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sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

Veja aqui...

Jesus expulsando as multinacionais da América Latina.







As datas não devem ser essas mas os deuses são esses...












Fonte: Truth Teory




Fonte: Priscilla Cavalieri




Fonte: Me Photographer
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Fonte: Hugo J. Amaral




Fonte: Pedro mendes



Fonte: Pedro Mendes



Fonte: tarifa Zero BH



Fonte: Poderia Ser
https://www.facebook.com/photo.php?fbid=456867524388618&set=a.439506232791414.1073741826.439501699458534&type=1&theater




Fonte: Filósofos Obscenos
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Fonte: Filósofos Obscenos



Fonte: William De Lucca Martinez
 https://www.facebook.com/photo.php?fbid=631754330203997&set=a.261429240569843.61709.100001083069139&type=1&theater





"#Spain. 2 Spanish Human Chains: People protecting Hospitals & Schools... while Government protecting Banks
via @ferranmartin

Via:#15M Barcelona International @15MBcn_int" 

Fonte: Revolution News
https://www.facebook.com/photo.php?fbid=266562916830611&set=a.125035117650059.26795.124978350989069&type=1&theater


quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Cultura popular e não folclore

Falar em cultura popular, e não folclore!

1 - 
"Acreditavam os primeiros folcloristas que as camadas populares ou “incultas” manifestavam apego a elementos culturais sobreviventes do passado, colocando-se à margem do progresso da sociedade considerada “culta” e do pensamento racional e científico. Notando, portanto, a existência de uma “cultura do inculto” (expressão irônica cunhada por Florestan Fernandes), esses pesquisadores esforçaram-se por criar uma disciplina diferenciada para seu estudo. Nascem, assim, o  Folclore , palavra que designa tanto a disciplina  quanto seu campo de estudos.
...
Atualmente, expressões como “cultura popular tradicional” ou “cultures populares”  tendem a ser utilizadas em substituição a “folclore” a fim de se evitar  os vícios semânticos  que esse temo historicamente adquiriu - por exemplo, sua associação com práticas culturais consideradas exóticas ou anacrônicas, ou a possibilidade de ser  interpretado como o “nicho” epistemológico inventado para abrigar a cultura do povo, separando-a do resto da cultura brasileira. "

http://www.cachuera.org.br/cachuerav02/index.php?option=com_content&view=article&id=273:sp-corpo-e-alma-folclore-ou-cultura-popular&catid=90:spcorpoalma&Itemid=110

2 - 
" o principal problema é que os estudos folclóricos registram e “imortalizam” as manifestações populares em uma forma fixa, quando essas manifestações são naturalmente dinâmicas e mutantes. Enquanto transmitidas oralmente de geração para geração através da memória popular, que não é exata e está constantemente sujeita a diversas influências, as lendas, crendices, brincadeiras, festas e costumes ganham variações, adaptações e são modificadas freqüentemente. Ao registrarem essas manifestações orais em livros e filmes, os estudos folclóricos tendem a criar um estereótipo delas e a caracterizar a cultura popular como algo imutável e conservador."

http://pessoas.hsw.uol.com.br/folclore.htm

3 -
“As pulgas sonham em comprar um cão, e os ninguéns com deixar a pobreza, que em algum dia mágico de sorte chova a boa sorte a cântaros; mas a boa sorte não chova ontem, nem hoje, nem amanhã, nem nunca, nem uma chuvinha cai do céu da boa sorte, por mais que os ninguéns a chamem e mesmo que a mão esquerda coce, ou se levantem com o pé direito, ou comecem o ano mudando de vassoura.

Os ninguéns: os filhos de ninguém, os dono de nada.
Os ninguéns: os nenhuns, correndo soltos, morrendo a vida, fodidos e mal pagos:
Que não são embora sejam.
Que não falam idiomas, falam dialetos.
Que não praticam religiões, praticam superstições.
Que não fazem arte, fazem artesanato.
Que não são seres humanos, são recursos humanos.
Que não tem cultura, têm folclore.
Que não têm cara, têm braços.
Que não têm nome, têm número.
Que não aparecem na história universal, aparecem nas páginas policiais da imprensa local.
Os ninguéns, que custam menos do que a bala que os mata.”

Eduardo Galeano - Livro dos Abraços
__________________________________________

Textos na íntegra:

1 - 

São Paulo Corpo e Alma - Folclore ou Cultura Popular?



