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domingo, 21 de janeiro de 2018

Beatriz Nascimento - historiadora negra, ativista e pesquisadora

Um pouco da trajetória de Beatriz Nascimento, historiadora, pesquisadora e ativista que provavelmente você não ouviu falar nas aulas de História.

Trilha sonora: Atotô - Juçara Marçal e Kiko Dinucci

Para downlaod do vídeo: https://drive.google.com/file/d/18OFTzQ51Iw9k3yvEtc5bD1Dtlv23gtRB/view?usp=sharing

Montagem e edição: AS MINA NA HISTÓRIA.

Fontes:

http://antigo.acordacultura.org.br/herois/heroi/mariabeatriz

http://www1.folha.uol.com.br/fsp/1995/1/31/cotidiano/37.html

Livro "Eu sou atlântica, sobre a trajetória de vida de Beatriz Nascimento - Alex Ratts":
https://www.imprensaoficial.com.br/downloads/pdf/projetossociais/eusouatlantica.pdf

Documentário ORI (1989) dirigido pela cineasta e socióloga Raquel Gerber:
https://drive.google.com/file/d/0B6sKtiGJ5542eHNMX3QwMDhBbVE/view

sábado, 20 de janeiro de 2018

Série: A História da Medicina - Vivien Thomas (filho de escravizados)

Série: A História da Medicina

Esse é Vivien Thomas, um dos principais nomes da história da cirurgia cardíaca, mesmo com pouco estudo formal, e nunca tendo pisado num curso de medicina, foi decisivo para o desenvolvimento de instrumentos e tratamentos  de doenças do coração, se notabilizou por ser um dos desenvolvedores do tratamento cardíaco para a "síndrome do bebê azul".
Vivien era filho de pessoas escravizadas, até os 18 anos realizava trabalho de carpintaria, nessa profissão inventou vários instrumentos para o melhor corte da madeira. Arrumou um emprego de zelador no laboratório do Dr. Alfred Blalock, fez amizade com o médico e começou, nas horas de folga, a observar as experiências do chefe com a dissecação de corpos de animais. Em pouco tempo, Vivien estava auxiliando Dr Blalock em pequenas cirurgias e experiências laboratoriais, junto ao pesquisador criou instrumentos que proporcionavam melhores cortes, virou braço direito do chefe e começou a juntar dinheiro para cursar medicina, durante a crise de 1929, viu o banco onde guardou toda sua poupança falir, Thomas ficou sem dinheiro. Ajudado pelo patrão conseguiu um emprego de auxiliar de cirurgia cardíaca no famoso "Hospital  Hopkins", mas sofreu grande preconceito dos médicos do local, visto que a classe era formada por maioria absoluta branca. Por ser negro foi contratado como faxineiro, se colocou a frente de algumas cirurgias e era constantemente consultado por alunos que faziam residência no hospital, nas horas vagas ficava na biblioteca do Hospital pesquisando os atlas do corpo humano e cardiologia.
Mas o brilho de Vivien tomou uma luz mais forte quando junto ao seu companheiro Dr Blalock realizaram a primeira cirurgia em um paciente com "síndrome do bebê azul", Vivien não pôde encostar no  paciente durante a cirurgia, mas em cima de um banquinho dava instruções para outros médicos participantes que ali operavam, o procedimento foi um sucesso. Em um período que o coração era um órgão quase intocável pela medicina, a dupla conseguiu avanços significativos na cirurgia  para a correção daTetralogia de Fallot, que matava muitos bebês anualmente.
Após a morte de Blalock em 1964, Vivien permaneceu no hospital por mais 15 anos, ainda com registro de faxineiro.Somente em 1976, Vivien foi condecorado com um título de Doutor Honorário. No entanto, por não possuir graduação em medicina, recebeu um título de Doutor em Direito. O Cirurgião também foi nomeado para o corpo docente da Johns Hopkins Medical School como Instrutor de Cirurgia. Por falta de condições econômicas nunca se formou em medicina, mas se construiu como um dos principais nomes da história da cardiologia.

Grande Vivien Thomas.

