Se fosse aqui no Brasil elas já estavam mortas há muito tempo. Sim, esse foi meu primeiro pensamento.
Como a gente fica nesse estado de coisa deixando nossos governantes matarem nosso povo nos hospitais e com falsas assistências sociais, embolsando uma grana ABSURDA enquanto as pessoas só acreditam q devem
- trabalhar,
- ganhar dinheiro
- e voltar pra casa.
Porque não tem tempo ou disposição pra mais nada depois de tanto cansaço. Depois de 40h d trabalho por semana, por um salario q voltara a ser cada vez menor, quem conseguiria se dedicar a projetos alternativos?
Estamos esperando ficar impossível pra reação ser ainda pior? Eu n temo MT pelo futuro. Porque acho que as pessoas querem seus próprios Malufes.
Ontem soube d um cara q teve q vender sua terra aqui porque a empresa q queria comprar deixou ele sem água. E enquanto formos mansos, será sempre assim.
____________
"Palestinian teen Ahed Tamimi may spend 10 years in jail for slapping an Israeli officer. Here's the whole story as told by her cousin, the world's youngest journalist, Janna Jihad."
Link do vídeo:
https://m.facebook.com/story.php?story_fbid=1619360061456160&id=100001465467046
Fonte: TRT World
o sol no cafofo! Rodo cotidiano, Rabiscos voadores... As anotações mais urgentes e mais tortas pelo tempo! "Eu sempre espero uma coisa nova de mim, eu sou um frisson de espera - algo está sempre vindo de mim ou fora de mim." C.
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domingo, 21 de janeiro de 2018
Beatriz Nascimento - historiadora negra, ativista e pesquisadora
Um pouco da trajetória de Beatriz Nascimento, historiadora, pesquisadora e ativista que provavelmente você não ouviu falar nas aulas de História.
Trilha sonora: Atotô - Juçara Marçal e Kiko Dinucci
Para downlaod do vídeo: https://drive.google.com/file/d/18OFTzQ51Iw9k3yvEtc5bD1Dtlv23gtRB/view?usp=sharing
Montagem e edição: AS MINA NA HISTÓRIA.
Fontes:
http://antigo.acordacultura.org.br/herois/heroi/mariabeatriz
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/1995/1/31/cotidiano/37.html
Livro "Eu sou atlântica, sobre a trajetória de vida de Beatriz Nascimento - Alex Ratts":
https://www.imprensaoficial.com.br/downloads/pdf/projetossociais/eusouatlantica.pdf
Documentário ORI (1989) dirigido pela cineasta e socióloga Raquel Gerber:
https://drive.google.com/file/d/0B6sKtiGJ5542eHNMX3QwMDhBbVE/view
Trilha sonora: Atotô - Juçara Marçal e Kiko Dinucci
Para downlaod do vídeo: https://drive.google.com/file/d/18OFTzQ51Iw9k3yvEtc5bD1Dtlv23gtRB/view?usp=sharing
Montagem e edição: AS MINA NA HISTÓRIA.
Fontes:
http://antigo.acordacultura.org.br/herois/heroi/mariabeatriz
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/1995/1/31/cotidiano/37.html
Livro "Eu sou atlântica, sobre a trajetória de vida de Beatriz Nascimento - Alex Ratts":
https://www.imprensaoficial.com.br/downloads/pdf/projetossociais/eusouatlantica.pdf
Documentário ORI (1989) dirigido pela cineasta e socióloga Raquel Gerber:
https://drive.google.com/file/d/0B6sKtiGJ5542eHNMX3QwMDhBbVE/view
segunda-feira, 17 de outubro de 2016
Fechamento da SEASDH: Trâmites burocráticos
SUAS - Sistema Único de Assistência Social
- Primeira reunião ampliada do CEAS - RJ
Primeira reunião ampliada do CEAS - RJ (Conselho Estadual de Assistência Social RJ) em 10 (dez) de outubro de 2016:
"Encaminhanentos:
Na reunião, em sua maioria, haviam conselheiros municipais da assistência social e da gestão das secretarias da assistência de varios municípios. Posso precisar pra senhora mais tarde quais eram os presentes se for necessário. Vieram representantes de Friburgo, Teresópolis, Guapimirim, enfim, de varios lugares. Pela pluralidade fez pensar como articular uma manifestação contando com essas diferentes representações. Encaminhamos que o CEAS-RJ deveria fazer reuniões como aquela descentralizadas nos municípios ou por regiões através de quem pudesse auxiliar: sindicatos das categorias, conselhos de direitos, conselhos profissionais, etc.
Por estarmos em estado de calamidade, não adianta pressionar o legislativo, pois as decisões estão se dando a nível de executivo. Precisamos de muita manifestação popular, pois com a possibilidade de perda de emprego e frente de trabalho pela assistência o governo já contava que seus funcionários fossem reagir e isso não os intimida.
Houve uma análise das falhas dos trabalhos realizados pela assistência até então quanto a não politização dos usuários dura te o trabalho, por exemplo. São poucos lugares que tem fóruns pra ouvir os usuários, foruns de usuários. Nesse momento de desmonte da assistência por parte do próprio governo, a nossa única força política em quantidade seria ter a população defendendo a assistência. Antes disso esforços como pressionar deputados, principalmente os do PMDB, foram propostos como encaminhamento enquanto a população está em fase de mobilização.
O debate girou em torno da questão: sem as secretarias estaduais e com a sua provável junção a secretaria de saúde , a tendência seriam acabar as secretarias municipais e diversos serviços que dependem do cofinanciamento do estado, o que seria um retrocesso a nível de garantia de direitos.
Se questiona o critério utilizado pra acabar justamente com essa secretaria , se com uma crise econômico o público prejudicado é justamente os em maior vulnerabilidade."
Disseram que mandariam os encaminhamentos por e-mais , mas apenas a nova carta aperfeiçoada nessa primeira reunião ampliada chegou. Os encaminhamentos não foram feitos ao final da reunião por "falta de tempo".
Carta a seguir:
"Carta Aberta
Em Defesa da Assistência Social / SUAS no Estado do Rio de Janeiro
“Se, na verdade, não estou no mundo para simplesmente a ele me adaptar, mas para transformá-lo; se não é possível mudá-lo sem um certo sonho ou projeto de mundo, devo usar toda possibilidade que tenha para não apenas falar de minha utopia, mas participar de práticas com ela coerentes.”
Paulo Freire - Pedagogia da indignação.
Vivemos no estado do Rio de Janeiro a iminência de gravíssimo retrocesso quanto aos avanços conquistados pela Política Pública de Assistência Social executada através do Sistema Único de Assistência Social – SUAS, previsto na Constituição de 1988 e regulamentado através da Lei Orgânica de Assistência Social (Lei nº 8.742/1993 e alterações dadas pela Lei nº 12.435/2011).
O Governo do Estado do Rio de Janeiro, que vive a mais grave crise financeira de sua história, para minimizar os impactos da crise administrativa instalada e, visando o enxugamento da máquina pública estadual, conforme noticiários propõem a redução do número de Secretarias: o que nos parece inevitável. Porém, o que nos parece absurdo é que entre as Secretarias a serem extintas esteja a Secretaria Estadual de Assistência Social e Direitos Humanos (SEASDH).
Além da Assistência Social, a SEASDH é responsável pela condução de várias outras políticas públicas garantidoras de direitos no estado. Ainda que os Direitos Humanos ganhem maior destaque, em função da nomenclatura da Secretaria, não se pode esquecer das políticas específicas para Mulheres, Pessoas com Deficiência, Crianças e Adolescentes, para LGBT, Igualdade Racial, de Combate a Intolerância Religiosa, das Política de Segurança Alimentar e Nutricional.
