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quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Futebol é comprado

Sempre vou achar q todo jogo grande de futebol é comprado...
Essa Copa entao.... rs.... comprada antes mesmo do jogo começar!!

Sempre q envolver milhões haverá corrupação!!

To conseguindo passar longe da Copa e não entrar nessa felicidade triste dela. Era um dos jogos q mais reunia a galera e ganhando no quesito animaçao. Mas agora q eu vi o q foi feito com meu país e meu povo.... me dá raiva.

...Vale lembrar q minha mae ficou sem fazer a quimio no dia marcado pq a gente é tao brasileiro nessa hora q deixa de trabalhar com pessoas adoentadas q precisam tanto d tratamento por causa dessa porra toda!!!
O setor de marcaçao nao estava funcionando portanto o COI (Clinicas Oncologicas Integradas) ficaram sem saber q eu tinha vencido mais uma batalha pra conseguir autorizaçao do plano d saúde por uma questao de minutos e desmarcaram AUTOMATICAMENTE a quimio.
Vale lembrar q um guria chegou a me atender do setor d marcaçao mas, magicamente, a ligaçao caiu.

CADE A MAGIA DA COPA????????

ESSA PORRA É UMA MAFIA!!!

TE EXPLORAM ENQUANTO VC MORRE E GRITA GOL!!

Brasil x Chile

segunda-feira, 23 de junho de 2014

Propagandas ao contrário: casa de madeira frente ao estádio

As propagandas da Copa ao contrário n são tão bonitas....




Fonte: Gabriel Bobany
https://www.facebook.com/photo.php?fbid=742558845767011&set=a.269588626397371.64702.100000387074201&type=1&theater

Buenos Aires: apoios as manifestações contra a Copa

"Recebemos essa do inbox!
"Oi pessoal, tirei essa foto ontem em um ponto de ônibus aqui em Buenos Aires. Grande parte dos argentinos entendem nossas manifestações e são solidários."
- A luta não possui fronteiras, somos um!"



Fonte: Anonymous Brasil
https://www.facebook.com/anonymousrio/photos/a.263574540359568.104847.231139103603112/745599598823724/?type=1&theater

segunda-feira, 16 de junho de 2014

O primeiro dia da Copa em SP por Advogados Ativistas

Advogados Ativistas e Observadores Legais registram o primeiro dia da ‘Copa do Caos’