Texto - Joel Paviotti

sexta-feira, 30 de junho de 2017

Menina bonita do laço de fita

- Um curta:

Menina bonita do laço de fita

https://m.youtube.com/watch?v=HNmizIrjQKU

- Valciele tem um canal que discute a temática da Estética e Cultura da mulher negra. Em sua maioria, as pessoas que assistem são os alunos dela, crianças e adolescentes negros ou não. Procure no youtube. Valciele Mendes.

quinta-feira, 29 de junho de 2017

13 filmes que discutem racismo na educação


PUBLICADO DIA 20/11/2013

13 filmes que discutem racismo na educação

Consciência Negra. Dia em que se relembra a morte de Zumbi dos Palmares, líder de um quilombo, que lutou incessantemente pela libertação de escravos e por uma sociedade digna. Na perspectiva de discutir como ainda hoje o racismo está presente e como a luta do movimento negro permanece necessária na sociedade brasileira, o Centro de Referências em Educação Integral escolheu 13 filmes que tratam da temática no ambiente escolar ou na educação de forma geral. São histórias presentes que nos auxiliam a desvendar a origem dos preconceitos e dar mais passos para que o país possa vencê-los.
1. Escritores da Liberdade, Richard LaGravenese – EUA/ 2007
Uma nova professora chega a escola tentando mostrar aos estudantes que aquilo que trazem de casa os das ruas faz sentido também dentro da sala de aula. Problemáticas como racismo, desigualdade social e exclusão social dão o mote do filme. Baseado em fatos reais, o longa mostra como a professora Erin Grunwell transformou a relação de aprendizagem em uma escola dividida por tribos. Escola marcada pela resistência dos estudantes em lidar com as diferenças, é por meio da professora que a discussão de cor e raça é trazida para as atividades, que incluem escrever sobre a história de vida de cada um.
2. Vista a minha pele, Joel Zito Araújo & Dandara – BRA/2004
O vídeo ficcional-educativo traz em menos de 30 minutos uma paródia sobre como o racismo e o preconceito ainda são encontrados nas salas de aula do Brasil. Invertendo a ordem da história, o vídeo utiliza a ironia para trabalhar o assunto de forma educativa. Nele, negros aparecem como classe dominante e brancos como escravizados e a mídia só apresenta modelos negros como exemplo de beleza.
3. Cultura Negra – Resistência e identidade, Ricardo Malta – BRA/2009
O documentário, produzido pela da Comissão de Combate à Intolerância Religiosa (CCIR) e do Centro de Articulação de Populações Marginalizadas (CEAP), organizações sociais que combatem a intolerância religiosa e buscam por maior visibilidade da cultura negra. Um dos objetivos do vídeo é contribuir com o debate entorno da Lei nº10639/03, que torna obrigatório o ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e a inclusão, no calendário escolar, do dia 20 de novembro como Dia da Consciência Negra.
4. Olhos azuis, Jane Elliot- 1968/EUA
O documentário mostra como foi o trabalho desenvolvido pela educadora norte-americana Jane Elliot, que realizou atividades de conscientização tanto com crianças quanto com adultos brancos, em 1968. O vídeo mostra o processo de conscientização realizado durante as oficinas, no qual os brancos poderiam sentir a discriminação sofrida por negros.
5. Ao mestre com carinho, James Clavell, 1967/ EUA
Um engenheiro desempregado começa a lecionar em uma escola pública da periferia de Londres, formada por estudantes rebeldes e também racistas. Aos poucos, ganha a confiança, amizade e respeito dos alunos.
6. Mãos talentosas, Thomas Carter-2009/EUA
O filme conta a história de um menino pobre do Detroit. Desmotivado por tirar baixas notas na escola, era motivo de bullying de forma frequente. Incentivado a estudar pela mãe, que voltou a estudar já adulta, Ben Carson torna-se diretor do Centro de Neurologia Pediátrica do Hospital Universitário Johns Hopkins aos 33 anos, em Baltimore, EUA.
7. Encontrando Forrester, Gus Van Sant – 2000/ EUA
O filme trata sobre a história de Jamal, um adolescente do Bronx que vai estudar em uma escola de elite de Manhattan (EUA), mas continua sofrendo discriminação e preconceito por conta de sua cor. Com a ida, conhece o talentoso escritor William Forrester, que percebe seu talento para a escrita e o incentiva a prosseguir nessa área.
8. Mentes Perigosas, John N. Smith -1995/EUA
A professora Louanne Johnsonganhar dinheiro com artesanato entra em uma escola da periferia norte-americana e é hostilizada pelos alunos. Percebendo que seu método de ensino não está funcionando Louanne passa a se envolver mais com a diversidade cultural de seus estudantes e, assim, percebe melhor as dificuldades que passam.
9. Entre os muros da escola, Laurent Cantet – 2008/ França
François Marin atua como professor de língua francesa em uma escola de ensino médio, na periferia de Paris, composta por estudantes de diversos países da África, do Oriente Médio e da Ásia. Ele e seus colegas docentes tentam buscar diversas ações para ensinar os estudantes, mas ainda assim encontram dificuldades, dada as condições socioeconômicas em volta da unidade escolar.
10. Separados mas iguais, George Stevens Jr – 1991/ EUA
EUA
Baseado em fatos reais, Separados, mas iguais narra a disputa entre pais de alunos negros  e juízes do Condado de Claredon, na Carolina do Sul, no início dos anos 1950. Na época, as escolas separavam os alunos brancos, que claramente tinham acesso à educação de maior qualidade e acesso à verba para manter a estrutura das escolas. Um diretor da escola tem o pedido de um ônibus escolar negado e, com o apoio do pai de um de seus alunos, entra com processo contra o Estado, alegando a inconstitucionalidade na existência de escolas diferenciadas para negros e brancos.
11. Sarafina – o som da liberdade, Darrell Roodt – 1992/África do Sul
Com Whoopi Goldberg no papel principal, o filme conta a história de uma professora sul-africana que não aceita ver seus estudantes se sentindo diminuídos. Em um processo educativo permanente, ela ensina seus alunos negros a lutarem por seus direitos e compreenderem a sociedade em que vivem, não esquecendo que podem diariamente transformá-la.
12. Preciosa, Lee Daniels – 2009/EUA

