de mim de qualquer jeito, ainda q distante. Aceitar as contradições até achar uma nova saída. Rs
S.
terça-feira, 2 de agosto de 2016
ELOISA SAMY: ADVOGADA DA PREFEITURA NO METRÔ-MANGUEIRA
Nota Favela Metrô Mangueira
A Frente Independente Popular do Rio de Janeiro (FIP-RJ) defende de modo incondicional a resistência da Favela do Metrô-Mangueira, pelo direito à moradia que mais uma vez está sendo violado. Direito esse que não é contemplado, de modo algum…, pelo “acordo” imposto pela Prefeitura no fim da semana passada. Essa é uma mobilização política que se prolonga desde 2010, quando a Prefeitura iniciou a pressão para remover essa comunidade – e tem como pano de fundo a Copa do Mundo e as Olimpíadas.
Aproveitamos a oportunidade para esclarecer o que se passa na comunidade, principalmente quanto ao “acordo” apresentado pela imprensa como tendo sido aceito pelos moradores. E, desde já, convocamos todos/as ativistas a se somarem ao ato de solidariedade aos moradores do Metrô-Mangueira que ocorrerá na próxima quarta-feira (15/01), saindo na UERJ às 18h.
ELOISA SAMY: ADVOGADA DA PREFEITURA NO METRÔ-MANGUEIRA
Condenamos energicamente a postura da advogada Eloísa Samy (do Instituto dos Defensores de Direitos Humanos – IDDH), que se apresenta como “advogada representante dos moradores”, mas atuou na verdade, todo o tempo, como advogada da Polícia Militar e da Prefeitura do Rio de Janeiro. Desde a última terça-feira, quando a manifestação dos moradores ganhou contornos de verdadeira rebelião popular, a preocupação de Samy não foi, em momento algum, a defesa do direito de manifestação e resistência, e sim, a tentativa de controlar o protesto dos moradores, concordando inclusive com a presença policial no interior da comunidade.
A advogada supracitada atuou também de forma coercitiva implantando medo nas famílias ao dizer a elas “terão que sair”; minando a luta e a resistência da Favela do Metrô-Mangueira. Eloísa Samy, em momento algum, por exemplo, negociou a saída da polícia militar e do batalhão de choque, que permanecem de plantão na entrada da favela. Policiais fortemente armados “desfilam” com fuzis de guerra para intimidar os moradores. No entanto, procurou a todo o momento negociar com os moradores a saída, dada como certa.
A polícia agrediu diversos moradores: homens, mulheres, crianças, inclusive crianças menores de 10 anos de idade e também uma mulher grávida. Policiais usaram armas de fogo para retirar as famílias que resistiam. São incontáveis os abusos aos direitos humanos. Entretanto, a “defensora dos direitos humanos” estava muito mais preocupada em pôr fim, a qualquer custo, à resistência das famílias, do que denunciar as arbitrariedades da polícia de Sérgio Cabral. Polícia essa com cujos oficiais parece ter um ótimo relacionamento. Isso ficou ainda mais explícito no episódio do “acordo” proposto pela Prefeitura.
O “ACORDO”
O acordo em questão sequer contou com a presença de todos os moradores que vivem na favela, sendo assim, sem a consonância dos próprios moradores. Não houve assembleia e nem reunião para que todos os moradores pudessem participar e decidir uma proposta. Trata-se de um acordo que beneficia, de modo unilateral, a Prefeitura, pois implica a retirada em 15 dias de todas as famílias e a derrubada das casas.
A proposta da Prefeitura é o pagamento de Aluguel Social para dezoito famílias, e posteriormente colocá-las no programa Minha Casa, Minha Vida. O Aluguel Social de valor de R$ 400.00 não é suficiente para sustentar qualquer família no Rio de Janeiro, muito menos alugar um imóvel que dê o mínimo de qualidade de vida. Acrescente-se a isso a prática, bastante conhecida, dos governantes pagarem um ou dois meses de aluguel e, depois, com a desarticulação da luta, não pagarem mais. O cadastramento (ou recadastramento) foi feito às pressas sem sequer uma contagem de todas as famílias da favela. Apenas dezoito famílias foram “contempladas” pela Prefeitura, sendo unânime entre os moradores a opinião de que isso não representa nem mesmo a metade dos que moram na comunidade.