Demonstration report – FIFA 2014 World Cup Opening Day, São Paulo
Material can be reproduced if mentioned source
Colectives: Advogados Ativistas e Observadores Legais (Activists Lawyers and Legal Observers)
obsPassado um ano quase exato das manifestações de junho de 2013, mais uma vez, mas com qualidade inédita, a sociedade civil organizada se articulou no combate à repressão policial. Tal esforço viu-se representado por advogados, observadores legais, socorristas e todos aqueles atores ligados às questões da legitimidade do direito de reunião e expressão, bem como dos demais pilares que devem sustentar o Estado Democrático de Direito. Imbuído desse mesmo espírito, e no intuito de apoiar o coletivo Advogados Ativistas (formado por advogados atuantes nas ruas, em defesa dos manifestantes), surge o grupo Observadores Legais – especificamente voltado para observar, relatar e produzir dados sobre os agentes de segurança envolvidos nas manifestações por ocasião da Copa do Mundo no Brasil e mesmo em outras ocasiões, após o torneio. A exemplo do que já acontece no mundo todo, esses dados precisam ser levantados com a finalidade de serem ventilados como fontes seguras de dados qualitativos e quantitativos imprescindíveis como fonte ou referência segura para: 1) imprensa nacional e internacional; 2) órgãos nacionais e internacionais de direitos humanos e 3) formação de provas para instrumentação processual na Justiça. É sob essa ótica (das ruas) que abordaremos, a seguir, o primeiro dia – de abertura – da Copa do Mundo 2014.
Observador legal 3 onibus
                O dia iniciou-se em São Paulo com o sítio à cidade, exercido pelas forças de segurança pública empregadas pela Polícia Militar, Polícia Civil, Polícia Federal e Exército, entre outros agentes de segurança. Das 9h30 até o fim do dia osquarenta integrantes dos Observadores Legais observaram, relataram e compilaram os seguintes dados sobre a atuação policial:
· Segundo atendimento realizados pelo grupo de socorristas, GAPP, durante o dia foram realizados ao menos 37 socorros a manifestantes, decorrentes de diversos tipos de lesões, como ferimentos por estilhaços de bombas, balas de borracha, asfixia por gás lacrimogênio e mecânica decorrentes de esganadura, bem como de reiterados golpes de cacetetes.
Foram realizadas ao menos 47 detenções, sendo que diversas prisões sequer eram informadas aos advogados, ou permitido o acompanhamento visual da atuação policial.
·  bloqueio de vias e interdição de ao menos parte do transporte público, com a finalidade de comprometer a mobilidade dos manifestantes e, desta forma, sua tendência de deslocamento em direção ao perímetro de exclusão imposto pela FIFA – organizador da Copa;
·  revistas pessoais realizadas por policiais em transeuntes, sem qualquer fundamentação legal;
· policiais trajados com farda sem tarjeta de identificação funcional ou identificação alfanumérica de 10 dígitos, ou ainda de modo a não evidenciar qualquer tipo de identificação;
Observador legal 4 loco
· policiais portando armas de fogo (inclusive de grosso calibre comometralhadoras e escopetas 12mm) durante contenção e operações antidistúrbio;
· civis atingidos por estilhaços de bombas, balas de borracha, golpes de cacetete e socos;
· intimidação e constrangimento ilegal contra manifestantes por meio de gritos e gestos ameaçadores;
· impedimento de atuação dos advogados durante o acompanhamento de revistas pessoais, bem como no registro de material probatório, quando das agressões ou abusos de autoridade;
· impedimento, com violência deliberada, de atuação dos jornalistas no exercício da profissão, tendo sido tomados como alvo por reiteradas vezes pelas forças de segurança;
· impedimento da atuação dos Observadores Legais na coleta de material estatístico e probatório durante a manifestação, por meiosostensivamente impeditivos;
·  seguranças do serviço privado do metrô realizando revistas pessoais nos usuários, de modo totalmente ilegal;
· prisões ilegais infundadas, justificadas como sendo para averiguação – instrumento, aliás, inexistente no ordenamento jurídico brasileiro. No ano em que se completa o cinquentenário da ditadura militar no Brasil (1964-1985), é no mínimo irônica a utilização de um expediente tão característico período ditatorial.
· tiros de armamento balístico menos letal e elastômero (bala de borracha), feitos acima da linha da cintura – como indicam os orifícios feitos a bala nos para-brisas de veículos, a cerca de 1,5m do solo.
·  veículos atingidos no seu interior por bombas de gás-lacrimogênio.
· policiais militares e supostos policiais civis (não fardados), em duas ocorrências distintas, com agressão e rapto de manifestantes, introduzindo-os a força em veículos descaracterizados, não oficiais. Sem direito de registro do nome do condutor, evadindo-se os veículos para local desconhecido, perante a população que registrava as ocorrências em vídeo e foto, em plena luz do dia.
· depois de registrar cenas de espancamentos perpetrados por policiais militares, um manifestante, por eles perseguido, refugiou-se em residência próxima àquela ocorrência, obtendo guarida dos proprietários da casa. Somente depois de aproximadamente uma hora de refúgio– com a Polícia Militar todo o tempo à frente do imóvel – foi possível a retirada do manifestante perseguido, em segurança, na companhia de representantes dos Advogados Ativistas e Observadores Legais;
Observador legal 2 gordinho·  utilização de bombas e armas de fogo em um posto de gasolina;
·  utilização de bombas com data de vencimento raspadas;
·  acusações de crimes infundadas aos manifestantes, com diversas tentativas de flagrantes forjados;
·  agressão deliberada de policiais militares a uma criança de nove anos de idade e seu cão, sem motivação;
·  agressão reiterada a equipes de socorristas que insistiam na prestação do socorro às vítimas dos próprios agentes de segurança;
·  tentativa, por parte dos policiais militares, de esvaziamento de uma estação do metrô, obrigando os usuários a saírem rapidamente da estação sob tiros e golpes de cacetete.
                Por fim, uma última abordagem nos parece pertinente quanto aos agravos sofridos pelos diversos indivíduos envolvidos na resistência às forças policiais:

ADVOGADOS

-   advogada atingida por bomba de gás lacrimogênio, antes mesmo do início da manifestação, lançada com o intuito de dispersar um grupo reduzido, de aproximadamente 20 pessoas;
-   advogado no exercício da profissão, tolhido brutalmente, prensado contra viatura policial, jogado ao chão e, desta forma, levado ao estado de semiconsciência;
-   advogado, no exercício da profissão, alvejado por bomba de gás lacrimogênio, a qual terminou por prender-se entre sua mochila e o próprio corpo, resultando em asfixia e queimadura. O mesmo advogado ainda foi atingido na face por soco desferido por policial militar em outra ocasião;
-   atendendo a solicitação de uma equipe de observadores legais que estavam sofrendo a apreensão dos equipamentos, relatórios e câmeras, um advogado, no exercício da profissão, teve o seu documento apreendido para verificação de antecedentes criminais, colocando-o em situação de averiguado.

OBSERVADORES LEGAIS

  -    tentativa de apreensão, por parte da Policia Militar, de conteúdo apurado ao longo do dia, em  relatórios e câmeras, pelos Observadores Legais;
-   mesmo que comunicados previamente em suas intenções às autoridades policiais e governamentais, os Observadores Legais sofreram diversas revistas pessoais sem fundada suspeita – como é exigido por lei, denotando perseguição a si enquanto registravam conduta policial;
-   um Observador Legal foi ameaçado de morte por policial militar sem identificação;
-   a quase totalidade dos Observadores Legais foi intimidada por policiais militares no exercício da função;
-   uma observadora legal, com atuação internacional em Direitos Humanos, teve a perna atingida por diversos estilhaços de bomba detonada a poucos centímetros do seu corpo e dos demais observadores do grupo;
-   um observador legal foi truculentamente impedido por diversos policiais de realizar acompanhamento de abordagem policial, tendo a roupa rasgada e o pescoço ferido.

