o sol no cafofo!
Rodo cotidiano, Rabiscos voadores...
As anotações mais urgentes e mais tortas pelo tempo!
"Eu sempre espero uma coisa nova de mim, eu sou um frisson de espera - algo está sempre vindo de mim ou fora de mim." C.
A depressão é sim uma doença e tem afetado cada vez mais pessoas pelo mundo. Tem-se que, atualmente, a depressão afeta mais de 350 milhões de pessoas no mundo inteiro e que de acordo com projeções da Organização Mundial de Saúde, no ano de 2030 a depressão será a mais comum, entre todos os tipos de doenças.
Sendo assim, a Organização Mundial de Saúde (OMS) criou uma animação para mostrar de forma clara o que é a depressão, e como se livrar deste problema. Desta forma as pessoas que nunca sofreram desse mal podem entende-lo melhor.
No vídeo, a depressão é tratada como um grande cão negro e mostra as possíveis consequências dessa doença na vida de uma pessoa. É só clicar no play abaixo e conferir essa esclarecedora e tocante história.
Acredito que todos nós conhecemos ou já ouvimos falar de alguém que sofreu desse mal.
Então se você quer passar essa história adiante, compartilhe com seus amigos e familiares clicando no botão abaixo. Todos nós devemos conhecer um pouco sobre essa doença que tem se tornado tão comum.
ENTRE EFEITOS E PRODUÇÕES: ECA, ABRIGOS E SUBJETIVIDADES
Maria Lívia do Nascimento
Universidade Federal Fluminense – UFF - Brasil
Alessandra Speranza Lacaz
Universidade Federal do Espírito Santo – UFES - Brasil
José Rodrigues de Alvarenga Filho
Universidade Federal Fluminense – UFF - Brasil
"O discurso predominante nas entrevistas nos falava constantemente da permanência de práticas referentes à lógica de internação nos abrigos. Isto é, apesar de o ECA ter sido promulgado no ano de 1990, a proposta se encontra distante da realidade dos abrigamentos, abrindo espaço para pensarmos que o abrigo tem sido um dispositivo tanto protetor quanto violador dos propalados direitos da criança e do adolescente, já que, apesar de protegê-los de situações que causam dano, infringe a lei por outros percursos. Alguns pontos importantes como a separação de grupos de irmãos, o trabalho de reintegração familiar, de convivência comunitária, entre outros, são difíceis de ser colocados em prática quando outras questões como a sexualidade, a separação por idade e sexo, a resistência de vizinhos em ter uma casaabrigo nos arredores de suas moradias e a falta de equipe entram em cena. A lei, portanto, não deu e não dá conta de mudar a multiplicidade de práticas que se configuram num plano micro do cotidiano, e, muitas vezes, permanecem ainda arraigadas e atravessadas pelos processos de trabalho que eram exercidos nos complexos de internação." "Diferentemente, na sociedade disciplinar o exercício de poder não está localizado nas mãos de um soberano, mas circula por toda a sociedade. As punições não são mais violências ou torturas cometidas contra o corpo de um condenado. Como aponta Foucault (2004), na nova economia punitiva surgida na Europa em meados do século XIX, a punição torna-se, através da instituição da prisão, uma privação de liberdade. Se alguém comete um crime, não paga sofrendo um suplício, mas é punido com a pena de ter sua liberdade cerceada através de seu encarceramento numa prisão." "No que concerne especificamente ao contexto da América Latina, vivemos o momento em que um “senso comum punitivo” (BATISTA, 2003) paira sobre nossa sociedade. Por esse viés, há um clamor público por punição e, ao mesmo tempo, há uma judicialização4 das relações sociais. É como se a punição se transformasse na nova panaceia que solucionará todos os problemas da sociedade. Dessa maneira, movimentos de “lei e ordem” ganham, cada dia, mais força (WACQUANT, 2008). Nesse sentido, a lógica punitiva que paira sobre nossa sociedade se faz presente, também, nos abrigos. Os entrevistados expressaram o quanto se sentiam ameaçados pelo Ministério Público (MP), que age de forma bastante punitiva sobre os técnicos e educadores, em constante vigilância de suas práticas. Por sua vez esses profissionais, de forma encadeada, incorporam esta lógica da punição em suas relações com os abrigados e de maneira repressiva e coercitiva vão, muitas vezes, definindo um cotidiano autoritário e ameaçador no interior dos