Sobre o vídeo veiculado pela Jout Jout sobre A parte que falta".
"Não há partes que faltam.
Não há falta!
_______________________________
Essa semana um vídeo ganhou grande notoriedade nas redes sociais um vídeo da youtuber Jout Jout Prazer sobre o livro A parte que falta do americano Shel Silverstein.
O vídeo está entre os mais vistos da semana com quase 3 milhões de visualização no youtube.
https://www.youtube.com/watch?v=GFuNTV-hi9M
O vídeo tem uma beleza singular e traz em sua linguagem simples uma história que nos pôs a pensar.
No entanto, cabe-nos pensá-lo de outra maneira. Não como simples discordância, mas como forma de ampliar as maneiras de ver a situação.
Partimos do pressuposto de que não há falta, que nada falta ao desejo.
Diferentemente de algumas linhas psicológicas e psicanalíticas que dizem que a falta nos constitui, que somos movidos pela falta.
Ou como diz o vídeo: a vida como uma "grande preencheção e despreencheção de buraquinhos"
Há dois casos:
Uma suposição de que há uma completude e que nesse sentido, a falta precisa preenchida para alcançar essa completude. Nesse sentido, o vídeo é bem oportuno em combater a ideia de completude.
No entanto, o contra-argumento dado é que sempre vai faltar, que sempre viveremos sempre preenchendo, despreenchendo.
Todavia, partimos da ideia de que não há nem ideia de completude, nem falta a nos mover.
Nosso desejo é movido pela produção incessante de realidades.
Nosso inconsciente não é uma região cheia de buraquinhos...
Não há relação desejo-objeto. O desejo a objetos é uma grande ilusão que nos coloca sempre numa posição do negativo, daquele que precisa de algo ou alguém para preencher.
No entanto, vemos à luz de Nietzsche-Guattari-Deleuze de uma outra maneira.
Nosso inconsciente é como uma usina que sempre quer produzir maneiras de existir, independente de falta, de objetos: lidos como ilusão que obstaculariza a expandir nossa potência, por crermos numa dívida inalcançável que sempre nos paralisa com a impressão de: "Falta algo", "Falta alguém"
Visões que sempre nos colocam numa condição de afastamento de nossa potência.
Nossa potência sempre se expande, a não ser que algo busque impedi-la. Algo como a ilusão de falta.
O psicólogo da youtuber a disse que ela tinha "um problema com a falta", no entanto o problema é a FALTA. A produção de ilusão de falta na subjetividade, para que sempre se tenha uma dívida. Como ocorria com os padres e hoje ocorre com os saberes psi.
Nossa subjetividade é constituída pela multiplicidade. Coexistem em nós diversas maneiras de ser.
O que nos move não é a falta e sim o DEVIR.
Não a busca por preencher!
Mas o movimento de sempre tornar-se múltiplo, de expandir nossa potência de existir.
Onde os encontros podem aumentar nossa potência ou reduzi-la. Mas que não PRECISAMOS do OUTRO para nos preencher.
Dessa forma, não vemos a falta como um motor, mas como um impedimento do movimento de nossa potência sempre produzir a multipliSIdade."
Fonte: Esquizografias (Face)
https://m.facebook.com/story.php?story_fbid=1818923214793336&id=997150653637267
o sol no cafofo! Rodo cotidiano, Rabiscos voadores... As anotações mais urgentes e mais tortas pelo tempo! "Eu sempre espero uma coisa nova de mim, eu sou um frisson de espera - algo está sempre vindo de mim ou fora de mim." C.
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quarta-feira, 7 de março de 2018
Oração não substitui ação - Natally
"Eu verdadeiramente acredito na força transformadora das orações, das preces, das rezas, dos passes, dos mantras. Mas, em determinados contextos, apenas "orar" não basta. A situação dos refugiados da Síria, por exemplo, é o resultado de uma guerra civil. E é importante a gente saber que a situação desses refugiados piora com o fortalecimento da extrema direita no mundo. O discurso da extrema direita promove o ódio às minorias e o ódio aos estrangeiros. Por isso, penso que além das nossas preces, precisamos nos posicionar politicamente dizendo NÃO à extrema direita. Aqui no Brasil temos falsos "mitos" defendendo exatamente esses tipos de discursos de ódio. Por isso, se acreditamos em uma cultura de paz e se queremos um futuro melhor para as próximas gerações não podemos deixar que o ódio institucional continue ganhando poder."
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Natally C.
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Natally C.
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Religião,
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sábado, 20 de janeiro de 2018
Nação Zumbi - Computadores fazem arte
"Computadores fazem arte
Artistas fazem dinheiro
Computadores avançam
Artistas pegam carona
Cientistas criam o novo
Artistas levam a fama"
Polêmico...
Artistas fazem dinheiro
Computadores avançam
Artistas pegam carona
Cientistas criam o novo
Artistas levam a fama"
Polêmico...
Campanha contra selfies e vídeos de acidentes nas estradas
"Já precisou dessa lei?
Acidentes sempre chamam a atenção. É uma paixão pela desgraça. Não tem por que atrapalhar uma cena dessas se vc n pode ajudar.
Quando uma pessoa caiu de um prédio de muitos andares do outro lado da rua em que eu estava tomando alguma coisa, eu tive q ver essa cena de curtir a tragédia. O garçom saiu do bar em que eu estava, tirou uma foto da situação e voltou rindo. Tive q reorganizar cada cena forte da minha vida na cabeça pra me dar forças pra agir naquela hora sem perder o controle. RS Porque o primeiro sentimento que vem é de uma revolta muito grande. E parece que toda exaltação é um descontrole, mas não é.
Claro q educadamente tentei resolver e nada aconteceu. Eu queria q o cara apagasse a foto do celular dele. Sou louca? Loucura não é demérito.
Anunciei que me exaltaria e me exaltei como quem cumpre uma promessa infeliz. Fiz o barraco. Uma cliente veio me ofender pra registrar sua carteirinha de fã com o dono do bar. Falei pra ela q ela nem sabia o q estava acontecendo e já tinha tomado um partido. É incrível mesmo o q as pessoas fazem com a própria dignidade. Expliquei o ocorrido tb.
Por fim o dono fez o garçom apagar, mas nunca vou saber se apagou mesmo. Só sei q ele vai disfarçar melhor da próxima vez q for querer tirar foto de desgraça.
Não podendo contar com o bom senso, precisamos de lei até pra isso."
S.
_______
"Campanha contra selfies e vídeos de acidentes nas estradas viraliza na Alemanha"
Link do vídeo:
https://m.facebook.com/story.php?story_fbid=1625574467501386&id=100001465467046
Acidentes sempre chamam a atenção. É uma paixão pela desgraça. Não tem por que atrapalhar uma cena dessas se vc n pode ajudar.