SOCORRISTAS

-   impedimento da atuação dos socorristas, importando na negação absoluta ao socorro e ferindo, dessa forma, todas as recomendações da OMS no que diz respeito à humanização em saúde, particularmente no que respeita o atendimento pré-hospitalar;
-   agressão reiterada a equipes de socorristas que insistiam na prestação do socorro às vítimas dos agentes de segurança;
-   alvejadas por balas de borracha (à cerca de dez metros e acima da linha da cintura), socorristas foram impedidas de prestar socorro a um profissional da imprensa atingido por estilhaço de artefato do arsenal da Polícia Militar.
-   socorristas sofreram três revistas infundadas pela Polícia Militar no trajeto de dois quarteirões.

IMPRENSA

Jornalistas acabaram por ver-se tão acuados quanto os demais atores da manifestação, na medida em que estes os buscavam como um possível “porto seguro”, independentemente do tipo ou nacionalidade dos profissionais envolvidos. Por exemplo:
  –  CNN
-   Associated Press
-   TV Aasahi
-   NPR
-   FA Press
-   Sigma Press
-   SBT

Fonte: Advogados Ativistas
http://advogadosativistas.com/advogados-ativistas-e-observadores-legais-registram-o-primeiro-dia-da-copa-do-caos/

Copa da Depressão

O único ano q não quis comemorar meu aniversário com quem estava em volta foi esse. Essa Copa vergonhosa com estréia justo no dia 12 foi desanimadora!!
Então vamos sacanear q a gente ganha mais!! Hehehehe

Só gracinha....
Nãoé tão engraçado assim!!


http://divadepressao.blog.br/depre-dia-abertura-da-copa-mundo/

Fifa Go Home!

Imagens da Copa!!!


Fifa Go Home!

Apoio da Grécia!

Copa pra quem?

Publicidade cara-de-pau da Copa nada popular!

Copa dos sem noção!!
Não tem Copa!! Vc ta em casa querendo ta no estadio e nao é pro teu bolso!
O q sugere o fundo dessa propaganda?? Uma simplicidade de quem so pode participar torcendo a distancia, como sempre!! E a gente aplaudindo esse circo q esfregam bem na nossa cara!!

A Copa da prostituição!

A Copa da prostituição de crianças, mulheres e trans!!
Essa vai ter, Vai ter Copa.... vai.... sempre tem....

"Só pra lembrar que a prostituição infantil e o turismo sexual estão comendo soltos na Copa. E essa dicotomia do ter/não ter Copa não abarca essa questão, o que é um efeito colateral de aproveitar a Copa como estratégia, porque isso importa na especificação das lutas. 

No país do turismo sexual, da prostituição infantil e da transfobia (que retira dos transexuais a perspectiva de dignidade e os limita ao universo da prostituição), e diante de uma sociedade altamente misógina, que arrasta mulheres pelo asfalto em viaturas da polícia, eu já ouvi uma celebridade intelectual muito querida por vocês dizer que sexo deveria ser um serviço público por ser necessidade básica, ou seja, o Estado deveria prostituir mulheres, homens e transexuais.
A glamourização da prostituição é uma das posições mais odiosas que alguém pode ter para se munir diante do debate da sua regulamentação, porque parte do princípio de que as pessoas se prostituem como uma expressão de liberdade e não de opressão."

Maria Gabriela Saldanha

quarta-feira, 19 de março de 2014

Edu Krieger - Desculpe Neymar! Não vai ter Copa...

Desculpe Neymar! Não quero Copa...



Desculpe, Neymar
(Edu Krieger)

Desculpe, Neymar
Mas nesta Copa eu não torço por vocês
Estou cansado de assistir ao nosso povo
Definhando pouco a pouco
Nos programas das TVs
Enquanto a FIFA se preocupa com padrões
Somos guiados por ladrões
Que jogam sujo pra ganhar
Desculpe, Neymar
Eu não torço desta vez

Parreira, eu vi
Aquele tetra fez o povo tão feliz
Mas não seremos verdadeiros campeões
Gastando mais de 10 bilhões
Pra fazer Copa no país
Temos estádios lindos e monumentais
Enquanto escolas e hospitais
Estão à beira de ruir
Parreira, eu vi
Um abismo entre Brasis

Foi mal, Felipão
Quando Cafu ergueu a taça e exibiu
Suas raízes num momento tão solene
Revelou Jardim Irene
Um retrato do Brasil
A primavera prometida não chegou
A vida vale mais que um gol
E as melhorias onde estão
Foi mal, Felipão
Nossa pátria não floriu

Eu sei, torcedor
Que a minha simples e sincera opinião
Não vai fazer você, que ganha e vive mal
Deixar de ir até o final
Junto com nossa seleção
Mesmo sem grana pra pagar o ingresso caro
Nunca vai deixar de amar o
Nosso escrete aonde for
Eu sei, torcedor
É você quem tem razão

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Capitalismo tem nome e sobrenome no Brasil!

