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quinta-feira, 28 de maio de 2015

Maioridade Penal: reduzir?

Contra dados (por mais dubitáveis q sejam) não há argumentos!



http://bit.ly/NaoReduza


AÇÃO URGENTE: A Anistia Internacional Brasil junta sua voz à esta importante mobilização da sociedade brasileira. Acesse agora o nosso site para enviar um e-mail pressionando os 27 integrantes da Comissão Especial da Câmara dos Deputados a se posicionarem contra a redução da maioridade penal e em defesa dos direitos de crianças e adolescentes >>http://bit.ly/NaoReduza


Sua pressão é muito importante, não deixe de acessar e assinar a ação.

#ReduçãoNãoÉSolução

Fonte: Anistia Internacional Brasil
https://www.facebook.com/anistiainternacionalbrasil/photos/a.190326041012125.46733.187970114581051/1024226314288756/?type=1&theater




"Policiais civis se declaram contra a redução da maioridade penal."
Há o mito da impunidade, mas, com o ECA (Estatuto da Criança e do acolescente - Art 102) os menores já podem ser responsabilizados desde 12 anos de idade e com previsão de internação se for crime grave. Não precisamos reduzir a maioridade penal, mas sim de uma correta aplicação do ECA.
Haverão mais presos sim, mas não diminuirá a criminalidade.
O Estado não conseguirá dar conta e será admitida a privatização do cárcere, onde preso vai gerar lucro e a polícia será sobrecarregada.
A maioria dos adolescentes apreendidos são por crimes leves e não por arrancar cabeça.



Em vídeo gravado no Rio de Janeiro policiais civis se declaram contra a redução da maioridade penal. Via: ColigaçãoSaiba mais: goo.gl/l44SMm
Posted by NINJA on Sábado, 9 de maio de 2015

Fonte: Mídia Ninja




















Fonte: Levante Popular da Juventude
https://www.facebook.com/levantepopulardajuventude/photos/a.321629677902593.80868.162474053818157/946495538749334/?type=1&theater


quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Desigualdade ambiental: nem desenvolvimento sustentável, nem economia verde

A ideia é desigualdade ambiental e não desenvolvimento sustentável e nem economia verde!

Porque estes dois últimos, na realidade, não mudam nada no projeto desenvolvimentista implementado desde o pós-guerra. Só agregam ao desenvolvimento a ideia de progresso técnico, com economia de matéria e energia, continuando o inventivo ao consumismo. E pior: a obsolescência programada! Ou seja, os produtos já são feitos para durar menos!

E pra onde vai esse lixo? Para os países pobres como Índia e China (e cidades pobres! Basta ver para onde foi o lixão: Seropédica!).

"A noção melhor é desigualdade ambiental. Porque ela consegue condensar essa indissociabilidade entre a questão social e a questão ambiental. Ajuda a identificar os problemas e o caminho das lutas. (...)
a grande bandeira da justiça ambiental na cidade (...) é Impedir que a especulação imobiliária ganhe as custas da remoção compulsória das populações."


Aí fala dos megaeventos como Copa e Olimpíadas, da manipulação genética e agrotóxicos do agronegócio que mata primeiro os trabalhadores que lidam diretamente com isso, das hidrelétricas, da Rio+20...
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Texto na íntegra:

Seminário sobre a Rio+20
QUE DESENVOLVIMENTO QUEREMOS?


