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sábado, 20 de janeiro de 2018

Ritalina é usada por seus efeitos adversks

O Brasil e essa mania terceiro mundista de ser mercado pra veneno

E vc, quando propagandeia uso de remédio no seu face sem o menor cuidado, faz parte disso!!

- Cocaína para crianças poderia?
"“Há campanhas contra o uso de anfetaminas [como a cocaína] por adultos, mas utilizam uma droga com o mesmo efeito em crianças”."

- A Ritalina você usa pelo efeito adverso: o q é um motivo pra vc NÃO USAR
"A ritalina é um estimulantel (...) Todas essas drogas tem algumas reações adversas, que indicam quando o medicamento não deve ser mais administrado. (...)  As reações adversas da ritalina são o foco em uma coisa só (...) E é justamente por essas reações adversas que a ritalina é utilizada em crianças e adolescentes e não pelo efeito terapêutico."

- Por fim e menos importante mas q foi a entrada estratégica d mais uma droga no mercado: "o TDAH não é comprovado (...) É impossível diagnosticar uma doença neurológica por meio de um questionário” e isso não é óbvio, gente?

- Motivador real do Brasil consumir veneno em forma de remédio e agrotóxico: "A professora também é uma das precursoras do movimento “Despatologiza”, que busca discutir formas de tratamento que não transforme questões sociais, culturais e familiares em patologias."

Link
http://www.gazetadopovo.com.br/saude/ritalina-e-usada-em-criancas-por-reacoes-adversas-e-nao-pelos-efeitos-terapeuticos-1u420hsfmgz4h38lrhtdpwfwi
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Laura Beal Bordin
[19/06/2016 





SAÚDE DAS CRIANÇAS

“Ritalina é usada em crianças por reações adversas e não pelos efeitos terapêuticos”

Em entrevista à Gazeta do Povo, Maria Aparecida Affonso Moysés, do Departamento de Pediatria da Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp, diz que o TDAH não é comprovado

Maria Aparecida Affonso Moysés, professora titular do Departamento de Pediatria da Faculdade de Ciências Médicas (FCM) da Unicamp | Antonio Scarpinetti
Maria Aparecida Affonso Moysés, professora titular do Departamento de Pediatria da Faculdade de Ciências Médicas (FCM) da Unicamp Antonio Scarpinetti
“Há campanhas contra o uso de anfetaminas por adultos, mas utilizam uma droga com o mesmo efeito em crianças”. Essa é a opinião da pediatra Maria Aparecida Affonso Moysés, professora titular do Departamento de Pediatria da Faculdade de Ciências Médicas (FCM) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) sobre o uso da ritalina em crianças e adolescentes mais “agitados”. A droga é comumente utilizada no tratamento do chamado Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) e por conta do grande número de diagnósticos, o uso de ritalina no Brasil aumentou 775% em dez anos de acordo com a Anvisa, fazendo do país o segundo no mundo em que mais consome a droga.

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Para a professora, não há comprovação científica de que o transtorno exista e considera irreal o dado de que entre 7% e 10% de crianças sofram de uma doença neurobiológica de origem genética, como sugerem os defensores do diagnóstico. “É impossível diagnosticar uma doença neurológica por meio de um questionário”, diz
De acordo com Maria Aparecida, a ritalina faz com que crianças fiquem mais quietas, mas contidas quimicamente. “As crianças acabam sendo não só acolhidas no seu sofrimento, mas recebem um rótulo e uma droga com todas as reações adversas que a ritalina apresenta. Não existe um tratamento alternativo. É preciso olhar a criança e escutar o que ela está tentando me dizer”, afirma. A professora também é uma das precursoras do movimento “Despatologiza”, que busca discutir formas de tratamento que não transforme questões sociais, culturais e familiares em patologias. Leia a entrevista completa:
Como a ritalina age no sistema nervoso central e para quais fins ela é utilizada?
A ritalina é um estimulante do sistema nervoso central que tem o mesmo mecanismo de ação que as anfetaminas, como a cocaína, por exemplo, e deixa a pessoa mais ativa. Todas essas drogas tem algumas reações adversas, que indicam quando o medicamento não deve ser mais administrado. Ou seja, se a pessoa sentiu a reação adversa, deve parar de tomar aquele medicamento. As reações adversas da ritalina são o foco em uma coisa só e um efeito chamado “zumbi-like”, que é ficar contido em si mesmo. E é justamente por essas reações adversas que a ritalina é utilizada em crianças e adolescentes e não pelo efeito terapêutico.