Quando uma pessoa caiu de um prédio de muitos andares do outro lado da rua em que eu estava tomando alguma coisa, eu tive q ver essa cena de curtir a tragédia. O garçom saiu do bar em que eu estava, tirou uma foto da situação e voltou rindo. Tive q reorganizar cada cena forte da minha vida na cabeça pra me dar forças pra agir naquela hora sem perder o controle. RS Porque o primeiro sentimento que vem é de uma revolta muito grande. E parece que toda exaltação é um descontrole, mas não é.
Claro q educadamente tentei resolver e nada aconteceu. Eu queria q o cara apagasse a foto do celular dele. Sou louca? Loucura não é demérito.
Anunciei que me exaltaria e me exaltei como quem cumpre uma promessa infeliz. Fiz o barraco. Uma cliente veio me ofender pra registrar sua carteirinha de fã com o dono do bar. Falei pra ela q ela nem sabia o q estava acontecendo e já tinha tomado um partido. É incrível mesmo o q as pessoas fazem com a própria dignidade. Expliquei o ocorrido tb.
Por fim o dono fez o garçom apagar, mas nunca vou saber se apagou mesmo. Só sei q ele vai disfarçar melhor da próxima vez q for querer tirar foto de desgraça.
Não podendo contar com o bom senso, precisamos de lei até pra isso."
S.
_______
"Campanha contra selfies e vídeos de acidentes nas estradas viraliza na Alemanha"
Link do vídeo:
https://m.facebook.com/story.php?story_fbid=1625574467501386&id=100001465467046
Policial Civil demonstra que Jair Bolsonaro é o maior embuste
Policial querendo fazer greve e ainda querendo apoio... É uma contradição em cima da outra. Mas pra quem acha que aí o Bolsonaro apoiaria já q o principal discurso conservador dele é o da suposta segurança pública, tá claro que não vai ficar ao lado do trabalhador nenhum. Nem do policial q faz greve. Rs
"Policial Civil demonstra que Jair Bolsonaro é o maior embuste quando fala em segurança pública.
Onde ele estava quando os policiais foram ameaçados de prisão por reivindicarem o seu salário?"
Link do vídeo:
https://m.facebook.com/story.php?story_fbid=2071721389728799&id=1748432292057712
"Policial Civil demonstra que Jair Bolsonaro é o maior embuste quando fala em segurança pública.
Onde ele estava quando os policiais foram ameaçados de prisão por reivindicarem o seu salário?"
Link do vídeo:
https://m.facebook.com/story.php?story_fbid=2071721389728799&id=1748432292057712
quinta-feira, 29 de junho de 2017
O tabu do sexo - masculino
O tabu do sexo - masculino
- QUEM É O SABIDÃO AQUI?
Embora a mulher seja criada de forma a reprimir sua sexualidade tendo sempre que ser o lado sensível, PORÉM controlado da situação desejante, são os homens que mal falam sobre sexo, mesmo que isso seja uma prática tão incentivada pra eles. Não concluí isso sozinha. Um amigo afirmou e eu passei a observar.
Ao tentar acessar o mundo masculino vejo que os homens parecem só saber falar de si e não de homens em geral, o que denotaria uma falta de troca de experiências ou de dicas com seus amigos ou algo do tipo. Será que um dia vamos saber o que há? Rs Me parece que eles talvez fiquem no raso mesmo de suas histórias, só contando vantagem, predominando um silêncio no quesito INTIMIDADE, APRENDIZADO, DESEJO, como fazer, como fazer melhor, não sei. Com as amigas encontro mais facilidade de diálogo. Com os amigos também, uma vez que falam comigo como mulher e eu quero saber. Com as colegas religiosas já começa o tabu, tornando as conversas mais rasas. Agora os homens entre eles...
Terá parado o mundo masculino naquela grande cena de filme (B) pornô desde a adolescência? Ou, para os religiosos ou mais românticos, talvez, o sexo seja algo a só ser falado e praticado com uma companheira? Não acho que essa ideia seja a mais comum posto que também no meio religioso as ideias de "natureza masculina" são muito permissivas com os homens, podendo, muitas vezes, eles não se manterem virgens.
- SEXO É BOM?
Vejo, então, homens e mulheres falarem de sexo como se fosse algo automaticamente bom. Como quem chega com uma notícia muito óbvia e completamente boa ao dizerem apenas "transei ontem" (sendo educada agora, rs) seguido de um riso e ... ponto. Está certo que tendemos a fazer isso com muitas histórias.
Quando contamos uma viagem pras amizades, no conforto da casa deles ou comendo algo na rua queremos dar ênfase aos bons momentos. Mas até nessas felizes horas banais a gente não compartilha dicas e roteiros? RS Temos tantos manuais e propaganda pra ir mais longe nesses planos. Quando se trata justamente de SEXO, assunto que:
. a gente não tem na escola;
. ouve pouco em casa a nível de detalhe;
. que a gente tem tanto material deturpado na Internet voltado apenas para um tipo de prazer masculino e mais violento ...
... a gente fala quando sobre isso? Nunca? Ou "só com uma pessoa"?
E se essa pessoa for ABUSIVA? Qual a nossa chance de fugir disso ao invés de naturalizar ela devido a aposta romântica de que "tenho que partilhar apenas com uma desse desejo e das minhas ideias"?
Falar também já mexe com gente. Há quem sinta o corpo, o pecado, consumir só através das palavras. Êta, fogo! Seria essa também mais uma razão pro silêncio? Pra muita gente pode ser assim. Mas eu acho que não. Que:
... temos que aprender até a falar senão, como FAZER????????
Vejo o quão interessante são as praias nudistas nesse sentido. Querem que seja possível olhar o corpo NU com ... NATURALIDADE. É, tipo, na nossa era super tecnológica relançar a máquina fotográfica que tem q revelar o filme de novo, tornando as fotos imprevisíveis uma surpresa... coisa, na real, antiga. RS
"Um museu de grandes novidades"!
Nada como um marketing ruim pra roubar a naturalidade do nosso corpo e de falar sobre ele e usá-lo mais além da vida. Olha como vira uma ousadia a pobre da mulher sair com seus peitinhos miúdos A MOSTRA (ainda que sob a blusa, rs) MAS (TCHARAM) SEM SUTIÃ. Que tipo de escândalo é esse que a gente cria? Que lerdeza de viver!
Olha como a pornização do sexo provoca o silêncio das trocas íntimas a nível de ideias mesmo, com amizades. Por fim, despotencializa o corpo. O corpo que podia ir se tecendo e se tentando nessas falas. Rs Como objetifica o corpo das mulheres (danadenhas) aprisionando eles apenas no pornô do desejo, onde o peito é obrigado a se esconder atrás do bojo senão fica indelicado (que ironia, o tão delicado da menina).