Nesse sentido, a despeito das demais políticas específicas, parece haver uma diretriz reducionista do governo, que reorientaria a pasta dos Direitos Humanos, propondo sua vinculação à Casa Civil. Por sua vez, a Política de Assistência Social, assim como toda a direção estadual do Sistema Único de Assistência Social, na melhor das hipóteses, passaria a ser hospedada pela Secretaria Estadual de Saúde, comprometendo os sistemas SUS e SUAS, que têm forte interface, mas diretrizes e execução de seus serviços claramente diferenciadas.
Frente ao agravamento da crise econômica, faltam cada vez mais postos de trabalho. Consequentemente, o incremento das vulnerabilidades de milhares de famílias só faz aumentar as demandas pelos serviços do SUAS. Assim, independente de qualquer corte de despesas que isso possa significar, e que estudos tenham fundamentado a proposta de extinção da SEASDH, fica a pergunta sobre quais critérios foram utilizados para definir as prioridades do Governo do Estado do Rio de Janeiro.
O direito, sobretudo é exercício de cidadania e, o Sistema Único de Assistência Social é uma das expressões mais legítimas desse exercício. Para os trabalhadores do SUAS – em torno de 20 mil só no estado do Rio – esse exercício é também um ofício, um ofício que se expressa pelo comprometimento ético e político em defesa dos segmentos mais vulneráveis da população.
O SUAS é uma conquista do povo brasileiro, cujas lutas remontam os movimentos sociais que culminaram na redemocratização do Brasil. Nesse sentido, os movimentos sociais no estado do Rio de Janeiro sempre estiveram presentes, sendo a capital do estado um dos palcos privilegiados para fazer com que o exercício da democracia pudesse ganhar a visibilidade necessária para as mudanças pretendidas.
Nos últimos anos, o Governo do Estado do Rio, por meio da SEASDH também foi protagonista de grandes conquistas para o SUAS. Fora a construção de uma relação de confiança com os 92 municípios fluminenses, ganhou ainda mais notoriedade no fortalecimento do pacto federativo quando venceu a lógica convenial e passou, tal como o Governo Federal, a cofinanciar os serviços socioassistenciais nos municípios por meio da transferência direta de recursos do Fundo Estadual de Assistência Social (FEAS) para os Fundos Municipais de Assistência Social (FMAS).
Graças a esses esforços, pode-se contabilizar atualmente em todo o estado, equipamentos com estrutura física e recursos humanos definidos em regulação única nacional materializados em: 452 CRAS (Centros de Referência da Assistência Social), que servem como referência para atendimento de aproximadamente 4.542.000 mil famílias por ano. Há também no estado 119 CREAS (Centros de Referência Especializados da Assistência Social) atendendo às mais diversas formas de violações de direitos e 19 Centros Pop (Serviços Especializados para População em Situação de Rua).
Na alta complexidade do SUAS são 337 unidades de acolhimento institucional ativas nos municípios, o que corresponde a 7.950 vagas para colhimento de crianças e adolescentes, idosos, pessoas com deficiência, mulheres em situação de violência e pessoas em situação de rua. Isso sem mencionar mais 469 vagas ofertadas em serviços geridos pela própria SEASDH e mais 325 vagas ofertadas em parceria com Entidades e Organizações não governamentais.
Atualmente, toda essa rede de serviços está sob ameaça. Desde 2014, os municípios vêm sofrendo com a interrupção dos repasses de recursos do cofinanciamento estadual para o SUAS. Isso tem resultado em perdas importantes na execução dos serviços, especialmente de recursos humanos. Sem um comando gestor único para o SUAS na esfera estadual, torna-se praticamente nula a expectativa dos gestores municipais em verem reestabelecidos esses repasses. Tudo isso sem mencionar a insegurança dos trabalhadores da SEASDH que, sem serem estatutários, correm risco de demissão em massa, agravando a descontinuidade das políticas até então geridas pela Secretaria, perdendo-se, além do corpo de profissionais qualificados, a memória institucional no âmbito da gestão estadual.
Diante dos últimos acontecimentos, na iminência do desmonte do órgão gestor do SUAS na esfera estadual, é preciso que usuários, trabalhadores, gestores e outros atores possam compreender o quanto é imperiosa a recusa de que o estado do Rio de Janeiro seja o protagonista de tal retrocesso. Há o risco de se criar um efeito cascata para que o mesmo ocorra nos 92 municípios fluminenses. Tudo isso sem mencionar a criação do precedente para que tal desmonte do SUAS seja copiado também por outros estados da federação.
Sem desconsiderar a crise, mas sobretudo considerando, o protagonismo deste Estado na organização e oferta dos serviços desta política pública, afirmamos e reafirmamos que, esse tipo de protagonismo – o da desconstrução e do retrocesso – não gostaríamos que fosse um legado a ser deixado do estado do Rio de Janeiro.
Conforme previsto na sua Lei Orgânica, a assistência social é direito do cidadão e dever do Estado. Sob esses aspectos, deve ser compreendida como Política de Seguridade Social não contributiva e “realizada através de um conjunto integrado de ações de iniciativa pública e da sociedade”. Tais ações se materializam sob a forma de um conjunto de serviços e benefícios, tipificados e regulamentados, ofertados atualmente em todo território nacional, visando ao atendimento e ao acompanhamento de famílias em situação de vulnerabilidade e riscos sociais. Todos os atores que contribuíram para a construção do SUAS no estado do Rio de Janeiro, se orgulham de serem intransigentes no cumprimento dessas orientações.
A gestão das ações da política de assistência social se organiza sob a forma de um sistema descentralizado e participativo, o SUAS, integrado por órgãos gestores da assistência social (as Secretarias) nos três entes federados; pelos respectivos Conselhos (federal, estaduais e municipais) de Assistência Social; por entidades filantrópicas e organizações prestadoras de serviços com vínculo ao SUAS; bem ainda pelas representações dos trabalhadores e dos usuários do Sistema. A extinção do órgão gestor na esfera estadual compromete todos os demais segmentos que compõem o SUAS, e as consequências são imprevisíveis, para o estado do Rio, especialmente quanto à possibilidade de suspensão de recursos federais para os nossos 92 municípios.
O ano de 2015 marcou uma década da instituição do SUAS no Brasil e, nesses dez anos, muito se avançou para sua efetiva consolidação, especialmente no que se refere à implantação da rede de serviços socioassistenciais. No entanto, a oferta da proteção social estatal impõe outros desafios à organização desse Sistema, sobretudo, num contexto de crise orçamentária e financeira pela qual atravessam os Governos Federal e Estadual, assim como as Prefeituras Municipais.
No Brasil, sua implementação permitiu avanços significativos na qualidade de vida da população mais pobre, mudando a realidade de muitos municípios, movimentando a renda local, além de revolucionar a forma de acompanhamento às famílias e o fortalecimento dos espaços de controle social.
Nos dias de hoje, vivemos um momento específico de crise na economia global, com rebatimentos diretos na economia do país. Também estamos lidando com uma das maiores crises políticas já vividas pelo Estado Brasileiro, sendo fundamental a garantia de todas as conquistas do processo democrático, além do fortalecimento de nossas instituições e reafirmação da Assistência Social, como Política Pública, conforme sinaliza nossa Constituição Federal de 1988.
NÃO AO RETROCESSO!
NEM UM PASSO ATRÁS, NENHUM DIREITO A MENOS!"
- Segunda reunião ampliada do CEAS - RJ
Por Vanda:
"Ficou definido na reunião ampliada do CEAS que haverá no dia 17/10 audiência pública na ALERJ às 14 horas. Chegar às 12h. para mobilização e manifestação antes da audiência. Terá carro de som e cantor de Rap.
Foi constituída uma comissão, que se reunirá amanhã, 14/10 às 10 horas no 7° andar, sala 748 do prédio da Central do Brasil para confecção de documento a ser entregue aos parlamentares e governador.