Então a ritalina é usada em crianças por conta de um efeito colateral?
A reação adversa é mais do que um efeito colateral. O efeito colateral é algo que você não espera, mas acontece. Já a reação adversa é aquilo que você não queria e que é ruim para o paciente, indicando que o medicamento deve ser retirado. E foi justamente por essas reações que ela acabou sendo usada em crianças e adolescentes mais agitados, mais ativos: para que eles fiquem mais quietos e quimicamente contidos. Qual é o foco? Só conseguir pensar em fazer uma coisa de cada vez, o que é totalmente inviável na vida real. As crianças então passam a obedecer, deixam de questionar. Uma vez um garoto me disse: “Eu não deixei de sentir o que eu sentia, mas agora eu não consigo gritar”. Apesar da ritalina ser vendida e divulgada como uma droga segura, ela pode causar dependência como qualquer outro estimulante.
O consumo de ritalina cresceu 775% em dez anos e o Brasil se tornou o segundo maior consumidor da droga, atrás apenas dos Estados Unidos. Quais são os fatores que contribuíam para que a ritalina seja tão utilizada no Brasil?
Os fatores são semelhantes no mundo todo. Há uma epidemia de diagnósticos do Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), um transtorno que é muito mal conceituado, muito questionado, que não é aceito pela própria medicina como uma doença. Não estou dizendo que não existem crianças mais agitadas, agora, isso é um transtorno? Não há comprovação. Na verdade, o que nós percebemos é que inúmeras coisas são colocadas em uma gaveta chamada TDAH e que não há a menor comprovação de que ele exista. Há um transtorno não comprovado sendo tratado com uma droga pela reação adversa que ela causa, com todos os problemas que os estimulantes apresentam. Há uma grande campanha contra o uso de anfetaminas por adultos e você dá uma droga que causa esses mesmos efeitos para crianças.
Pesquisas mostram uma grande diferença entre o número de diagnósticos de crianças com o Transtorno do Déficit de Atenção no Brasil e na Europa, por exemplo. A França, inclusive, só reconheceu a pouco tempo o transtorno. Na sua opinião, há um exagero nos diagnósticos do TDAH no país?
Esse diagnóstico não é nem mesmo comprovado. É absolutamente irreal você pensar em um número de cerca de 7% a 10% de crianças com uma doença de origem neurológica e inata. Nós não utilizamos porcentagem para falar de doenças inatas, usamos para falar de problemas socialmente determinados. Quando falamos de problemas inatos, a porcentagem é uma medida grosseria, uma agressão a todo o conhecimento da medicina.
Há uma epidemia de diagnósticos de TDAH, que foi difundida pela Associação Americana de Psiquiatria, por várias entidades no Brasil e que estourou neste século. Então você tem algo que é divulgado como algo científico e inquestionável, e que na realidade é questionado por pesquisadores relevantes para a medicina no mundo inteiro. Houve também uma divulgação midiática totalmente acrítica do TDAH e com informações que não são verdadeiras. Por exemplo, se fala que o transtorno é igual no mundo todo e isso não é verdade, pois ela varia de acordo com os costumes, com a cultura de cada local. Também há uma divulgação de que a ritalina é uma droga absolutamente segura e sem reações adversas, o que também não é verdade. Existem famílias com crianças com problemas reais e que sofrem muito mais pelo estigma do que pelo modo de agir. Algumas associações que difundem o TDAH e o uso da ritalina conseguem fazer com que as famílias se sintam acolhidas e elas acabam achando que estão fazendo o melhor para os seus filhos.
Muitas vezes os país ficam receosos em medicar os filhos, mas ao mesmo tempo buscam a melhora da criança. Qual é a melhor saída para estes casos?
Esses pais que veem seus filhos sendo estigmatizados e em sofrimento também sofrem e acham que estão fazendo o melhor para os filhos. Você passa por profissionais da saúde, lê conceitos na mídia, vê os questionários sendo aplicados aos filhos e que indicam o diagnóstico de um transtorno neurológico. É impossível diagnosticar uma doença neurológica por meio de um questionário, ainda mais quando vemos entre 7% e 10% de crianças sendo diagnosticadas por um transtorno neurobiológico de origem genética que não é nem mesmo comprovado. Somos obrigados a pensar que isso é um problema social, causado principalmente pela intolerância com a diferença. A imensa maioria das crianças que recebem este rótulo são crianças mais agitadas, questionadoras. Existem sim crianças com problemas, que agem de forma mais intensa. Mas,se houver uma investigação, percebe-se que são crianças e adolescentes que estão manifestando um problema psíquico. E, ao invés dos profissionais tentarem entender o porquê dessa criança estar agindo assim, o que ela está querendo dizer, a enquadram em um diagnóstico de TDAH sem a menor crítica. Pessoas que estão em sofrimento psíquico apresentam mudanças de comportamento. Com esse diagnóstico, elas acabam sendo não só acolhidas no seu sofrimento, mas recebem um rótulo e uma droga com todas as reações adversas que a ritalina apresenta. Não existe um tratamento alternativo, é preciso olhar a criança e escutar o que ela está tentando me dizer, qual é o problema dela. E então estabelecer um tratamento terapêutico singular para cada criança.