- AS DORES DO SEXO
E como isso tudo esconde também as DORES do sexo.
As dores do sexo principalmente quando voltados pras pessoas erradas.
As dores do sexo causadas pelas situações limites que as pessoas acabam por não saber interferir porque não sabem falar... Não foram ensinadas. Não aprenderam. Não sabem reagir. Preferem, assim, fingir que não vêem.
Podemos, assim, nesse silêncio violento, perder a oportunidade de conhecer a gente, o outro e a capacidade de proteger muita todo mundo.
Sem q a intimidade seja um risco podemos ser boas , ser bons de verdade.
S.
- QUEM É O SABIDÃO AQUI?
Embora a mulher seja criada de forma a reprimir sua sexualidade tendo sempre que ser o lado sensível, PORÉM controlado da situação desejante, são os homens que mal falam sobre sexo, mesmo que isso seja uma prática tão incentivada pra eles. Não concluí isso sozinha. Um amigo afirmou e eu passei a observar.
Ao tentar acessar o mundo masculino vejo que os homens parecem só saber falar de si e não de homens em geral, o que denotaria uma falta de troca de experiências ou de dicas com seus amigos ou algo do tipo. Será que um dia vamos saber o que há? Rs Me parece que eles talvez fiquem no raso mesmo de suas histórias, só contando vantagem, predominando um silêncio no quesito INTIMIDADE, APRENDIZADO, DESEJO, como fazer, como fazer melhor, não sei. Com as amigas encontro mais facilidade de diálogo. Com os amigos também, uma vez que falam comigo como mulher e eu quero saber. Com as colegas religiosas já começa o tabu, tornando as conversas mais rasas. Agora os homens entre eles...
Terá parado o mundo masculino naquela grande cena de filme (B) pornô desde a adolescência? Ou, para os religiosos ou mais românticos, talvez, o sexo seja algo a só ser falado e praticado com uma companheira? Não acho que essa ideia seja a mais comum posto que também no meio religioso as ideias de "natureza masculina" são muito permissivas com os homens, podendo, muitas vezes, eles não se manterem virgens.
- SEXO É BOM?
Vejo, então, homens e mulheres falarem de sexo como se fosse algo automaticamente bom. Como quem chega com uma notícia muito óbvia e completamente boa ao dizerem apenas "transei ontem" (sendo educada agora, rs) seguido de um riso e ... ponto. Está certo que tendemos a fazer isso com muitas histórias.
Quando contamos uma viagem pras amizades, no conforto da casa deles ou comendo algo na rua queremos dar ênfase aos bons momentos. Mas até nessas felizes horas banais a gente não compartilha dicas e roteiros? RS Temos tantos manuais e propaganda pra ir mais longe nesses planos. Quando se trata justamente de SEXO, assunto que:
. a gente não tem na escola;
. ouve pouco em casa a nível de detalhe;
. que a gente tem tanto material deturpado na Internet voltado apenas para um tipo de prazer masculino e mais violento ...
... a gente fala quando sobre isso? Nunca? Ou "só com uma pessoa"?
E se essa pessoa for ABUSIVA? Qual a nossa chance de fugir disso ao invés de naturalizar ela devido a aposta romântica de que "tenho que partilhar apenas com uma desse desejo e das minhas ideias"?
Falar também já mexe com gente. Há quem sinta o corpo, o pecado, consumir só através das palavras. Êta, fogo! Seria essa também mais uma razão pro silêncio? Pra muita gente pode ser assim. Mas eu acho que não. Que:
... temos que aprender até a falar senão, como FAZER????????
Vejo o quão interessante são as praias nudistas nesse sentido. Querem que seja possível olhar o corpo NU com ... NATURALIDADE. É, tipo, na nossa era super tecnológica relançar a máquina fotográfica que tem q revelar o filme de novo, tornando as fotos imprevisíveis uma surpresa... coisa, na real, antiga. RS
"Um museu de grandes novidades"!
Nada como um marketing ruim pra roubar a naturalidade do nosso corpo e de falar sobre ele e usá-lo mais além da vida. Olha como vira uma ousadia a pobre da mulher sair com seus peitinhos miúdos A MOSTRA (ainda que sob a blusa, rs) MAS (TCHARAM) SEM SUTIÃ. Que tipo de escândalo é esse que a gente cria? Que lerdeza de viver!
Olha como a pornização do sexo provoca o silêncio das trocas íntimas a nível de ideias mesmo, com amizades. Por fim, despotencializa o corpo. O corpo que podia ir se tecendo e se tentando nessas falas. Rs Como objetifica o corpo das mulheres (danadenhas) aprisionando eles apenas no pornô do desejo, onde o peito é obrigado a se esconder atrás do bojo senão fica indelicado (que ironia, o tão delicado da menina).
- AS DORES DO SEXO
E como isso tudo esconde também as DORES do sexo.
As dores do sexo principalmente quando voltados pras pessoas erradas.
As dores do sexo causadas pelas situações limites que as pessoas acabam por não saber interferir porque não sabem falar... Não foram ensinadas. Não aprenderam. Não sabem reagir. Preferem, assim, fingir que não vêem.
Podemos, assim, nesse silêncio violento, perder a oportunidade de conhecer a gente, o outro e a capacidade de proteger muita todo mundo.
Sem q a intimidade seja um risco podemos ser boas , ser bons de verdade.
S.
terça-feira, 13 de junho de 2017
Música / Provocações
1 -
O q eu amo nas pessoas que fazem música: o prazer de soarem juntas! :) S.
2 - Baseado em um vídeo aonde contam uma história em que um suposto Gandhi daria respostas sistemáticas ao seu professor por este não gostar dele. Por exemplo, o professor teria dito a Gandhi: se você pudesse escolher entre sabedoria ou dinheiro qual que você escolheria. E ele teria dito 'dinheiro', sendo corrigido por seu professor q o aconselharia a pegar a sabedoria, dando a resposta a ele de que "cada um pega o que não tem'.
Claro q esse vídeo só pode ser uma alegoria.
A msg é divertida, mas não funciona.
Na real mesmo, quando estamos em contextos assimétricos, precisamos escolher entre persistir nele em prol da algo maior ou dar uma de engraçadinho e piorar a situação e ter que ver a corda arrebentar do lado mais fraco (o do estudante, no caso). Com as respostas desse vídeo ele é tão agressivo com o outro quanto estão sendo com ele. Não costuma ser a forma de demonstrar um Gadhi lidandi com nada.
Gosto mais daquele exemplo aonde ele , impedido d entrar na conferência com seus trajes, manda os ternos e os sapatos já que a presença dele não era o mais importante.
Se queremos resistir, temos mesmo q sair da lógica da vingança e de fazer melhor sozinho do q junto.