É muito importante a participação de todos!"
Complementando:
Essa comissão tb designará como será o ato de meio dia. A reunião foi mudada para o auditório do mesmo andar.
A carta que já tínhamos aprovado na reunião passada (dia 11.10) levamos até o Palácio Guanabara. O chefe da Casa Civil que nos recebeu (05 das 30 pessoas presentes).
Debateram sobre o absurdo do fechamento da secretaria e as implicações econômicas disso.
- Audiência na ALERJ em 17 (dezessete) de outubro de 2016:
Encaminhamentos da audiência pública na ALERJ em reação ao fechamento da SEASDH:
1 - Reunião com o governador;
2 - Obstrução da pauta;
3 - Buscar apoio de artistas reconhecidos;
4 - Conselheiros fazerem cara a cara com deputados indo até seus gabinetes (terça , quarta e quinta são os dias mais cheios dos deputados na câmara);
5 - Ações judiciais pra que direitos não sejam revogados;
6 - Ações no legislativo;
7 - Ampliar o apoio para movimentos sociais, sindicatos e afins;
O responsável pela mesa (Minc) ameaçou parar de encaminhar por aí e o pessoal lembrou mt bem lembrado mais um encaminhamento:
8 - Manifestação de rua em frente ao palácio Guanabara;
- Primeira reunião ampliada do CEAS - RJ
Primeira reunião ampliada do CEAS - RJ (Conselho Estadual de Assistência Social RJ) em 10 (dez) de outubro de 2016:
"Encaminhanentos:
Na reunião, em sua maioria, haviam conselheiros municipais da assistência social e da gestão das secretarias da assistência de varios municípios. Posso precisar pra senhora mais tarde quais eram os presentes se for necessário. Vieram representantes de Friburgo, Teresópolis, Guapimirim, enfim, de varios lugares. Pela pluralidade fez pensar como articular uma manifestação contando com essas diferentes representações. Encaminhamos que o CEAS-RJ deveria fazer reuniões como aquela descentralizadas nos municípios ou por regiões através de quem pudesse auxiliar: sindicatos das categorias, conselhos de direitos, conselhos profissionais, etc.
Por estarmos em estado de calamidade, não adianta pressionar o legislativo, pois as decisões estão se dando a nível de executivo. Precisamos de muita manifestação popular, pois com a possibilidade de perda de emprego e frente de trabalho pela assistência o governo já contava que seus funcionários fossem reagir e isso não os intimida.
Houve uma análise das falhas dos trabalhos realizados pela assistência até então quanto a não politização dos usuários dura te o trabalho, por exemplo. São poucos lugares que tem fóruns pra ouvir os usuários, foruns de usuários. Nesse momento de desmonte da assistência por parte do próprio governo, a nossa única força política em quantidade seria ter a população defendendo a assistência. Antes disso esforços como pressionar deputados, principalmente os do PMDB, foram propostos como encaminhamento enquanto a população está em fase de mobilização.
O debate girou em torno da questão: sem as secretarias estaduais e com a sua provável junção a secretaria de saúde , a tendência seriam acabar as secretarias municipais e diversos serviços que dependem do cofinanciamento do estado, o que seria um retrocesso a nível de garantia de direitos.
Se questiona o critério utilizado pra acabar justamente com essa secretaria , se com uma crise econômico o público prejudicado é justamente os em maior vulnerabilidade."
Disseram que mandariam os encaminhamentos por e-mais , mas apenas a nova carta aperfeiçoada nessa primeira reunião ampliada chegou. Os encaminhamentos não foram feitos ao final da reunião por "falta de tempo".
Carta a seguir:
"Carta Aberta
Em Defesa da Assistência Social / SUAS no Estado do Rio de Janeiro
“Se, na verdade, não estou no mundo para simplesmente a ele me adaptar, mas para transformá-lo; se não é possível mudá-lo sem um certo sonho ou projeto de mundo, devo usar toda possibilidade que tenha para não apenas falar de minha utopia, mas participar de práticas com ela coerentes.”
Paulo Freire - Pedagogia da indignação.
Vivemos no estado do Rio de Janeiro a iminência de gravíssimo retrocesso quanto aos avanços conquistados pela Política Pública de Assistência Social executada através do Sistema Único de Assistência Social – SUAS, previsto na Constituição de 1988 e regulamentado através da Lei Orgânica de Assistência Social (Lei nº 8.742/1993 e alterações dadas pela Lei nº 12.435/2011).
O Governo do Estado do Rio de Janeiro, que vive a mais grave crise financeira de sua história, para minimizar os impactos da crise administrativa instalada e, visando o enxugamento da máquina pública estadual, conforme noticiários propõem a redução do número de Secretarias: o que nos parece inevitável. Porém, o que nos parece absurdo é que entre as Secretarias a serem extintas esteja a Secretaria Estadual de Assistência Social e Direitos Humanos (SEASDH).
Além da Assistência Social, a SEASDH é responsável pela condução de várias outras políticas públicas garantidoras de direitos no estado. Ainda que os Direitos Humanos ganhem maior destaque, em função da nomenclatura da Secretaria, não se pode esquecer das políticas específicas para Mulheres, Pessoas com Deficiência, Crianças e Adolescentes, para LGBT, Igualdade Racial, de Combate a Intolerância Religiosa, das Política de Segurança Alimentar e Nutricional.
Nesse sentido, a despeito das demais políticas específicas, parece haver uma diretriz reducionista do governo, que reorientaria a pasta dos Direitos Humanos, propondo sua vinculação à Casa Civil. Por sua vez, a Política de Assistência Social, assim como toda a direção estadual do Sistema Único de Assistência Social, na melhor das hipóteses, passaria a ser hospedada pela Secretaria Estadual de Saúde, comprometendo os sistemas SUS e SUAS, que têm forte interface, mas diretrizes e execução de seus serviços claramente diferenciadas.
Frente ao agravamento da crise econômica, faltam cada vez mais postos de trabalho. Consequentemente, o incremento das vulnerabilidades de milhares de famílias só faz aumentar as demandas pelos serviços do SUAS. Assim, independente de qualquer corte de despesas que isso possa significar, e que estudos tenham fundamentado a proposta de extinção da SEASDH, fica a pergunta sobre quais critérios foram utilizados para definir as prioridades do Governo do Estado do Rio de Janeiro.
O direito, sobretudo é exercício de cidadania e, o Sistema Único de Assistência Social é uma das expressões mais legítimas desse exercício. Para os trabalhadores do SUAS – em torno de 20 mil só no estado do Rio – esse exercício é também um ofício, um ofício que se expressa pelo comprometimento ético e político em defesa dos segmentos mais vulneráveis da população.
O SUAS é uma conquista do povo brasileiro, cujas lutas remontam os movimentos sociais que culminaram na redemocratização do Brasil. Nesse sentido, os movimentos sociais no estado do Rio de Janeiro sempre estiveram presentes, sendo a capital do estado um dos palcos privilegiados para fazer com que o exercício da democracia pudesse ganhar a visibilidade necessária para as mudanças pretendidas.
Nos últimos anos, o Governo do Estado do Rio, por meio da SEASDH também foi protagonista de grandes conquistas para o SUAS. Fora a construção de uma relação de confiança com os 92 municípios fluminenses, ganhou ainda mais notoriedade no fortalecimento do pacto federativo quando venceu a lógica convenial e passou, tal como o Governo Federal, a cofinanciar os serviços socioassistenciais nos municípios por meio da transferência direta de recursos do Fundo Estadual de Assistência Social (FEAS) para os Fundos Municipais de Assistência Social (FMAS).