abrigos. Um exemplo dessa hierarquia de controle aparece nas falas que narram os episódios de brigas entre os abrigados. Dizem os entrevistados que pairava uma constante preocupação com essa questão, já que as brigas podiam produzir marcas, machucados que configuravam punição imediata do MP à equipe. Ainda analisando a capilarização da lógica punitiva no interior dos abrigos, é possível dizer que os educadores se veem sem ferramentas para administrar o cotidiano e, dessa forma, vão criando maneiras cada vez mais sofisticadas, mais invisíveis de castigar. Por exemplo, dando preferência a uns e não a outros para certas situações, demorando a fornecer remédios e material de higiene pessoal (que na maioria das vezes fica sob controle dos educadores), ou ainda não permitindo visitas da família." "No entanto, nem todas as entrevistas apontaram situações punitivas dessa ordem. Foram também apresentados discursos que indicam escapes a um modo único, instituído de abrigo. Em duas das entrevistas, os profissionais falam da ocorrência de assembleias com participação das crianças, adolescentes e funcionários nas decisões da casa. Referem o uso de tal dispositivo como um espaço democrático de conversas e discussões que determinavam o funcionamento da casa, mostrando a possibilidade de se criar estratégias que escapem à lógica de controle e punição. Mas é uma experiência assim muito boa quando você começa a construir um espaço onde dá direito de voz a todos e não só a um grupo, só às educadoras ou só à equipe técnica, mas quando você tenta fazer com que esse espaço seja todo tempo avaliado por todos os atores que estão ali dentro. É o ator que está ali dentro, não são só os educadores e os meninos, mas é o vizinho, é a escola, são os voluntários, quer dizer, cada pessoa que está envolvida direta ou indiretamente com aquele espaço, com aquele abrigo. (...) Consegue ver ou fazer com que a criança passe aquele período no abrigo da forma mais digna possível: dando direito de voz a ela. E o direito à voz é o direito de querer ficar e de não querer ficar também, de querer sair do abrigo. Então, eu sempre falei com as crianças e com os educadores que isso aqui não é uma prisão, aqui é um espaço de acolhimento, onde o menino tem que estar aqui porque ele gosta. Porque na hora de ir para escola, ele vai para escola sozinho. Ele tem que ir para escola e tem que voltar para o abrigo (fala de um entrevistado). Um segundo ponto de análise, que não se descola da lógica de controle mais sofisticado anteriormente discutido, mas, ao contrário, faz parte dela, diz respeito justamente à medicalização e à psiquiatrização das crianças e adolescentes abrigados. Em uma das entrevistas, a psicóloga diz que todas as adolescentes abrigadas estavam sendo medicadas e acompanhadas por psiquiatras. Todas tinham diagnósticos de transtornos. Era tanta medicação, tanta medicação que os educadores tinham que dar, que eles começaram a se perder. Era tanta menina, tanto remédio, que a gente bolou um quadro, esquemático, “fulana, tal hora, tal remédio”, pra elas conseguirem visualizar e não perder a hora do remédio dela, de tanto remédio que era (fala de um entrevistado). Eu comecei a perceber, nos meus últimos períodos de abrigo, que muitas meninas estavam sendo encaminhadas para serviço de saúde mental. (...) E, elas começaram a entrar nesse rótulo de paciente psiquiátrico. Eram muitas, por conta das brigas que rolavam lá dentro, elas agressivas, era surto, eu lembro dos prontuários de lá...(...) todas surtavam todos os dias lá, todo dia uma surtava, e era pegar lençol e amarrar." "Narrativas como essas estiveram muito presentes nas falas dos entrevistados e chamaram a atenção pela proximidade com o discurso da falta de controle e domínio que os educadores e técnicos sentem diante de situações cotidianas como as de expressão da sexualidade (namoro, sexo, gravidez), agressões entre os abrigados, evasões, insubordinações e desobediências. Se as formas de controle têm se tornado mais sutis, como afirma Deleuze (1992), no espaço dos abrigos a medicalização tem sido um dispositivo dos mais eficazes nessa direção. "A medicalização não é um processo presente somente nos abrigos. Faz parte de um movimento historicamente construído na relação entre a medicina