A postura de legitimação deste acordo espúrio é inadmissível e deve ser repudiada. Na última quinta-feira 09/01 Marcelo Chalréo (presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB-RJ), Eloísa Samy (advogada do IDDH) e dois representantes do núcleo de terras da Defensoria Pública acompanharam representantes da Prefeitura à comunidade para dizer que as famílias deveriam sair. Sequer se preocuparam em ouvi-las, antes de formar opinião. Não abriram a boca para falar nada sobre a presença ostensiva da polícia para aterrorizar os moradores, mas falaram grosso para coagi-los a aceitar a remoção. Eduardo Paes e Sérgio Cabral não poderiam contar com assessoria jurídica melhor.
A revolta das famílias, e o fato de que esse acordo não é representativo da sua vontade, expressou-se na chuva de ovos que lançaram contra aqueles que defendiam a proposta da Prefeitura, e na realização, horas depois, de nova manifestação na Radial Oeste.
Para nós da FIP-RJ o direito à moradia não se negocia. Estamos falando de vidas, de famílias inteiras que precisam de um teto para viver. Defendemos a justa rebelião do povo pobre, e com ele lutaremos até o fim.
O MOTIVO
A prefeitura pretende construir no espaço um Polo Automotivo, além de instalações como um parque infantil e uma academia da terceira idade. O gasto previsto é de mais de trinta milhões de reais. Isso, sem contarmos as vidas que estão envolvidas e que estão sendo removidas à força de suas casas. Como mensurar este valor?
As famílias vivem há anos e nunca foram contempladas com sequer mil reais de investimento da prefeitura. Nada de saneamento básico ou qualquer direito básico foi respeitado. Ali, na Favela do Metrô-Mangueira, as famílias estão em condições insalubres, de total miséria. E por mais absurdo que pareça, precisam lutar para viver na miséria.
Fonte: Frente Independente Popular
https://frenteindependentepopular.wordpress.com/2014/01/17/nota-favela-metro-mangueira/
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sábado, 18 de junho de 2016
Irmão de Garotinho é exploração sexual de crianças
"Doze homens foram presos hoje no Rio de Janeiro por integrarem um esquema de exploração sexual de crianças e adolescentes com idades entre 8 e 17 anos. Dois continuam foragidos.
O irmão do Garotinho é um dos presos, um ex-deputado federal. Dois ex-vereadores também estão na lista, assim como policiais militares e empresários.
Quem operava essa esquema prendia crianças miseráveis numa casa, onde elas eram forçadas a usar até mesmo crack, e de onde saíam em carros de clientes para serem estupradas até 30 vezes por dia!
Vários donos de hotéis e motéis da cidade também estão entre os presos. Porque eram coniventes e permitiam estupros em suas dependências.
Quantos homens cometeram esses estupros? Quantas pessoas sabiam que esses homens cometiam esses estupros e fecharam os olhos? Quantas pessoas sabiam o que ocorria naquela casa dos horrores? Quantos funcionários desses hotéis viram coisas suspeitas e nunca denunciaram? Quantas autoridades foram informadas sobre isso mas não fizeram nada para proteger os poderosos envolvidos? Quantos esquemas desse tipo existem no Brasil?
Quantas pessoas puderam - e em casos atuais, podem - impedir que várias crianças fossem mantidas em cárcere privado, usando drogas pesadas, sendo estupradas continuamente?
É preciso uma aldeia para educar uma criança.
É preciso uma aldeia também para violentá-la."