Graças a esses esforços, pode-se contabilizar atualmente em todo o estado, equipamentos com estrutura física e recursos humanos definidos em regulação única nacional materializados em: 452 CRAS (Centros de Referência da Assistência Social), que servem como referência para atendimento de aproximadamente 4.542.000 mil famílias por ano. Há também no estado 119 CREAS (Centros de Referência Especializados da Assistência Social) atendendo às mais diversas formas de violações de direitos e 19 Centros Pop (Serviços Especializados para População em Situação de Rua).
Na alta complexidade do SUAS são 337 unidades de acolhimento institucional ativas nos municípios, o que corresponde a 7.950 vagas para colhimento de crianças e adolescentes, idosos, pessoas com deficiência, mulheres em situação de violência e pessoas em situação de rua. Isso sem mencionar mais 469 vagas ofertadas em serviços geridos pela própria SEASDH e mais 325 vagas ofertadas em parceria com Entidades e Organizações não governamentais.
Atualmente, toda essa rede de serviços está sob ameaça. Desde 2014, os municípios vêm sofrendo com a interrupção dos repasses de recursos do cofinanciamento estadual para o SUAS. Isso tem resultado em perdas importantes na execução dos serviços, especialmente de recursos humanos. Sem um comando gestor único para o SUAS na esfera estadual, torna-se praticamente nula a expectativa dos gestores municipais em verem reestabelecidos esses repasses. Tudo isso sem mencionar a insegurança dos trabalhadores da SEASDH que, sem serem estatutários, correm risco de demissão em massa, agravando a descontinuidade das políticas até então geridas pela Secretaria, perdendo-se, além do corpo de profissionais qualificados, a memória institucional no âmbito da gestão estadual.
Diante dos últimos acontecimentos, na iminência do desmonte do órgão gestor do SUAS na esfera estadual, é preciso que usuários, trabalhadores, gestores e outros atores possam compreender o quanto é imperiosa a recusa de que o estado do Rio de Janeiro seja o protagonista de tal retrocesso. Há o risco de se criar um efeito cascata para que o mesmo ocorra nos 92 municípios fluminenses. Tudo isso sem mencionar a criação do precedente para que tal desmonte do SUAS seja copiado também por outros estados da federação.
Sem desconsiderar a crise, mas sobretudo considerando, o protagonismo deste Estado na organização e oferta dos serviços desta política pública, afirmamos e reafirmamos que, esse tipo de protagonismo – o da desconstrução e do retrocesso – não gostaríamos que fosse um legado a ser deixado do estado do Rio de Janeiro.
Conforme previsto na sua Lei Orgânica, a assistência social é direito do cidadão e dever do Estado. Sob esses aspectos, deve ser compreendida como Política de Seguridade Social não contributiva e “realizada através de um conjunto integrado de ações de iniciativa pública e da sociedade”. Tais ações se materializam sob a forma de um conjunto de serviços e benefícios, tipificados e regulamentados, ofertados atualmente em todo território nacional, visando ao atendimento e ao acompanhamento de famílias em situação de vulnerabilidade e riscos sociais. Todos os atores que contribuíram para a construção do SUAS no estado do Rio de Janeiro, se orgulham de serem intransigentes no cumprimento dessas orientações.
A gestão das ações da política de assistência social se organiza sob a forma de um sistema descentralizado e participativo, o SUAS, integrado por órgãos gestores da assistência social (as Secretarias) nos três entes federados; pelos respectivos Conselhos (federal, estaduais e municipais) de Assistência Social; por entidades filantrópicas e organizações prestadoras de serviços com vínculo ao SUAS; bem ainda pelas representações dos trabalhadores e dos usuários do Sistema. A extinção do órgão gestor na esfera estadual compromete todos os demais segmentos que compõem o SUAS, e as consequências são imprevisíveis, para o estado do Rio, especialmente quanto à possibilidade de suspensão de recursos federais para os nossos 92 municípios.
O ano de 2015 marcou uma década da instituição do SUAS no Brasil e, nesses dez anos, muito se avançou para sua efetiva consolidação, especialmente no que se refere à implantação da rede de serviços socioassistenciais. No entanto, a oferta da proteção social estatal impõe outros desafios à organização desse Sistema, sobretudo, num contexto de crise orçamentária e financeira pela qual atravessam os Governos Federal e Estadual, assim como as Prefeituras Municipais.
No Brasil, sua implementação permitiu avanços significativos na qualidade de vida da população mais pobre, mudando a realidade de muitos municípios, movimentando a renda local, além de revolucionar a forma de acompanhamento às famílias e o fortalecimento dos espaços de controle social.
Nos dias de hoje, vivemos um momento específico de crise na economia global, com rebatimentos diretos na economia do país. Também estamos lidando com uma das maiores crises políticas já vividas pelo Estado Brasileiro, sendo fundamental a garantia de todas as conquistas do processo democrático, além do fortalecimento de nossas instituições e reafirmação da Assistência Social, como Política Pública, conforme sinaliza nossa Constituição Federal de 1988.
NÃO AO RETROCESSO!
NEM UM PASSO ATRÁS, NENHUM DIREITO A MENOS!"
- Segunda reunião ampliada do CEAS - RJ
Por Vanda:
"Ficou definido na reunião ampliada do CEAS que haverá no dia 17/10 audiência pública na ALERJ às 14 horas. Chegar às 12h. para mobilização e manifestação antes da audiência. Terá carro de som e cantor de Rap.
Foi constituída uma comissão, que se reunirá amanhã, 14/10 às 10 horas no 7° andar, sala 748 do prédio da Central do Brasil para confecção de documento a ser entregue aos parlamentares e governador.
É muito importante a participação de todos!"
Complementando:
Essa comissão tb designará como será o ato de meio dia. A reunião foi mudada para o auditório do mesmo andar.
A carta que já tínhamos aprovado na reunião passada (dia 11.10) levamos até o Palácio Guanabara. O chefe da Casa Civil que nos recebeu (05 das 30 pessoas presentes).
Debateram sobre o absurdo do fechamento da secretaria e as implicações econômicas disso.
- Audiência na ALERJ em 17 (dezessete) de outubro de 2016:
Encaminhamentos da audiência pública na ALERJ em reação ao fechamento da SEASDH:
1 - Reunião com o governador;
2 - Obstrução da pauta;
3 - Buscar apoio de artistas reconhecidos;
4 - Conselheiros fazerem cara a cara com deputados indo até seus gabinetes (terça , quarta e quinta são os dias mais cheios dos deputados na câmara);
5 - Ações judiciais pra que direitos não sejam revogados;
6 - Ações no legislativo;
7 - Ampliar o apoio para movimentos sociais, sindicatos e afins;
O responsável pela mesa (Minc) ameaçou parar de encaminhar por aí e o pessoal lembrou mt bem lembrado mais um encaminhamento:
8 - Manifestação de rua em frente ao palácio Guanabara;
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Violência
sábado, 8 de outubro de 2016
Auditores fiscais publicam cartilha da Previdência que contrapõe discurso de déficit
ORÇAMENTO
Auditores fiscais publicam cartilha da Previdência que contrapõe discurso de déficit
O material foi apresentado na Câmara Federal nesta terça (23) durante sessão da Comissão de Seguridade Social e Família

Alvo de uma disputa antiga que envolve atores políticos, econômicos e midiáticos, a Previdência Social está no centro das atenções da Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal (Anfip), que lançou nesta terça-feira (23) uma cartilha para esclarecer detalhes sobre o tema.
O material foi apresentado na Câmara Federal durante sessão da Comissão de Seguridade Social e Família e envolveu parlamentares e membros da sociedade civil organizada.
O assunto tem se sobressaído no cenário político nos últimos meses porque o governo interino de Michel Temer vem defendendo mudanças no regime. Entre outras coisas, o Planalto objetiva aumentar a idade mínima para aposentadoria, sob a argumentação de que a Previdência amargaria atualmente um rombo de R$ 146 bilhões.