Entrevista com Henri Acselrad:

Porto Alegre. 23 de abril de 2012




Reprodução quase fiel da entrevista extraída do vídeo:



Desenvolvimento sustentável:

A noção é recheada de ambiguidades.
O que dá pra entender é que a intenção é sustentar o projeto desenvolvimentista que estava sem fôlego. Porque a promessa do desenvolvimento que começa no pós-guerra, a partir de 45 com criação do Banco mundial, depois d 50 anos nem resolveu o problema da desigualdade social e tinha criado de forma mais visível o problema da degradação ambiental.
A ideia do Relatório Brundtland surge a partir da percepção de que o Clube de Roma que propõe limites ao crescimento não foi bem recebido pelo empresariado. Então de 72 até 87 que se cria a Comissão Brundtland (??), o que ela oferece como definição? Se for olhar a definição de desenvolvimento sustentável é crescimento econômico, dizem eles, porque é preciso combater a pobreza; e progresso técnico, posto que não deveria ser o mesmo tipo de crescimento econômico e sim com o uso de novas tecnologias. Na verdade, era a continuidade do mesmo, acrescentando a ideia d economizar matéria e energia. Criar negócios para os bens de consumo, em nome de acabar com pobreza, e criar negócios para os bens de capital, máquinas e equipamentos, a propósito de que vai economizar matéria e energia.Então a resposta do Relatório Brundtland foi dar continuidade ao capitalismo como ele sempre foi.
Abrindo um novo campo de oportunidade de geração de lucro com a produção de equipamentos mais econômicos em utilização de recursos ambientais. O relatório é uma mera revalidação do projeto desenvolvimentista. Pra poder catalizar os ânimos, a subjetividade, sai o desenvolvimento sustentável, entra a economia verde. Mas o q nos interessa é combater a desigualdade social e ambiental e certamente que as políticas em curso na última década não só não deram conta disso como aprofundaram seus problemas.

Qual a noção alternativa que se deve usar, então?
A noção melhor é desigualdade ambiental. Porque ela consegue condensar essa indissociabilidade entre a questão social e a questão ambiental. Ajuda a identificar os problemas e o caminho das lutas.

O Memorando Summers dizia para o capitalismo no mundo é extremamente racional transferir todas as atividades poluentes para as populações mais pobre e reservar para as populações mais ricas as amenidades ambientais. E se isso acontece quer dizer que o capitalismo se alimenta da desigualdade ambiental. Ele consegue fazer essa fuga pra frente de sempre expandir a fronteira do agronegócio, de sempre continuar criando novos produtos industrias para permitir a acumulação, acelerando a obsolescência programada, investindo cada vez mais em publicidade pra obrigar as pessoas a se transformarem em consumistas compulsivos, faz essa fuga pra frente porque sistematicamente os danos ambientais estão reservados pra que está fora do poder.

Os produtos industriais hoje são todos pensados para se quebrarem mais cedo e logo serem substituídos por outro. Se não fosse assim as lâmpadas elétricas durariam sempre. É perfeitamente possível. A G.E. desde o início pensou "não vai dar pra produzir uma lâmpada que não queima!". 
Agora fique pensando no que acontece com os computadores e os celulares. Quando o pessoal do departamento de pesquisa e desenvolvimento, nome que se dá aquele pessoal mais da área científica e tecnológica numa grande multinacional, da eletrônica; quando eles planejam quanto tempo menos vai durar um celular, que logo vai ser substituído, eles devem perfeitamente levar em consideração para onde vai a montanha de lixo eletrônico! Existe um relatório do Greenpeace só sobre lixo eletrônico. Ele vai todo para pequenas cidades paupérrimas da Índia e da China. Tem fotos. E desempregados paupérrimos derretendo esse material e recolhendo minério que tem valor e evidentemente se contaminando, um trabalho completamente insalubre, sem controle, mas com o consentimento do poder local que acha que aquilo é uma oportunidade de negócio.
Então quando o engenheiro calcula do produto durar não 3, mas 2 anos, ele sabe que o lixo não vai pro quintal da casa dele e nem pro proprietário das ações do capital eletrônico para quem ele trabalha. Vai matar os pobres da Ásia. Contaminar com chumbo, cadimo.