Texto de Tâmara Freire Cardoso
Notícia sobre a qual se trata:
http://noticias.r7.com/rio-de-janeiro/irmao-de-ex-governador-garotinho-e-preso-por-exploracao-sexual-infantil-em-campos-09062016
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O irmão do Garotinho é um dos presos, um ex-deputado federal. Dois ex-vereadores também estão na lista, assim como policiais militares e empresários.
Quem operava essa esquema prendia crianças miseráveis numa casa, onde elas eram forçadas a usar até mesmo crack, e de onde saíam em carros de clientes para serem estupradas até 30 vezes por dia!
Vários donos de hotéis e motéis da cidade também estão entre os presos. Porque eram coniventes e permitiam estupros em suas dependências.
Quantos homens cometeram esses estupros? Quantas pessoas sabiam que esses homens cometiam esses estupros e fecharam os olhos? Quantas pessoas sabiam o que ocorria naquela casa dos horrores? Quantos funcionários desses hotéis viram coisas suspeitas e nunca denunciaram? Quantas autoridades foram informadas sobre isso mas não fizeram nada para proteger os poderosos envolvidos? Quantos esquemas desse tipo existem no Brasil?
Quantas pessoas puderam - e em casos atuais, podem - impedir que várias crianças fossem mantidas em cárcere privado, usando drogas pesadas, sendo estupradas continuamente?
É preciso uma aldeia para educar uma criança.
É preciso uma aldeia também para violentá-la."
Texto de Tâmara Freire Cardoso
Notícia sobre a qual se trata:
http://noticias.r7.com/rio-de-janeiro/irmao-de-ex-governador-garotinho-e-preso-por-exploracao-sexual-infantil-em-campos-09062016
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Irmão de ex-governador Garotinho é preso por exploração sexual infantil em Campos
Do R7
9/6/2016 às 10h53 (Atualizado em 9/6/2016 às 14h06)
Nelson Nahim foi prefeito interino e vereador em Campos dos Goytacazes, norte fluminenseReprodução / Facebook
Agentes do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) do MPRJ (Ministério Público do Rio de Janeiro) prenderam 14 pessoas nesta quinta-feira (9) em Campos dos Goytacazes, norte fluminense, por envolvimento em um esquema de exploração sexual infantil no distrito de Guarus.
O ex-presidente da Câmara de Vereadores de Campos e irmão do ex-governador do Rio Anthony Garotinho, Nelson Nahim, é um dos condenados, que ficou conhecido como "Meninas de Guarus". Nahim também foi prefeito interino de Campos. Dos 14 mandados de prisão, 12 foram efetuados e dois acusados estão foragidos.
Cerca de 15 crianças e adolescentes (entre oito e 17 anos) eram mantidas em cárcere privado para prostituição e exploração sexual, nos anos de 2008 e 2009. Elas eram vigiadas por homens armados e recebiam comida e drogas como pagamento. As vítimas eram obrigadas a consumir drogas, como cocaína, haxixe, crack, ecstasy e maconha, sem que pudessem oferecer resistência.
A quadrilha também levava as vítimas até os clientes em motéis e hotéis da cidade. As crianças chegavam a fazer 30 programas por dia. Havia uma tabela de preços, que iam de R$ 80 a R$ 300. Os criminosos foram condenados pela juíza Daniela Barbosa Assumpção de Souza, na 3ª Vara Criminal de Campos, e as penas variam de um a 31 anos de prisão.
Entre os condenados também estão o ex-vereador Marcus Alexandre dos Santos Ferreira, o Leilson Rocha da Silva, mais conhecido como "Alex"; o policial militar Ronaldo de Souza Santos e o empresário Renato Pinheiro Duarte.
Eles foram condenados pelos crimes de quadrilha armada, estupro de vulnerável, exploração sexual de crianças e adolescentes entre outros. O irmão do ex-governador Garotinho, Nelson Nahim, foi condenado a 12 anos.
sexta-feira, 1 de abril de 2016
Impitimam
Por que não impitiman?