Com base nesse horizonte, a equipe econômica de Temer trabalha para formular uma proposta de reforma a ser enviada ao Congresso. O governo defende que a medida seria essencial para equilibrar o orçamento e conter o endividamento.
O posicionamento governista vem sendo bombardeado por parlamentares e especialistas que se debruçam sobre o assunto. Durante o lançamento da cartilha nesta terça-feira (23), deputados criticaram o governo Temer e destacaram a desinformação que circunda o tema.
"Se perguntarem a qualquer pessoa por aí se a Previdência está quebrada, ela vai dizer que sim, de tanto que se repete isso, mas a verdade é que a discussão vem sendo feita sem sustento teórico e técnico, portanto, de forma irresponsável. Nós precisamos pautar esse debate pela análise crítica, e não pelas paixões políticas", defendeu a deputada Angela Albino (PCdoB-SC).
Para o deputado Jean Wyllys (PSOL-RJ), o discurso governista estaria dando sustentação a interesses escusos. "O IBGE divulgou uma pesquisa mostrando que a expectativa de vida média do povo brasileiro é de 70 anos, ou seja, aumentando a idade mínima possível para a aposentadoria, as pessoas vão morrer trabalhando, sem poderem se aposentar nunca. (…) Eles dizem que a Previdência é deficitária porque querem repassar a conta da crise para os trabalhadores. Esse é um discurso voltado aos interesses do mercado, das elites econômicas, das grandes corporações, que querem maximizar seus lucros sem arcar com os custos sociais que representam os direitos dos trabalhadores", afirmou Wyllys.
O psolista defendeu que o país coloque o combate à sonegação entre as prioridades. "Mesmo que a Previdência estivesse deficitária, o caminho certo a ser trilhado não seria esse de elevar o tempo de trabalho, de retirar direitos. O correto seria mirar sobretudo a sonegação, porque os sonegadores são muitos. Eles não pagam suas dívidas com o Estado, nem o Estado cria mecanismos pra isso. Os problemas dos cofres públicos vêm muito mais do fato de os ricos sonegarem do que propriamente da Previdencia estar deficitária, como eles insistem em dizer", completou.
Na mesma linha, a deputada Zenaide Maia (PR-RN) defendeu medidas mais direcionadas à tributação das elites. "Quando se fala em crise, eles pensam logo em retirar direitos dos trabalhadores, mas ninguém fala em mexer em juros de dívida interna, por exemplo. O país tem usado 50% de tudo o que se arrecada só para pagar dívida. Acho que já está mais do que na hora de taxar grandes fortunas. A crise não pode ser usada pra concentrar ainda mais riquezas e tirar do povo o que é direito seu. Por que quem produz e trabalha é que tem que pagar por isso? Está errado", considerou.
Dados
Durante o lançamento da cartilha nesta terça-feira (23), a Anfip classificou os dados apresentados pelo governo sobre a Previdência como uma "falácia". Enquanto o governo Temer sustenta a existência de um rombo de R$ 146 bilhões, os especialistas afirmam que, em 2014, por exemplo, teria havido superávit de R$ 53 bilhões.
Segundo a Anfip, os governos, ao longo do tempo, têm demonstrado cálculo de déficit porque consideram apenas parte dascontribuições sociais, incluindo somente a arrecadação previdenciária direta urbana e rural, excluindo outras fortes importantes, como o Cofins, o Pis-Pasep, entre outras, além de ignorar as renúncias fiscais.
"Elem falam em déficit, mas a Constituição Federal não isola a Previdência. Ela está dentro da seguridade social e da saúde, uma mesma fonte de recursos. Então, não se pode pegar só a guia previdenciária e dizer que existe um rombo. Além disso, eles gostam de dizer que a Previdência é o maior dispêndio, mas, na verdade, ela só representa 22% do orçamento anual, incluindo servidores públicos e trabalhadores da esfera privada. Então, esses dados que trazemos no material que está sendo lançado são importantes porque ajudam a combater a desinformação", salienta a presidente da Fundação Anfip, Maria Inez Rezende dos Santos Maranhão, ressaltando que o país tem 52 milhões de contribuintes.
Ela também destaca a importância do modelo solidário que caracteriza a Previdência Social no Brasil. "Ao longo da vida do cidadão, esse componente é muito importante porque, por exemplo, em algum momento, a trabalhadora vai parar pra licença-maternidade. O trabalhador pode parar porque quebrou a perna. Então, o mais importante da Previdência pública é que ela é solidária. Os ativos pagam e os idosos, por exemplo, que já deram a contribuição deles, precisam ser sustentados. Está surgindo no Brasil um discurso de que só deve receber da Previdência quem consegue pagar. Ora, mas tem gente que já nasce doente e nunca vai conseguir contribuir. Nós vamos matá-los? Essa é uma ótica individualista, e não solidária", criticou a dirigente.
Para o presidente da Anfip, Vilson Romero, uma possível reforma previdenciária injusta traria no horizonte sérios riscos para o país.
"O que mais preocupa é que o governo atual tem falado em idade mínima de aposentadoria tendo como paradigma os países desenvolvidos. O Brasil, infelizmente, tem outro contexto. [O país] está eternamente em vias de desenvolvimento e não consegue sequer acompanhar os seus parceiros do BRICS, Rússia, China, África do Sul. Então, não se pode usar como parâmetro os países escandinavos e a União Europeia, pois lá o retorno da carga tributária é muito mais elevado e dá suporte à população. Precisamos pensar conforme a nossa realidade", argumentou Romero.
Download
O material produzido pela Anfip sobre a Previdência Social está disponível online para consulta pública.
Fonte: Brasil de Fato
https://www.brasildefato.com.br/2016/08/23/auditores-fiscais-publicam-cartilha-da-previdencia-que-contrapoe-discurso-de-deficit/?referer=bdf_button_whatsapp
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terça-feira, 2 de agosto de 2016
ELOISA SAMY: ADVOGADA DA PREFEITURA NO METRÔ-MANGUEIRA
Nota Favela Metrô Mangueira
A Frente Independente Popular do Rio de Janeiro (FIP-RJ) defende de modo incondicional a resistência da Favela do Metrô-Mangueira, pelo direito à moradia que mais uma vez está sendo violado. Direito esse que não é contemplado, de modo algum…, pelo “acordo” imposto pela Prefeitura no fim da semana passada. Essa é uma mobilização política que se prolonga desde 2010, quando a Prefeitura iniciou a pressão para remover essa comunidade – e tem como pano de fundo a Copa do Mundo e as Olimpíadas.
Aproveitamos a oportunidade para esclarecer o que se passa na comunidade, principalmente quanto ao “acordo” apresentado pela imprensa como tendo sido aceito pelos moradores. E, desde já, convocamos todos/as ativistas a se somarem ao ato de solidariedade aos moradores do Metrô-Mangueira que ocorrerá na próxima quarta-feira (15/01), saindo na UERJ às 18h.
ELOISA SAMY: ADVOGADA DA PREFEITURA NO METRÔ-MANGUEIRA
Condenamos energicamente a postura da advogada Eloísa Samy (do Instituto dos Defensores de Direitos Humanos – IDDH), que se apresenta como “advogada representante dos moradores”, mas atuou na verdade, todo o tempo, como advogada da Polícia Militar e da Prefeitura do Rio de Janeiro. Desde a última terça-feira, quando a manifestação dos moradores ganhou contornos de verdadeira rebelião popular, a preocupação de Samy não foi, em momento algum, a defesa do direito de manifestação e resistência, e sim, a tentativa de controlar o protesto dos moradores, concordando inclusive com a presença policial no interior da comunidade.