segunda-feira, 17 de outubro de 2016

Fechamento da SEASDH: Trâmites burocráticos

SUAS - Sistema Único de Assistência Social

- Primeira reunião ampliada do CEAS - RJ
Primeira reunião ampliada do CEAS - RJ (Conselho Estadual de Assistência Social RJ) em 10 (dez) de outubro de 2016:

"Encaminhanentos:

Na reunião, em sua maioria, haviam conselheiros  municipais da assistência social e da gestão das secretarias da assistência de varios municípios. Posso precisar pra senhora mais tarde quais eram os presentes se for necessário. Vieram representantes de Friburgo, Teresópolis, Guapimirim, enfim, de varios lugares.  Pela pluralidade fez pensar como articular uma manifestação contando com essas diferentes representações. Encaminhamos que o CEAS-RJ deveria fazer reuniões como aquela descentralizadas nos municípios ou por regiões  através de quem pudesse auxiliar: sindicatos das categorias, conselhos de direitos, conselhos profissionais, etc.

Por estarmos em estado de calamidade, não adianta pressionar o legislativo, pois as decisões estão se dando a nível de executivo. Precisamos de muita manifestação popular, pois com a possibilidade de perda de emprego e frente de trabalho pela assistência o governo já contava que seus funcionários fossem reagir e isso não os intimida.

Houve uma análise das falhas dos trabalhos realizados pela assistência até então quanto a não politização dos usuários dura te o trabalho, por exemplo. São poucos lugares que tem fóruns pra ouvir os usuários, foruns de usuários.  Nesse momento de desmonte da assistência por parte do próprio  governo,  a nossa única força política em quantidade seria ter a população defendendo a assistência. Antes disso esforços como pressionar deputados, principalmente os do PMDB, foram propostos como encaminhamento enquanto a população está em fase de mobilização.