e a sociedade. Ao longo da modernidade, o saber médico foi se capilarizando pelas práticas cotidianas, criando dispositivos de higiene e prevenção cada vez mais presentes em nossas vidas. Hoje a medicalização pode ser entendida como um desses dispositivos, usado como técnicas de aprisionamento dos corpos, controlando-os de formas cada vez mais sofisticadas, como é o caso do uso de fármacos. É um aprisionamento de qualquer maneira, sai do perfil do abrigado e entra no perfil do paciente psiquiátrico, não consegue sair disso... (fala de um entrevistado). Nessa dela brigar muito, começaram as internações, por ela ser muito violenta. Ela começou a ser levada para o D. Pedro II. Na primeira internação já virou paciente psiquiátrica, passou a tomar remédio controlado, e tudo que ela fazia era motivo para ser levada para o Pedro II. Ela começou então com uma história de internação. Foi a fase que ela ficou mais calma, mas que acabou com ela, porque ela tinha esses momentos de agressão mas era também muito criativa, muito engraçada. E isso foi derrubando ela. Eu a vi outro dia na rua, ela estava cronificada (fala de um entrevistado). O terceiro ponto de discussão proposto pela análise das entrevistas diz respeito à produção de corpos tutelados nos abrigos, isto é, à construção ou não de um trabalho que vise à autonomia dos abrigados, especialmente dos adolescentes. Sabemos que, apesar do ECA colocar o abrigo como provisório, muitas crianças e adolescentes ficam até os 18 anos. Quando saem, se deparam com a situação de não terem onde ficar e não estarem preparados para o trabalho, isso porque, no tempo em que ficaram abrigados, foram excessivamente tutelados e aprisionados num modelo que os define como não qualificados para gerir suas próprias vidas. Em muitos dos relatos, roupas, materiais de higiene que contivessem álcool, brinquedos e até presentes ficavam sob a guarda dos educadores, tirando a liberdade e a autonomia das crianças e jovens para cuidar de seus objetos e fazer escolhas. Ir sozinho para a escola, namorar, escolher uma profissão, comer em horários diferentes dos outros, negociar isso de alguma forma, muitas vezes parece um problema para os coordenadores e educadores dos abrigos, tornando ainda mais complicada e tensa a convivência. Elas iam para escola acompanhadas, na Kombi. Nós enchíamos a Kombi e ia a galera toda, o que era um sofrimento para elas, elas pediam muito para o motorista parar antes da entrada da escola. Elas odiavam aquela Kombi (fala de um entrevistado). Tudo elas faziam acompanhadas, nunca saíam sozinhas. Só as que estavam no abrigo há muito tempo que às vezes iam ao mercado ou pediam para ir a algum lugar. Elas adoravam, pediam para ter algo para fazer na rua, mas a regra do abrigo era sempre sair acompanhada, em eventos, tudo... (fala de um entrevistado)."
"Como vimos na fala de um entrevistado referindo-se as
crianças abrigadas: “tudo elas faziam acompanhadas, nunca saíam sozinhas”. Nesse caso,
apesar de as crianças gostarem e pedirem para sair sozinhas, as regras instituídas no abrigo
impediam as mesmas de experimentar a liberdade e autonomia de andarem sozinhas pelas ruas e escolherem, também, por onde andar." Su: Sou obrigada a comentar q é arriscado. As relações de proximidade não se estabelecem como em uma família. Há crianças que se envolvem com o tráfico ou evadem. Como dar conta de todos esses casos? "Por outro lado, os modos pelos quais os abrigos funcionam tem relação direta tanto
com a dinâmica de forças que atravessavam nossa sociedade no momento da construção do
ECA, impondo determinados contornos à sua elaboração, quanto com a maneira pela qual
suas determinações legais são exercidas diariamente. Colocar em análise o funcionamento dos abrigos significa, também, problematizar a sociedade na qual os mesmos emergem." "Parece-nos que o melhor modo de pensar essa questão é entender que existe uma
construção subjetiva instituída, que torna os abrigos como locais de tristeza, de desafeto, de
abandono, de vidas fracassadas. Ao nos perguntarmos sobre essa subjetividade hegemônica, que implanta a crença em destinos pré-construídos para os abrigados, não podemos deixar de comentar sobre a construção histórica do que é entendido como “cuidado correto de crianças”.