A advogada supracitada atuou também de forma coercitiva implantando medo nas famílias ao dizer a elas “terão que sair”; minando a luta e a resistência da Favela do Metrô-Mangueira. Eloísa Samy, em momento algum, por exemplo, negociou a saída da polícia militar e do batalhão de choque, que permanecem de plantão na entrada da favela. Policiais fortemente armados “desfilam” com fuzis de guerra para intimidar os moradores. No entanto, procurou a todo o momento negociar com os moradores a saída, dada como certa.
A polícia agrediu diversos moradores: homens, mulheres, crianças, inclusive crianças menores de 10 anos de idade e também uma mulher grávida. Policiais usaram armas de fogo para retirar as famílias que resistiam. São incontáveis os abusos aos direitos humanos. Entretanto, a “defensora dos direitos humanos” estava muito mais preocupada em pôr fim, a qualquer custo, à resistência das famílias, do que denunciar as arbitrariedades da polícia de Sérgio Cabral. Polícia essa com cujos oficiais parece ter um ótimo relacionamento. Isso ficou ainda mais explícito no episódio do “acordo” proposto pela Prefeitura.
O “ACORDO”
O acordo em questão sequer contou com a presença de todos os moradores que vivem na favela, sendo assim, sem a consonância dos próprios moradores. Não houve assembleia e nem reunião para que todos os moradores pudessem participar e decidir uma proposta. Trata-se de um acordo que beneficia, de modo unilateral, a Prefeitura, pois implica a retirada em 15 dias de todas as famílias e a derrubada das casas.
A proposta da Prefeitura é o pagamento de Aluguel Social para dezoito famílias, e posteriormente colocá-las no programa Minha Casa, Minha Vida. O Aluguel Social de valor de R$ 400.00 não é suficiente para sustentar qualquer família no Rio de Janeiro, muito menos alugar um imóvel que dê o mínimo de qualidade de vida. Acrescente-se a isso a prática, bastante conhecida, dos governantes pagarem um ou dois meses de aluguel e, depois, com a desarticulação da luta, não pagarem mais. O cadastramento (ou recadastramento) foi feito às pressas sem sequer uma contagem de todas as famílias da favela. Apenas dezoito famílias foram “contempladas” pela Prefeitura, sendo unânime entre os moradores a opinião de que isso não representa nem mesmo a metade dos que moram na comunidade.
A postura de legitimação deste acordo espúrio é inadmissível e deve ser repudiada. Na última quinta-feira 09/01 Marcelo Chalréo (presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB-RJ), Eloísa Samy (advogada do IDDH) e dois representantes do núcleo de terras da Defensoria Pública acompanharam representantes da Prefeitura à comunidade para dizer que as famílias deveriam sair. Sequer se preocuparam em ouvi-las, antes de formar opinião. Não abriram a boca para falar nada sobre a presença ostensiva da polícia para aterrorizar os moradores, mas falaram grosso para coagi-los a aceitar a remoção. Eduardo Paes e Sérgio Cabral não poderiam contar com assessoria jurídica melhor.
A revolta das famílias, e o fato de que esse acordo não é representativo da sua vontade, expressou-se na chuva de ovos que lançaram contra aqueles que defendiam a proposta da Prefeitura, e na realização, horas depois, de nova manifestação na Radial Oeste.
Para nós da FIP-RJ o direito à moradia não se negocia. Estamos falando de vidas, de famílias inteiras que precisam de um teto para viver. Defendemos a justa rebelião do povo pobre, e com ele lutaremos até o fim.
O MOTIVO
A prefeitura pretende construir no espaço um Polo Automotivo, além de instalações como um parque infantil e uma academia da terceira idade. O gasto previsto é de mais de trinta milhões de reais. Isso, sem contarmos as vidas que estão envolvidas e que estão sendo removidas à força de suas casas. Como mensurar este valor?
As famílias vivem há anos e nunca foram contempladas com sequer mil reais de investimento da prefeitura. Nada de saneamento básico ou qualquer direito básico foi respeitado. Ali, na Favela do Metrô-Mangueira, as famílias estão em condições insalubres, de total miséria. E por mais absurdo que pareça, precisam lutar para viver na miséria.
Fonte: Frente Independente Popular
https://frenteindependentepopular.wordpress.com/2014/01/17/nota-favela-metro-mangueira/
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quinta-feira, 28 de maio de 2015
Sobre o atual estágio de crueldade dos bandidos
Sadismo?
Victor disse o q acho:
" A solução é os movimentos sociais assumirem o papel de educadores e trabalharem serio em educação complementar nas escolas públicas, papel do estado, mas q se depender desse nada muda.
Depois de uma geração formada por uma nova educação, vamos poder falar de transformações sérias em toda a sociedade, ai esse e outros problemas tão graves quanto, terão alguma chance de serem resolvidos."
Depois de uma geração formada por uma nova educação, vamos poder falar de transformações sérias em toda a sociedade, ai esse e outros problemas tão graves quanto, terão alguma chance de serem resolvidos."
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Matéria:
Sobre o atual estágio de crueldade dos bandidos
arte: Felipe Guga
O sociólogo Antonio Engelke (sempre no ponto, siga o rapaz) oferece uma perspectiva fundamental para se entender essa "repentina" escalada na violência dos assaltos no Rio:
"Antigamente, o bandido dizia 'passa tudo!' e pronto: se a vítima não reagisse, perdia os pertences mas não sofria violência. Hoje, o assaltante muitas vezes já chega dando soco, facada ou tiro, antes mesmo de anunciar o roubo. Crueldade pura, desprezo absoluto pela vida humana.
"Há duas maneiras de compreender este fenômeno. A primeira é acreditar que, de uns 10 ou 15 anos para cá, assaltantes vêm deliberadamente escolhendo ser cruéis. Começaram a nascer gerações de miseráveis que não se contentam em roubar: precisam sadicamente ferir suas vítimas, mesmo que isso lhes seja prejudicial (se os jornais repercutem, a polícia vai atrás). Mas esta explicação esbarra num problema. Se há criminalidade em toda parte, por que tal fenômeno é exclusividade de certas metrópoles brasileiras? Você seria obrigado a concluir que, por uma infeliz e gigantesca coincidência, indivíduos que nasceram já propensos à crueldade, ou que escolheram depois pelo sadismo, calharam de se reunir em cidades como o Rio de Janeiro.
"Se uma coincidência dessas, por absurda, não te parecer convincente, você irá procurar outra explicação. E ela começa exatamente no ponto onde a primeira termina. Deve haver alguma particularidade na periferia de metrópoles como o Rio de Janeiro, alguma coisa no ambiente em que esses meninos-que-viram-bandidos são criados, que cada vez mais os influencia no sentido de desprezarem a vida humana. A resposta é simples: na favela, a vida vale cada vez menos. O que você acha que acontece na cabeça de um menino que cresce vendo cotidianamente pessoas sendo mortas ou torturadas? Traficante matando traficante. Traficante matando morador. Polícia matando traficante. Polícia matando morador. Morador, revoltado em protesto, sendo morto pela polícia. Polícia torturando morador para saber de traficante. Traficante torturando morador para saber de polícia. Polícia extorquindo traficante. Todos os dias alguma viela suja de sangue, algum corpo estendido sem vida, algum buraco de bala de fuzil na parede.
"Não, eu não estou 'desresponsabilizando' o assassino do ciclista na Lagoa. O que estou dizendo é que não podemos tratar este episódio, e os tantos outros que vem sendo exaustivamente registrados, como se fossem apenas irrupções aleatórias de sadismo."
Pense nisso antes de se mobilizar para mais uma inócua passeata pela paz na orla da Zona Sul.
Fonte: O Esquema
http://www.oesquema.com.br/urbe/2015/05/21/sobre-o-atual-estagio-de-crueldade-dos-bandidos/
domingo, 17 de maio de 2015
Baixe livros de história!
