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terça-feira, 11 de julho de 2017

Brasil dispara em vício induzido pelos pais na droga da obediência - Ritalina

Brasil dispara em vício induzido pelos pais na droga da obediência - Ritalina

Vídeo: 

Globo Vídeos - Brasil é segundo maior consumidor mundial de ritalina

https://m.youtube.com/watch?v=MTFOb2bLjLA&feature=youtu.be

Vamos lá papais e mamães, enfiar um vício nas suas crianças só porque elas são agitadas… como todas as crianças saudáveis são.
Vício
Como poderemos pretender um mundo com mentes criativas e contestadoras dos velhos paradigmas, se enfiamos nas crianças num vício que serve para a obediência?
Calvin e Haroldo - Ritalina

Tabela mostra como estão ERRADOS os diagnósticos brasileiros. MUITO errados.
Clique na imagem para ver como estão errados os diagnósticos brasileiros

A vida não é uma reta perfeita. Acostume-se com algum sofrimento e dificuldades.
O caminho da vida NATURALMENTE não é para ser fácil
O caminho da vida NATURALMENTE não é para ser fácil
Problemas normais da vida são designados pelas indústrias farmacêuticas como DOENÇAS MENTAIS, precisando assim de remédios cuja eficácia não podem ser mensurados, mas que causam efeitos secundários notáveis. Dessa forma:
Timidez………….vira…..Desordem de Ansiedade Social……………código 300.23
Perda de um ente…..vira…..Desordem Depressiva Maior………… código 296.2
Saudades de casa….vira..Desordem de ansiedade de separação… código 309.21
Desconfiança…..vira …..Desordem de Personalidade paranoica…código 301.00
Ter altos e baixos…..vira……Transtorno Bipolar………….………….código 296.00
Ser distraído…………vira.….. DHDA………………….…………………... código 314.9
É por isso que é quase impossível hoje em dia ir num psiquiatra hoje e não ser diagnosticado com uma doença mental. Em quase 100% destes diagnósticos são recomendados psicoativos. No geral, eles causam cerca de 700.000 reações adversas e 42.000 mortes durante um ano. Os psiquiatras recebem comissões pela indicação destes remédios e a indústria farmacêutica lucra U$ 330.000.000.000 por ano. Estes remédios não tem um poder de cura comprovados. A única coisa que se comprova é uma extensa lista de efeitos secundários nocivos. Está cada vez mais proibido viver com dores, o sofrimento é proibido, temos que viver dentro de uma propaganda de absorvente. Sem sofrimento, não aprendemos a lidar com o mundo real, não evoluímos e não temos coragem para suportar a vida como ela é.

Fonte: Iconoclastia Incendiária
 http://iconoclastia.org/2013/03/07/brasil-dispara-no-vicio-induzido-pelos-pais-na-droga-da-obediencia-ritalina/

domingo, 12 de março de 2017

Sobre "Games de violência"

João Miranda e David Oliveira

Sobre "Games de violência"

Gente olha que legal!
Eu estava criticando games de violência porque fui uma dessas crianças "viciadas"(psicologicamente) e que ficava com raiva da pobre da mãe que tentava educar e dosar. Porque é muito difícil as crianças quererem jogar algo diferente da moda violenta , por mais que existam alternativas.  E acho que o vídeo game podia ser algo muito potente, mas acaba não sendo.

Olha o que me responderam. Precisamos reforçar essa galera alternativa até que sejam a regra! ♡

Edit: [João Miranda e Jota Frost são artistas gráficos que analisam seu compromisso com essa questão!♡]

1 == João Miranda:
"Su, compreendo a sua linha de pensamento e compreendo suas preocupações sobre como essa cultura é apreendida

Tem um movimentos de game designers independentes que buscam jogos que envolvem:

- narrativas muito pessoais como:
= gone home e
= that dragon cancer;

- foco na solução de puzzles:
= the witness e
= FEZ;

- [tem], inclusive, jogos com violência que discutem...a violência:
= metal gear solid 3 e
= spec ops: the line;
mas eu vou entender que não é o conteúdo que vc queira chegar perto. Mas ele faz esse check de consciência com o jogador;

a questão é: quantos filmes envolvem matança e fazem uma alta bilheteria hoje em dia? quantos livros envolvem matança? podemos continuar esse jogo de comparação e estigmatização das mídias à tarde toda. Isso é uma constante da sociedade, nem sempre popularidade é a definição de um meio (mas sim, importa MUITO o que esse meio produz e como ele produz.)

Os games como mídia ainda é MUITO recente, ainda mais como mídia que se leva à sério não só como narrativa, mas também como elemento formador da cultura atual, não só cultura pop, mas como definidor das práticas dessa geração.

eu não espero uma revolução pra ontem e tão pouco espero uma mudança completa de paradigmas. Mas tem alternativas sim, a questão é o quanto as pessoas vão produzindo com essa consciência de que estão e o quanto afetando a nossa sociedade atual."

Gente tá rendendo o debate.
E ninguém veio me atacar pessoalmente. Estão só dando alternativas legais. A galera do pretenso "debate político" tem q aprender MT com esse pessoal q debate jogos alternativos. RS

Vou colar comentários do debate aqui. ♡

2 ==Bomulus Recky

= Feminist Frequency
https://www.facebook.com/femfreq/
"
Pra conhecer algumas alternativas tem uma serie de vídeos do Feminist Frequency de tropes em video games, o foco é a leitura feminista, mas isso tb passa por outras formas de solução de conflito que não sejam a violência."

3 ==JOÃO MIRANDA:

"mas olha, eu to realmente pensando nessa relação do entretenimento e a violência. Eu vejo como ainda engatinhamos como meio pra sair da necessidade da violência pura como solução narrativa de problemas ou games como ferramenta de empatia. Saimos de uma era muito obscura de violência descabida e zero questionamento sobre os meios, estamos entrando em algo melhor que talvez, ênfase no talvez, se consolide nos próximos 50 anos ou mais. Assim como os filmes, os games tendem a se especializar e desenvolver como um meio diverso de assuntos e possibilidades."

= Depression Quest:
você pode entender como a mente de uma pessoa depressiva funciona em:
 Depression Quest, à exemplo.

= flight, truck, train e etc simulators:
Você pode experimentar a sensação de mexer em controles de um veículo que você nunca poderia ter na vida nos flight, truck, train e etc simulators ,

= Sim cities da vida:
você pensa em administração ao jogar sim cities da vida e por ai vai.