O debate girou em torno da questão: sem as secretarias estaduais e com a sua provável junção a secretaria de saúde , a tendência seriam acabar as secretarias municipais e diversos serviços que dependem do cofinanciamento do estado, o que seria um retrocesso a nível de garantia de direitos.

Se questiona o critério utilizado pra acabar justamente com essa secretaria , se com uma crise econômico o público prejudicado é justamente os em maior vulnerabilidade."

Disseram que mandariam os encaminhamentos por e-mais , mas apenas a nova carta aperfeiçoada nessa primeira reunião ampliada chegou. Os encaminhamentos não foram feitos ao final da reunião por "falta de tempo".

Carta a seguir:
"Carta Aberta

Em Defesa da Assistência Social / SUAS no Estado do Rio de Janeiro

“Se, na verdade, não estou no mundo para simplesmente a ele me adaptar, mas para transformá-lo; se não é possível mudá-lo sem um certo sonho ou projeto de mundo, devo usar toda possibilidade que tenha para não apenas falar de minha utopia, mas participar de práticas com ela coerentes.”

Paulo Freire - Pedagogia da indignação.



Vivemos no estado do Rio de Janeiro a iminência de gravíssimo retrocesso quanto aos avanços conquistados pela Política Pública de Assistência Social executada através do Sistema Único de Assistência Social – SUAS, previsto na Constituição de 1988 e regulamentado através da Lei Orgânica de Assistência Social (Lei nº 8.742/1993 e alterações dadas pela Lei nº 12.435/2011).

 O Governo do Estado do Rio de Janeiro, que vive a mais grave crise financeira de sua história, para minimizar os impactos da crise administrativa instalada e, visando o enxugamento da máquina pública estadual, conforme noticiários propõem a redução do número de Secretarias: o que nos parece inevitável. Porém, o que nos parece absurdo é que entre as Secretarias a serem extintas esteja a Secretaria Estadual de Assistência Social e Direitos Humanos (SEASDH).

Além da Assistência Social, a SEASDH é responsável pela condução de várias outras políticas públicas garantidoras de direitos no estado. Ainda que os Direitos Humanos ganhem maior destaque, em função da nomenclatura da Secretaria, não se pode esquecer das políticas específicas para Mulheres, Pessoas com Deficiência, Crianças e Adolescentes, para LGBT, Igualdade Racial, de Combate a Intolerância Religiosa, das Política de Segurança Alimentar e Nutricional.

Nesse sentido, a despeito das demais políticas específicas, parece haver uma diretriz reducionista do governo, que reorientaria a pasta dos Direitos Humanos, propondo sua vinculação à Casa Civil. Por sua vez, a Política de Assistência Social, assim como toda a direção estadual do Sistema Único de Assistência Social, na melhor das hipóteses, passaria a ser hospedada pela Secretaria Estadual de Saúde, comprometendo os sistemas SUS e SUAS, que têm forte interface, mas diretrizes e execução de seus serviços claramente diferenciadas.

Frente ao agravamento da crise econômica, faltam cada vez mais postos de trabalho. Consequentemente, o incremento das vulnerabilidades de milhares de famílias só faz aumentar as demandas pelos serviços do SUAS. Assim, independente de qualquer corte de despesas que isso possa significar, e que estudos tenham fundamentado a proposta de extinção da SEASDH, fica a pergunta sobre quais critérios foram utilizados para definir as prioridades do Governo do Estado do Rio de Janeiro.

O direito, sobretudo é exercício de cidadania e, o Sistema Único de Assistência Social é uma das expressões mais legítimas desse exercício. Para os trabalhadores do SUAS – em torno de 20 mil só no estado do Rio – esse exercício é também um ofício, um ofício que se expressa pelo comprometimento ético e político em defesa dos segmentos mais vulneráveis da população.