Fica aí a dureza da realidade: sermos melhores juntos. É MT mais difícil. E envolto por violência.
S.
O q eu amo nas pessoas que fazem música: o prazer de soarem juntas! :) S.
2 - Baseado em um vídeo aonde contam uma história em que um suposto Gandhi daria respostas sistemáticas ao seu professor por este não gostar dele. Por exemplo, o professor teria dito a Gandhi: se você pudesse escolher entre sabedoria ou dinheiro qual que você escolheria. E ele teria dito 'dinheiro', sendo corrigido por seu professor q o aconselharia a pegar a sabedoria, dando a resposta a ele de que "cada um pega o que não tem'.
Claro q esse vídeo só pode ser uma alegoria.
A msg é divertida, mas não funciona.
Na real mesmo, quando estamos em contextos assimétricos, precisamos escolher entre persistir nele em prol da algo maior ou dar uma de engraçadinho e piorar a situação e ter que ver a corda arrebentar do lado mais fraco (o do estudante, no caso). Com as respostas desse vídeo ele é tão agressivo com o outro quanto estão sendo com ele. Não costuma ser a forma de demonstrar um Gadhi lidandi com nada.
Gosto mais daquele exemplo aonde ele , impedido d entrar na conferência com seus trajes, manda os ternos e os sapatos já que a presença dele não era o mais importante.
Se queremos resistir, temos mesmo q sair da lógica da vingança e de fazer melhor sozinho do q junto.
Fica aí a dureza da realidade: sermos melhores juntos. É MT mais difícil. E envolto por violência.
S.
sexta-feira, 9 de junho de 2017
Temer perdoadinho
Por 4 a 3, TSE ignora provas e livra Temer de cassação
Dilma mantém direitos políticos após ministros rejeitarem abuso de poder na campanha de 2014
POR O GLOBO
| Atualizado:
BRASÍLIA — Depois de dois anos de investigação, o Tribunal Superior Eleitoral julgou improcedente a denúncia contra a chapa vencedora das eleições presidenciais de 2014 e rejeitou a cassação do presidente Michel Temer e a perda dos direitos políticos da ex-presidente Dilma Rousseff. Por 4 a 3, os ministros rechaçaram as acusações de abuso de poder político e econômico na campanha apresentadas pelo PSDB, partido derrotado naquele pleito e autor da denúncia.
Ao longo de quatro dias de sessões, o TSE concluiu o julgamento mais importante de sua história dividido, sendo necessário o voto de Minerva do presidente da corte, Gilmar Mendes, que se posicionou contra a cassação. A divisão no tribunal começou na avaliação das provas obtidas pela Operação Lava-Jato, entre elas os depoimentos de delatores da Odebrecht e o casal de marqueteiros João Santana e Mônica Moura — que também foi rejeitada pela maioria.
Nesta sexta-feira, o relator, Herman Benjamin, conclui a leitura de seu voto, que teve 550 páginas. Benjamin apresentou sete motivos que o levaram a pedir a condenação da chapa.
Na sequência, os demais integrantes do TSE apresentaram seus votos. Os ministros Napoleão Nunes Maia, Admar Gonzaga e Tarcísio Vieira desconstruíram as provas apresentadas pelo relator. Eles afirmaram que não ficou comprovada a relação entre o dinheiro desviado de contratos da Petrobras com as doações para a campanha de Dilma e Temer.
— Todavia, não há prova segura e cabal de que as doações para a campanha de 2014 tenham decorrido do esquema de propina que ocorreu na Petrobras, nem que os recursos repassados pelas empresas tenham ocorrido de forma ilegal — afirmou Admar Gonzaga.
Em seguida, os ministros Luiz Fux e Rosa Weber votaram como o relator. Fux chegou a criticar os colegas que rejeitaram a inclusão de provas da Lava-Jato, dizendo que ingorá-las era "ignorar a realidade".
— Não tenho condições de excercer minha judicatura utilizando um artifício formal, no meu modo de ver, para não enfrentar o mérito — disse Fux.
Com o empate em 3 a 3 naquele momento, coube ao ministro Gilmar Mendes decidir o julgamento. Ao votar contra a cassação de Temer, Gilmar discursou sobre o respeito à soberania popular e à estabilidade política do país:
— Não se substitui um presidente da República a toda hora, ainda que se queira — disse. — A cassação de mandatos deveria ocorrer em situações inequívocas.
(Para não perder nenhuma informação, assine as newsletters de O GLOBO)
Fonte: Grobo
https://m.oglobo.globo.com/brasil/por-4-3-tse-ignora-provas-livra-temer-de-cassacao-21459638?utm_source=Facebook&utm_medium=Social&utm_campaign=O%20Globo
sábado, 3 de junho de 2017
Hipocrisia pessoal e política
Estou pensando aqui em quantas vezes fui hipócrita na minha vida. Porque não deve ser só os outros...
Com certeza o primeiro exemplo do q dizemos querer no mundo deve ser nós mesmos.
Querer um mundo melhor e não respeitar decisões coletivas me soa estranho. Embora eu ache q grupo nenhum deve submeter uma integrante, tampouco acho q SE VC ACREDITA nesse funcionamento você deve fazer diferente só quando te convém. Porque aí você não estará sendo honesta. Não precisa nem mudar d atitude. Se mudar d filosofia já está bom.
Mas é muito comprometedor mudar de filosofia, né? Então fica nesse mundo aí. As vezes, acho q falta conhecimento. As vezes, acho q chega a se tornar um problema d caráter mesmo.
E q a régua q mede tudo é só se está todo mundo feliz ou não. E então é fácil comover os outros com seus momentos de tristeza. Como se também qualquer felicidade bastasse. Mas sabia q tem felicidades construídas em cima de grandes mentiras? Felicidade não me basta. Acho q a gente tem que agir em prol d algo maior, de mais gente, em prol d algo transformador desse funcionamento pessoal e social tão injusto. Em prol d algo maior , mas desse mundo.
Com certeza o primeiro exemplo do q dizemos querer no mundo deve ser nós mesmos.
Querer um mundo melhor e não respeitar decisões coletivas me soa estranho. Embora eu ache q grupo nenhum deve submeter uma integrante, tampouco acho q SE VC ACREDITA nesse funcionamento você deve fazer diferente só quando te convém. Porque aí você não estará sendo honesta. Não precisa nem mudar d atitude. Se mudar d filosofia já está bom.
Mas é muito comprometedor mudar de filosofia, né? Então fica nesse mundo aí. As vezes, acho q falta conhecimento. As vezes, acho q chega a se tornar um problema d caráter mesmo.