= Minecraft:
E nem começo a falar do Minecraft, que apesar de ser um jogo que ainda tem elementos de ação, é uma enorme caixa de areia de criação, interação e envolvimento . Inclusive permitindo lógica de programação pra realizar coisas altamente complexas - como um grupo de alunos que reproduziu no jogo a usina de itaipu inteira E FUNCIONANDO, com comportas que poderiam ser abertas e fechadas a qualquer momento, pra dar um exemplo mais pé no chão

Mas acho que a questão agora é também como gerar engajamento com outros elementos do mundo real através dos games. Na verdade, daqui a alguns anos esse vai ser O desafio"

4 == David Oliveira
"Olha, eu até concordo que tem jogos que não ajudam em nada e podem ser prejudiciais, mas preciso esclarecer alguns pontos para você.(...)"

"Existem jogos violentos e existem jogos lindos que ensinam PAZ de um jeito que nenhum filme e nenhum livro JAMAIS vai conseguir ensinar (Vítor sabe de qual jogo eu to falando xD). Existem jogos que ensinam sobre psicologia fazendo você viver o personagem que possui um transtorno mental, de forma que você se envolve a tal ponto, que é muito difícil não aprender a ter empatia por pessoas em geral. Existem jogos que ensinam a nunca desistir, que ensinam o valor do esforço, que ensinam o amor, que ensinam a paciência, que ensinam  o altruísmo. E todos eles possuem uma vantagem fundamental sobre livros e filmes.

Jogos possuem gameplay que faz você vivência de forma muito mais envolvente uma experiência interativa que os filmes e livros não podem jamais ser capazes de proporcionar. Tem jogos ruins? Sim, absolutamente, mas não se pode condenar toda uma cultura porque existe alguns jogos que o cara não pensou muito bem na hora de fazer. É como proibir todas as músicas porque existem alguns baile funk ruim. (...) Sobre os jogos que são só sobre matar, imagino que boa parte deles são mal interpretados. Alguns jogos tentam ensinar sobre a violência, mostrando a violência de forma auto-consciente, fazendo o player pensar profundamente sobre a violência. Infelizmente a indústria é movida a dinheiro e muitos jogos são feitos apenas para agradar os gostos dos jogadores, mas lhe garanto que já faz um belo tempo que isso está mudando. Vou deixar com você uma lista de belos jogos que valem muito muito muito muito a pena jogar:

= Ico (ensina sobre amizade e amor)

= Undertale (ensina sobre amizade, determinação e PAZ)

= The Last Guardian (ensina sobre amor da forma mais geral)

= Journey (ensina a ter paciência e sobre identidade pessoal)

= Abzu (isso aqui é uma obra de arte magnífica)

= Life is Strange (ensina sobre amizade e sobre inevitabilidade, é muito importante esse jogo)

= Read Only Memories (ensina sobre diversidade da forma mais genial)

= The Witness (ensina sobre vício e obsessão da forma mais genial)

= FireWatch

= Between and the Night

= To the moon

= Owlboy

Se alguém jogar todos esses jogos (até o final) em sua fase de crescimento, eu tenho certeza que esse alguém será uma pessoa maravilhosa e fantástica quando crescer. Esses são só os que eu lembro de cabeça sem pesquisar."

5 == Jota Frost

"Olha só, vou usar o filme Laranja mecanica como exemplo, é um filme feito pra se refletir, ele tem um peso social importante, mas a maioria do publico que eu vejo, endeuza a hiperviolencia e se diverte com a psicopatia do personagem principal sem entrar a fundo nas questões prioritárias do filme.  Isso desqualifica laranja mecanica como uma boa ferramente social?  Não. O filme tropa de elite tbm tem um peso importante, que ficou como pano de fundo pra maioria se divertindo com os policiais torturando criminosos. e por ai vai.

(...)

= Assassins creed
 é um jogo sobre assassinato, muita gente joga pra matar e rir,  ok.
Tbm é um jogo com uma filosofia do caralho, com conteúdo historico Rico, com reflexões politicas e religiosas que ajudaram a moldar até a minha forma de pensar sobre.

= Mass Effect
 é um jogo onde vc usa armas e mata alienigenas e pessoas tbm.
E que tbm se aprofunda muito bem em discussões sobre sexo, religião, racismo, sobre mitologia e distorção da fé e ciência em nome do controle de massa.

'Você pode ajudar as pessoas, e fazer o bem, ou você pode trair seus aliados e até exterminar planetas inteiros, e nada disso rola sem consequecia e sem um debate posterior.'

= GTA
O Meio não é diretamente responsável pelo que as pessoas querem tirar dele.  Eu vou deixar aqui como exemplo GTA.
Se vc jogar GTA, vc vai ver que a historia do jogo não te incentiva a matar gente inocente. mas a mecânica do jogo te dá a liberdade de fazer o que bem entender, e as pessoas vão lá e atropelam idosos no meio da rua porque querem.

Acho que as questão são muito além dos jogos.  Se existem jogos pra satisfazer a necessidade de vioência das pessoas, não são os jogos que criaram a necessidade, mas estão lá pra supri-las, a fonte desse comportamento é social e não o produto, precisamos tratar isso de uma forma eficiente. (...)"

6 == Jota Frost

"Video game não é só jogo de ação,

Tem jogos de esportes, jogos de olimpiada, jogos de quebra cabeça, de corrida, de exploração, jogos de  contruir cidades, casas, jogo de moda, jogo de arte,  tem até jogos onde vc pode lutar sem nunca matar ngm e isso muda toda a experiencia de jogo.
(...)

= Fable
Alguns jogos inclusive usam uma mecanica onde as suas ações, boas ou más, definem o caráter do seu personagem e como consequencia o destino dele, como por exemplo "Fable",  que dá pra zerar sendo apenas uma boa pessoa, ou sendo um babaca."

"= Undertale
Tem ainda um jogo que é extremamente popular chamado undertale, onde você não precisa ferir ninguém pra zerar, todos os combates podem ser resolvidos pacificamente com diálogo, assim como você pode ferir todo mundo no seu caminho, e a diferença é que sem ferir você só faz aliados, e segue um caminho pacífico que te leva pra um final melhor, e quando você é um assassino você perde todos os seus aliados e tem um final horrivel.