Com a ascensão do modelo burguês de família, esta se tornou o lugar obrigatório, eficaz e
desejado de “proteção à infância”. É somente nela que a boa criação pode ocorrer. É somente
no seio desse “ninho de amor e cuidado” que o sujeito pode se desenvolver adequadamente.
Mas se nos pautamos em uma análise histórica, nada disso nos parece evidente e natural.
Podemos, pois, enunciar que a proteção, a família, o bom desenvolvimento infantil são
construções sociais surgidas no Estado moderno, no século XVIII, com as novas
configurações da família burguesa e a implantação da ordem jurídica, sobretudo no que diz respeito às determinações legais sobre a guarda de crianças."
A provocação exige um vencedor. Em uma equipe, quando um só vence, todos perdem. A rede perde um ponto! Cai o peixe... desenganos, boatos, atritos, pré-julgamentos e estamos todos torcendo pelo perdido!
A rede não tem q existir pra vc acreditar nela. Vc tem q crer nela pra ela existir! É fazê-la sempre q puder... até q se torne coletiva e ecoe!
Amor... Aonde quer q tu esteja (porque eu t esqueço! E até não te acho!), espero q esteja ouvindo isso! Pq tu nunca é fácil? Pq tu nunca é fácil!!!
Daqui vejo como tudo endurece (em mim tb). E que durezas que precisam ser (em mim tb). Mas que saibamos diferenciar dureza e flexibilidade porque não é possível que uma atitude padrão contemple sempre!
Olha q curioso: o próprio movimento da dureza à flexibilidade faz preponderar a flexibilidade!! Mas o fluxo é o q importa. Ser o mesmo é fácil!
Difícil é:
- curvar-se: com a brisa
- resistir: ao furacão...
Mesmo a lágrima q não cair será uma dose dessa tempestade!
Que o conceito de amor não seja algo restrito ao romântico, privilégio de casais. Ou que não seja a obviedade do afago. Não é toda cabeça que recebe mão ou a sua mão que tem q estar a disposição, ao invés da cabeça!!
Tem afago pior q TAPA!
Não existe afago em si! Tem q fazer sentido!
Tratar com AFETO não é acariciar necessariamente! Mas eu entendo o engano quando me respondem segundo o entendimento do afeto como carícia. Explicar-se é quase impossível... tão romântico q éramos, tão duro que ficamos! Ou teimosos q somos!
Amar é tb é se distanciar, falar o q é preciso, às vezes silenciar, outras criticar, amar d longe pode ser aprender com o outro e não fazer tudo q vc quiser sozinho.
O amor não é padrão, nem pode ser.
O que não vale é olhar para o outro, tão novo, como se ele já estivesse arruinado (mote e fato de todas essas letras d hj!).
Ou eu penso em tudo isso, ou eu morro disso tudo q não pensei.
Fácil falar, difícil lembrar, praticar... Criar um corpo para tanto!
O q ainda me arrepia é esperança.
"quem desce do morro não morre no asfalto, lá vem o brasil descendo a ladeira na bola, no samba, na sola do salto, lá vem o brasil descendo a ladeira na sua escola é a passista primeira, lá vem o brasil descendo ladeira no equilíbrio da lata não é de brincadeira, lá vem o brasil descendo a ladeira e toda cidade q andava quieta, naquela madrugada acordou mais cedo arriscando um verso gritou o poeta, respondeu o povo num samba sem medo enquanto a mulata em pleno movimento, com tanta cadência descia a ladeira a todos mostrava naquele momento a força que tem a mulher brasileira"
Felicidades, tristezas, contradições, superações do nosso tempo....