As expressões de que nos servimos para designar a cultura produzida pelo povo são variadas : folclore, cultura popular, cultura popular tradicional, cultura raiz. Mais recentemente, ela tem sido tratada como Patrimônio Imaterial . Se por um lado todas essas expressões procuram delimitar o objeto ou conceito que representam , por outro cada um deles carrega um conjunto de significados que vai além do campo semântico, situando-se nos domínios da ideologia.



Recentemente o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, que anteriormente considerava como patrimônio apenas os bens materiais, como os conjuntos arquitetônicos com valor histórico, passou a incluir entre os bens cuja preservação é de interesse nacional os chamados “bens imateriais”, representados pelas formas de expressão e conhecimentos das culturas populares tradicionais. Diferentemente do material, o patrimônio imaterial não é “tombado”, mas “registrado”, após um processo de inventário de suas ocorrências regionais. Entre as primeiras tradições populares a serem registradas como patrimônio imaterial estão o acarajé (BA), as panelas de cerâmica de Goiabeiras (ES), a viola de côcho (MT e MS), o samba de roda (BA), e, mais recentemente, o jongo do Vale do Paraíba (SP, RJ e MG).



O termo folclore  refere-se ao campo de estudos de uma disciplina (Folclore ou Estudos de Folclore) surgida no século XIX sob inspiração positivista e evolucionista, tendo por objeto “a cultura tradicional nos meios populares dos países civilizados”, conforme definiu Saintyves. Acreditavam os primeiros folcloristas que as camadas populares ou “incultas” manifestavam apego a elementos culturais sobreviventes do passado, colocando-se à margem do progresso da sociedade considerada “culta” e do pensamento racional e científico. Notando, portanto, a existência de uma “cultura do inculto” (expressão irônica cunhada por Florestan Fernandes), esses pesquisadores esforçaram-se por criar uma disciplina diferenciada para seu estudo. Nascem, assim, o  Folclore , palavra que designa tanto a disciplina  quanto seu campo de estudos.



Com o desenvolvimento de ciências como a Sociologia e a Antropologia, os folcloristas passam a ser criticados por alguns acadêmicos dessas áreas: suas análises das práticas culturais a que denominam “fato folclórico” teriam pouca consistência quando consideradas sob o prisma das ciências sociais, uma vez que  separam essas práticas do contexto social em que elas ocorrem. Isso limitaria a atuação dos estudos do folclore a descrições e observações sobre a forma das manifestações estudadas.



Essas críticas no plano metodológico não impedem, entretanto, que se reconheça a grande importância que tiveram os pesquisadores do Folclore no plano da documentação e da ação cultural e educativa: foram eles os primeiros estudiosos a valorizar a produção cultural popular, a qual trataram (e têm tratado) com grande amor e dedicação. Incansáveis divulgadores da arte do povo, elaboraram projetos educacionais, promoveram registros e fundaram museus, como ocorreu no Brasil durante o chamado “movimento folclórico” dos anos 40 a 60. Recolheram importantes cancioneiros que até hoje interessam a diferentes campos das Ciências Sociais e das Artes. Tivemos entre os folcloristas pensadores do porte de Câmara Cascudo (datas) e Mário de Andrade (datas), e mesmo cientistas sociais de renome como  Florestan Fernandes (datas).



Atualmente, expressões como “cultura popular tradicional” ou “cultures populares”  tendem a ser utilizadas em substituição a “folclore” a fim de se evitar  os vícios semânticos  que esse temo historicamente adquiriu - por exemplo, sua associação com práticas culturais consideradas exóticas ou anacrônicas, ou a possibilidade de ser  interpretado como o “nicho” epistemológico inventado para abrigar a cultura do povo, separando-a do resto da cultura brasileira. Cultura popular tradicional  refere-se ao conjunto da  cultura material e imaterial produziada pelo povo miscigenado brasileiro  (o que não inclui as comunidades indígenas, delimitação também operada pelo Folclore). É tradicional, portanto veiculada principalmente pela tradição oral através de incontáveis gerações, diferenciando-se, por um lado, da cultura de massa ou de mercado, e por outro, da erudita, embora mantendo com as duas relações dinâmicas de intercâmbio. 