E q a régua q mede tudo é só se está todo mundo feliz ou não. E então é fácil comover os outros com seus momentos de tristeza. Como se também qualquer felicidade bastasse. Mas sabia q tem felicidades construídas em cima de grandes mentiras? Felicidade não me basta. Acho q a gente tem que agir em prol d algo maior, de mais gente, em prol d algo transformador desse funcionamento pessoal e social tão injusto. Em prol d algo maior , mas desse mundo.
quinta-feira, 18 de maio de 2017
Análise pós delação contra Temer
Análise pós delação contra Temer com provas:
"Avaliando (precocemente) algumas questões:
1: Segunda fase do golpe: Uma vez executado o golpe, assumiu o vice traidor, Temer, inelegível por decisão do TSE, com a missão de aprovar todas as reformas bizarras contra os trabalhadores, sem prejuízo com a sua impopularidade (não a toa ele tá acelerando a tramitação das reformas e negociou as dívidas dos Estados e Municípios com o INSS). Findada sua missão, Temer cai no finalzinho para dar lugar a um candidato da direita de perfil mais "republicano", tipo um FHC ou Nelson Jobim (via eleições indiretas), a preparar a candidatura dessa coligação de forças a 2018. Lula é preso ou impossibilitado de concorrer ou, ainda, ele vai ceder a algum acordão. Um 2018 com a possível eleição de um presidente da direita que vai pegar o país como quer, sem ter que colocar a cara a tapa pra população (chutaria o Dória aventureiro). Uma das formas de embarreirar a candidatura de Lula ainda está no STF, no julgamento que teve aquela treta master da liminar do Marco Aurelio contra o Renan Calheiros, que depois de cassada, e ainda sim manteve o então presidente da casa legislativa fora da linha de sucessão, a partir de uma interpretação do art. 86, § 1, CF/88. Com um pouquinho de forçação de barra o STF poderia considerar que para os casos da corrida presidencial não poderiam constar réus (diferente dos outros cargos, nos quais incidiria a lei da ficha limpa, exigindo o trânsito em julgado do feito). Nessa hipótese a vacância da presidência tampouco poderia ser ocupada por Maia e Eunício, caso confirmem a condição deles enquanto réus de ações penais, o que colocaria Carmen Lúcia como a mais cotada da linha de sucessão. Isso explicaria um pouco as reuniões secretas que a presidente do STF anda tendo com o PIG (partido da mídia golpista) e com empresários. Essa hipótese também combina com a narrativa de Jucá (o maior spoiler de todos os tempos) que dizia "com o supremo, com tudo" e também de que o Aécio seria o primeiro a ser comida (a sangria necessária para estancar o resto, o boi de piranha).
2. É preciso levar em consideração que há também uma disputa para além do poder interno do país, mas claramente interesses do capital estrangeiro, que, ao desestabilizar a economia nacional, encontra maiores possibilidades de saquear o país e submetê-lo a colonialidade de sempre, auxiliando o movimento de superação da crise em escala global. Lembrem que até bem pouco tempo o Brasil despontava como 7º economia mundial, além de ainda ser um dos países de maior influência da região. Não esqueçamos que magistrados e procuradores de Curitiba (foro das ilegalidades processuais) foram treinados por instituições norte-americanas, conforme documentos divulgados pelo WikiLeaks. É preciso ser justo e dizer que há idealistas, bem intencionados no MPF, mas que se mobilizam também as cegas de questões políticas em razão de uma péssima formação de carreira (que privilegia a técnica e forma procuradores bitolados), além de uma enorme vaidade e corporativismo que pretende dar centralidade a instituição. O judiciário em si não está ileso, se aproveita para crescer no vácuo do poder, na desconfiança nos políticos, no fetiche constitucional. Também é preciso perceber que não é toda a direita que está de acordo com uma movimentação de pesada interferência estrangeira e do judiciário como essa, pois desarticula pactos já realizados e muda a regra do jogo da qual todos participam, podendo jogar estilhaços para todos os lados. Algumas figuras da direita preferem uma tática mais estabilizadora, numa reconfiguração do pacto nacional nos modos liberais, de forma, digamos, mais republicana, ainda que tenham se aproveitado de exceções. Esses podem ser mediadores com o capital estrangeiro, mas talvez eles prefiram mesmo um bucha e há um perigo brutal que essas forças ocultas encontrem no Bolsonaro essa figura.
3; A ação que debate a antecipação das eleições voltou a andar antes desse vazamento das acusações de Joesley, nada é coincidência por aqui. Pode ser que eles queiram eleições antes do fim da lava-jato também ou que as peças nos tabuleiros estão se movendo e é preciso calma para ler a correlação de forças.
4. A esquerda tem chances de aproveitar esse movimento? Essa é uma dúvida cruel. Até agora parece que tudo tem sido muito articulado e as tentativas da esquerda foram engessadas. A greve geral foi um alento a todos nós, ainda é possível mobilizar as bases. Mas mobilizá-la para o que? É importante decifrar alguns pontos desse bordado, para não cairmos em armadilhas." Cissa
"Avaliando (precocemente) algumas questões:
1: Segunda fase do golpe: Uma vez executado o golpe, assumiu o vice traidor, Temer, inelegível por decisão do TSE, com a missão de aprovar todas as reformas bizarras contra os trabalhadores, sem prejuízo com a sua impopularidade (não a toa ele tá acelerando a tramitação das reformas e negociou as dívidas dos Estados e Municípios com o INSS). Findada sua missão, Temer cai no finalzinho para dar lugar a um candidato da direita de perfil mais "republicano", tipo um FHC ou Nelson Jobim (via eleições indiretas), a preparar a candidatura dessa coligação de forças a 2018. Lula é preso ou impossibilitado de concorrer ou, ainda, ele vai ceder a algum acordão. Um 2018 com a possível eleição de um presidente da direita que vai pegar o país como quer, sem ter que colocar a cara a tapa pra população (chutaria o Dória aventureiro). Uma das formas de embarreirar a candidatura de Lula ainda está no STF, no julgamento que teve aquela treta master da liminar do Marco Aurelio contra o Renan Calheiros, que depois de cassada, e ainda sim manteve o então presidente da casa legislativa fora da linha de sucessão, a partir de uma interpretação do art. 86, § 1, CF/88. Com um pouquinho de forçação de barra o STF poderia considerar que para os casos da corrida presidencial não poderiam constar réus (diferente dos outros cargos, nos quais incidiria a lei da ficha limpa, exigindo o trânsito em julgado do feito). Nessa hipótese a vacância da presidência tampouco poderia ser ocupada por Maia e Eunício, caso confirmem a condição deles enquanto réus de ações penais, o que colocaria Carmen Lúcia como a mais cotada da linha de sucessão. Isso explicaria um pouco as reuniões secretas que a presidente do STF anda tendo com o PIG (partido da mídia golpista) e com empresários. Essa hipótese também combina com a narrativa de Jucá (o maior spoiler de todos os tempos) que dizia "com o supremo, com tudo" e também de que o Aécio seria o primeiro a ser comida (a sangria necessária para estancar o resto, o boi de piranha).