Sobre Foucault.... "Assim, o poder não deve ser conhecido como algo detido por uma classe (os dominantes) que o teria conquistado, alijando definitivamente a participação e a atuação dos dominados; ao contrário, as relações de poder presumem um enfrentamento perpétuo. Desta maneira, o funcionamento do poder é melhor compreendido através da idéia de que se exerce por meio de estratégias e que seus efeitos não são imputáveis a uma apropriação mas a manobras táticas e técnicas"
Essa prerrogativa tb é boa no sentido de pensar as táticas!!! Mas pra efeitos de didática, rola umas preponderâncias de uma classe abastada! rs Fonte: PODER E PUNIÇÃO EM MICHEL FOUCAULT http://www.mpce.mp.br/esmp/biblioteca/monografias/filosofia.moderna.do.direito/poder.e.punicao.em.michel.foucalt[2007].pdf
"A noção de que você é superior é a maior
indicação de que você está em uma armadilha egóica. (...) você começará a
menosprezar aqueles que não estão seguindo o seu “caminho espiritual
certo”. Superioridade, julgamento e condenação. Essas são armadilhas do
ego."
O q é bom pra vc é pra vc. Deixa o outro viver.
Existir junto e multiplicar.
_________________________________________
"Para
refletir!! Se você acha que é mais “espiritual” andar de bicicleta ou
usar transporte público para se locomover, tudo bem, mas se você julgar
qualquer outra pessoa que dirige um carro, então você está preso em uma
armadilha do ego. Se você acha que é mais “espiritual” não ver televisão
porque mexe com o seu cérebro, tudo bem, mas se julgar aqueles que
ainda assistem, então você está preso em
uma armadilha do ego. Se você acha que é mais “espiritual” evitar saber
de fofocas ou noticias da mídia , mas se encontra julgando aqueles que
leem essas coisas, então você está preso em uma armadilha do ego. Se
você acha que é mais “espiritual” fazer Yoga, se tornar vegano, comprar
só comidas orgânicas, comprar cristais, praticar reiki, meditar, usar
roupas “hippies”, visitar templos e ler livros sobre iluminação
espiritual, mas julgar qualquer pessoa que não faça isso, então você
está preso em uma armadilha do ego. Sempre esteja consciente ao se
sentir superior. A noção de que você é superior é a maior indicação de
que você está em uma armadilha egóica. O ego adora entrar pela porta de
trás. Ele vai pegar uma ideia nobre, como começar yoga e, então,
distorce-la para servir o seu objetivo ao fazer você se sentir superior
aos outros; você começará a menosprezar aqueles que não estão seguindo o
seu “caminho espiritual certo”. Superioridade, julgamento e condenação.
Essas são armadilhas do ego." ✦# Mooji
Fonte: (Face) Andre Meyer https://www.facebook.com/photo.php?fbid=10152037838883393&set=p.10152037838883393&type=1&theater
These paintings are life-size, depicting the power and impact birth has. Photo credit: Chaloux Photography
.
"Curiosity far greater than the fear It felt so simple, so prodigious at the same time Incredible things are happening in the world Magical things are happening in the world' (Stereolab) 60"x48""
[Su: Linda representação do casal:]
From the first installation of 'The Birth Project' 2008 this piece is sold
'Under the moon, in the great, black night With no lodestar in sight.
And wait for it, there are only two of us now This great, black night scooped out (and the fire glow) Listen, The darkness rings, listen The darkness, the darkness rings Take off your things and listen The darkness rings' (S Harmer)
41"x57" (approx 3.5 x 5 feet)
From the first installation of 'The Birth Project' in 2008 this piece is sold
.
Ring the bells that still can ring, Forget your perfect offering, There is a crack in everything That's how the light gets in' (L. Cohen) 32"x53"
.
'And you took to me like a gull takes to the wind' (Shins) 54"x36" this piece is sold
.