Baixe livros de história!
http://canaldoensino.com.br/blog/baixe-de-graca-mais-de-mil-livros-de-historia
http://canaldoensino.com.br/blog/baixe-de-graca-mais-de-mil-livros-de-historia
segunda-feira, 16 de junho de 2014
O primeiro dia da Copa em SP por Advogados Ativistas
Advogados Ativistas e Observadores Legais registram o primeiro dia da ‘Copa do Caos’
BY ADMIN
Demonstration report – FIFA 2014 World Cup Opening Day, São Paulo
Material can be reproduced if mentioned source
Colectives: Advogados Ativistas e Observadores Legais (Activists Lawyers and Legal Observers)
O dia iniciou-se em São Paulo com o sítio à cidade, exercido pelas forças de segurança pública empregadas pela Polícia Militar, Polícia Civil, Polícia Federal e Exército, entre outros agentes de segurança. Das 9h30 até o fim do dia osquarenta integrantes dos Observadores Legais observaram, relataram e compilaram os seguintes dados sobre a atuação policial:
· Segundo atendimento realizados pelo grupo de socorristas, GAPP, durante o dia foram realizados ao menos 37 socorros a manifestantes, decorrentes de diversos tipos de lesões, como ferimentos por estilhaços de bombas, balas de borracha, asfixia por gás lacrimogênio e mecânica decorrentes de esganadura, bem como de reiterados golpes de cacetetes.
Foram realizadas ao menos 47 detenções, sendo que diversas prisões sequer eram informadas aos advogados, ou permitido o acompanhamento visual da atuação policial.
· bloqueio de vias e interdição de ao menos parte do transporte público, com a finalidade de comprometer a mobilidade dos manifestantes e, desta forma, sua tendência de deslocamento em direção ao perímetro de exclusão imposto pela FIFA – organizador da Copa;
· revistas pessoais realizadas por policiais em transeuntes, sem qualquer fundamentação legal;
· policiais trajados com farda sem tarjeta de identificação funcional ou identificação alfanumérica de 10 dígitos, ou ainda de modo a não evidenciar qualquer tipo de identificação;
· policiais portando armas de fogo (inclusive de grosso calibre comometralhadoras e escopetas 12mm) durante contenção e operações antidistúrbio;
· civis atingidos por estilhaços de bombas, balas de borracha, golpes de cacetete e socos;
· intimidação e constrangimento ilegal contra manifestantes por meio de gritos e gestos ameaçadores;
· impedimento de atuação dos advogados durante o acompanhamento de revistas pessoais, bem como no registro de material probatório, quando das agressões ou abusos de autoridade;
· impedimento, com violência deliberada, de atuação dos jornalistas no exercício da profissão, tendo sido tomados como alvo por reiteradas vezes pelas forças de segurança;
· impedimento da atuação dos Observadores Legais na coleta de material estatístico e probatório durante a manifestação, por meiosostensivamente impeditivos;
· seguranças do serviço privado do metrô realizando revistas pessoais nos usuários, de modo totalmente ilegal;
· prisões ilegais infundadas, justificadas como sendo para averiguação – instrumento, aliás, inexistente no ordenamento jurídico brasileiro. No ano em que se completa o cinquentenário da ditadura militar no Brasil (1964-1985), é no mínimo irônica a utilização de um expediente tão característico período ditatorial.
· tiros de armamento balístico menos letal e elastômero (bala de borracha), feitos acima da linha da cintura – como indicam os orifícios feitos a bala nos para-brisas de veículos, a cerca de 1,5m do solo.
· veículos atingidos no seu interior por bombas de gás-lacrimogênio.
· policiais militares e supostos policiais civis (não fardados), em duas ocorrências distintas, com agressão e rapto de manifestantes, introduzindo-os a força em veículos descaracterizados, não oficiais. Sem direito de registro do nome do condutor, evadindo-se os veículos para local desconhecido, perante a população que registrava as ocorrências em vídeo e foto, em plena luz do dia.
· depois de registrar cenas de espancamentos perpetrados por policiais militares, um manifestante, por eles perseguido, refugiou-se em residência próxima àquela ocorrência, obtendo guarida dos proprietários da casa. Somente depois de aproximadamente uma hora de refúgio– com a Polícia Militar todo o tempo à frente do imóvel – foi possível a retirada do manifestante perseguido, em segurança, na companhia de representantes dos Advogados Ativistas e Observadores Legais;
· utilização de bombas com data de vencimento raspadas;
· acusações de crimes infundadas aos manifestantes, com diversas tentativas de flagrantes forjados;
· agressão deliberada de policiais militares a uma criança de nove anos de idade e seu cão, sem motivação;
· agressão reiterada a equipes de socorristas que insistiam na prestação do socorro às vítimas dos próprios agentes de segurança;
· tentativa, por parte dos policiais militares, de esvaziamento de uma estação do metrô, obrigando os usuários a saírem rapidamente da estação sob tiros e golpes de cacetete.
Por fim, uma última abordagem nos parece pertinente quanto aos agravos sofridos pelos diversos indivíduos envolvidos na resistência às forças policiais:
ADVOGADOS
- advogada atingida por bomba de gás lacrimogênio, antes mesmo do início da manifestação, lançada com o intuito de dispersar um grupo reduzido, de aproximadamente 20 pessoas;
- advogado no exercício da profissão, tolhido brutalmente, prensado contra viatura policial, jogado ao chão e, desta forma, levado ao estado de semiconsciência;
- advogado, no exercício da profissão, alvejado por bomba de gás lacrimogênio, a qual terminou por prender-se entre sua mochila e o próprio corpo, resultando em asfixia e queimadura. O mesmo advogado ainda foi atingido na face por soco desferido por policial militar em outra ocasião;
- atendendo a solicitação de uma equipe de observadores legais que estavam sofrendo a apreensão dos equipamentos, relatórios e câmeras, um advogado, no exercício da profissão, teve o seu documento apreendido para verificação de antecedentes criminais, colocando-o em situação de averiguado.
OBSERVADORES LEGAIS
- tentativa de apreensão, por parte da Policia Militar, de conteúdo apurado ao longo do dia, em relatórios e câmeras, pelos Observadores Legais;
- mesmo que comunicados previamente em suas intenções às autoridades policiais e governamentais, os Observadores Legais sofreram diversas revistas pessoais sem fundada suspeita – como é exigido por lei, denotando perseguição a si enquanto registravam conduta policial;
- um Observador Legal foi ameaçado de morte por policial militar sem identificação;
- a quase totalidade dos Observadores Legais foi intimidada por policiais militares no exercício da função;
- uma observadora legal, com atuação internacional em Direitos Humanos, teve a perna atingida por diversos estilhaços de bomba detonada a poucos centímetros do seu corpo e dos demais observadores do grupo;
- um observador legal foi truculentamente impedido por diversos policiais de realizar acompanhamento de abordagem policial, tendo a roupa rasgada e o pescoço ferido.
SOCORRISTAS
- impedimento da atuação dos socorristas, importando na negação absoluta ao socorro e ferindo, dessa forma, todas as recomendações da OMS no que diz respeito à humanização em saúde, particularmente no que respeita o atendimento pré-hospitalar;
- agressão reiterada a equipes de socorristas que insistiam na prestação do socorro às vítimas dos agentes de segurança;
- alvejadas por balas de borracha (à cerca de dez metros e acima da linha da cintura), socorristas foram impedidas de prestar socorro a um profissional da imprensa atingido por estilhaço de artefato do arsenal da Polícia Militar.
- socorristas sofreram três revistas infundadas pela Polícia Militar no trajeto de dois quarteirões.