David Oliveira:
"o criador do undertale fez o jogo sozinho. Desenho, programação, trilha sonora (é linda), tudo"

7 == João Miranda e uma experiência ruim com o LOL

"David, eu ainda vou além - e essa vai ser uma porrada meio feia em tudo que falamos aqui - as pessoas são agressivas e buscam SER agressivas nas suas comunicações.
eu fiz uma partida de LOL pra nunca mais por conta do tratamento entre as pessoas. É uma vitrine do pior entre as relações pessoais, como misogenia, racismo e afins.
A riot - empresa criadora do jogo - tá tentando resolver isso com ações de todos os tipos, seja pelas redes sociais, seja por coisas no jogo como tribunal de atitudes, de incentivar jogadores gente boa e até quadrinhos com momentos legais dos jogos.
o que faz um outro link pra mim: isso é muito mais em como as pessoas dialogam no dia a dia, como elas entendem as relações entre elas. Então o jogo pode ser a ferramenta - se todo mundo tiver a preocupação da riot - de mudar essas relações tóxicas ou de catalizar esse tipo de comportamento.

Mas pelo número de pessoas que conheço que jogam e são altamente centradas, acho que ainda sim, dá pra ter uma boa convivencia lá.

eu é que não volto mesmo :/"

segunda-feira, 22 de agosto de 2016

100 Brincadeiras pra crianças



PASSA ANEL

PASSA ANEL
FAIXA ETÁRIAAcima de 6 anos
LOCALQuintal, Praça, Parque, Salão de Festas, Dentro de casa
ESTIMULARImaginação, Criatividade, Atenção
PARTICIPANTES8+
MATERIALUm anel

COMO BRINCAR

Antes da brincadeira começar, um dos participantes é escolhido para passar o anel. O restante do grupo forma uma fila e todos ficam com as mãos unidas e entreabertas, como uma concha fechada. O participante também posiciona as mãos em formato de concha, mas com o anel dentro. Ele deve passar as mãos dele por dentro das mãos de cada participante. Em um determinado momento ele escolhe um dos jogadores e deixa o anel cair nas mãos dele sem que o resto do grupo perceba. Depois ele deve passar pelo menos mais uma vez pela fila inteira novamente, para que ninguém desconfie onde está o anel.

Depois disso ele escolherá outro participante que não esteja com o objeto e este deve adivinhar onde o anel está. Se acertar será a vez dele passar o anel. Se errar é eliminado do jogo.

A brincadeira pode ficar mais interessante se o passador tiver mais de um objeto na mão. Pode ser um anel, uma bola de gude e uma moeda, por exemplo. Neste caso é preciso escolher antes quem deverá tentar adivinhar. Cada objeto é passado de uma vez. O jogador escolhido terá então que adivinhar qual objeto está na mão de quem.

ESTA BRINCADEIRA TAMBÉM SE CHAMA...

Anelzinho, jogo do anel




Fonte: 100 Brincadeiras pra Crianças
http://delas.ig.com.br/filhos/brincadeiras/passa-anel/4e42f5d83cb3176863000028.html

sexta-feira, 5 de agosto de 2016

"Autistas" não são "burros"

Um vídeo interessante sobre um rapaz e seu sobrinho autista.
Seu sobrinho não passaria em testes de Q.I., por exemplo. Mas não porque ele é burro , mas sim porque ele é diferente! Assim como , as vezes, não se conecta com o que está sendo pedido, pode, de uma hora pra outra,  passar de rabisco a desenhos de animais.

Vídeo:
https://m.facebook.com/story.php?story_fbid=810832632325514&id=634799356595510

Fonte: Asperger e Autismo no Brasil (facebook)

sexta-feira, 24 de junho de 2016

Maria Gabriela

Ontem mencionaram meu nome no Festival da Utopia. Disseram que fomos desconvidadas pela Marcha das Vadias do evento sobre Turismo Sexual "Depois que a Maria Gabriela Saldanha disse que levaria uma gangue", rs. Bom, estão aí todas as minhas falas no evento, que se deram em apenas três posts: no do convite, no do desconvite e no meme sobre "liberdade" sexual. Eu me afastei do evento assim que fui convidada, para estudar e me preparar para o debate, e só voltei a comentar lá quando fui desconvidada. Procurem onde foi que eu convoquei uma gangue. RISOS. No meme, ao debater com uma integrante da MdV, eu anunciei que faria uma publicação juntando estatísticas sobre prostituição e realmente fiz, é o texto do Festival Marginal mostrando que o PL Gabriela Leite é falacioso, pois não regulamenta nada [http://www.festivalmarginal.com.br/inspiracao/uma-regulamentacao-que-nada-regulamenta-a-falacia-do-projeto-de-lei-gabriela-leite/]. Tirem suas conclusões a respeito de honestidade e exposição de mulheres. Acrescentei também print do meu post onde anunciei que não me desgastaria com debates até o dia, a fim de me preparar para o evento:

Convite: https://www.facebook.com/events/1789641187922520/permalink/1791043254448980/

Desconvite: https://www.facebook.com/MarchaDasVadiasRioDeJaneiro/photos/gm.1793968820823090/1020083014753525/?type=3&theater

Meme: https://www.facebook.com/photo.php?fbid=10206433816274737&set=gm.1796028630617109&type=3&theater

Meu post: https://www.facebook.com/mgsaldanha/posts/1116814068379850

Ver: estatísticas sobre violência sexual de crianças (no caso do que me interessa).

sábado, 18 de junho de 2016

Irmão de Garotinho é exploração sexual de crianças

"Doze homens foram presos hoje no Rio de Janeiro por integrarem um esquema de exploração sexual de crianças e adolescentes com idades entre 8 e 17 anos. Dois continuam foragidos.

O irmão do Garotinho é um dos presos, um ex-deputado federal. Dois ex-vereadores também estão na lista, assim como policiais militares e empresários.

Quem operava essa esquema prendia crianças miseráveis numa casa, onde elas eram forçadas a usar até mesmo crack, e de onde saíam em carros de clientes para serem estupradas até 30 vezes por dia!

Vários donos de hotéis e motéis da cidade também estão entre os presos. Porque eram coniventes e permitiam estupros em suas dependências.