Essa é a lógica da desigualdade.
Ela está presente nas políticas empresariais e, infelizmente, nas políticas governamentais que cada vez são mais condescendente com essa desregulação tanto do ponto de vista das normas sanitárias, quanto das normas urbanísticas, e das normas ambientais! 
Você tem casos de área de manancial cujo traçado da legislação de proteção é alterado pra que uma multinacional se instale sobre ela. Quer dizer, o manancial continua no mesmo lugar. A lei que traça a área protegida MUDA por uma exigência de uma multinacional que quer ficar mais perto do Rio pra poder lançar seus efluentes, etc. Isso mostra que esse tipo de Estado está na mão das grandes corporações. Ao longo da neoliberalização do mundo, cada vez mais os sujeitos, ou os menos sujeitos que decidem sobre as políticas ambientais e urbanísticas são os grandes empreendedores. Eles que dizem que tem que alterar a legislação para que eles se instalem ali ou então eles vão pra outro lugar. Essa dinâmica da desregulação que fez com que nossas legislações ambientais fossem desfeitas. Ou estejam sendo desfeitas como no caso do código florestal, que é o exemplo mais gritante. E o comportamento do poder do agronegócio fica mais evidente quando depois das primeiras vitórias que obtiveram o representante principal desse grupo parlamentar veio dizer pra imprensa 'estamos apenas começando', rindo. Querem abrir as fronteiras totais em relação ao uso de agrotóxico, produtos químicos, e tal. Você tem uma fuga para adiante. O ciclo de vida das tecnologias no campo vão se abreviando e isso vai se transformando numa sobretecnificação. Quer dizer: o agrotóxico não faz efeito, aí você cria um outro agrotóxico com a transgenia. Você vai transformando o campo num espaço de experiências químicas perigosíssimas que vai expandir na saúde da população e, em primeiro lugar, dos próprios trabalhadores que lidam com esses produtos.

Qual o papel da Rio+20 nesse contexto?
A Rio+20 é pra criar imagem favorável junto a opinião pública. Essa é a intenção de governos. Cada vez mais vão querer dar a impressão de que algo avançou. Mas exatamente não sabemos o que. é o medo do fracasso. Principalmente o governo brasileiro que não gostaria de acolhe ruma conferência internacional que não leve a nada.
Mas algo considerável do ponto de vista social seria que colocasse limites no uso de recursos do planeta por poucas corporações que deles se apropriam.

A justiça ambiental:
A justiça ambiental dentro das cidades é construída quando você resiste a desregulação. Quando você resiste a imposição de uma siderúrgica poluente como se fosse um grande trunfo. Se quer que que receita pública seja obtida, emprego, mas que seja com tecnologias apropriadas, com respeito a saúde da população, e não acolhendo aquilo que foi rejeitado em países mais ricos.

Evitando também que todo evento modernizador ou grandes eventos como como a Copa e Olimpíada impliquem em remoção de populações. Ou, então, investimentos em certas áreas que vão acabar expulsando via mercado essas populações. Então, garantir justiça ambiental na cidade é impedir que aja transferência de recursos urbanos dos mais despossuídos para os grandes empreendedores que é o que tende a acontecer quando o estado não controla o mercado quando corre grandes eventos como a Copa. Tem que haver sempre uma proteção daqueles moradores para que eles não sejam expulsos direta ou indiretamente pela via da valorização do solo, né? Essa é a grande bandeira da justiça ambiental na cidade. Impedir que a especulação imobiliária ganhe as custas da remoção compulsória das populações.