O filme conta a trajetória de Claireece “Preciosa” Jones, uma garota negra que sofre diversas dificuldades. Quando criança, é abusada e violentada pelos pais. Cresce pobre e passa por uma série de discriminações por ser analfabeta e acima do peso. Após muita insistência pessoal e com a ajuda de uma educadora que muito acredita na sua possibilidade de mudança, Preciosa dá a volta por cima.
13. Alguém falou de racismo, Daniel Caetano – 2002/Brasil
O filme mistura trechos documentais e ficcionais para contar a história de um professor que decide provocar seus estudantes a pensarem sobre o preconceito racial e a construção da sociedade brasileira que sistematicamente segregou negros e brancos.



Fonte: EI
http://educacaointegral.org.br/reportagens/13-filmes-que-discutem-racismo-na-educacao/

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

quinta-feira, 28 de maio de 2015

Rio de Janeiro receberá 8º Encontro de Cinema "Negro"

Cinema "Negro"



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http://www.pordentrodaafrica.com/cultura/rio-de-janeiro-recebera-8o-encontro-de-cinema-negro"


Fonte: Por dentro da África

http://www.pordentrodaafrica.com/cultura/rio-de-janeiro-recebera-8o-encontro-de-cinema-negro

sábado, 17 de janeiro de 2015

Globeleza: "Mulata (!!!!) tipo exportação"

" “Penso que a relação ‘Mulher negra e Carnaval’ precisa ser problematizada, pois para além de ser uma festa cultural do Brasil, o Carnaval é também uma festa comercial e a ‘mulata tipo exportação’ é mais um item a ser comercializado”, afirma Oliveira. "
"Não encaro concursos de Misses de forma positiva em nenhum contexto”
" O fato é que falta representatividade para as mulheres negras na televisão e, mesmo quando aparecem, são colocadas em posições inferiorizadas, sem paridade ou protagonismo."

Fonte: Revista Forum
http://www.revistaforum.com.br/blog/2015/01/racismo-gente-ve-na-globo/


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Matéria na Íntegra:


Sempre que a vinheta carnavalesca da Globo é exibida na televisão, o Brasil reafirma sua herança racista e misógina. Ainda mais preocupante é que poucos parecem se incomodar com o racismo explícito
Por Jarid Arraes 
No Brasil, impera a ilusão de uma convivência racial harmoniosa, segundo a qual pessoas de diferentes cores e miscigenações conviveriam na mais perfeita paz, sem que suas características físicas jamais se tornassem alvo de discriminação. No entanto, esse discurso cai por terra facilmente: o racismo brasileiro está vivo e, de fato, é tão bem aceito na sociedade que questioná-lo soa como um ultraje. Um exemplo dessa realidade é a existência do Globeleza, quadro da Rede Globo que exibe mulheres negras – chamadas por eles de “mulatas” – no período do carnaval.
Não é difícil compreender onde mora o racismo do Globeleza: a Rede Globo seleciona somente mulheres negras para que representem a sexualidade do Carnaval, que, como sabemos, está relacionada ao sexo considerado “promíscuo”; ou seja, ano após ano, a mulher negra é associada a um objeto sexual descartável, que representa uma sexualidade compulsiva, sem que possua qualquer valor fora desse papel. Essa é uma mentalidade racista que existe desde os tempos de escravidão, quando mulheres negras escravizadas eram estupradas por homens brancos, que mantinham seus casamentos com mulheres brancas, mas usavam as negras de forma abusiva e violenta.
Sempre que a vinheta carnavalesca da Globo é exibida na televisão, o Brasil reafirma sua herança racista e misógina. Ainda mais preocupante é que poucos parecem se incomodar com o racismo explícito. É possível até ouvir posicionamentos moralistas, de pessoas que repudiam o quadro por seu conteúdo de nudez, mas dificilmente denunciarão a problemática racial e os prejuízos que a Globo vem causando às mulheres negras todos os anos.
As críticas feitas contra o Globeleza não são recentes. Tanto o movimento negro quanto o feminista já elaboraram teorias e protestos de longa data no constante esforço de eliminá-lo. Os estereótipos racistas e machistas, afinal, se repetem bastante. Toda a polêmica envolvendo o seriado Sexo e as Nêgas, de Miguel Falabella, é mais um exemplo do padrão racista da televisão brasileira, tão fortemente utilizado pela Rede Globo.
Eliane Oliveira, mestre em Ciências Sociais pela Universidade Estadual de Maringá (UEM) e membro do Núcleo de Estudos Interdisciplinares Afro-Brasileiros (NEIAB), é categórica em sua análise: o Globeleza e a série Sexo e as Nêgas repetem os mesmos papéis destinados às mulheres negras. “Uma permanência da relação com o sexual, com o exótico. É racismo e machismo misturado, me parece que não conseguem perceber nós negras para além da cama, um estigma colonial que não desaparece, que não é superado, os sinhôs e sinhás achando que a preta está ali para servir, a seu bel prazer”.

(Foto: Reprodução)
"Érika Moura, Nayara Justino e Valéria Valenssa: “Engana-se profundamente quem pensa que a posição de Globeleza só traz frutos positivos para a mulher escolhida” (Foto: Reprodução)"