Quantos homens cometeram esses estupros? Quantas pessoas sabiam que esses homens cometiam esses estupros e fecharam os olhos? Quantas pessoas sabiam o que ocorria naquela casa dos horrores? Quantos funcionários desses hotéis viram coisas suspeitas e nunca denunciaram? Quantas autoridades foram informadas sobre isso mas não fizeram nada para proteger os poderosos envolvidos? Quantos esquemas desse tipo existem no Brasil?

Quantas pessoas puderam - e em casos atuais, podem - impedir que várias crianças fossem mantidas em cárcere privado, usando drogas pesadas, sendo estupradas continuamente?

É preciso uma aldeia para educar uma criança.
É preciso uma aldeia também para violentá-la."

Texto de Tâmara Freire Cardoso

Notícia sobre a qual se trata:

http://noticias.r7.com/rio-de-janeiro/irmao-de-ex-governador-garotinho-e-preso-por-exploracao-sexual-infantil-em-campos-09062016

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Irmão de ex-governador Garotinho é preso por exploração sexual infantil em Campos




Do R7
9/6/2016 às 10h53 (Atualizado em 9/6/2016 às 14h06)
Nelson Nahim foi prefeito interino e vereador em Campos dos Goytacazes, norte fluminenseReprodução / Facebook

Agentes do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) do MPRJ (Ministério Público do Rio de Janeiro) prenderam 14 pessoas nesta quinta-feira (9) em Campos dos Goytacazes, norte fluminense, por envolvimento em um esquema de exploração sexual infantil no distrito de Guarus.
O ex-presidente da Câmara de Vereadores de Campos e irmão do ex-governador do Rio Anthony Garotinho, Nelson Nahim, é um dos condenados, que ficou conhecido como "Meninas de Guarus". Nahim também foi prefeito interino de Campos. Dos 14 mandados de prisão, 12 foram efetuados e dois acusados estão foragidos.
Cerca de 15 crianças e adolescentes (entre oito e 17 anos) eram mantidas em cárcere privado para prostituição e exploração sexual, nos anos de 2008 e 2009. Elas eram vigiadas por homens armados e recebiam comida e drogas como pagamento. As vítimas eram obrigadas a consumir drogas, como cocaína, haxixe, crack, ecstasy e maconha, sem que pudessem oferecer resistência.
A quadrilha também levava as vítimas até os clientes em motéis e hotéis da cidade. As crianças chegavam a fazer 30 programas por dia. Havia uma tabela de preços, que iam de R$ 80 a R$ 300. Os criminosos foram condenados pela juíza Daniela Barbosa Assumpção de Souza, na 3ª Vara Criminal de Campos, e as penas variam de um a 31 anos de prisão.
Entre os condenados também estão o ex-vereador Marcus Alexandre dos Santos Ferreira, o Leilson Rocha da Silva, mais conhecido como "Alex"; o policial militar Ronaldo de Souza Santos e o empresário Renato Pinheiro Duarte.
Eles foram condenados pelos crimes de quadrilha armada, estupro de vulnerável, exploração sexual de crianças e adolescentes entre outros. O irmão do ex-governador Garotinho, Nelson Nahim, foi condenado a 12 anos.

segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

Sexualidade infantil

http://googleweblight.com/?lite_url=http://sites.uai.com.br/app/noticia/saudeplena/noticias/2013/10/09/noticia_saudeplena,145860/masturbacao-infantil-e-a-descoberta-do-proprio-corpo.shtml&ei=S9Uj0Y2_&lc=pt-BR&s=1&m=154&host=www.google.com.br&ts=1456781216&sig=ALL1Aj6YcRZ7XdQ9-hT4rdTLX-YR8iWMAA


segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

sábado, 18 de julho de 2015

Conto de fadas ou guerreiros sem guerra

Texto de 29 de dezembro de 2014

Conto de fadas ou guerreiros sem guerra
.
"E o caminho da felicidade ainda existe: é uma trilha estreita em meio à selva triste."
Eu vejo as pessoas perdoando coisas imperdoáveis so pq elas são sozinhas ou novas demais...
As vezes, elas n tem ning. Perdoam quem tem.
Sem condições de se protegerem, de se sustentarem ou fugirem para um lugar seguro a maioria das pessoas novas q vejo agem como "tendo q aceitar". E fugir acaba sendo perdoar e aceitar, o q parece muito bonito do ponto de vista moral cristão, mas não educam ninguém, principalmente quem foi perdoado a não abusar sexualmente de crianças, por exemplo. E a justiça, claramente morta na terra, está só, no céu, e "Deus vai fazer ele pagar" e todos nós não precisamos fazer mais nada(?). Não posso incitar a revolta nesse sistema perverso. Mas sei q não estou só.
Não adianta nem mesmo concordar com a crítica se não mudamos de atitudes no sentido d produzir proteção para quem precisa. Isso envolve falar e encarar assuntos difíceis que vão do sexo ao abuso, por exemplo. Recusamos todo santo dia a possibilidade d sermos heróinas/heróis, fascinados pela fantasia da capa vermelha ou da máscara de morcego. De achar d forma fabulosa q o bem e o mal estão separados e d q alguém de fora (e do alto) vai, magicamente, salvar a gente. A ideia de heroismo tem q passar por aquilo q precisa mudar no cotidiano e não pela anestesia. Por entender q tem figuras aparentemente boas como "o bom pai" q estupram adolescentes em seu "lar" ou "a boa tia" q agenciam a prostituição aliciando a própria filha ou a filha dos outros ainda criança para homens (mais) velhos. Eles não usam etiqueta dizendo como lavar para se tornarem novos! Vejo que, em muitos casos, essas pessoas seriam até denunciadas se o agressor não fosse tirado de casa e fosse incluído num acompanhamento mediador q o fizesse parar (e não acabasse com ele enquanto provedor da família). Mas isso ainda não vi acontecer. Se tem algo pior do q o abuso é morrer de fome.
Numa vida pautada pela ideia de felicidade e prazer, ninguém quer passar pelo q dói. Vejo crianças sendo abusadas e não faço nada (mais uma vez!) porque não vou levá-las pra casa? Se não pararmos para pensar o q fazer nesses casos, vamos continuar com essa noção simplista quanto a tomada d providência e achando mais fácil não fazer nada.
Instituições d acolhimento para ficar com esse público, "largando e esquecendo" as crianças lá dentro são o ideal? Não são! "Abrigo" não é lugar de criança! elas tem q estar sob as asas do tal amor e compaixão tão apregoado! Uma atenção específica, com sustento e com liberdade de ir e vir. O amor não deve estar numa relação sujeita ao profissionalismo de uma instituição. Deve-se estar lá em último caso.
[*Vale ressaltar que em instituições de acolhimento se tem todo tipo de público. ♡]
Outro debate que permeia esse é a visão que temos dessas pessoas que passaram pelo abuso, onde só as respeitamos se eles se portarem como vítimas indefesas quando, em qualquer realidade multiversa, podem ser também belas jovens de 1,80m de altura, mas ainda sim adolescentes q são aliciadas nos casos em questão, só q, pela vida sexual avançada são simplesmente culpadas.
Pergunto: o q vc faria se soubesse que alguém da sua família abusou de alguém menor de idade da sua família também?
Se vc n estiver pronto para saber, tampouco esses menores de idade estão prontos para falar.
"Eu durmo pronto pra guerra
E eu não era assim, (...)
E sei o que é mau pra mim
Fazer o que se é assim
Vida loka cabulosa
O cheiro é de pólvora
E eu prefiro rosas
E eu que...e eu que
Sempre quis com um lugar,
Gramado e limpo, assim, verde como o mar
Cercas brancas, uma seringueira com balança
Disbicando pipa, cercado de criança"
(Com a contribuição do amigo Rafa na sugestão da arte e na ideia e dos Racionais MCs na arte da música)