Hidrelétricas:
A questão que é posta é "Para que q se faz hidrelétricas?". Essa é a questão que movimentos sociais acrescentam no que raramente aparece na discussão pública. A discussão é que: temos um apagão energético. Então, nós queremos saber: é um apagão energético para que e para quem, né?Porque várias barragens inundaram áreas enormes na Amazônia para alimentar a CIDADE com ar-condicionado, o que é algo discutível em termos de custo e benefício. E agora está a mesma coisa. 
Vale a pena sacrificar grupos indígenas pra fornecer energia barata para as MULTINACIONAIS do alumínio? Era a mesma questão que se colocava para Tucuruí mas na época, em plena ditadura, essa questão nem podia ser aventada! Agora devemos explorar o espaço democrático. 
Nós queremos saber PARA QUE essa energia elétrica e deixar claro que nós estamos optando em fornecer esse tipo de energia para esse tipo de empreendimento em detrimento de certas culturas. Temos que ver se isso vale a pena. 
Não há apagão energético. Tem que saber sempre pra quem vai essa energia.
Porque via de regra ELA NÃO VAI para eletrificação das áreas rurais e populações abandonadas da Amazônia.

Vi um artigo do Delfim Neto na Carta Capital dizendo que os índios devem ser ouvidos, que realmente a legislação ambiental deve ser seguida, mas a barragem deve ser feita de qualquer jeito e sem colocar essa questão: PARA QUÊ? 

As alternativas:
São outras formas de energia, a limitação do consumismo e não atrelar os grandes projetos aos requisitos de acumulação das grandes multinacionais.

O papel do Estado é acolher os anseios democráticos da população. Por exemplo, de manter sua diversidade social. De não expulsar grupos quilombolas pra fazer hidrelétrica. Por exemplo, lembro de outro artigo de jornal em que uma figura importante do setor elétrico dizia: 'Estamos produzindo mais efeitos estufa por causa dos quilombolas da madeira. Os quilombolas da madeira são responsáveis pelo aquecimento global porque eles estão problematizando a construção das hidrelétricas da madeira.' Isso eu acho uma perversidade. Isso estava escrito no Globo.

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Um vídeo pra somar continuando esse papo de "pra onde vai o lixo":





Fonte: Social Fly
http://www.socialfly.com.br/videos/91-as-pessoas-precisam-ver-essa-coisa-terrivel-que-a-gente-causa-e-poucos-sabem-a-respeito

sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

Saramago e o natal em 27 segundos!

Só porque ao invés de Jesus mudar alguma coisa, as pessoas se fartam nas suas casas e tem uma catarse entre parentes, por presentes, e isso é se sentir bem....

Como fazer um natal na rua!!??

Eu, Saramago e Galeano... seria um sonho!!

terça-feira, 12 de novembro de 2013

Minhas marcas, minha história

"Porém, nunca questionaram minhas marcas"