Escolhida para a rejeição
Engana-se profundamente quem pensa que a posição de Globeleza só traz frutos positivos para a mulher escolhida. O caso de Nayara Justino, escolhida como Globeleza por voto popular pela programação da Globo, escancara a perversidade por trás desse quadro: Nayara foi eleita pelos telespectadores e foi coroada como musa do carnaval, mas logo passou a receber ataques e ofensas racistas, principalmente pela internet. O discurso repetido discriminava Nayara por ter a pele muito escura e não possuir traços faciais considerados delicados.
Por causa do racismo do público, a Rede Globo empurrou Nayara para a geladeira e fez de tudo para escondê-la, o que a levou a cair em depressão. Para 2015, a Globo elegeu uma nova “mulata”: a paulista Erika Moura, que tem a pele mais clara e a aparência física mais próxima do padrão negro que a emissora permite ser mostrado em sua telinha. “A Erika é linda e pelo que sei, a seleção foi feita dentro das escolas de samba. A Nayara também é linda e foi escolhida pelo voto popular. A meu ver, o problema está na padronização ou estereotipia da mulher negra aceitável para a tela da TV. Ou seja, tem negra que pode e negra que não pode. Alguém com os traços marcadamente negros, tom de pele mais escuro, lábios grossos e nariz redondo não passa pelo crivo racista do público brasileiro”, explica Oliveira.
Segundo Oliveira, tanto Erika quanto Nayara são mulheres negras e lindas, sem que uma seja mais ou menos bela que a outra – o problema é a tentativa da emissora de embranquecer a beleza negra para aproximá-la do padrão europeu. “Basta ver como anunciam a nova escolhida: ‘uma morena linda’”, exemplifica. Ela ainda explica que o padrão racial da Globo é o padrão racial dos brasileiros, que parecem não entender que 50% da população do país é negra. “A impressão que tenho é de que nós não existimos como telespectadores nem como consumidores, não precisamos nos ver representados, pois apenas o desejo, o gosto, o dinheiro do branco é que conta. Vivemos essa falácia de branqueamento há séculos e não conseguimos nos livrar desse ranço, o colorismo é a herança que parece não ter fim”, lamenta.
A situação é complexa e difícil, sobretudo quando colocamos na berlinda a saúde psicológica de mulheres como Nayara Justino. Em poucos meses, a mulher que foi aclamada e aplaudida pelo público pode se tornar o alvo de chacota do país, mas ao final ainda terá de agradecer pela oportunidade concedida. Essa é uma lógica cruel, mas naturalizada. No entanto, é fundamental não se deixar ludibriar, porque não existe lado positivo no racismo e na objetificação sexual. O espaço concedido, quando construído sobre preconceito racial, pode desmoronar muito rapidamente. Mas como resolver o problema? Como lutar contra a gigante midiática e a relação de dependência que a emissora impõe aos artistas negros?
“Penso que a relação ‘Mulher negra e Carnaval’ precisa ser problematizada, pois para além de ser uma festa cultural do Brasil, o Carnaval é também uma festa comercial e a ‘mulata tipo exportação’ é mais um item a ser comercializado”, afirma Oliveira. A mulata, nesse contexto, seria a personificação da exotificação e objetificação da mulher negra. “Amo as passistas, o samba no pé, o cuidado com o corpo e a dedicação à comunidade, mas questiono por que essas mulheres não têm o mesmo destaque midiático que têm as globais que ocupam os postos de destaque nos desfiles, por exemplo”, contesta.
elianeoliveira
Eliane Oliveira, mestre em Ciências Sociais, defende o fim do quadro “Globeleza”: “É racismo e machismo misturado” (Foto: Arquivo pessoal)
E as brancas?
Algumas pessoas pontuam que, apesar das duras críticas ao Globeleza, concursos com mulheres brancas, como o Miss Universo, não sofrem os mesmos protestos. Mas isso não passa de um engano, baseado na mais pura ignorância. O movimento feminista aponta, sim, o sexismo existente em concursos de beleza voltados para mulheres brancas. De fato, o Globeleza parece ser a única disputa entre negras que recebe algum destaque, já que em todas as outras competições femininas as mulheres brancas são absoluta maioria. Até mesmo na Bahia, o estado brasileiro com a maior população negra, já houve polêmicas devido à ausência de candidatas negras na seleção para o Miss Brasil.
É importante lembrar que diversas feministas negras, tais como Eliane Oliveira, não enxergam a inclusão das mulheres negras como uma solução definitiva para o problema. “Não encaro concursos de Misses de forma positiva em nenhum contexto”, salienta. “Acho esse tipo de coisa uma aberração. Qual a explicação racional para mulheres disputarem entre si quem é mais bonita? Meu feminismo não me deixa enxergar lógica numa situação em que mulheres batalhem entre si por um posto que é totalmente ilusório; beleza é subjetiva, o gosto é socialmente construído.”
Mas a exclusão das mulheres negras de concursos como o Miss Brasil tem ramificações e consequências; são resultados que explicam o Globeleza, já que essa é uma das únicas oportunidades para que as mulheres negras possam ser avaliadas como belas, ainda que de forma machista e distorcida. “O Globeleza, na minha opinião, é algo que já deveria ter desaparecido da televisão há muito tempo. Mas, ao invés disso, por termos no Brasil uma mídia seletiva e uma sociedade racista, esse é um dos poucos espaços de destaque que a mulher negra ainda consegue disputar na TV. Entendo que muitas moças almejem tal posto; afinal, quais as outras possibilidades que elas possuem na TV, ser atriz e fazer papeis subalternos?”, analisa. O fato é que falta representatividade para as mulheres negras na televisão e, mesmo quando aparecem, são colocadas em posições inferiorizadas, sem paridade ou protagonismo.
O caminho rumo à paridade é longo, mas algumas estratégias simples, porém incisivas, são sugeridas pela intelectual, que acredita que o Globeleza deve acabar. “Por qual motivo a Globo tem que ter uma musa do carnaval? Penso que quem deve ter musa são as agremiações que trabalham o ano todo para isso, e que, provavelmente, devem ter critérios de escolha que não apenas a beleza física”, considera. “O papel da emissora se resumiria a dar destaque às moças, mas por que será que não é assim? Podem me dizer que a escolhida para tal posto também acaba se beneficiando, mas acho que se não houver outros espaços para onde ela possa crescer, do estrelato para o anonimato é uma queda vertiginosa. Basta ver o que aconteceu com a belíssima Valéria Valenssa: depois de mais de dez anos como Globeleza, desapareceu da mídia e, pelo que li, entrou em depressão por ter perdido o posto de forma abrupta. Não era atriz, vivia do título, quando perdeu o posto teve que lidar com a distância dos holofotes. Sinceramente, não vejo nada de benéfico nessa situação.”
O carnaval está chegando; a Globeleza samba na televisão brasileira e mais uma vez aquelas que lutam contra o racismo recebem a hostilidade dos que se recusam a questionar os padrões. No Brasil, infelizmente o racismo machista ainda é considerado entretenimento. Na tela da TV, no meio desse povo, racismo a gente vê na Globo.
(Foto de capa: Reprodução/TV Globo)

Modas dos Cabelos da mulher negra

Vídeo mostrando cabelos de mulheres negras por época.