“Capitalismo tem nome e sobrenome no Brasil”

Foto: Henrique Fornazin
Estudo aponta quais os principais grupos econômicos que concentram o poder no país 
07/12/20212
Vivian Virissimo
do Rio de Janeiro (RJ)  

   
O cientista político e professor universitário, João Roberto Lopes Pinto -
Foto: Henrique Fornazin
   
Em levantamento inédito, o Instituto Mais Democracia (IMD) vai revelar na pesquisa “Quem são os proprietários do Brasil?” os grupos econômicos que são recordistas em concentração de poder no país. O estudo identifica todas as empresas que se articulam com as grandes corporações brasileiras: Vale, Gerdau, Votarantim, JBS, Grupo Ultra, entre outras. Além disso, um ranking vai explicitar nomes e sobrenomes dos proprietários finais dessa intricada rede de poder empresarial.    
Ao mesmo tempo, o instituto vai mostrar que essas empresas recebem dinheiro público de estatais brasileiras sem a necessária transparência e controle social. A pesquisa completa será divulgada no próximo dia 12 de dezembro.  
“Quem são as famílias? Quem são as pessoas? Normalmente se diz que o capitalismo não tem rosto, não tem nome. Pelo contrário, na maioria dos casos tem nome, sobrenome e endereço. São pessoas que se beneficiam de toda essa estrutura vigente e inclusive de todo o recurso público que é carreado através das estatais e do financiamento público”, explicou um dos coordenadores da pesquisa, o cientista político e professor universitário João Roberto Lopes Pinto.   
Diferente de outros rankings divulgados pelo jornal Valor Econômico e revista Exame, o foco do Mais Democracia não será mostrar os maiores faturamentos, mas analisar a estrutura de poder por trás das empresas que se articulam com esses grandes grupos. “Com outra perspectiva, o ranking da concentração de poder econômico é um paralelo a esses rankings convencionais, é um ‘contra-ranking’. A primeira diferença é que vamos explicitar, renomear e colocar novos nomes no debate público com base no Índice de Poder Acumulado (IPA). E todas as empresas que estão no topo do ranking são irrigadas pelo dinheiro público”, explicou Pinto.           
Geralmente difusas e de difícil acesso, as informações analisadas pelos pesquisadores constam em uma base de dados que está sendo construída por uma cooperativa de jovens desenvolvedores, a Eita – Educação, Informação e Tecnologia para a Autogestão. ranking está sendo elaborado com base nos dados de 400 empresas de sociedade de capital aberto que foram fornecidas para a Comissão de Valores Mobiliários (CVM), órgão que regula o mercado acionário brasileiro. Além disso, informações disponíveis nas bases de dados Economática e Econoinfo também serão incorporadas. Dessas 400 empresas iniciais, os pesquisadores já estão monitorando mais de 5 mil empresas que atuam no interior delas. O instituto tem como referência uma metodologia desenvolvida por pesquisadores da Universidade de Zurich que realiza o cruzamento do faturamento líquido dessas empresas com dados sobre a participação acionária dos proprietários.   
O pesquisador revelou algumas empresas que controlam alguns grupos econômicos brasileiros, cujos nomes não costumam ser divulgados. “Não é Odebrecht é Kieppe, não é Vale é Bradesco e Previ, não é JBS é FB Participações, que também controla a Vigor Foods, empresa que controla todo o setor lácteo no Brasil, não é Camargo Corrêa é a Morro Vermelho”, antecipou Pinto. O pesquisador também revelou que no ranking dos maiores proprietários, ao lado do homem mais rico do Brasil, o empresário Eike Batista, está uma das controladoras da Camargo Corrêa, a empresária Dirce Navarro Camargo, com patrimônio de 13,1 bilhões de dólares.          
O instituto costuma utilizar o caso da Odebrecht para mostrar o emaranhado de articulações empresariais que compõem os grandes grupos econômicos no modelo capitalista contemporâneo. “A Braskem e a construtora Odebrecht são controladas pela Odebrecht Participações, que por sua vez é controlada pela Odebrecht Sociedade Anônima, que por sua vez é controlada pela Odebrecht Investimento, que por sua vez é controlada Kieppe Participações, depois Kieppe Patrimonial. Ou seja, Kieppe Patrimonial é o nome da Odebrecht e por trás da Kieppe está a família Odebrechet”, explicou João Roberto.      
Participação
“O enfrentamento das corporações é um debate necessário, isto está no limite da democracia contemporânea. Com este grau de concentração, não se pode mais tratar essas empresas como se fossem atores individuais. São atores complexos que envolvem atores públicos. E essa rede complexa ninguém conhece ou discute”, afirmou o cientista político.            
Em 2013, o Instituto Mais Democracia pretende cruzar o ranking dos proprietários com os dados oficiais sobre financiamento de campanha das últimas eleições. A ideia é analisar o retorno que essas empresas têm com a eleição dos políticos. Além disso, uma plataforma colaborativa com todas as informações utilizadas pelos pesquisadores serão disponibilizadas para a sociedade. 

Fonte: Brasil de Fato - uma visão popular do Brasil e do mundo
http://www.brasildefato.com.br/node/11305 

Marchinhas Ocupa Carnaval 2014

- CABELEIRA DO ZEZÉ (roubalheira do Dudu)
João Roberto Kelly-Roberto Faissal, 1963

Olha a roubalheira do Dudu
Será que ele bebe?
Será que ele toma?

Será que ele não entende...
O povo não é mais mané
Faremos como na França
Perde a cabeça ou mete o pé!

Corta a cabeça dele!
Corta a cabeça dele!