Fonte: Associação cultural Cachoera



2 - 

Origens da Cultura Popular e do Folclore

Rapunzel, Curupira, Branca de Neve, Boitatá, Saci Pererê, João e Maria. Durante séculos, essas lendas, além de inúmeras crendices e costumes, foram transmitidas oralmente e ganharam novas versões de geração para geração, de cultura para cultura, para formar um amplo repertório do saber popular ao redor do mundo. Em determinados momentos, muito do que fazia parte da tradição oral ganhou versões literárias, como as dos Irmãos Grimm para Branca de Neve, Cinderela e João e Maria, ou as de Monteiro Lobato para o Saci e a Mula-sem-cabeça. Para identificar e estudar essas manifestações das culturas populares, surgiu no século 19 uma nova terminologia e um novo campo do conhecimento: o folclore.
Curupira
O Curupira, um dos mitos mais antigos do folclore brasileiro
Foi o britânico William John Thoms quem sugeriu em 1846 que uma nova palavra fosse adotada para se referir a essas tradições populares, a partir da junção dos termos em inglês folk (povo) mais lore (saber). A idéia pegou e o termo folclore passou ao mesmo tempo a designar o conjunto das manifestações da cultura popular e a ser um campo de estudos dessas manifestações.
Mas a visão que o folclore e os folcloristas têm das culturas populares é alvo de críticas de pesquisadores que se debruçam sobre o assunto. Segundo eles, o principal problema é que os estudos folclóricos registram e “imortalizam” as manifestações populares em uma forma fixa, quando essas manifestações são naturalmente dinâmicas e mutantes. Enquanto transmitidas oralmente de geração para geração através da memória popular, que não é exata e está constantemente sujeita a diversas influências, as lendas, crendices, brincadeiras, festas e costumes ganham variações, adaptações e são modificadas freqüentemente. Ao registrarem essas manifestações orais em livros e filmes, os estudos folclóricos tendem a criar um estereótipo delas e a caracterizar a cultura popular como algo imutável e conservador.
Outra corrente de estudos que discorda da abordagem do folclore, mas de forma bem menos radical, surgiu nos anos 60. O folklife entende que o folclore concentra seus esforços no estudo da tradição oral e deixa em segundo plano elementos materiais como os produtos e as habilidades dos artesãos populares, por exemplo. Mas tanto o folclore como o folklifeconcentram seus estudos em quatro campos: na expressão oral, que inclui as narrativas, poemas e canções populares, na cultura material, que inclui a fabricação de roupas, técnicas de trabalho, mobiliário e culinária popular, nos costumes sociais, como os ritos de passagem e as interações sociais nos grupos, e nas manifestações artísticas, como a música, a dança e o teatro.
Carnaval
Agência Estado
Celebração do Carnaval em Santos (SP) nos anos 60;
o Carnaval é uma das mais universais manifestações da cultura popular
Seja com uma visão folclórica ou não, o que está no centro das atenções, quando se fala de folclore, é a cultura popular. E uma das manifestações mais universais dessa cultura são os contos de fadas, um produto da tradição oral que se metamorfoseou ao longo dos tempos. Antes de virarem contos de fadas destinados às crianças, as historinhas de “Chapeuzinho Vermelho”, “A Bela Adormecida” e tantas outras começaram como narrativas populares para adultos, com cenas de adultério, incesto e mortes violentas. A oralidade na transmissão dessas histórias possibilitou uma série de adaptações em seus enredos, de geração para geração, até ganharem versões “definitivas” por escritores como Charles Perrault, no século 17, ou os irmãos Jacob e Wilhelm Grimm, no século 19.
Outro aspecto da cultura popular que foi folclorizado são as festas e celebrações. Uma das mais universais dessas manifestações e que ainda sobrevive é o Carnaval. Outras, porém, foram completamente transformadas, como as ligadas aos ciclos das estações e da agricultura. A celebração do solstício de inverno era comum nas culturas nórdica, romana e celta, que o celebravam com festas que duravam dias, como as Saturnálias Romanas, com seus banquetes, orgias e sacrifícios. Com a imposição do Cristianismo, essas celebrações profanas deixaram de existir ou se adaptaram aos princípios cristãos. As festas do solstício de inverno, por exemplo, foram substituídas pelo Natal. Celebrações do solstício de verão europeu se transformaram no Dia de São João, com o predomínio da tradição católica. Trazidas ao Brasil pelos portugueses e outros imigrantes europeus, elas viraram as festas juninas.
Conheça a seguir alguns dos componentes da cultura popular brasileira que são considerados como parte do folclore nacional.