O SUAS é uma conquista do povo brasileiro, cujas lutas remontam os movimentos sociais que culminaram na redemocratização do Brasil. Nesse sentido, os movimentos sociais no estado do Rio de Janeiro sempre estiveram presentes, sendo a capital do estado um dos palcos privilegiados para fazer com que o exercício da democracia pudesse ganhar a visibilidade necessária para as mudanças pretendidas.

Nos últimos anos, o Governo do Estado do Rio, por meio da SEASDH também foi protagonista de grandes conquistas para o SUAS. Fora a construção de uma relação de confiança com os 92 municípios fluminenses, ganhou ainda mais notoriedade no fortalecimento do pacto federativo quando venceu a lógica convenial e passou, tal como o Governo Federal, a cofinanciar os serviços socioassistenciais nos municípios por meio da transferência direta de recursos do Fundo Estadual de Assistência Social (FEAS) para os Fundos Municipais de Assistência Social (FMAS).

Graças a esses esforços, pode-se contabilizar atualmente em todo o estado, equipamentos com estrutura física e recursos humanos definidos em regulação única nacional materializados em: 452 CRAS (Centros de Referência da Assistência Social), que servem como referência para atendimento de aproximadamente 4.542.000 mil famílias por ano. Há também no estado 119 CREAS (Centros de Referência Especializados da Assistência Social) atendendo às mais diversas formas de violações de direitos e 19 Centros Pop (Serviços Especializados para População em Situação de Rua).

Na alta complexidade do SUAS são 337 unidades de acolhimento institucional ativas nos municípios, o que corresponde a 7.950 vagas para colhimento de crianças e adolescentes, idosos, pessoas com deficiência, mulheres em situação de violência e pessoas em situação de rua. Isso sem mencionar mais 469 vagas ofertadas em serviços geridos pela própria SEASDH e mais 325 vagas ofertadas em parceria com Entidades e Organizações não governamentais.

Atualmente, toda essa rede de serviços está sob ameaça. Desde 2014, os municípios vêm sofrendo com a interrupção dos repasses de recursos do cofinanciamento estadual para o SUAS. Isso tem resultado em perdas importantes na execução dos serviços, especialmente de recursos humanos. Sem um comando gestor único para o SUAS na esfera estadual, torna-se praticamente nula a expectativa dos gestores municipais em verem reestabelecidos esses repasses. Tudo isso sem mencionar a insegurança dos trabalhadores da SEASDH que, sem serem estatutários, correm risco de demissão em massa, agravando a descontinuidade das políticas até então geridas pela Secretaria, perdendo-se, além do corpo de profissionais qualificados, a memória institucional no âmbito da gestão estadual.

Diante dos últimos acontecimentos, na iminência do desmonte do órgão gestor do SUAS na esfera estadual, é preciso que usuários, trabalhadores, gestores e outros atores possam compreender o quanto é imperiosa a recusa de que o estado do Rio de Janeiro seja o protagonista de tal retrocesso. Há o risco de se criar um efeito cascata para que o mesmo ocorra nos 92 municípios fluminenses. Tudo isso sem mencionar a criação do precedente para que tal desmonte do SUAS seja copiado também por outros estados da federação.

Sem desconsiderar a crise, mas sobretudo considerando, o protagonismo deste Estado na organização e oferta dos serviços desta política pública, afirmamos e reafirmamos que, esse tipo de protagonismo – o da desconstrução e do retrocesso – não gostaríamos que fosse um legado a ser deixado do estado do Rio de Janeiro.

Conforme previsto na sua Lei Orgânica, a assistência social é direito do cidadão e dever do Estado. Sob esses aspectos, deve ser compreendida como Política de Seguridade Social não contributiva e “realizada através de um conjunto integrado de ações de iniciativa pública e da sociedade”. Tais ações se materializam sob a forma de um conjunto de serviços e benefícios, tipificados e regulamentados, ofertados atualmente em todo território nacional, visando ao atendimento e ao acompanhamento de famílias em situação de vulnerabilidade e riscos sociais. Todos os atores que contribuíram para a construção do SUAS no estado do Rio de Janeiro, se orgulham de serem intransigentes no cumprimento dessas orientações.