Recolher marchinhas em: Facebook Ocupa Carnaval 2014
https://www.facebook.com/events/269581106531116/?ref=2&ref_dashboard_filter=upcoming


- É carnaval, então toma marchinha! via Aloyana Lemos

CACHAÇA

se vc pensa que a copa é nossa
a copa não é nossa não
a copa é da empreiteiras
não sobra nada pro povão

pode me dar tiro de borracha
bomba, porrada e prisão
pode jogar jato d'agua
não largo a manifestação
pode me chamar de vândalo
disso até acho graça
só não quero que acabe
mobilização das massas




- Chegou a turma do fuzil
Bate em professor mas ninguém corta seu ponto...
Ha-ha-ha-ha
Mas ninguém corta seu ponto
Eles jogam gás, e a gente que fica tonto
Me prende, sem ter motivo
Se eu for negro, aí eu viro um Amari-i-ildo
Enquanto houver PM, pior para o Brasil
Acaba com essa turma do fuzil
(Bastou!)


https://soundcloud.com/ocupa-carnaval/turma-do-funil?in=ocupa-carnaval%2Fsets%2Fmarchinhas-ocupa-carnaval-2014

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Desigualdade ambiental: nem desenvolvimento sustentável, nem economia verde

A ideia é desigualdade ambiental e não desenvolvimento sustentável e nem economia verde!

Porque estes dois últimos, na realidade, não mudam nada no projeto desenvolvimentista implementado desde o pós-guerra. Só agregam ao desenvolvimento a ideia de progresso técnico, com economia de matéria e energia, continuando o inventivo ao consumismo. E pior: a obsolescência programada! Ou seja, os produtos já são feitos para durar menos!

E pra onde vai esse lixo? Para os países pobres como Índia e China (e cidades pobres! Basta ver para onde foi o lixão: Seropédica!).

"A noção melhor é desigualdade ambiental. Porque ela consegue condensar essa indissociabilidade entre a questão social e a questão ambiental. Ajuda a identificar os problemas e o caminho das lutas. (...)
a grande bandeira da justiça ambiental na cidade (...) é Impedir que a especulação imobiliária ganhe as custas da remoção compulsória das populações."


Aí fala dos megaeventos como Copa e Olimpíadas, da manipulação genética e agrotóxicos do agronegócio que mata primeiro os trabalhadores que lidam diretamente com isso, das hidrelétricas, da Rio+20...
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Texto na íntegra:

Seminário sobre a Rio+20
QUE DESENVOLVIMENTO QUEREMOS?


Entrevista com Henri Acselrad:

Porto Alegre. 23 de abril de 2012




Reprodução quase fiel da entrevista extraída do vídeo:



Desenvolvimento sustentável:

A noção é recheada de ambiguidades.
O que dá pra entender é que a intenção é sustentar o projeto desenvolvimentista que estava sem fôlego. Porque a promessa do desenvolvimento que começa no pós-guerra, a partir de 45 com criação do Banco mundial, depois d 50 anos nem resolveu o problema da desigualdade social e tinha criado de forma mais visível o problema da degradação ambiental.
A ideia do Relatório Brundtland surge a partir da percepção de que o Clube de Roma que propõe limites ao crescimento não foi bem recebido pelo empresariado. Então de 72 até 87 que se cria a Comissão Brundtland (??), o que ela oferece como definição? Se for olhar a definição de desenvolvimento sustentável é crescimento econômico, dizem eles, porque é preciso combater a pobreza; e progresso técnico, posto que não deveria ser o mesmo tipo de crescimento econômico e sim com o uso de novas tecnologias. Na verdade, era a continuidade do mesmo, acrescentando a ideia d economizar matéria e energia. Criar negócios para os bens de consumo, em nome de acabar com pobreza, e criar negócios para os bens de capital, máquinas e equipamentos, a propósito de que vai economizar matéria e energia.Então a resposta do Relatório Brundtland foi dar continuidade ao capitalismo como ele sempre foi.
Abrindo um novo campo de oportunidade de geração de lucro com a produção de equipamentos mais econômicos em utilização de recursos ambientais. O relatório é uma mera revalidação do projeto desenvolvimentista. Pra poder catalizar os ânimos, a subjetividade, sai o desenvolvimento sustentável, entra a economia verde. Mas o q nos interessa é combater a desigualdade social e ambiental e certamente que as políticas em curso na última década não só não deram conta disso como aprofundaram seus problemas.

Qual a noção alternativa que se deve usar, então?
A noção melhor é desigualdade ambiental. Porque ela consegue condensar essa indissociabilidade entre a questão social e a questão ambiental. Ajuda a identificar os problemas e o caminho das lutas.

O Memorando Summers dizia para o capitalismo no mundo é extremamente racional transferir todas as atividades poluentes para as populações mais pobre e reservar para as populações mais ricas as amenidades ambientais. E se isso acontece quer dizer que o capitalismo se alimenta da desigualdade ambiental. Ele consegue fazer essa fuga pra frente de sempre expandir a fronteira do agronegócio, de sempre continuar criando novos produtos industrias para permitir a acumulação, acelerando a obsolescência programada, investindo cada vez mais em publicidade pra obrigar as pessoas a se transformarem em consumistas compulsivos, faz essa fuga pra frente porque sistematicamente os danos ambientais estão reservados pra que está fora do poder.