Fonte: Howstuffworks? - Como tudo funciona?

segunda-feira, 1 de julho de 2013

Mitologia Yorubá - o céu (orun) e a Terra (aiye) não eram separados,,,


COMO O CÉU SE SEPAROU DA TERRA
Maria Inez 
    Segundo os mitos africanos, o céu (orun) e a Terra (aiye) não eram separados.  A existência ocorria num só nível, e os seres humanos e os Orixás podiam transitar tanto pelo céu como pela Terra, sem problema algum. 
    Depois de uma transgressão é que o céu se separou da Terra, e os seres humanos não podem mais visitar o céu e voltar de lá vivos.
    Conta a lenda que um ser humano tocou o céu com as mãos sujas, provocando a ira de Olodumare, o deus supremo, que soprou com força, dividindo os espaços com seu hálito (ofurufú), que se transformou em atmosfera, formando o sanmó - o céu conhecido por nós.

Fonte: 
http://pt.wikipedia.org/wiki/Orix%C3%A1


OBS. 1.: "Na mitologia, há menção de 600 orixás primários, divididos em duas classes, os 400 dos Irun Imole e os 200 Igbá Imole, sendo os primeiros do Orun ("céu") e os segundos da Aiye ("Terra")." -
Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Orix%C3%A1


OBS. 2.: a mitologia iorubá é originada do sincretismo religioso e é o candomblé.
OBS. 3: Orixás:
Na mitologia yoruba, orixás (yoruba Òrìsà; em espanhol Oricha; em inglês Orisha) são ancestrais divinizados africanos que correspondem a pontos de força da Natureza e os seus arquétipos estão relacionados às manifestações dessas forças. As características de cada Orixá aproxima-os dos seres humanos, pois eles manifestam-se através de emoções como nós. Sentem raiva, ciúmes, amam em excesso, são passionais. Cada orixá tem ainda o seu sistema simbólico particular, composto de cores, comidas, cantigas, rezas, ambientes, espaços físicos e até horários. Como resultado do sincretismo que se deu durante o período da escravatura, cada orixá foi também associado a um santo católico, devido à imposição do catolicismo aos negros. Para manterem os seus Orixás vivos, viram-se obrigados a disfarçá-los na roupagem dos santos católicos, aos quais cultuavam apenas aparentemente.1

http://pt.wikipedia.org/wiki/Orix%C3%A1

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Deusa Baubo

Huuuum...
- Sexualidade sagrada
- um rosto que aparece no torso
- histórias bem picantes e engraçadas
- a dimensão contagiante da alegria e do riso sagrado, junto com as festividades ...
... e assim esquecemos dos limites da nossa existência
- combinação de impulso sexual, natural e instintivo, e da arte altamente elaborada de amar
- o q é o amor? Amores.
energia criativa que une a sexualidade com espiritualidade
- corpo, cristandade, ciência, paganismo, religião, consumismo

Outros mundos possíveis

Acho muito interessante acessar outras religiões (inferiorizadas, as religiões pagãs foram enquadradas na categoria do "mito" = aquela religião q sabemos q não é verdade) e ver como era possível estabelecer fortemente outras relações frente ao que hj vira polêmica devido a uma moral cristã!

A deusa Baubo, a partir do olhar q este texto apresenta, é um dispositivo interessante! Ela une espiritualidade e sexualidade QUANDO o cristianismo relegou ao corpo um lugar tão marginalizado (se vc "dá" vc é biscate, se vc "não dá" vc é santa!). QUANDO hj, sexo com quem "não se ama" não pudesse ser tb um pouco d espírito. Como se o espiritual fosse sempre algo religioso e se vc não crê em Deus ou em outra religião, "vc não crê em nada"! O espiritual tem q ser cuidado sim: mas há várias formas para isso! E os mesmo artifícios dos quais a religião se utiliza para dar conta desse cuidado, podem tb ser usados sem a religião como respaldo!

QUANDO tb o capitalismo relegou ao corpo um lugar de estereotipia dentro d uma ditadura da beleza e de consumo, na forma de vendê-lo fazendo com q alguns se achem incapazes d serem amados.

Não acho q a natureza é feminina. A natureza é tudo e o feminino é humano. O macho e a fêmea (biologicamente falando, algo q ultrapassa o q cada cultura considera como mulher/feminino) também é relegado a uma certa categoria d animais. A natureza contem seres assexuados como as amebas que simplesmente se fragmentam para se multiplicarem! A natureza é aquilo q fazemos totalmente parte e não ela parte d nós. Nós somos uma parte dela. Ela é um universo e não universal porque ela contém todas as diferenças sem contradição. O sol tb faz parte dela. Qual o sexo do sol? Se o sol fosse entender o mundo do jeito dele, com certeza seríamos só seres sem luz! rs O sol não tem umbigo e nós é q usamos nossa forma d conhecer como dominadora e centralizadora. Esquecemos d existem outras formas d conhecer além da racional, como a emocional, e q não basta uma coisa fazer sentido pra nós pra conseguirmos praticá-la: tem q ser vivível!