Vídeo no facebook: https://www.facebook.com/video.php?v=402108233285403&set=vb.367923646703862&type=2&theater


"100 Years of Beauty: Marshay

Time lapse of a model getting her hair and makeup done to match every decade from 1910 to 2010. Which decade is your favorite?

Credits:
Produced, Directed, and Edited by:http://www.cut.com/

Talent
Marshay Mitchell (http://www.tcmmodels.com/portfolio.as...)

Crew
Juel Bergholm - Hair looks 1-8 (http://www.salonjuel.com/)
Lisa Margaret Corr - Makeup looks 1-8 (About.me/lcorr | www.lisamargaretcorr.com)
Shyn Midili - Hair & Makeup looks 9-11 (www.freakishlybeautiful.com)
Malissa Martin - Hair looks 9-11 (http://www.allonlocationhairstyling.com/)
Jamie Ulrich - Assistant

Music:
Face - Jupyter
marmosetmusic.com

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Fonte: Cut
https://www.facebook.com/video.php?v=402108233285403&set=vb.367923646703862&type=2&theater

sábado, 10 de janeiro de 2015

Projeto Turista Aprendiz

Projeto Turista Aprendiz

http://turistaaprendiz.com/projeto/


PROJETO:

Em sua primeira edição (2014), Turista Aprendiz oferece 4 Oficinas a 100 jovens cariocas nas Bibliotecas Parque do Complexo do Alemão, Rocinha e Manguinhos e Biblioteca Pública do Estado (BPE). Inspirado na obra de Mário de Andrade (O Turista Aprendiz: viagens etnográficas), as Oficinas têm como objetivo ampliar a visão dos alunos sobre o mundo e sobre si por meio de encontros que envolvem leituras, criação literária, deslocamentos e exercícios do olhar antropológico.

As leituras consistem predominantemente em crônicas, contos, etnografias/diários de campo e poesias que dialoguem com o universo do jovem e das regiões/culturas percorridas no projeto. A criação ocorre durante e após os deslocamentos (em sala de aula) e é desenvolvida em casa. Ao longo da formação, os alunos produzirão textos com foco nos gêneros estudados.

As viagens se configuram não apenas no conhecimento de novos lugares e patrimônios culturais, mas na possibilidade de gerar experiências que instiguem o olhar, ou mesmo certo estranhamento. Esta sensação de incômodo – mas agradável incômodo – é, antes de tudo, uma vontade de saber mais, de se deparar com situações já consagradas como óbvias, familiares e naturais e se questionar, inquietar-se, abrindo espaço para uma postura crítica, investigativa e criativa diante do mundo. O encontro da Antropologia com o turista aprendiz se dá justamente a partir desta provocação, contribuindo para refletir sobre sua forma de criar e interagir com o mundo.

Deste convívio com diferentes realidades e literaturas e da prática de narrar sobre elas e sobre si, o aluno é convidado a se descobrir como autor.


 COMO FUNCIONA?

A Oficina organiza-se em dois momentos.
O primeiro tem duração de 4 meses e contempla 25 alunos por turma em 2 encontros semanais: 7 aulas em campo na cidade do Rio de Janeiro; 3 viagens de final de semana a municípios do interior do estado RJ; e 22 aulas em sala.
Cada aula tem duração de 4 horas.
Ao final do curso, os alunos têm seus melhores textos publicados em uma revista digital.

No segundo momento, são selecionados 5 alunos de cada turma para participar de uma formação continuada, que inclui viagem de 10 dias para estados do centro-oeste, norte e/ou nordeste do Brasil e 5 encontros pedagógicos para orientar a produção de um texto a ser publicado em livro depois da viagem.
Ao final do curso, os alunos têm seus textos publicados em um livro, a ser lançado na cidade do Rio.


O QUE ACONTECE NA OFICINA?

- Leitura de autores de diferentes regiões do Brasil e momentos históricos: contos, crônicas, poesias, romances, cartas, entre outras narrativas (como filmes, músicas e imagens).

- Aulas e debates sobre culturas, territórios e deslocamentos com base em conceitos das Ciências Sociais.

- Vivências pela cidade, estado e país: hospedagem solidária – intercâmbio com a população local, experiência em diferentes meios de transporte, acesso a patrimônios culturais e naturais

- Criação de textos: contos, crônicas, poesias, entre outros gêneros que interessar ao aluno.

- Análise e discussão dos textos criados pela turma.

- Orientação para criação de texto para publicação em Livro.


BENEFÍCIOS

Além da gratuidade das aulas, os meios de transporte, hospedagem e alimentação durante os deslocamentos são custeados pelo Projeto.