11/11/2013 12:38 pm
Meu corpo, minhas marcas, minha história
Um carro passou por cima de mim e da minha autoestima. Mudou minha história, mudou meu corpo, mudou o meu “trepar”. Mudou tudo
Por Gleyma Lima, no Blogueiras Feministas
Foto de David Jay, 2011. Parte do projeto fotográfico “The Scar Project”
Cicatrizes. 23 anos. 30 janeiro de 2010. Neste dia ganhei três marcas que estão no meu corpo por toda a vida. São elas: braço esquerdo com 5 pinos e 23 marcas decoradas com quelóides, um enxerto nas costas de 30×30 centímetros, na perna esquerda no mesmo tamanho para dar o tom. É, isso, foram 2 meses de hospital. Um carro passou por cima de mim e da minha autoestima. Mudou minha história, mudou meu corpo, mudou o meu “trepar”. Mudou tudo.
Eu fiquei um ano sem ir para praia por vergonha do meu corpo, um ano sem usar salto (nunca fui fã também rs), um ano sem usar calça jeans (amei e aprendi a comprar vestidos) , um ano sem beber e fumar (se você é da boemia vai te doer), e um ano e dois meses sem sexo porque achava que nunca mais alguém ia gostar de uma mulher defeituosa.
Num dia, uma amiga da minha mãe me perguntou como eu ia casar agora com esse corpo. Respondi: se você conseguiu meu bem, qualquer um consegue e soltei uma gargalhada. Ela foi embora. E, após isso, tive uma noite com choros e antidepressivos. Um dia, beijei um cara que se recusou a transar comigo. Disse que eu era legal, mas que ele não topava as minhas marcas. Mais um semana de choros, lagrimas e antidepressivos. Nas praias cariocas eu já não era mais admirada também. Doeu, rendeu lágrimas e remédios …
Eu poderia ficar aqui dizendo a vocês o quanto sofri e afirmar, com certeza, que não é nada diferente do que sofre uma mulher com estrias de gravidez, acima do peso, com celulite ou marcas de uma guerra. Em nome de uma beleza pré-montada, essa sociedade mata milhares de mulheres que se submetem a mesas cirúrgicas, com o objetivo de adequar-se a essa beleza irreal e vazia que é mostrada nas passarelas, revistas e novelas do Brasil .
Digo sim, do Brasil, pois hoje somos um dos campeões em cirurgias plásticas no mundo. Em nome dessa ” mulher” magra, de cabelo liso, peito e bunda grande. É por causa desse estereótipo machista que meninas/moças/mulheres contribuem ainda significativamente para aumentar o consumo de antidepressivos no País.
A minha história é para dizer a vocês que não é necessário mudar seu corpo, e sim, mudar de grupo, de homens/mulheres que vocês tem como amigos, peguetes, namorados, maridos ou afins que matam sua autoestima aos poucos. Alguém que julga um corpo é vazio. Você deve ter pressa e fome de conhecer gente livre desse tipo de julgamento idiota. Corra e grite contra isso!
Não é facil, eu sei. Quando o primeiro cara me rejeitou achei que não tinha mais jeito. Depois conheci um cara legal e fui para cama com ele. Antes, contei que tinha marcas, como seu eu tivesse duas vaginas ou duas cabeças. Disse: “Olha, eu durmo contigo, mas eu marcada e tals”. Ele tirou minha roupa e nem prestou atenção em nada (confesso que nem eu, depois de tanto tempo sem fazer). E, depois disse: “Olha, seguinte, tu tem que relaxar garota. Tu é gostosa. É uma mulher. E as marcas são lindas porque mostram sua força. Vão te julgar a vida toda, se tu for gorda/magra, velha ou nova, negra ou branca. Você tem que se livrar do preconceito contra você mesma”. E, assim, ficamos amigos e segui meu caminho.
Ah, esse momento me transformou em uma mulher que hoje não tem medo de transar, trepar, fazer amor na primeira ou na décima noite. Hoje, coloco biquíni, mini-saia, shorts curto, calcinha sexy, blusa sem manguinha. Amo minhas marcas, amo a mulher que me tornei, sabe.
Depois dele, tive alguns outros homens/namorados/peguetes/casos e nenhum deles julgou meu corpo, meus quilos a mais ou a menos. Tivemos inúmeras brigas, tiveram traições, tiveram desamores, teve amor demais, tiveram incompatibilidades e até barraco para apimentar. Porém, nunca questionaram minhas marcas, nunca deixaram de me desejar. Sim, após meu acidente aprendi a me relacionar com homens que não deixam jamais de chamar uma dama de “louca” numa briga e que nunca olham só uma questão de um ser humano. A todos, meu muito obrigada. Vocês merecem mulheres de corpo e alma.
As marcas me levaram a homens melhores, a amigos mais nobres, a trabalhos mais bonitos e a transar de luz acesa. Ah, me obrigaram a realizar meus sonhos e a me respeitar acima de tudo e atrair o respeito para minha vida. Hoje, eu sou feita de corpo, alma, coragem, teimosia e um corpo personalizado como todo o gênero que habita este planeta. Somos todos indivíduos individuais deste universo.

Fonte: Revista Forum - outro mundo em debate

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

LINDO! - Comitê popular responde a Globo!