You've got roots, cannot be torn from under Won't you shake it like you've never done before' (F. Ford/Be Good Tanyas) 36"x72" this piece is sold.
.
'She is a new creation, the old has gone and the new has come' 50"x72" .
'Living in the Body: Milk and Honey' 49x71"
Three little birds were on my doorstep singing sweet songs, a melody pure and true, this is my message to you...' (B. Marley) 82"x59"
'It's a Human Thing (it's a girl?? it's a girl!!) 48"x36" (Be Good Tanyas) this piece is sold
'The Delivery' (oh, my baby! oh! my baby!) 36"x48" this piece is sold
Pre-Birth Project- but the piece that began it all (and sold immediately) 'All around me voices are ringing' 2007 this piece is sold
How we rise when we’re born like the ravens in the corn on their wings, on our knees crawling careless from the sea God, give us love in the time that we have God, every road takes us farther from home (Sam Beam) 48x60
'Oh you crawled out of the sea, Straight into my arms, Straight into my arms' (Laura Marling)
Brand new- not dry yet- unnamed painting!
'Time was running fast While we were walking so slow As I watched us grow and grow' (Patrick Watson) 33x52 inches — com Andrea Navarro Bernal e yo.
'Still water, laying over Still water, lay my body down over' (Daniel Lanois) 36x48 2013 — com Marcia Kuehnen.
'Our mouths are filled with laughter, Our tongues with songs of joy' Ps. 126:2 36" x 48" (3 feet x 4 feet) —
'And you opened like a flower in the heat Your beauty on my eyes like a masterpiece Never has skin tasted so sweet.
And you said, 'oh, I didn't know that we could go so many kisses deep' We were face to face and lips to lips and cheek to cheek And you said, 'oh, I didn't know we could go so many kisses deep' (A. Cohen) 36"x24" (3feet x 2 feet)
'All you need is love, Love is all you need' (Lennon/McCartney) 42"x 54" (4.5 feet x 3.5 feet)
'There is a light in you I have fallen into There is a light in you I have fallen into, fallen in too Stop, listen, feel Stop, listen, feel Stop, listen, feel Believe, believe' (Great Lake Swimmers)
39"x32" (approx 3feet x 2.5feet)
'These are the days of miracle and wonder' (P. Simon)
Negro drama entre o sucesso e a lama
Dinheiro, problemas, inveja, luxo, fama
Negro drama, cabelo crespo e a pele escura
A ferida, a chaga, à procura da cura
Negro drama, tenta ver e não vê nada
A não ser uma estrela, longe meio ofuscada
Sente o drama, o preço a cobrança
Do amor, do ódio e da insana vingança
Negro drama, eu sei quem trama e quem tá comigo
O trauma que eu carrego pra não ser um preto fudido
O drama da cadeia e favela, túmulo, sangue, sirenes, choros e velas
Passageiro do brasil, São Paulo agonia
Que sobrevive em meio às honras e covardias
Periferias, vielas, cortiços
Você deve tá pensando o que você tem haver comm isso
Vejo o início, por ouro e prata
Olha quem morre então, veja você quem mata
Recebe o mérito, a farda quem pratica o mal
Me ver pobre, preso ou morto já é cultural
Histórias, registros e escritos
Não é conto nem fábula, lenda ou mito
Não foi sempre dito que preto não tem vez, irmão
Olha o castelo, então foi você quem fez cuzão
Eu sou irmão dos meus truta de batalha
Eu era carne, agora sou a prápria navalha
Tim tim um brinde pra mim
Sou exemplo de vitórias, trajetos e glórias
O dinheiro tira um homem da miséria
Más não pode arrancar de dentro dele a favela
São poucos que entram em campo pra vencer
A alma guarda o que a mente tenta esquecer
Olho pra trás e vejo a estrada que eu trilhei mocota
Quem teve lado a lado e quem só ficou na bota
Entre as frases, fases e várias etapas
Do quem é quem, dos mano e das mina fraca
Negro drama de estilo
Pra ser se for, tem que ser sem temer a milho
Entre o gatilho e a tempestade
Sempre a provar que sou homem e não um covarde
Que Deus me guarde porque sei que Ele não é neutro
Vigia os rico más ama os que vem do gueto
Eu visto preto por dentro e por fora
Guerreiro, poeta, entre o tempo e a memória, ora
Nessa estória, vejo doláres e vários quilates
Falo pro mano que não morra e também não mate
O tic tac não espera veja o ponteiro
Essa estrada é venenosa e cheia de morteiro
Pesadelo, hum, é um elogio
Pra quem vive na guerra apaz nunca existiu
No clima quente, a minha gente sua frio
Vi um pretinho, seu caderno era um fuzil.