Cada aluno recebe também tablet, caderno e colchonete para uso durante o curso, os quais são ao final doados aos concluintes.


O QUE DIVIDIMOS COM O PÚBLICO

O projeto resulta na publicação de duas revistas digitais e um livro, com textos e fotos produzidos pelos viajantes.

terça-feira, 23 de dezembro de 2014

"Não foi à toa que Adélia Prado disse que “erótica é a alma”. Enganam-se aqueles que pensam que erótico é o corpo. O corpo só é erótico pelos mundos que andam nele. A erótica não caminha segundo as direções da carne. Ela vive nos interstícios das palavras. Não existe amor que resista a um corpo vazio de fantasias. Um corpo vazio de fantasias é um instrumento mudo, do qual não sai melodia alguma. Por isso, Nietzsche disse que só existe uma pergunta a ser feita quando se pretende casar [se relacionar seriamente por muito tempo]: “continuarei a ter prazer em conversar com esta pessoa daqui a 30 anos?"

Rubem Alves

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Faça pose!















Fonte: Depressiva da Depressão
https://www.facebook.com/DepressivaDaDepressao/photos/a.415067751870047.89588.415051308538358/782127481830737/?type=1&theater






Fonte: Quer Café?
https://www.facebook.com/quercafe/photos/a.480793065274802.107485.177537108933734/604595866227854/?type=1&theater


Viagem, cegueira, infacilidade!







"O Amor é cego
e eu gosto
demasiado
de te ouvir"

Fonte: Os Poetas da Rua
https://www.facebook.com/OsPoetasDaRua/photos/a.380683598664339.79962.380675661998466/700005716732124/?type=1&theater







"Nós trabalhamos pra viajar."

Fonte: Tô Longe de Casa
https://www.facebook.com/ToLongeDeCasa/photos/a.461504033870385.107938.461376860549769/853785194642265/?type=1&theater










Aé pó!



Fonte: Aécio Trakina
https://www.facebook.com/Aeciotrakina/photos/a.591251151003628.1073741828.591250111003732/593518740776869/?type=1&theater





Maloca querida!

A gente nasce artista, né? Aí vai encaretando...




Desabandono
Nada como compartilhar o contrário dos abandonos.
Tem quem precise sofrer. Tem quem só saiba sofrer. Sofrer é um tipo de egoísmo.
E tem quem, qndo falta luz, aprende a gostar do escuro.







Somos várias. Dentre tantas, ainda sim, precisamos ser tanto outras pessoas.



Hierarquia (fajuta): 
quando alguém pode gritar com os outros e os outros não podem gritar com alguém.








Da´mar!

Presente do dia! 
Da'mar!
Realmente, não vejo o amor na ordem do dia. É algo culturalmente só relegado aos românticos. Quero viver em outro lugar q me ensine mais a amar. Aprender mt sozinha n é bom.
O amor, tá mais do q comprovado por quem tentou, se for deixado pra ser algo ideal, nunca vai se realizar! Como todo ideal q não se realiza, o amor é uma disposição q vai além do cansaço.
Não dá pra amar nada sozinha assim como não é amor só se não tiver fim. Amar é essa inifinita tentativa sempre q possível, um mar de relações. As vezes, até parece q vc n sente nada. Depois recobra a inconsciência q te faz fazer parte de todas as coisas q não são como vc imagina.
Uma prática q torna a vida mais gostosa é falar d filhos, de problemas, d política... com amor. Do contrário somos mt cruéis e a razão destrói a intuição!
"O amor requer decisão". Vc n vai amar o tempo todo, mas pode amar mt mais se praticá-lo. Construir uma prática de amor não é fácil. Tb pode gerar raiva e frustração, mas só por vc saber aonde quer chegar. E a vitória vai vindo aos poucos, com as horas q se perde e se recobra.

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Texto presenteado por Tulane P.!! :)