ESPECIALISTAS DO COMITÊ POPULAR DA COPA RESPONDEM:

Prezado especialista sem nome do Jornal O GLOBO,

1) Entendemos o “processo de concessão do Maracanã” como privatização, pois trata-se de um contrato que prevê a exploração econômica por 35 anos, que já no primeiro mês de uso resultou na imediata elevação dos preços do ingresso, excluiu a possibilidade de acesso para a população de baixa renda e ...embranqueceu seus frequentadores, em um claro reflexo de segregação étnica e social.

Ainda, excluiu de seu projeto a possibilidade de continuidade de serviços públicos e projetos sociais no Complexo do Maracanã, uma vez que planejou - a despeito de todo o questionamento sofrido pelo projeto em Audiência Pública - demolir o Célio de Barros, o Júlio Delamare, a Escola Municipal Friedenreich e a Aldeia Maracanã, para dar espaço à construção de estacionamentos e shoppings, que nada tem a ver com a importância para a educação, saúde, cultura e sociabilidade que aquele espaço oferece, aspectos que, enquanto espaço público, devem ser fortalecidos. Não fossem as manifestações populares o projeto de Eike Batista e Odebrecht teria sido levado a cabo pelo governado Sérgio Cabral e Eduardo Paes (que destombou o seu entorno, permitindo as intervenções).

2) Quanto aos dados estritamente econômicos apresentados pelo especialista, gostaríamos de ressaltar que as receitas só serão possíveis de serem obtidas pelo consórcio, pois antes de entregar o Maracanã à iniciativa privada, o estádio passou por inúmeras reformas realizadas PELO ESTADO DO RIO DE JANEIRO COM APORTE DO BANCO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E SOCIAL (BNDES). Assim, se receitas obtidas pelo consórcio só serão possíveis após a reforma do estádio, realizadas pelo Estado, temos conhecimento de que as mesmas receitas que cobrirão os custos de manutenção e ainda gerarão lucros para o consórcio, possam ser, da mesma maneira, utilizadas pelo Estado, enquanto seu dono e patrocinador de toda a "modernização" a que o estádio foi submetido, o que fará com que os custos de manutenção sejam cobertos pelas receitas obtidas, que serão utilizadas para o lazer, esporte, cultura e desenvolvimento de toda a população!

Os investimentos realizados no Maracanã foram ESTATAIS, realizados com dinheiro público, e o Estado, mesmo recebendo pela concessão, não reaverá nem 15% do valor gasto nas reformas. Ora, reformas que demandaram bilhões em investimentos demonstram que não é por falta de recursos que o Estado irá vendê-lo, visto que tais reformas não foram feitas com recursos privados, pela Odebrecht, como sugere a reportagem, mas com recursos PÚBLICOS.

Caso um proprietário de um imóvel, gastasse 1 milhão em uma reforma, venderia por 150 mil? Contas simples podem esclarecem as razões pelas quais essa concessão é indefensável!

A modernização do estádio já foi realizada pelo Estado. A prometida modernização que a concessionária realizará em 35 anos nada mais é que fazer shoppings e estacionamento, o que nada tem a ver com o esporte, saúde, lazer, cultura e sociabilidade proporcionados pelo Maracanã público!

3) Por fim, não propomos o estrito debate economicista quanto a sua gestão. Quando se trata de um equipamento público, seus benefícios não devem ser medidos estritamente pela variável LUCRO. Uma gestão pública e eficiente vai além do discurso economicista de lucros e prejuízos e considera como seu principal critério de eficiência o bem-estar dos cidadãos, aspectos que o discurso privatizante tenta escamotear. Manter o Maracanã e seu Complexo enquanto espaços PÚBLICOS, do Estado, é garantir seu acesso à ampla parcela da população, sem discriminar raça ou renda e não restrito a um grupo que anseia a sofisticação, a restrição e a exclusividade, pois é isso que a tal modernização prevista já está promovendo. Não bastam as reformas terem padronizado e higienizado a sua estrutura, agora querem tirar do povo um dos seus maiores símbolos da cultura popular e do esporte do Brasil!