quinta-feira, 28 de maio de 2015

Bonecas com Deficiência

Marca cria bonecas com deficiências físicas para promover a inclusão







Como ensinar crianças a aceitarem a tentarem entender deficiências físicas e marcas de nascença quando a maioria das bonecasbrinquedos e desenhos animados não mostra isso em seus personagens? Instigada por uma campanha na internet, a marca britânica Makies, que vende bonecas feitas em impressora 3D, anunciou uma série de acessórios como bengalas,aparelhos auditivosóculos e marcas, que podem ser adquiridos com a boneca ou separadamente.
Após o anúncio, a marca recebeu diversas solicitações de acessórios, como uma cadeira de rodas, o próximo item a ser lançado. A campanha #ToyLikeMe ganhou grande repercussão nas redes sociais, com mais e pais pedindo mais diversidade nos brinquedos e bonecas. Afinal, como a gente bem sabe, a diversidade das pessoas vai muito além do corpo branco e perfeito das Barbies.
Confira os acessórios criados:
makies3
makies4
makies2
makies6
makies5
Todas as fotos © Makies


Fonte: Hypeness
http://www.hypeness.com.br/2015/05/marca-cria-bonecas-com-deficiencias-e-marcas-de-nascenca-para-promover-inclusao/

domingo, 17 de maio de 2015

Crescer deve ser isso.

Crescer deve ser isso.
Quando a raiva dá lugar a tristeza e ao tempo. Vc não sabe quanto tempo vc tem, mas vc está lá,  forjando sua expulsória e sua luta com os mesmos escalpos, cansada e sabendo que é só isso que se pode fazer, por hora.

 Uma certa sensação de ter q diminuir a luta em campo e se rearticular na teoria (q não seja só burocracia).

 Sorrir por outros lados, estar com a família,  beber com as amizades, faltar um dia de trabalho. Se imaginar voltando lá no futuro,  fazendo parte d outras formas pq um dia, a forma atual se esgota.

 "Mas a vida é real e de viés
 E vê só q cilada o amor me armou"

O amor amou. Tanto quanto é impossível ser feliz sozinha. Aonde a gente não escolhe, a gente planta. Planta que uma hora algo brota.

S.

quarta-feira, 13 de maio de 2015

Vietña - Mãe

Vietnã
Mulher, como você se chama? – Não sei.
Quando você nasceu, de onde você vem? – Nao sei.
Para que cavou uma toca na terra? – Não sei.
Desde quanto está aqui escondida? – Não sei.
Por que mordeu o meu dedo anular? – Não sei.
Não sabe que não vamos te fazer nenhum mal? – Não sei.
De que lado você está? – Não sei.
É a guerra, você tem que escolher. – Não sei.
Esses são teus filhos? – São.
Wislawa Szymborska 
O teor do meu trabalho e meu mote na vida pessoal: EU NÃO FINJO QUE TÁ TUDO BEM.
Problema é pra ser resolvido. Se vc finge a paz, vc não resolve nada. Porque fingir é mais fácil do q mudar.
Se vc n quer mudar pessoalmente,  seja, então, melhor no seu trabalho do q como pessoa, porque, no seu trabalho, outras depende de vc! As pessoas não devem se sujeitar ao seu humor. Há deveres e Direitos. O direito deveria ser lindo e garantido!

"Se a paz não for para todos, ela não será para ninguém".

sábado, 11 de abril de 2015

Amor e cultura

Amor e cultura

Não individual, mas em todo singular.
Outra humildade. As vezes, tudo q vc pode fazer é um carinho em alguém q vc queria "salvar" (quase arrogante, não? ) e q nem sabe se verá d novo. É o tipo d situação q deixa claro q salvar tb é uma troca e q não depende só de uma pessoa (ou d vc). Q depende tb d uma condição social q vc vê mortificar e não pode, por hora, mudar. De mortes q ninguém pode mudar. De um futuro q vc não sabe se vai ser possível estar junto.


De passar por cima d mágoas (de alguém até q fingiu q morreu) num nível de n saber mais quem é e quem não é criança. De avisar q poderia ter sido melhor, mas não foi e não está sendo ou "o melhor sempre esta acontecendo"?

"Só quem tentou sabe como dói
Vencer o diabo só com orações"


De vc ver coragem aonde só veem incomodo, encontrando essa disposição real dentro d vc, por ter se incomodado mt.

Na periferia:
E, em outra reflexão, saber q vc n está só agindo de forma a particularizar os casos q atende, como se aquele fosse só mais um caso. Disso implicar tb em projetos pra cidade, aonde vc se vê agindo em outra ponta mt menos óbvia do "seu serviço". Isso justamente por saber q não são serviços precarizados q vão resolver. Que quem tem q ter vontade política não é a roubalheira q está "no poder" e não faz, de fato, uma gestão participativa, mas sim os movimentos sociais realizados por aqueles q precisam desses serviços.