2. É preciso levar em consideração que há também uma disputa para além do poder interno do país, mas claramente interesses do capital estrangeiro, que, ao desestabilizar a economia nacional, encontra maiores possibilidades de saquear o país e submetê-lo a colonialidade de sempre, auxiliando o movimento de superação da crise em escala global. Lembrem que até bem pouco tempo o Brasil despontava como 7º economia mundial, além de ainda ser um dos países de maior influência da região. Não esqueçamos que magistrados e procuradores de Curitiba (foro das ilegalidades processuais) foram treinados por instituições norte-americanas, conforme documentos divulgados pelo WikiLeaks. É preciso ser justo e dizer que há idealistas, bem intencionados no MPF, mas que se mobilizam também as cegas de questões políticas em razão de uma péssima formação de carreira (que privilegia a técnica e forma procuradores bitolados), além de uma enorme vaidade e corporativismo que pretende dar centralidade a instituição. O judiciário em si não está ileso, se aproveita para crescer no vácuo do poder, na desconfiança nos políticos, no fetiche constitucional. Também é preciso perceber que não é toda a direita que está de acordo com uma movimentação de pesada interferência estrangeira e do judiciário como essa, pois desarticula pactos já realizados e muda a regra do jogo da qual todos participam, podendo jogar estilhaços para todos os lados. Algumas figuras da direita preferem uma tática mais estabilizadora, numa reconfiguração do pacto nacional nos modos liberais, de forma, digamos, mais republicana, ainda que tenham se aproveitado de exceções. Esses podem ser mediadores com o capital estrangeiro, mas talvez eles prefiram mesmo um bucha e há um perigo brutal que essas forças ocultas encontrem no Bolsonaro essa figura.
3; A ação que debate a antecipação das eleições voltou a andar antes desse vazamento das acusações de Joesley, nada é coincidência por aqui. Pode ser que eles queiram eleições antes do fim da lava-jato também ou que as peças nos tabuleiros estão se movendo e é preciso calma para ler a correlação de forças.
4. A esquerda tem chances de aproveitar esse movimento? Essa é uma dúvida cruel. Até agora parece que tudo tem sido muito articulado e as tentativas da esquerda foram engessadas. A greve geral foi um alento a todos nós, ainda é possível mobilizar as bases. Mas mobilizá-la para o que? É importante decifrar alguns pontos desse bordado, para não cairmos em armadilhas." Cissa
sexta-feira, 28 de abril de 2017
VEJA 13 PONTOS DA REFORMA do trabalho
VEJA OS 13 PONTOS DA REFORMA QUE MEXERÃO NA SUA VIDA PARA SEMPRE E PARA PIOR.
1. Demissões coletivas . Agora os empregadores podem demitir todo mundo da sua empresa e contratar outras pessoas por menores salários e menores benefícios sem nenhuma multa.
2. Trabalho temporário sempre . O patrão vai poder te contratar por hora durante toda a sua vida. Sem garantias. Por exemplo: bares, restaurantes, indústrias poderão te chamar para trabalhar temporariamente quando quiserem e você não terá seu emprego e salário fixos garantidos.
3. Hora-extra. A CLT prevê jornada de trabalho de no máximo 8 horas por dia. Agora, ao invés de pagar horas extras para o trabalhador que ficar mais tempo trabalhando, o empregador vai contratar uma jornada de trabalho maior. Diminui o salário do empregado no final do mês.
4. Meia-hora de almoço . Antes era obrigatório almoço de uma hora. Mas, para este governo, apenas meia-hora é suficiente.
5. Suas roupas também entraram na reforma . A partir de hoje o patrão vai poder dizer até como você tem que se vestir. Mesmo aqueles uniformes que te exponham ao ridículo estão liberados. E não importa que faça frio ou calor, a roupa é a que os patrões escolherem.
6. Fim do transporte de empregados . As empresas não precisarão mais pagar pelas suas horas de deslocamento. Quem mora mais longe é o mais prejudicado. Vai perder tempo e dinheiro.
7. Mexeram nas suas férias. Agora os patrões podem parcelar livremente suas férias em até 3 vezes, como for melhor pra eles.
8. Se você é terceirizado, preste atenção: a empresa que contratou a terceirização (às vezes, é o governo ou outra empresa bem maior) não vai mais ter responsabilidade nenhuma sobre sua indenização se você for demitido. Se você não receber os seus direitos, já era.
9. E se você tem carteira assinada e está há muitos anos na empresa? Saiba que agora a empresa vai poder te demitir e demitir todos os teus colegas para contratar terceirizados, mais baratos pros patrões, sem direitos, sem carteira assinada.
10. A crueldade chega às grávidas : quem decide onde as grávidas (e as lactantes) trabalham é o médico da empresa. Ou seja, mesmo que ela esteja em um local insalubre para ela e o bebê, quem decide agora o lugar de trabalho é teu patrão.
E a quem você vai poder reclamar?
11. Não tem mais Comissão de Conciliação Prévia . O que o patrão negociar com você vai valer mais do que a Lei. Vale o que o patrão mandou, e a regra que você assinou quando conseguiu o emprego.
12. Rescisão . Não vai ser mais obrigatório o sindicato assinar a tua rescisão. Eles podem agora fazer a rescisão do jeito que eles quiserem. Você ficou não mão dos patrões.
13. Golpe na Justiça do Trabalho . A justiça do trabalho não é mais gratuita. Você vai ter que pagar honorário até do perito. E se não tiver dinheiro, fica sem poder reclamar.
Vamos reagir!
#GreveGeralSexta28
1. Demissões coletivas . Agora os empregadores podem demitir todo mundo da sua empresa e contratar outras pessoas por menores salários e menores benefícios sem nenhuma multa.
2. Trabalho temporário sempre . O patrão vai poder te contratar por hora durante toda a sua vida. Sem garantias. Por exemplo: bares, restaurantes, indústrias poderão te chamar para trabalhar temporariamente quando quiserem e você não terá seu emprego e salário fixos garantidos.
3. Hora-extra. A CLT prevê jornada de trabalho de no máximo 8 horas por dia. Agora, ao invés de pagar horas extras para o trabalhador que ficar mais tempo trabalhando, o empregador vai contratar uma jornada de trabalho maior. Diminui o salário do empregado no final do mês.
4. Meia-hora de almoço . Antes era obrigatório almoço de uma hora. Mas, para este governo, apenas meia-hora é suficiente.
5. Suas roupas também entraram na reforma . A partir de hoje o patrão vai poder dizer até como você tem que se vestir. Mesmo aqueles uniformes que te exponham ao ridículo estão liberados. E não importa que faça frio ou calor, a roupa é a que os patrões escolherem.