A gestão das ações da política de assistência social se organiza sob a forma de um sistema descentralizado e participativo, o SUAS, integrado por órgãos gestores da assistência social (as Secretarias) nos três entes federados; pelos respectivos Conselhos (federal, estaduais e municipais) de Assistência Social; por entidades filantrópicas e organizações prestadoras de serviços com vínculo ao SUAS; bem ainda pelas representações dos trabalhadores e dos usuários do Sistema. A extinção do órgão gestor na esfera estadual compromete todos os demais segmentos que compõem o SUAS, e as consequências são imprevisíveis, para o estado do Rio, especialmente quanto à possibilidade de suspensão de recursos federais para os nossos 92 municípios.

O ano de 2015 marcou uma década da instituição do SUAS no Brasil e, nesses dez anos, muito se avançou para sua efetiva consolidação, especialmente no que se refere à implantação da rede de serviços socioassistenciais. No entanto, a oferta da proteção social estatal impõe outros desafios à organização desse Sistema, sobretudo, num contexto de crise orçamentária e financeira pela qual atravessam os Governos Federal e Estadual, assim como as Prefeituras Municipais.

No Brasil, sua implementação permitiu avanços significativos na qualidade de vida da população mais pobre, mudando a realidade de muitos municípios, movimentando a renda local, além de revolucionar a forma de acompanhamento às famílias e o fortalecimento dos espaços de controle social.

Nos dias de hoje, vivemos um momento específico de crise na economia global, com rebatimentos diretos na economia do país. Também estamos lidando com uma das maiores crises políticas já vividas pelo Estado Brasileiro, sendo fundamental a garantia de todas as conquistas do processo democrático, além do fortalecimento de nossas instituições e reafirmação da Assistência Social, como Política Pública, conforme sinaliza nossa Constituição Federal de 1988.

NÃO AO RETROCESSO!

NEM UM PASSO ATRÁS, NENHUM DIREITO A MENOS!"


- Segunda reunião ampliada do CEAS - RJ

Por Vanda:

"Ficou definido na reunião ampliada do CEAS que haverá no dia 17/10  audiência pública na ALERJ às 14 horas. Chegar às 12h. para mobilização e manifestação antes da audiência. Terá carro de som e cantor de Rap.
Foi constituída uma comissão, que se reunirá amanhã, 14/10 às 10 horas no 7° andar, sala 748 do prédio da Central do Brasil para confecção de documento a ser entregue aos parlamentares e governador.
É muito importante a participação de todos!"

Complementando:
Essa comissão tb designará como será o ato de meio dia. A reunião foi mudada para o auditório do mesmo andar.
A carta que já tínhamos aprovado na reunião passada (dia 11.10) levamos até o Palácio Guanabara. O chefe da Casa Civil que nos recebeu (05 das 30 pessoas presentes).
Debateram sobre o absurdo do fechamento da secretaria e as implicações econômicas disso.

- Audiência na ALERJ em 17 (dezessete) de outubro de 2016:

Encaminhamentos da audiência pública na ALERJ em reação ao fechamento da SEASDH:

1 - Reunião com o governador;
2 - Obstrução da pauta;
3 - Buscar apoio de artistas reconhecidos;
4 - Conselheiros fazerem cara a cara com deputados indo até seus gabinetes (terça , quarta e quinta são os dias mais cheios dos deputados na câmara);
5 - Ações judiciais pra que direitos não sejam revogados;
6 - Ações no legislativo;
7 - Ampliar o apoio para movimentos sociais, sindicatos e afins;

O responsável pela mesa (Minc) ameaçou parar de encaminhar por aí e o pessoal lembrou mt bem lembrado mais um encaminhamento:

8 - Manifestação de rua em frente ao palácio Guanabara;