Nesse caso, intuitiva ou racionalmente, a partir de várias experiências q mostram o poder de criar e de produzir arte e felicidade de todo humano, entendo q um projeto de cultura nesta cidade é tb alimento singular, coletivo e transformador da vida cotidiana e política.

(Aos meus queridos q transformaram mt da minha tristeza de ontem em um papo apaixonado, em uma cidade q ninguém sabe q existe! Feliz Feira Grátis da Gratidão q é mt mais importante e real do q o natal e faz parte d algo maior. )

*Micro e macro não no meu sentido preferido, já q as duas constituem todas as ações em questão no texto. Mas o uso é no sentido mais comum.

Inspiração de planta, de outro tempo, justiça, mato, oca!

1 - Equilíbrio de Pedras!

Vídeo:

 Defying Gravity
The art of stone balancing. Check out Michael Grab's work at Gravity Glue
Posted by Willy Foo - Photographer, Marketer, Technopreneur on Sexta, 13 de fevereiro de 2015

URL: https://www.facebook.com/video.php?v=10153265853349245


2 - Sobre viver!
A árvore Van Damme. A natureza sempre encontra um meio para sobreviver…Biologia com o Prof. Jubilutwww.biologiatotal.com.br
Posted by Biologia com o Prof. Jubilut on Quinta, 9 de abril de 2015

3 - Não coma carne!


Posted by Mermaid Melissa on Sexta, 10 de abril de 2015


4 -

"Apartheid era 'legal'
Escravidão era 'legal'
Colonização era 'legal'
Legalidade é um construção do poder.
Não de justiça."


5 -
Aceitar pessoas, não esperar das pessoas, até ignorar pessoas, saber pessoas antes d entender.

"Não é preciso entender para gostar senão impossível gostar de alguém."





6 -
" A família tradicional brasileira é todo mundo pelado na oca!"




7 -





Palestra sobre abuso sexual de crianças e jovens q fui



Palestra sobre abuso sexual de crianças e jovens q fui hj


(Algumas considerações... e a minha pressa!)

Sei q é importante problematizar. Sei q é um assunto a ser introduzido com calma. Sei que a argumentação tb faz parte da transformação que precisamos para romper com uma tradição de silêncios na qual se apóia o abuso de crianças e jovens, mas há mais a ser feito. Temos q ser mais propositivos.

Achei mt interessante e polêmico abordar tb a pessoa q abusou como sujeito de direitos rompendo uma série d lógicas em que se acha q a criança se entende sempre como vítima e acha q o outro é necessariamente mal. A realidade tb é q mts casos não são denunciados justamente porque essa pessoa q abusou é o provedor da família e "não pode" ser preso ("ruim com ele, pior sem ele). Ou porque a criança continua gostando da pessoa, não entende o q se passa e não sabe, e não quer destruir a família. Ou a criança não quer ir para um abrigo, aonde seria pior pra ela q terá sido excluída da família e não a pessoa q abusou dela. E como é difícil ter atitudes d proteção q não façam a criança se sentir culpada até pelo prazer q possa ter sentido. Como produzir resistência sem produzir trauma?

É mt importante pensar q medidas de punição não dão conta da série d pendências que deixa a prisão de uma pessoa da família. A mácula nos valores sabotados é uma delas, sendo considerada "exposição demais". Nesses casos a condição de classe é determinante. Em muitos casos d abuso em famílias abastadas, há condições financeiras para se afastar do abusador (ainda que isso não aconteça necessariamente) e são casos q não chegam na assistência , serviços esses q acabam só gerando dados sobre as famílias pobres.

Há mts casos em q é mais fácil abafar e naturalizar o q houve do q "expor a criança" a vergonha d ter sido abusada sem saber q é o abusador q tem q se envergonhar. É mais fácil esquecer do q tomar uma atitude sim em relação a situação ocorrida. Que atitude? Aí q acho q precisamos desenvolver! Há uma infinidade d casos. As provocações foram boas, mas temos q continuar.

Aí q fico estarrecida como parece suficiente só falar sobre tanta polêmica ao invés de vermos q movimentos já existem para combater isso e pensarmos o q podemos fazer de forma pessoal e coletiva. Não é possível pra mim, a cada dia q passa, ir a palestras desse teor q não sejam para o povo e sim sempre para os mesmos acadêmicos, os mesmos estudantes, os mesmos trabalhadores que não vão provocar uma sociedade só a partir das poucas pessoas q chegam a seus serviços.

Algumas pessoas pareceram não gostar quando instiguei a pensar em que atitudes já existiam de resistência nesse sentido. Falei sobre movimentos feministas, por exemplo. Chegaram a dizer q eu estava fugindo do foco da conversa, findado o debate. Se citar movimentos sociais (que são ou já foram exemplo) é fugir do foco então não entendo pra que se juntar em mais um espaço d bulinação teórica se já somos todos acadêmicos ou estamos na ponta do serviço e só expor insatisfações nos relatórios seria suficiente (qndo isso não gera, necessariamente, uma conclusão ou uma resposta diferente para o caso mais uma vez particularizado). Se pensar não comportar outras formas d engajamento, outro modelo d roda d conversa q não seja sempre direcionado para as mesmas pessoas, não sei pra que ir a certos espaços.

Citei o Movimento de Mulheres de São Gonçalo que tem o NACA ( Núcleo de Atenção à Criança e ao Adolescente Vítimas de Maus Tratos em São Gonçalo) q trabalha recebendo denúncias de abuso sexual de crianças. Falei do limite de ação das prefeituras q com seus serviços precarizados e sem fazer autocrítica ou poderem dispor de melhores condições d trabalho jamais dariam conta da demanda dos casos d abuso. Que em serviços da área da assistência social como os que trabalham assistindo pessoas em situação de violação de direitos como o CREAS, eles jamais conseguiriam fazer trabalhos importantes d acompanhamento dos casos d abuso, pois atendem todo tipo de demanda (como problemas na área da saúde ou de idosos) e a um território mt vasto. Assim, seriam necessários projetos específicos dentro desses serviços para q o acompanhamento ocorresse. A população que deveria cobrar isso, mas , primeiro, ela precisa saber q ela pode cobrar e q eses serviços existem. E pra mim, isso passa por se organizar enquanto movimento social.

A advogada presente achava q todos nós ali éramos "a burguesia" e q a lei funcionaria para nós. Não. Não sou o Eike Batista e a lei não funciona pra mim nem se eu for concursada, pq podem me tirar do lugar q eu quero estar trabalhando a hora q quiserem independente de eu ter respaldo na lei ou não.