Os produtos industriais hoje são todos pensados para se quebrarem mais cedo e logo serem substituídos por outro. Se não fosse assim as lâmpadas elétricas durariam sempre. É perfeitamente possível. A G.E. desde o início pensou "não vai dar pra produzir uma lâmpada que não queima!". 
Agora fique pensando no que acontece com os computadores e os celulares. Quando o pessoal do departamento de pesquisa e desenvolvimento, nome que se dá aquele pessoal mais da área científica e tecnológica numa grande multinacional, da eletrônica; quando eles planejam quanto tempo menos vai durar um celular, que logo vai ser substituído, eles devem perfeitamente levar em consideração para onde vai a montanha de lixo eletrônico! Existe um relatório do Greenpeace só sobre lixo eletrônico. Ele vai todo para pequenas cidades paupérrimas da Índia e da China. Tem fotos. E desempregados paupérrimos derretendo esse material e recolhendo minério que tem valor e evidentemente se contaminando, um trabalho completamente insalubre, sem controle, mas com o consentimento do poder local que acha que aquilo é uma oportunidade de negócio.
Então quando o engenheiro calcula do produto durar não 3, mas 2 anos, ele sabe que o lixo não vai pro quintal da casa dele e nem pro proprietário das ações do capital eletrônico para quem ele trabalha. Vai matar os pobres da Ásia. Contaminar com chumbo, cadimo.

Essa é a lógica da desigualdade.
Ela está presente nas políticas empresariais e, infelizmente, nas políticas governamentais que cada vez são mais condescendente com essa desregulação tanto do ponto de vista das normas sanitárias, quanto das normas urbanísticas, e das normas ambientais! 
Você tem casos de área de manancial cujo traçado da legislação de proteção é alterado pra que uma multinacional se instale sobre ela. Quer dizer, o manancial continua no mesmo lugar. A lei que traça a área protegida MUDA por uma exigência de uma multinacional que quer ficar mais perto do Rio pra poder lançar seus efluentes, etc. Isso mostra que esse tipo de Estado está na mão das grandes corporações. Ao longo da neoliberalização do mundo, cada vez mais os sujeitos, ou os menos sujeitos que decidem sobre as políticas ambientais e urbanísticas são os grandes empreendedores. Eles que dizem que tem que alterar a legislação para que eles se instalem ali ou então eles vão pra outro lugar. Essa dinâmica da desregulação que fez com que nossas legislações ambientais fossem desfeitas. Ou estejam sendo desfeitas como no caso do código florestal, que é o exemplo mais gritante. E o comportamento do poder do agronegócio fica mais evidente quando depois das primeiras vitórias que obtiveram o representante principal desse grupo parlamentar veio dizer pra imprensa 'estamos apenas começando', rindo. Querem abrir as fronteiras totais em relação ao uso de agrotóxico, produtos químicos, e tal. Você tem uma fuga para adiante. O ciclo de vida das tecnologias no campo vão se abreviando e isso vai se transformando numa sobretecnificação. Quer dizer: o agrotóxico não faz efeito, aí você cria um outro agrotóxico com a transgenia. Você vai transformando o campo num espaço de experiências químicas perigosíssimas que vai expandir na saúde da população e, em primeiro lugar, dos próprios trabalhadores que lidam com esses produtos.

Qual o papel da Rio+20 nesse contexto?
A Rio+20 é pra criar imagem favorável junto a opinião pública. Essa é a intenção de governos. Cada vez mais vão querer dar a impressão de que algo avançou. Mas exatamente não sabemos o que. é o medo do fracasso. Principalmente o governo brasileiro que não gostaria de acolhe ruma conferência internacional que não leve a nada.
Mas algo considerável do ponto de vista social seria que colocasse limites no uso de recursos do planeta por poucas corporações que deles se apropriam.

A justiça ambiental:
A justiça ambiental dentro das cidades é construída quando você resiste a desregulação. Quando você resiste a imposição de uma siderúrgica poluente como se fosse um grande trunfo. Se quer que que receita pública seja obtida, emprego, mas que seja com tecnologias apropriadas, com respeito a saúde da população, e não acolhendo aquilo que foi rejeitado em países mais ricos.

Evitando também que todo evento modernizador ou grandes eventos como como a Copa e Olimpíada impliquem em remoção de populações. Ou, então, investimentos em certas áreas que vão acabar expulsando via mercado essas populações. Então, garantir justiça ambiental na cidade é impedir que aja transferência de recursos urbanos dos mais despossuídos para os grandes empreendedores que é o que tende a acontecer quando o estado não controla o mercado quando corre grandes eventos como a Copa. Tem que haver sempre uma proteção daqueles moradores para que eles não sejam expulsos direta ou indiretamente pela via da valorização do solo, né? Essa é a grande bandeira da justiça ambiental na cidade. Impedir que a especulação imobiliária ganhe as custas da remoção compulsória das populações.