Gostei nesse texto da valorização dos diferentes corpos, do riso e do picante como formas d viver e de superar, de relacionar sexo com amor podendo a gente perguntar "d que amor aqui se fala?" porque eu não compartilho do amor tido como romântico. Um tipo d amor pra mim é a intenção d amar. Outro tipo d amor pra mim é a capacidade de se importar. Há outros amores q só vem com o tempo.

É um texto abrangente q critica o cristianismo, o racional/científico como forma preponderante d conhecimento, vai contra a categorização d uma forma d existência como pagã arcaica, portanto, inferior as religiões d hj quando todas as religiões lançam mão d explicações mágicas e incomprováveis. O milagre não é divino: é natural! Enquanto quisermos colocar isso como merecimento ainda vamos querer traçar hierarquizações num terreno q nunca deveria virar latifúndio d nenhuma religião: o espiritual! Se as formas são infinitas, as crenças tb são. Se a única possibilidade d algo ser verdade para si é ser verdade para todos, ainda estamos agindo d forma colonizadora.

SuN


Matéria:

BAUBO:O PODER DA ALEGRIA



Baubo é uma antiga Deusa Grega do Ventre, conhecida também pelo nome de Iamba, era esposa de Dysaules e mãe de Mise. Em suas representações não possui cabeça, e sim um rosto que aparece no torso.

Sua história nos chega da Antiga Grécia, quando Deméter era a Deusa Mãe da Terra e todos os dias passeava pelos prados para cuidá-los, garantindo assim que houvesse abundância em nosso planeta. Regava as plantas, fazia florescer as árvores, sempre acompanhada da filha Perséfone que amava profundamente.



Um certo dia, Hades, o Deus dos Infernos seqüestrou Perséfone e a levou para as entranhas da terra. Deméter caiu então, em profunda depressão. A terra reflete seu desespero e os campos se tornam estéreis.



Deméter em sua peregrinação atrás da filha chega a um lugar chamado Eleusis chorando muito. A pequena ama Baubo, vendo-a tão desesperada, acercou-se dela dançando, levantou sua saia e mostrou sua vulva. Deméter sorriu e Baubo abraçou-a e disse-lhe que como Deusa da Terra, ela não poderia ser destruidora e sim transformadora. Em seguida continuou contando-lhe histórias bem picantes e engraçadas. As duas riram muito juntas até que a Mãe da Terra adquiriu novas forças para ir em busca da filha. A Terra riu com as Deusas, a Terra Floresceu.

A dimensão contagiante da alegria e do riso sagrado, junto com as festividades e cerimoniais em que se vê envolto, afasta a humanidade de seus pesares que constantemente os aferroam, afirma a vida e vence os temores da morte e da esterilidade. Através da alegria e do riso nos esquecemos dos limites de nossa existência, além de nos ajudar a vencer obstáculos que põem em perigo a continuidade da vida.



Baubo é a Deusa radiante, amante do sorriso. Ela é a combinação de impulso sexual, natural e instintivo, e da arte altamente elaborada de amar.

Baubo vive em cada uma de nós, é a capacidade que todas nós temos de nos levantar e seguir em frente depois de um momento triste. De apostar no riso, como auxiliar na cura de nossas depressões. Baubo nos faz ainda entender como é poderoso, belo e mágico o corpo feminino. Qualquer que seja sua forma e seu tamanho, nosso corpo é único e, portanto, especial. A maioria das mulheres ainda se deixam prender na teia da propaganda que nasce do mundo do consumismo popular.

Comparando-se às outras, em vez de apreciar o que ela própria é, se tornará cativa daquilo que ela erroneamente identifica como defeitos pessoais.



Os germes de desprezo pelo corpo nos foi passado pelas primeiras décadas do cristianismo e acabaram infectando toda a consciência ocidental. A capacidade do homem de criar hoje vida em laboratórios, com seleção do DNA, é típica do desprezo pela matéria enquanto "matéria" e pelo processo natural de seleção e adaptação. Mas é deste modo, que a mente científica tenta nos colocar fora da natureza, reforçando a persistente alienação do corpo que teve início na era cristã.