Contra isso é que defendemos o Maraca Público e Popular!

Não à privatização! Vaza Odebrecht! Fora Eike! O Maraca é nosso!

NESTA SEGUNDA, TODOS À ODEBRECHT! https://www.facebook.com/events/630298570337042/
 
Fonte: Comitê Popular Rio Copa Olimpíadas

segunda-feira, 1 de julho de 2013

Algo sobre o front

Gente q videozinho complicado...
"Revolta"???
Mas mostra o front.
MAs não é festa, né?
Melhor não ir só na pele?
Como organizar o movimento?


Vídeo: A Revolta Popular dos 20 Centavos
 




Autor: Traço Coletivo

1 - "SABES O QUE É BLACK BLOC?

O Black Bloc, ou Bloco Negro em português, é aquele grupo que está na frente das grandes manifestações em momentos de conflito. Não são eles que iniciam, são eles que seguram a carga da polícia de choque, o gás, as balas de borracha, e as verdadeiras também pra que os restantes manifestantes possam correr.

São a nossa Tropa de Choque, não são vândalos como a média nos quer fazer crer, ao passar a imagem de que são terroristas para os desacreditar e dividir o povo. São a nossa defesa da mão pesada do Estado.
Enquanto a maioria corre eles retardam o opressor ao máximo. São o grupo abnegado que zela pela segurança do resto da manifestação.

Passou da hora de terem o seu valor reconhecido."




2 - Zizec
Vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=29YFfKZD1B0



Ele diz: vc advoga contra a violência e acaba sendo a favor dos militares dos EUA na prisão de Guantânamo q torturam supostos terroristas e prisioneiros de guerra! [É o q digo aqui, referente ao Brasil! Vc é contra matar crianças, mas não se importa da polícia brasileira matar menor de rua!]

O aspecto da violência q interessa a Zizeck é a q parece normal. Aquela em q o Estado diz mais ou menos "é, vivemos numa democracia, mas eu sou mais forte q vc, posso fazer o q bem entender". Não existe poder sem excesso.

Walter Benjamin chama de violência divina a violência que aje contra esse excesso. Nesse sentido Gandhi foi mais violento q Hitler, que usou de uma violência reativa pra manter o capitalismo através do fascismo, e é dessa violência de Gandhi q sou a favor!

Filme Clube da Luta: A liberação machuca! Tem um custo!

domingo, 30 de junho de 2013

Gonzagão - Raridade!

"O candeeiro se apagou
O sanfoneiro cochilou
A sanfona não parou
E o forró continuou

Meu amor não vá simbora" 
(Forró no Escuro - Gonzagão)
 
Vídeo: Luiz Gonzaga Raridade - "Proposta" - 1972 - Participação Gonzaguinha, Julio Lerner
Parte 1


Parte2



Gonzaga e Gonzaga Jr!

"Sobre: 

O que mais tem nesse programa ? Veja a ficha completa abaixo.
Luiz Gonzaga Raridade - Especial ' Proposta ' Pt.1 ( 1972 ) Partic. Gonzaguinha , Julio Lerner -
Luiz Gonzaga (21/8/72 Especial '' Proposta '' -- TV Cultura ) 54 mins ( p & b ) . Excelente e raro especial com Luiz Gonzaga onde Julio Lerner apresenta e Luiz conversa e é entrevistado por Julio e por seu filho, Gonzaguinha ( que toca um número ). Belas histórias, muita música com Luiz Gonzaga e grupo no estúdio, onde o outro mestre Dominguinhos também aparece tocando,acompanhando o mestre. No final, Quinteto Violado ! Tocando ' Asa Branca ' e juntando-se ao grupo de Luiz para fechar o programa."


Obs.: A parte 3 não está disponível.


Gonzagão: "Pariticpei de 5 revoluções! (...) Nunca dei um tiro!"