Hidrelétricas:
A questão que é posta é "Para que q se faz hidrelétricas?". Essa é a questão que movimentos sociais acrescentam no que raramente aparece na discussão pública. A discussão é que: temos um apagão energético. Então, nós queremos saber: é um apagão energético para que e para quem, né?Porque várias barragens inundaram áreas enormes na Amazônia para alimentar a CIDADE com ar-condicionado, o que é algo discutível em termos de custo e benefício. E agora está a mesma coisa. 
Vale a pena sacrificar grupos indígenas pra fornecer energia barata para as MULTINACIONAIS do alumínio? Era a mesma questão que se colocava para Tucuruí mas na época, em plena ditadura, essa questão nem podia ser aventada! Agora devemos explorar o espaço democrático. 
Nós queremos saber PARA QUE essa energia elétrica e deixar claro que nós estamos optando em fornecer esse tipo de energia para esse tipo de empreendimento em detrimento de certas culturas. Temos que ver se isso vale a pena. 
Não há apagão energético. Tem que saber sempre pra quem vai essa energia.
Porque via de regra ELA NÃO VAI para eletrificação das áreas rurais e populações abandonadas da Amazônia.

Vi um artigo do Delfim Neto na Carta Capital dizendo que os índios devem ser ouvidos, que realmente a legislação ambiental deve ser seguida, mas a barragem deve ser feita de qualquer jeito e sem colocar essa questão: PARA QUÊ? 

As alternativas:
São outras formas de energia, a limitação do consumismo e não atrelar os grandes projetos aos requisitos de acumulação das grandes multinacionais.

O papel do Estado é acolher os anseios democráticos da população. Por exemplo, de manter sua diversidade social. De não expulsar grupos quilombolas pra fazer hidrelétrica. Por exemplo, lembro de outro artigo de jornal em que uma figura importante do setor elétrico dizia: 'Estamos produzindo mais efeitos estufa por causa dos quilombolas da madeira. Os quilombolas da madeira são responsáveis pelo aquecimento global porque eles estão problematizando a construção das hidrelétricas da madeira.' Isso eu acho uma perversidade. Isso estava escrito no Globo.

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Um vídeo pra somar continuando esse papo de "pra onde vai o lixo":





Fonte: Social Fly
http://www.socialfly.com.br/videos/91-as-pessoas-precisam-ver-essa-coisa-terrivel-que-a-gente-causa-e-poucos-sabem-a-respeito

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

O passe livre é exequível disso o PSOL

É mesmo?

Acho q tem político que tem só que ocupar esse espaço. Crer na realização , realmente, já é demais! Ninguém faz nada sozinho! Mas tem opiniões que são assim... pra serem reproduzidas!

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"O passe livre é exequível", diz Randolfe Rodrigues, senador e pré-candidato à Presidência da República pelo PSOL

A ZH, parlamentar disse que reforma agrária e tarifa zero no transporte serão suas bandeiras