Mas, de fato, acho q fugi do foco e não propus "nada".

Por fim, ouvi uma opinião de alguém q dizia q eram em grandes fóruns e assembléias q se propunham coisas e não num debate de 3h. Falei q achava justamente o contrário: em grandes fóruns vc tem mts serviços de muitas áreas diferentes e pode propor coisas mais gerais a nível de política pública. Mas , na hora d fazer funcionar as políticas q já existem, quanto menor os espaços, mais se tem capilaridade para entender quais as demandas daquela região ou explicar isso para os estudantes que ainda estão se inserindo nesse campo seja como advogados, assistentes sociais ou psicólogos. Que a troca de experiências entre nós tb é fundamental.

(Daí q peguei o contato d um cara mt legal e vou lá conhecer o serviço dele q é um abrigo para jovens q já foram do comércio ilegal d substâncias e ele vai me mostrar como funcionar sem ser de forma prisional. Ponto pra nós! )

Tenho q aprender o momento d desistir...rs






(Palestra dada por uma vertente da ONG Homem Novo)




Repostas:



Ale
A babaquice academicista e intelectualóide me enoja. Lamentei não ter estado. Um beijo em ti (só pra pontuar, como teu corpo vem ganhando consistência nessa discussão!)


Felix:
sempre a questão. como fugir da punição como unica logica da justiça. como não individualizar uma questão onde as consequencias são de fato sentidas bastante no individual. Como apontar e intervir na produção e reprodução de violência/violação. reforço o que ale disse, bonito ver tudo isso ganhando consistência na sua pratica te espero na minha aula!!!

A "Palestra" sobre "Motivação" para professoras de uma escola

A "Palestra" sobre "Motivação" para professoras de uma escola

10.04.2015

[Tarefa bem subvertida! Sabe a felicidade? Um grito de GOooooooooooooooooOL enorme, só que sem competição.]

Dei a "palestra" sobre "motivação" com a psicóloga que convidei do DAST- UFRRJ (Saúde do Trabalhador) numa das escolas com a qual o meu serviço trabalha e foi lindo! A receptividade das profissionais do DAST foi valiosa, entendendo que a Rural deve sim oferecer algo a cidade e superar tanta indiferença secular!

- Primeiro propusemos as professoras que sentassem em círculo, mexendo com um primeiro aspecto do ensino tradicional (Paulo Freire? Presente!). Convocávamos todas a olharem nos olhos umas das outras num primeiro movimento de horizontalização possível da dinâmica do encontro.

- Iniciamos uma conversa de acordo com uma palavra que cada profissional usaria para representar o seu trabalho. E o assunto que antes se resumia a uma demanda por "motivação" se desdobrava em outras mil mais. 
Enquanto o esquema "palestra" naufragava, a construção em conjunto emergia!


- ASSUNTOS ABORDADOS: 
. Dos assuntos que surgiam, o AMOR e a LUTA se destacavam. 
. Questionavam a produção de ESTATÍSTICAS pelo MEC quando iam avaliar a escola resumindo as crianças a números que não contavam a história de seu processo de aprendizagem. 
. A demanda dos profissionais por RECONHECIMENTO tantos das crianças quanto das famílias destas pela relação imediata, diferenciando essas do reconhecimento da sociedade, do qual nada esperavam. De como investiam no material para levar e não eram valorizados.
. A noção de que eles estavam ali para TRANSMITIR/AJUDAR/ENSINAR conhecimento para as crianças, embora entendessem que estavam aprendendo o tempo todo. 
. De que podiam tirar DINHEIRO do próprio bolso para suprir algum material que faltava as crianças. 
. Cobravam LIMITES e EDUCAÇÃO das crianças.
. Mostravam que os mais BAGUNCEIROS acabavam tendo mais atenção do que os mais SILENCIOSOS. 
. De como compartilhavam EXPERIÊNCIAS entre profissionais. 
. Uma falou de como produzir AUTONOMIA, de como respeitava as colegas que sabiam mais do que ela.


- Em diálogo feito ponto a ponto, dizíamos:
. AMOR e LUTA
Como valorizar essa trabalhadora historicamente precarizada? Uma profissão ocupada por mulheres a partir do desprestígio que há com a saída do homem dessa marca, quando uma nova época passa a requerer mais dele no mercado de trabalho do que na passagem de conhecimento para a mais tenra idade. E "professorar" vira essa coisa feminina, maternal e pouco qualificada que deve ser feita só por amor?


AMOR
Amor: como debater educação infantil sem estragar a palavra?? Como dizer que só amor não basta?


LUTA
Luta: palavra que se debate e se desdobra. É uma luta interna (e autodomínio para ter paciência com as crianças), é fazer frente a famílias (para não esmorecer frente a reclamações que desconsideram o investimento do professor); é o trabalho de descobrir como ensinar, lutar para conseguir achar uma forma!


DEMAIS ASSUNTOS:
Aos poucos fomos debatendo os demais assuntos e costurando uns aos outros. 
Que nessa luta por ENSINAR, é preciso, muitas vezes, escapar a LINGUAGEM FALADA e entender que o que fica muitas vezes na memória é o AFETO.