Muitas pessoas ainda hoje, se sentem desamadas, ou até indignas de ser amadas e muitas ainda, tem a certeza de terem perdido a capacidade de amar. Mas este vazio difuso de que as pessoas se queixam pode ser explicado em termos de perda da conexão com a Deusa, aquela que renova a vida, traz o amor, paixão e fertilidade. É a Deusa Baubo que faz a ligação com uma camada importante da nossa vida instintiva, nos trazendo de volta o riso, a alegria, a beleza e a energia criativa que une a sexualidade com espiritualidade.



Hoje já não temos a oportunidade de segurarmos a imagem da Deusa com o carinho de antigamente, pois a mente racional simplesmente relegou-a a categoria de práticas pagãs arcaicas. Entretanto, no corpo do pensamento psicológico, as imagens das Deusas são consideradas "arquétipos". Arquétipos são formas preexistentes que integram a estrutura herdada da psique comum de todas as pessoas. Essas estruturas psiquícas são dotadas de densidade emocional e quando ativadas tem o poder de transformar o nosso consciente.

Acredito, que Deusas como Baubo, segura e confiante em seu corpo e sua sexualidade, pode nos ensinar a adquirirmos confiança em nós próprias, para que possamos compreender que a nossa sensualidade com seus impulsos naturais não são pecaminosos e sim um dom divino.



ENTENDENDO A SEXUALIDADE SAGRADA



Baubo é uma antiga Deusa da Grécia associada a sexualidade sagrada. É também um arquétipo da vida, da morte e da fertilidade. A sexualidade sagrada, a fertilidade e a imortalidade são conceitos que estão unidos na concepção mágica dos povos antigos. A representação da vulva não é mais do que a perpetuação do feito mágico do nascimento. Toda a criação é um mistério numinoso, um segredo de que a humanidade freqüentemente "se afasta", em uma atitude que, mais tarde, é erroneamente interpretada como "vergonha". Na figura da Deusa Baubo, o seu ventre representa o símbolo numinoso da fertilidade. Enquanto que na posição frontal, toda a nua feminilidade da Deusa é permeada pelo numinoso que dela emana como fascinação, essa limitação à zona do ventre ou do útero expressa do aspecto inumano e grotesco, a autonomia radical do ventre aos "centros superiores" do coração, seios, cabeça, e assim entroniza-o como sagrado.



A Deusa Baubo reflete três aspectos particulares da existência humana: idade Anciã (chegada da menopausa), Mulher Fecunda e poder pessoal transformativo.

Baubo é uma Deusa Anciã irreverente e alegre com sua sexualidade, que vem lembra-nos que sexo é amor e prazer e é, sobretudo mágico. Ela chega as nossas vidas para dizer:

-"Vamos comemorar! Nós temos nossos úteros, nossas vulvas, nossa vida. Vamos dançar!". Tente... não custa nada, dançar e rir ainda é de graça. Coloque a palma de suas mãos um pouco abaixo centro do abdomen (em cima do útero) e embale-se em uma dança improvisada. Quando estiver pronta ria alto e o quanto puder. Rir é contagioso, portanto, a partir de hoje sorria muito e infecte o mundo com a epidemia de seu sorriso.
in: http://www.rosanevolpatto.trd.br/baubo.html

Fonte: http://sagrado-feminino.blogspot.com.br/2009/04/bauboo-poder-da-alegria.html

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Viracocha, o deus bissexual dos Incas

"Também branco e barbudo era Viracocha, o deus bissexual dos Incas."

Veias Abertas da América Latina - Eduardo Galeano

https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgycwGLe-qRiZC2Gg4KKepoO9G7oukOYk3XGAgxr8xrA8FOMbK4WOmq1d9WWT_yT-kWgtaJZGv0VH7ADwqwWbNibZVSQzM6LBa59OEn-GXh5x9khk5O8N7dqlVeluiRgHO7r08nVoKyQX2E/s1600/viracocha_01.jpg


Te parece uma mitologia?

Por quê? Por ser a crença de outro ou por ser a crença de um ultrapassado?

Imagine a cena: os espanhóis chegam ao Peru... se você tivesse nascido dentre os incas duvidaria de sua crença?

Quem crê sabe da verdade através da fé, como qualquer deus pode merecer dúvidas?

Escolhemos crer ou cremos sem saber? Depois de saber escolhemos crer, não?