IMPRENSA
Jornalistas acabaram por ver-se tão acuados quanto os demais atores da manifestação, na medida em que estes os buscavam como um possível “porto seguro”, independentemente do tipo ou nacionalidade dos profissionais envolvidos. Por exemplo:
– CNN
- Associated Press
- TV Aasahi
- NPR
- FA Press
- Sigma Press
- SBT
Fonte: Advogados Ativistas
http://advogadosativistas.com/advogados-ativistas-e-observadores-legais-registram-o-primeiro-dia-da-copa-do-caos/
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quinta-feira, 3 de abril de 2014
Mortos e Desaparecidos políticos no Brasil
Eremias Delizoicov centro de documentação
Dossiê - mortos e desaparecidos políticos no Brasil
http://desaparecidospoliticos.org.br/pessoas.php?m=3
Dossiê - mortos e desaparecidos políticos no Brasil
http://desaparecidospoliticos.org.br/pessoas.php?m=3
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segunda-feira, 31 de março de 2014
Interpretações antigas....
A Dor da Saudade
A dor da saudade
Quem é que não tem
Olhando o passado
Quem é que não sente
Saudade de alguém 2X
Da pequena casinha
Da luz do luar
Do vento manhoso
Soprando do mar
A dor da saudade
Quem é que não tem
Olhando o passado
Quem é que não sente
Saudade de alguém 2X
E até das mentiras
Que fazem sonhar
De alguém que se foi
Pra não mais voltar
A dor da saudade
Quem é que não tem
Olhando o passado
Quem é que não sente
Saudade de alguém 2X
Vá embora saudade
Da minha casinha
Que eu quero bem 2x
(Música do filme: Tapete Vermelho)
A dor da saudade
Quem é que não tem
Olhando o passado
Quem é que não sente
Saudade de alguém 2X
Da pequena casinha
Da luz do luar
Do vento manhoso
Soprando do mar
A dor da saudade
Quem é que não tem
Olhando o passado
Quem é que não sente
Saudade de alguém 2X
E até das mentiras
Que fazem sonhar
De alguém que se foi
Pra não mais voltar
A dor da saudade
Quem é que não tem
Olhando o passado
Quem é que não sente
Saudade de alguém 2X
Vá embora saudade
Da minha casinha
Que eu quero bem 2x
(Música do filme: Tapete Vermelho)
domingo, 16 de março de 2014
Lixo e educação
"Por que para as autoridades o lixo tem mais visibilidade do que a educação?
Por que o lixo os afeta, mas a ignorância os sustenta."

Fonte: Operação Fora Eduardo Paes - Eu apóio
https://www.facebook.com/foraeduardopaes/photos/a.688201527870632.1073741825.352349338122521/757784350912349/?type=1&theater
Por que o lixo os afeta, mas a ignorância os sustenta."

Fonte: Operação Fora Eduardo Paes - Eu apóio
https://www.facebook.com/foraeduardopaes/photos/a.688201527870632.1073741825.352349338122521/757784350912349/?type=1&theater
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quarta-feira, 5 de março de 2014
Fotos forjadas contra Venezuela?
Como se constrói uma encenação de protestos na Venezuela
By Redaçãofevereiro 19, 2014 11:26
Muitas das imagens exibidas nas redes sociais são repetidas de outros episódios não relacionados com os protestos no país. Confira algumas das fraudes
Por Dawgs Blog, Global Research, original em Constructing the Deception of the Anti-Government “Protests” in Venezuela: A Photo Gallery. Traduzido pelo pessoal da Vila Vudu e publicado em redecastorphoto
A política polarizada da Venezuela está outra vez nos veículos da imprensa-empresa, com manifestações pró (primeira foto abaixo) e antigoverno, com, até agora, quatro mortos: um apoiador do governo; um manifestante da oposição; um policial; e um morto cuja origem não está determinada.
Manifestação pró-Maduro em Caracas
Mas a imprensa está noticiando como se TUDO fosse “prova” da repressão por forças do governo.
Praticamente TODAS as imagens que estão sendo exibidas são imagens repetidas, de outros “eventos”. A atual “crise” está sendo integralmente inventada pelo “jornalismo”.
Não há quem não lembre as manifestações/contramanifestações no Palácio Miraflores em 2002, no início do golpe, que teve vida curta, contra Hugo Chávez.
Houve 19 mortos, naquele dia. Sete deles estavam na manifestação pró-Chávez; sete na manifestação anti-Chávez; e cinco eram passantes. Houve também no total 69 feridos, naquele dia. 38 na manifestação pró-Chávez, 17 na manifestação da oposição, e 14 eram repórteres ou passantes.
TODOS esses mortos e feridos foram apresentados como vítimas de Chávez – pela oposição e por quase a totalidade dos veículos da imprensa-empresa internacional. Como se Chávez tivesse ordenado aos militares e a militantes pró-Chavez que atirassem contra os comícios da oposição. Como se vê acontecer novamente hoje, a única coisa que se prova é que, então, o lado do governo é campeão de errar o alvo.
No que tenha a ver com a Venezuela, a imprensa-empresa internacional sequer se dá ao trabalho de fingir alguma “objetividade”.
A Venezuela é ameaça direta e declarada contra a ordem hegemônica, caracterizada hoje por estados latino-americanos domesticados, ditaduras emergentes apoiadas pelos EUA os quais, todos, aceitam como bons meninos e boas meninas as políticas econômicas neoliberais.
Com petróleo suficiente para poder dizer “não” a tudo isso, a Venezuela criou sua própria parceria contra-hegemônica, a ALBA-TCP. E domesticamente, enquanto só se ouve falar de racionamento de papel higiênico e inflação, estão acontecendo avanços substanciais em várias frentes, já há vários anos – a pobreza continua a diminuir, há avanços notáveis na educação, na redução da mortalidade infantil, e veem-se passos rápidos na direção da igualdade de gênero, saúde materna e infantil, e proteção ao meio ambiente.
Ninguém lerá palavra sobre isso, na imprensa-empresa estrangeira que opera na Venezuela.
Só se ouve falar e lê-se sobre os sofrimentos da oposição. Imagens horríveis são diariamente repetidas em centenas de veículos, pelo Twitter, não raras vezes repetidas também em veículos considerados mais “sérios”, como a CNN (só rindo [Nrc]).
Aqui se veem alguns policiais brutais, com belos chapéus e colarinho de pele, provavelmente para se proteger do frio de 30ºC de Caracas.
E policiais búlgaros (provavelmente em visita a Caracas).
E uma baixa:
Mas a vítima é um manifestante chavista. E a foto foi feita ano passado.
Aqui, a foto republicada, tirada, de fato, na Argentina:
E aqui uma foto feita no Chile:
Aqui, um coitado, realmente muito azarado; foi atingido por tiros em abril e novamente, ferimento idêntico, no mesmo lugar, nos “atuais protestos”:
Essa é um ícone! Mas a CNN teve de admitir que a foto foi feita, na verdade, em Cingapura:
Essa foto foi feita na Grécia:
Aqui, os “jornalistas” anti-Chávez roubaram, desavergonhadamente, um jornal egípcio. Essa foto correu mundo durante a Primavera Árabe:
Aqui, imagem de partir o coração, de bebês em cestas de lavanderia, com a manchete “Que revolução é essa?” A foto foi tirada em Honduras:
Aqui, uma das minhas preferidas: uma procissão religiosa, “noticiada” como protesto anti-governo na Venezuela:
As mídias sociais, que viralizam e denunciam essa loucura, e às vezes até seduzem grandes veículos da grande imprensa-empresa, como a CNN, são também os meios pelos quais os farsantes são rapidamente desmascarados.
Os leitores considerem-se convidados a indicar mais links que comprovem a grande farsa que “a mídia” está construindo, para um país que a mesma “mídia” está inventando e que só tem em comum com o país que existe, o nome: também se chama “Venezuela”. Mas não é a Venezuela real.
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