6. Fim do transporte de empregados . As empresas não precisarão mais pagar pelas suas horas de deslocamento. Quem mora mais longe é o mais prejudicado. Vai perder tempo e dinheiro.
7. Mexeram nas suas férias. Agora os patrões podem parcelar livremente suas férias em até 3 vezes, como for melhor pra eles.
8. Se você é terceirizado, preste atenção: a empresa que contratou a terceirização (às vezes, é o governo ou outra empresa bem maior) não vai mais ter responsabilidade nenhuma sobre sua indenização se você for demitido. Se você não receber os seus direitos, já era.
9. E se você tem carteira assinada e está há muitos anos na empresa? Saiba que agora a empresa vai poder te demitir e demitir todos os teus colegas para contratar terceirizados, mais baratos pros patrões, sem direitos, sem carteira assinada.
10. A crueldade chega às grávidas : quem decide onde as grávidas (e as lactantes) trabalham é o médico da empresa. Ou seja, mesmo que ela esteja em um local insalubre para ela e o bebê, quem decide agora o lugar de trabalho é teu patrão.
E a quem você vai poder reclamar?
11. Não tem mais Comissão de Conciliação Prévia . O que o patrão negociar com você vai valer mais do que a Lei. Vale o que o patrão mandou, e a regra que você assinou quando conseguiu o emprego.
12. Rescisão . Não vai ser mais obrigatório o sindicato assinar a tua rescisão. Eles podem agora fazer a rescisão do jeito que eles quiserem. Você ficou não mão dos patrões.
13. Golpe na Justiça do Trabalho . A justiça do trabalho não é mais gratuita. Você vai ter que pagar honorário até do perito. E se não tiver dinheiro, fica sem poder reclamar.
Vamos reagir!
#GreveGeralSexta28
quarta-feira, 26 de abril de 2017
Lava-jato: Luciana Genro explica porque defende X Thiago A. E Lucas S. que a criticam
Luciana Genro explica porque defende a Lava Jato
Escrito por Miguel do Rosário, Postado em Redação
Publico o artigo abaixo e peço todo o respeito à Luciana Genro, ex-candidata presidencial pelo PSOL. Temos posições radicalmente diferentes sobre a Lava Jato, mas vamos fazer um embate de ideias produtivo.
Até porque eu não consigo acreditar que não seja por ingenuidade e desinformação que alguém de esquerda apoie a operação que serviu de núcleo para o golpe de Estado, destruindo setores inteiros da economia, entregando governo, estatais, recursos naturais, toda a nossa riqueza em mãos de bandidos profissionais da política.
É inacreditável também que ela não faça uma crítica sobre a associação criminosa entre o judiciário e a mídia, e não tenha visto a quantidade interminável de arbítrios, tantos que o Luigi Ferrajoli comparou a Lava Jato à Inquisição.
Em outro post, e provavelmente não hoje, mas amanhã ou depois, eu respondo a esse artigo ponto por ponto.
***
No Justificando
Sobre defender (ou não) a Lava Jato
Por Luciana Genro
Advogada e dirigente do PSOL Sábado, 22 de abril de 2017
Advogada e dirigente do PSOL Sábado, 22 de abril de 2017
Considerada a maior investigação contra a corrupção já ocorrida no mundo “democrático”, a operação Lava Jato desmascarou o conluio entre a casta política parasita e as grandes corporações capitalistas: o capitalismo de compadrio, o clientelismo e o patrimonialismo. Acima de tudo, colocou em xeque o sistema político que a esquerda – em sentido amplo – sempre disse rejeitar e combater. Um sistema cuja democracia é fraudada pelo poder econômico, no qual o processo político e eleitoral é um grande negócio. Votações compradas, legisladores vendidos, governantes em liquidação, capitalistas ávidos pelas melhores ofertas.
No momento em que ocorre este desmascaramento explícito do sistema, uma velha esquerda já havia deixado de combate-lo, já tinha aderido a ele em troca de algumas migalhas. No poder, esse segmento não usou a força de que dispunha para desmontar o sistema, e acabou por fortalecê-lo, pois aprofundou as relações promíscuas com empreiteiras, frigoríficos, bancos etc. Como resultado, essa velha esquerda, duramente atingida pela Lava Jato, sai agora em defesa do sistema na tentativa de salvar a própria pele.
Mesmo a esquerda que não é do PT, mas segue influenciada pelo partido, abraçou a defesa de Lula apesar das evidências de que ele estabeleceu relações no mínimo promíscuas com a Odebrecht. Lançou-se contra a investigação para salvar a cúpula petista que desmorona dia após dia diante das revelações dos delatores, e na prática age para salvar o sistema que um dia jurou combater.
Mas os argumentos dos que não estão dispostos a defender a Lava Jato não se sustentam. Vejamos alguns deles mais de perto:
“A Lava Jato é seletiva”
Essa ladainha caiu por terra. No início, o PT foi de fato o maior atingido, mas isso não surpreende, pois, como eu já afirmava à época, o partido governara o país durante 13 anos até então.
Mas e agora que as investigações desmontaram a cúpula do PMDB do Rio de Janeiro e colocaram o ex-governador do Estado atrás das grades? E chegaram ao queridinho da grande mídia corporativa, o senador Aécio Neves, do PSDB, que de candidato a Capriles brasileiro passou a ser um zero à esquerda na disputa presidencial de 2018?
Também não escaparam os tucanos Geraldo Alckmin, o poderoso gerente do Estado de SP e outro pré-candidato burguês à Presidência, e José Serra, que teve expostas suas contas no exterior, antes sempre negadas e tratadas pela mídia como algo inverossímil.
Seletividade não é, portanto, uma característica que se possa atribuir à Lava Jato, mas sim aos políticos, às corporações e suas mídias. Uma parte deles quer usar a investigação para criminalizar o PT, enquanto outra tenta inocentar os petistas. Ambos querem salvar a própria pele.
Seletivos são os que atacaram o PT e defenderam o PSDB, como fez a Globo, que usou a operação para promover o golpe parlamentar contra Dilma, destaca as notícias sobre o PT e alivia as denúncias contra os ministros de Temer. E são seletivos os que atacam a quadrilha de Temer, mas inocentam a cúpula do PT. A Lava Jato é usada na luta política ora por um, ora por outro. O que falta é um terceiro campo político que não aceite o mal menor entre os grupos siameses que defendem o mesmo sistema e têm os mesmos financiadores e aliados entre os capitalistas.
“A criminalização da política”
Há quem se coloque em defesa do sistema, como se a ruína do modelo fosse necessariamente a ruína da política. Esta vinculação não se sustenta. É a política degradada pela ação de uma casta que se associou de forma legal e ilegal ao grande capital que está sendo criminalizada. E é bom que seja.