Negro drama.
Crime, futebol, música, caralho, eu também não consegui fugir disso aí, eu sou mais um.
Forrest Gump é mato, prefiro contar uma história real, vou contar a minha:
Daria um filme, uma negra e uma criança nos braços
Solitária na floresta de concreto e aço
Veja, olha outra vez um rosto na multidão
A multidão é um monstro sem rosto e coração
Ei São Paulo terra de arranha-céu
A garoa rasga a cara é a torre de babel
Família brasileira dois contra o mundo
Mãe solteira de um promissor vagabundo
Luz, câmera e ação, gravando a cena vai
Um bastardo, mais um filho pardo sem pai
Ei senhor de engenho eu sei bem quem você é
Sozin cê não guenta, sozin cê não guenta
Véi,Cê disse que era bom e as favela ouviu
Whisky, red bull, tênis nike, fuzil
Admito seus carro é bonito, eu não sei fazer
Internet, video cassete, uns carro louco
Atrasado eu tô um pouco, só que pô que eu acho
Seu jogo é sujo e eu não me encaixo
Eu sou problema de montão de carnaval a carnaval
Eu vim da selva sou leão sou demais pro seu quintal
Problema com escola eu tenho mil, mil fita
Inacreditável más seu filho me imita
No meio de vocês ele é o mais esperto
Ginga e fala gíria, gíria não, dialeto
Esse né mais seu ó, fiu, subiu
Entrei pelo seu rádio, tomei cê nem viu
Nós é isso ou aquilo, quê cê não dizia
Seu filho quer ser preto, há que ironia
Cola o poster do Tupac aí que tal que cê diz
Sente o negro drama vai tenta ser feliz
Ei bacana quem te fez tão bom assim
O quê cê deu, o quê cê faz, o quê cê fez por mim
Eu recebi seu tique, quer dizer quite
De esgoto a céu aberto, e parede madeirite
De vergonha eu não morri, tô firmão eis-me aqui
Cê não, cê não passa quando o mar vermelho abrir
Sou o mano, homem duro do gueto, Brown obá
Aquele louco que não pode errar
Aquele que você odeia mais nesse instante
Pele parda e ouço funk,
E de onde vem os diamante?
Da lama. Valeu mãe. Negro Drama.
Aí, na época dos barraco de pau lá na pedreira, onde cês tavam,
quê que cês deram por mim, que cês fizeram por mim, agora tá de
olho no dinheiro
que eu ganho, no carro que eu dirigo, demorou eu quero é mais eu
quero até a sua alma. Aí o rap fez eu ser o que eu sou, Ice Blue,
Edy Rock e KLJ, e toda a família a geração que faz o rap, a
geração que revolucionou, a geração que vai revolucionar, anos
noventa século 21 é desse jeito.
Aí você sai do gueto mais o gueto nunca sai de você, morô irmão,
você tá dirigindo o carro, o mundo todo tá de olho em você, sabe porquê?
Pela sua origem morô irmão, é desse jeito que você vive é o negro drama .
Eu não li, eu não assisti, eu vivo o negro drama, eu sou o negro drama,
eu sou o fruto do negro drama. Aí Dona Ana, a sra é uma rainha, rainha.
Más aí, se tiver que voltar pra favela, eu vou voltar de cabeça erguida,
porque assim que é, renascendo das cinzas, firme e forte, guerreiro de fé.
Vagabundo nada.