Que além de aprender o A, o B ou o C, se ensina também delicadeza.
Que dói a VIOLÊNCIA das crianças seja física ou verbal, mas que temos que conseguir responder de outro lugar fazendo perder o sentido aquela agressividade e não usando da mesma moeda; ou aceitar AJUDA de colegas para resolver uma vez que a ira não se dirige a ele naquele momento, já que mágoas são parte do processo. Que ao lidarmos com as palavras insuficientes tanto um abraço pode conter uma fúria quanto evitar o toque se isso for insuportável em momento tenso.
A psicóloga do DAST aborda a importância de brincadeiras que sejam mais COOPERATIVAS! 
Emoticon heart
Que se só a professora TRANSMITISSE conhecimento e a(o) aluna(o) aprendesse, em nada a professora teria que mudar. Que o conhecimento é uma TROCA e a gente também troca com quem "não sabe" e a criança, com sua história e sua forma, provoca o aprendizado na professora de outra forma de SER e ensinar.
Que "não saber" também tem uma função. Que novos e velhos profissionais fazem outras TROCAS. O "não saber" é o q chega para estranhar e provocar experiências diferentes a partir de outros princípios, não sendo um demérito. Que o velhos profissionais ensinam como atualmente o sistema funciona e podem se desengessar se se propuserem a questionar o funcionamento atual COLETIVAMENTE.
Nesse sentido, não adianta tamponar demandas com o próprio DINHEIRO, quando ela devem ser cobradas do município, pois há uma REDE para tal que temos que aprender a usar e como funciona.
Que as escola não precisa só cobrar que as crianças venham bem de casa ou das instituições de acolhimento como se lá estivesse O MITO DA ORIGEM dos problemas, mas ser ela também um momento bom e de acolhimento na vida dessas pessoinhas.
Que em uma escola que trabalhei, o dia das mães e dos pais era tão doloroso para as crianças, que foi substituído pelo dia da família ou de alguém que a criança gostasse para homenagear. Que a FAMÍLIA ESTRUTURADA também é um mito e que há outras formas de família, sendo que a outra psicóloga chega a pautar as famílias e representações em materiais de escola das FAMÍLIAS HOMOAFETIVAS! 
Emoticon heart
Que não tem como ensinar só LIMITES, DEVERES e REGRAS para as crianças, se não falarmos também de LIBERDADE. Que é possível ensinar como os espaços funcionam, mas que é difícil dizer, muitas vezes, que algo é totalmente ERRADO. Que ele deve aprender a não brigar na escola, mas que ele pode precisar desse subterfúgio no local em que ele mora e isso ser uma demonstração de autodefesa. Podemos cobrar respeito e ensinar uma regra, mas só se a desordem não for tomada sempre como algo ruim, mas também uma oportunidade de organizar de outra forma. Entender que nossa CULTURA conforma nossas respostas e que, muitas vezes, as crianças nos convidam a INVENTAR e, as vezes, essa é a única saída.
E quando falaram dos SILENCIOSOS que ficavam de lado, pude dizer: que quem sente muito também cala. Que destruir uma cadeira nos chama a fazer alguma coisa por aquela pequena pessoa, mas que o silêncio pode guardar dores indizíveis. Que há sucessos cruéis de pessoas que se conformaram a uma sociedade doente como aqueles que se viciam em trabalhar. Que precisamos suportar ouvir certas coisas se queremos, de fato, "ajudar".
Eis que surgem relatos de ABUSO DE CRIANÇAS. Acolho e falo dos sentidos de sermos HEROÍNAS. Que essa é uma pessoa que faz o que é necessário no momento em que é preciso ou alguém que não teve tempo de correr e que, em ambos os sentidos, o que vale é sabermos que não temos que lidar com esse assunto sozinhas. Podemos encaminhar para redes de apoio e cobrar do município serviços específicos para tal. Que essa é uma demanda que temos que gerar se quisermos que pare de acontecer.
E que nada do debatido acima se sustenta se não tivermos tempo de pensar e DAR SENTIDO A NOSSA PRÁTICA. E até entendermos que não precisamos querer ter a mesma profissão para sempre. Incluir no nosso tempo o momento de nos CUIDARMOS porque não passamos ilesos por nada disso!
A diferença entre a SAÚDE e a doença é o movimento. Quem para pode adoecer e ir a reboque de um trabalho que perde o sentido. Quem descansar, mas não desistir, segue tendo problemas normais e sendo sujeito em sua prática. A saúde é o sentido da luta aonde faz parte da cura lutar por um ambiente melhor de trabalho para você e para o coletivo.

Enfim... 
Só sei que vou morrer pobre, feliz e que alguns ricos vou deixar pagar minha boemia como uma boa ação muito bonita! rs


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Título: Uma escola me pediu uma "palestra" sobre "MOTIVAÇÂO"! Uhul!
Subtítulo: profissionais que trabalham com crianças em desgaste

Logo eu, com minhas "motivações surreais". Rs 
Um pedido desses pra mim, enquanto pessoa, era o mesmo que ouvir soar um enorme grito de GOooooooooOOOOOol quanto a aposta no meu trabalho por mais uma pessoa da rede municipal da qual faço parte! 
Emoticon wink



Me faz sentir um amor enorme por tudo que aprendi e pela coragem que me deu 4 anos de pesquisa com a Silvana Mendes Lima (e o grupo) e o Espaço Cultural da Grota.

Entendemos o que querem dizer quando pedem a nós, psicólogas, esse tipo trabalho: socorro. Só que ninguém de fora pode ir lá só "dar uma palestra" pra dizer o que essa coordenação e esss professors tem que fazer ou só proporcionar uma catarse coletiva com palavras bonitas (como quem obriga a pessoa a suportar ao invés de trocar sabedorias). Faz parte do desafio construirmos esse trabalho juntos! Também convidei a área de Saúde do Trabalhador da UFRRJ (DAST) a participar.

"É impossível ser feliz sozinho."

Restava decidir qual seria o viés de trabalho a partir desse estopim da "motivação".

REFLEXÃO:
O que eu vejo primeiro é que as pessoas que trabalham com crianças não são valorizadas culturalmente (as pessoas acham um trabalho bonito, mas não qualificado) e estão desgastadas por dois lados. Por um lado, por trabalharem com um modelo pedagógico "inquestionável"; e, por outro, por estarem cansadas de lidar com as crianças que não se adaptam ("rebeldes", "bagunceiras", "sem jeito", "que não aprendem"). Trabalhamos sempre no limite de "não saber mais o que fazer com essas crianças".


Quando converso "com as escolas" surgem muitas questões no âmbito dos problemas pessoais também desses profissionais com suas próprias crias , em busca de novas respostas prontas para profissionais cansados ou um diagnóstico rápido.

A princípio acho que o foco seria lidar melhor com as crianças, compartilhando estratégias. Dar mais significado ao trabalho também fazendo participar disso a singularidade da contribuição de "cada um" em função de um trabalho que é sempre coletivo. E isso passa por uma equipe que se dê bem e por reflexões acerca do trabalho (por ter tempo para pensa-lo, por haver troca de experiência e de informação que ajude a entender como funciona a estrutura do sistema atual).

Se aqui posso antecipar muitas coisas sobre esse encontro é porque tenho um plano. E tenho certeza de que só poderei falar de mais essa oportunidade de trabalhar com professores (e a querida área da educação!) depois que essa troca tiver ocorrido e esse plano tiver passado a ser um plano coletivo! 
Emoticon smile