"Impeachment é previsto na Constituição. Em um único caso, Crime de Responsabilidade cometido no mandato vigente. Dilma não está sendo julgada por crime nenhum. O processo de impeachment nada tem a ver com a Lava-jato, por exemplo.
A acusação é "pedalada fiscal", segundo o TCU, cometida em 2014, no mandato anterior. O TCU (Tribunal de Contas da União) é um órgão consultivo do Congresso Nacional. Apesar do pomposo nome de "tribunal", não decide nada. Quem decide se a tal pedalada ocorreu ou não é o Senado. O relator da matéria no Senado inclusive já deu parecer contrário ao decidido pelo TCU.
O que é pedalada? É atraso de repasse de recursos a bancos. O banco paga o Minha Casa Minha Vida, por exemplo, e o governo que deveria ter depositado a grana dia 10 só deposita dia 20. É algo que foi feito por TODOS os presidentes, Sarney, Collor, Itamar, FHC e Lula, sempre com a aprovação do TCU. E por 18 dos atuais 27 governadores.
Ainda assim, pedalada não é crime. A pena por pedalada, prevista em lei, é multa cobrada no salário do gestor.
Ainda que pedalada fosse considerado crime, teriam que ser julgadas as contas de 2015, mandato atual. Essa constas sequer foram apresentadas, já que o prazo é abril.
Corrupção é algo que TODOS combatemos. E a imensa maioria do povo brasileiro é honesta. E tudo o que aparece de denuncia demonstra que a corrupção é uma anomalia da política, que é sustentada pelas empresas. Combater a corrupção é corrigir este problema.
A farsa que querem fazer o povo engolir é que a corrupção é obra de um grupo. E que o impeachment estaria atacando esta corrupção. É mentira. O impeachment é julgado pelos acusados de corrupção. E caso ele seja aprovado, os maiores beneficiados são os acusados de corrupção.
Se não há crime sendo julgado, o que há é a mera disputa pelo poder. E sem voto do povo.
Sabe qual é o nome disso? Golpe, não tem outro."
"Impeachment é previsto na Constituição. Em um único caso, Crime de Responsabilidade cometido no mandato vigente. Dilma não está sendo julgada por crime nenhum. O processo de impeachment nada tem a ver com a Lava-jato, por exemplo.
A acusação é "pedalada fiscal", segundo o TCU, cometida em 2014, no mandato anterior. O TCU (Tribunal de Contas da União) é um órgão consultivo do Congresso Nacional. Apesar do pomposo nome de "tribunal", não decide nada. Quem decide se a tal pedalada ocorreu ou não é o Senado. O relator da matéria no Senado inclusive já deu parecer contrário ao decidido pelo TCU.
O que é pedalada? É atraso de repasse de recursos a bancos. O banco paga o Minha Casa Minha Vida, por exemplo, e o governo que deveria ter depositado a grana dia 10 só deposita dia 20. É algo que foi feito por TODOS os presidentes, Sarney, Collor, Itamar, FHC e Lula, sempre com a aprovação do TCU. E por 18 dos atuais 27 governadores.
Ainda assim, pedalada não é crime. A pena por pedalada, prevista em lei, é multa cobrada no salário do gestor.
Ainda que pedalada fosse considerado crime, teriam que ser julgadas as contas de 2015, mandato atual. Essa constas sequer foram apresentadas, já que o prazo é abril.
Corrupção é algo que TODOS combatemos. E a imensa maioria do povo brasileiro é honesta. E tudo o que aparece de denuncia demonstra que a corrupção é uma anomalia da política, que é sustentada pelas empresas. Combater a corrupção é corrigir este problema.
A farsa que querem fazer o povo engolir é que a corrupção é obra de um grupo. E que o impeachment estaria atacando esta corrupção. É mentira. O impeachment é julgado pelos acusados de corrupção. E caso ele seja aprovado, os maiores beneficiados são os acusados de corrupção.
Se não há crime sendo julgado, o que há é a mera disputa pelo poder. E sem voto do povo.
Sabe qual é o nome disso? Golpe, não tem outro."
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