Do amor
“Observo nas conversas que tenho tido, nas pessoas ao meu redor, que elas não colocam o amor na pauta do dia de suas vidas. Não falo de ter ou não um relacionamento: falo de ter um amor. Para elas, independentemente de terem ou não um parceiro, o amor não é uma realidade concreta. O que eu quero dizer com isso? Que elas têm o amor como algo que só existe no pensamento, como uma realidade abstrata, difusa, como um número, um objeto geométrico, como falar da origem do universo ou de estrelas que brilham no céu, mas deixaram de existir há anos luz. Algo irremediavelmente perdido num passado mítico do qual trazem alguma lembrança, ou guardado a sete chaves num futuro que anseiam chegar logo, mas temem nunca chegar. E não chega mesmo: o próprio do futuro é estar sempre por vir.
O paradoxal nisso tudo é que, mais ou menos explicitamente, todo mundo busca um amor, ou diz buscar, diz querer. O problema, dizem as pessoas, é que não encontram. O problema vem do outro, da ausência desse outro, da sorte, da má sorte. E seguem falando de trabalho, de política, de filhos, de problemas, de coisas interessantes – outras menos interessantes, outras tantas chatas – de dinheiro – ou da falta de – de aquecimento global, de vulcões, de greve disso, de greve daquilo, de feio, de bonito, de dieta, de malhação. E de amor? Amor só em filme, livro e olhe lá! Pois amor não é coisa real, é fantasia, como carnaval. Brincadeira, passatempo, quando se tem tempo. E como nunca sobre tempo: “deixa rolar, paciência... fazer o quê?”
Tudo, menos esperar. Esperar ter tempo para amar, que perda de tempo! O amor não requer espera, requer decisão. Decisão e comprometimento. Não há que se esperar para amar, há que se determinar a amar, a dar amor ao tempo, isso sim, dar todo amor a todo tempo. Começando agora, já. Nada de deixar rolar, de depois, amanhã, quando houver tempo. O presente é o único tempo que existe. E ele está a espera de que o preenchamos com amor. Aí, ele para de correr e passa a fazer sentido. Quem diz buscar, querer o amor, deve antes de tudo se perguntar: o que eu estou fazendo ao longo dos meus dias para tornar o amor presente?
Perguntam-me: “Como vai? O que você tem feito?” Eu respondo: “Estou amando”. Isso causa uma surpresa desconcertante, um sorriso meio indiferente, como se o amor não tivesse lugar na vida real, não se encaixasse em nenhuma hora útil do dia. Mais do que isso, como se amar não fosse um fazer, um cuidar, um viver. “Como uma criatura, com tantas coisas e problemas no mundo, diz que amar é o que ela tem feito?”. E riem-se, mais ou menos ironicamente, disfarçadamente. Na verdade, disfarçam o profundo vazio da falta de amor em suas vidas, com pretensa seriedade e aparente indiferença. Como se houvesse verdadeiramente valor para além do amor, para além do afeto.
Pois eu digo: nada mais sério e digno de cuidado, sem amor, dramático o existir! “Resolvi dar um tempo no amor, cuidar mais de mim”, confidenciou-me um amigo. Como se o amor e o cuidado de si se excluíssem, como se houvesse algum si para além do amar.
Como se amar fosse à parte. Uma parte. Não é. Fora do amor, se é?
Amar faz ser. Amor é o todo, pois de tudo é o sentido. Não é parte, nem à parte.
É o ser inteiro em ação, a exclamar como o Sol: agora, sim, eu vivo, eu vivo, eu vivo!”
(Diário de um analisando em Paris, p.131)

SP libera uso de canabidiol para tratamento de epilepsia em crianças


SP libera uso de canabidiol para tratamento de epilepsia em crianças

Em tempos de debates sobre a legalização da maconha, o Conselho Regional de Medicina de São Paulo, o CREMESP, tomou a iniciativa de regulamentar a prescrição do canabidiol, um componente da planta Cannabis sativa, a maconha, para o tratamento de crianças que sofrem de epilepsia.
A resolução nº 268/2014 permite que a substância seja utilizada no tratamento de epilepsias mioclônicas graves que não apresentem melhoras expressivas com o uso da medicação existente.  A eficácia do uso do canabidiol ainda é alvo de estudos, embora saiba-se que o componente não induz efeitos psicóticos ou riscos ao desenvolvimento cognitivo.
O uso do canabidiol, procedimento restrito e excepcional, ainda não tem registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária, a ANVISA. Por isso, o medicamento deve ser importado mediante prescrição e laudo médico.
O uso terapêutico da maconha tem sido alvo de extensos estudos e debates nos últimos anos e a legalização e regulamentação de componentes como o canabidiol podem ajudar milhares de pessoas. O tema é abordado no documentário Ilegal, de Raphael Erischen e Tarso Araujo, que conta a história de Katiele Bortoli, mãe de Anny, 5 anos, que sofre de epilepsia e que precisa da substância para sobreviver. Falamos da história delas aqui.
Documentário – Ilegal

Vídeo:
https://www.youtube.com/watch?v=CtJJ1pzMKxs


Fonte: Hypeness
http://www.hypeness.com.br/2014/10/sao-paulo-libera-uso-de-componente-da-maconha-para-tratamento-de-epilepsia/