De atuação enérgica no Congresso, o senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) já se mostrou capaz de causar incômodos ao governo. Oposição ao governo Dilma Rousseff, se destaca pela retórica e pelo perfil combatente.
Mas já causou polêmica em seu partido ao se aproximar do DEM nas eleições de 2012 para a prefeitura de Macapá, o que levou a ser rotulado como líder da “ala light” do PSOL.
Atento aos direitos humanos e às reivindicações populares, agora é candidato à Presidência, após ter derrotado a ex-deputada gaúcha Luciana Genro na pré-convenção da sigla. A ZH, indica que a reforma agrária e a tarifa zero no transporte, subsidiada por aumento de imposto, serão suas bandeiras.
Zero Hora — Quais serão os eixos da sua campanha?
Randolfe Rodrigues — Pensamos em uma campanha identificada com o que veio das ruas, com as reivindicações de junho. Existe uma pauta de direitos sendo clamada pelo povo. E isso não está sendo satisfeito pelos governos, especialmente o federal. As outras candidaturas colocadas (Dilma Rousseff, Aécio Neves e Eduardo Campos) se preocupam mais em agradar ao mercado, aos financiadores, do que atender os investimentos em saúde, educação, mobilidade e reforma agrária.
ZH — O PSOL, que esteve na origem de algumas manifestações, como no caso de Porto Alegre, tentará se apresentar como um dos propulsores dos movimentos de junho?
Randolfe — Ninguém pode ter a arrogância de se dizer titular das mobilizações. Ninguém pode se apoderar. Aqueles que acham que o mais importante são as obras monumentais da Copa, creio que não poderão falar em nome do que ocorreu no Brasil.
"As mobilizações de junho foram muito maiores do que qualquer partido. Na campanha presidencial, vamos ver quem terá legitimidade para falar" — Randolfe Rodrigues.
ZH — O senhor apresentará propostas reivindicadas nas manifestações, como transporte gratuito?
Randolfe — O passe livre é exequível. O problema é que a presidenta disse que queria dialogar com as manifestações e, depois, esqueceu. Qual é a lógica dessa proposta? Quem tem mais, paga aos que têm menos. É a proposta de inversão no IPTU. A União pode fazer isso? Não. Mas pode induzir a isso. Falei a presidenta que ela tinha de enfrentar a máfia do transporte coletivo. 
ZH — Para adotar a tarifa zero, o senhor sugere aumento de IPTU?
Randolfe — Precisaria de uma política progressiva. Isso é uma medida adotada na Europa. Os locais da cidade de melhores condições aportam recursos para que quem tem menos condições possa ter transporte coletivo.
ZH — Como avalia os movimentos de Eduardo Campos e Marina Silva, que se apresentam como novidade em uma terceira via?   
Randolfe — O Eduardo, com todo o respeito, não é o novo. O partido do Eduardo está na política desde 1946. O avô (Miguel Arraes) representa um setor da política que existe desde a época da ditadura. O Eduardo e o PSB estiveram na coalizão que governa o país. Ele poderia ter feito essa ruptura com o governo (Dilma) há mais tempo. A maior parte do partido dele está com o agronegócio, votou contra o código florestal no Congresso.
"A Marina, se refletisse um pouco mais, deveria votar na gente, votar em mim. Eu que estive no Congresso defendendo um código florestal verdadeiro. O novo nessa eleição é o PSOL" — Randolfe Rodrigues.
ZH — O PSOL, por vezes, é apontado como partido que quebraria a economia justamente pelo discurso radical contra setores que representam importante fatia do PIB, como o agronegócio. Como avalia?
Randolfe — Essa turma leva o Brasil a estar há 20 anos sob a maior taxa de juros do planeta, as famílias a serem as mais endividadas da America Latina. A taxa de juro está nos levando a reprimarização da economia. Temos uma pauta de exportações que é a mesma dos anos 1960. Estamos nos transformando em uma enorme fazenda de soja em vez de sermos potência industrializada. E somos nós que vamos transformar o Brasil em um país economicamente ingovernável? São eles que estão fazendo isso. Queremos que o país volte a ser um exportador de produtos manufaturados.
ZH — Para enfrentar a inflação, qual seria o remédio adequado?
Randolfe — Primeiro, baixar os juros. Outro mecanismo é fazer a reforma agrária. Parte da inflação é causada pelo preço dos alimentos. Não podemos ser o país do latifúndio. O produto tem de chegar à mesa sem especulação. A América toda já fez a reforma agrária. Só aqui neste país que não foi feito. Só o presidente gaúcho chamado João Goulart teve coragem de anunciar. E por isso foi golpeado. Tem de ter a coragem do Jango, que disse que os latifúndios improdutivos à beira de estrada estavam desapropriados.
ZH — A sua reforma agrária seria com pagamento de indenização?
Randolfe — Vou cumprir o que está na Constituição, que reza claramente: a terra tem de cumprir seu papel social. 
ZH — Como avalia o conflito entre índios e pequenos agricultores pela demarcação de terras?
Randolfe — Enquanto o governo não olhar a questão indígena com a prioridade que merece, o conflito vai existir. O governo tenta acender uma vela a dois senhores. Não se serve a dois senhores. Eles (índios) são senhores de direitos e não coitadinhos aos quais se concedem favores. 
ZH — O senhor tem atuado com o senador Pedro Simon (PMDB-RS), sobretudo no projeto que anulou a sessão que derrubou Jango. Como tem sido essa convivência?
Randolfe — Simon é farol que me ilumina. Inspira desde o meu pai, que se espelhava na atuação dele como deputado no RS. Quando cheguei ao Congresso, tive a honra de ter o voto do Simon como candidato à Presidência do Senado contra José Sarney (PMDB-AP). Construímos uma relação. Uma das coisas que vou ter o prazer de contar aos netos é sobre a convivência com Simon.
ZH — O senhor recebeu duras críticas, inclusive no PSOL, porque o seu candidato à prefeitura de Macapá teve, em 2012, apoio do DEM no segundo turno. Admite que houve incoerência?
Randolfe — Não existiu apoio do DEM a nossa candidatura. Existiu o apoio do candidato a prefeito do DEM (que foi derrotado no primeiro turno) ao nosso candidato, no segundo turno. O DEM, enquanto partido, esteve no palanque do adversário. São descolamentos das pessoas para apoiar personalidades de esquerda. Não existiu apoio do DEM. Quero deixar claro.
ZH — A Luciana Genro será candidata a vice na sua chapa?
Randolfe — Quero unir o PSOL e a esquerda. Lamentavelmente, a Luciana não é mais deputada. Vou ficar muito feliz se tiver competência política para construir a chapa com ela. Seria o melhor ao partido e à esquerda. E vamos conversar com PSTU e PCB.
ZH — Qual será o seu posicionamento diante da Copa no Brasil?
Randolfe — Vou torcer para o Brasil, mas vou questionar muito os investimentos. Como pode ter capacidade para fazer estádios monumentais em tão pouco tempo? Também devemos ter a mesma capacidade para fazer em educação, saúde e mobilidade urbana. É isso que reclama o povo. E quero questionar outras coisas, como a facilidade que prestamos a entidades suspeitas como FIFA e CBF. Acho inaceitável. O governo apoia a CBF.
"Como pode ter capacidade para fazer estádios monumentais em tão pouco tempo? Também devemos ter a mesma capacidade para fazer em educação, saúde e mobilidade urbana" — Randolfe Rodrigues.
ZH — O senhor crê que a Copa organizará nova agenda de protestos? Poderá impactar nas eleições?
Randolfe — Torço pela capacidade de mobilização do povo sempre. Só uma sociedade mobilizada por direitos é que pode construir um país melhor. A Copa pode ser um catalizador de mobilizações, sim, mas a sociedade precisa se mobilizar pelos direitos que não estão sendo garantidos.

Fonte: Zero Hora