Esse método de fazer política, característico dos partidos burgueses, deve ser combatido. É natural que sob toda esta lama a população torne-se cética em relação aos políticos e tenha dificuldades em diferenciar o joio do trigo, principalmente porque a grande mídia trata de misturar tudo para impedir o nascimento de alternativas que ameacem seus interesses. E quando aqueles que poderiam se apresentar como uma nova opção pela esquerda ficam agarrados à defesa do sistema, quem cresce é a extrema direita e o apoliticismo.
“Sérgio Moro comete arbitrariedades”
Algumas decisões do juiz Sérgio Moro ao longo da Lava Jato, como a condução coercitiva de Lula, podem e devem ser questionadas. Eu nunca disse que o Moro era santo e minha vibração sempre foi com a investigação, não com o juiz da Vara Federal de Curitiba.
Mesmo assim, nada do que ocorreu se compara às arbitrariedades vividas pelos pobres que enfrentam o sistema penal todos os dias e que não contam com bancas de advogados pagas a peso de ouro. São presos sem julgamento por causa da cor da pele ou da condição social que apodrecem nas masmorras chamadas de presídios. Isso é o “normal” e poucos levantam a voz para reivindicar as garantias desses presos e mostrar que eles são a prova de que não há “Estado de direito” no Brasil.
De fato, não há Estado de direito para todos. Em Porto Alegre, presos já ficaram uma semana algemados em um corrimão, dentro de um pavilhão da Polícia Militar.[1] Já policiais que executaram supostos traficantes rendidos, à queima-roupa, tiveram a prisão preventiva revogada a pedido do Ministério Público.[2] Não é aceitável igualar o que sofrem os jovens pobres e negros das periferias às arbitrariedades vistas na Lava Jato até aqui. Já falei sobre isso em outro artigo.
“Delator não é confiável”
É verdade que apenas a palavra de um delator não prova nada. Os relatos devem estar acompanhados de outras provas, ou as delações não podem ser homologadas. Quem homologou as delações mais contundentes foi o ministro Edson Fachin, do STF, e não Sergio Moro. A não ser que alguém acredite que Moro, o procurador Deltan Dallagnol e Fachin (e antes dele, Teori Zavascki) façam parte de um grande conluio para acabar com a política e tomar o poder, é de se considerar que os fatos narrados pelos delatores têm consistência e devem ser investigados.
É possível que haja relatos inexatos e até mentiras. A delação de Leo Pinheiro, da OAS, por exemplo, não pode ser aceita como verdade sem outras provas. Ele até pode inventar ou aumentar fatos para ganhar a liberdade. Sobre Lula, o fato inconteste é que ele é um traidor da classe trabalhadora, que se tornou um agente dos interesses do capital, especialmente das empreiteiras. E não só delas, também dos bancos, com certeza. Quanto a isso as provas são fartas.
“Não confiamos na justiça burguesa”
Este argumento pode muito bem ser utilizado por um revolucionário sincero, que defende outro modelo de Justiça, popular e proletária, como por alguém envolvido em alguma irregularidade. Não confio cegamente em nenhuma instituição deste sistema podre e por isso sempre insisti na necessidade de que as investigações avancem, de que todos os sigilos sejam derrubados e todos os comprovadamente corruptos, punidos.
Os avanços da Constituição de 1988, com a criação do Ministério Público e a garantia de uma relativa autonomia à Polícia Federal, junto com a lei da delação premiada, abriram brechas que possibilitaram o desenvolvimento da operação Lava Jato. Mas neste ponto me chama a atenção a seletividade da confiança na justiça burguesa que alguns expressam sem constrangimento.
Contra o PMDB e o PSDB as delações são válidas, mas quando os alvos são Lula e Dilma, é tudo calúnia. É preciso um mínimo de coerência. Ou se reconhece a importância da Lava Jato e se exige a continuidade das investigações doa a quem doer, inclusive com a revelação das provas que embasam as delações, ou se propõe uma grande campanha em defesa dos “presos políticos” injustiçados por uma “operação do imperialismo”.
Liberdade para Cunha, José Dirceu, Cabral, Eike Batista? Ou somente para os petistas? Isso não significa condenar a todos antecipadamente, mas condenar o sistema e os partidos e políticos que o sustentam e valorizar o fato de que eles sejam desmascarados pela Lava Jato.
“Somos contra o punitivismo”
Esse é um argumento muito interessante, pois dialoga com um problema real. Estudiosos do direito e da criminologia questionam se o fato de comemorar a prisão de um corrupto não contraria os princípios da Criminologia Crítica. Quando Eduardo Cunha foi preso eu (e milhões de brasileiros) comemorei muito e ouvi, meio estarrecida, alguns dizerem que não se pode comemorar, sob a alegação de que eram contra o punitivismo. E para defender Cunha se apoiaram na Criminologia Abolicionista.
Primeiro é preciso dizer que os crimes de colarinho branco estão entre os mais nefastos. Além de roubarem dinheiro dos investimentos, fazem da democracia um grande simulacro. Merecem, portanto, uma persecução penal firme e uma punição exemplar. Hoje a pena possível para crimes graves é a privação de liberdade, mas quem sabe no futuro um corrupto possa ter os bens confiscados e ser obrigado a trabalhar oito horas por dia em troca de um salário mínimo por mês. A ideia me agrada.
É preciso dizer que a Criminologia Crítica tem várias vertentes[3]. O abolicionismo criminal é uma delas e defende a abolição total do sistema penal (conforme Louk Hulsman) ou da pena de prisão (segundo Thomas Mathiesen). É um debate legítimo, mas suspeito que a abolição total do sistema penal é inviável no atual estágio de evolução humana.
Sou mais simpática à Criminologia Radical (de Dario Melossi, Massimo Pavarini e Michel Foucault), mais próxima do marxismo. O maior expoente dessa linha no Brasil é Juarez Cirino, professor, jurista e advogado, pioneiro da Criminologia Crítica no país. De acordo com ele,
“A política criminal alternativa da Criminologia Radical, como meio de reduzir as desigualdades de classes no processo de criminalização e de limitar as consequências de marginalização social do processo de execução penal, distingue a criminalidade das classes dominantes, entendida como articulação funcional da estrutura econômica com as superestruturas jurídico-políticas da sociedade, de um lado, e a criminalidade das classes dominadas, definida como resposta individual inadequado de sujeitos em posição social desvantajosa, de outro lado, propondo o seguinte:
No processo de criminalização, (1) a penalização da criminalidade econômica e política das classes dominantes, com ampliação do sistema punitivo e (2) a despenalização da criminalidade típica das classes e categorias sociais subalternas, com contração do sistema punitivo e substituição de sanções estigmatizantes por não-estigmatizantes.”[4] (Grifos meus)
Vejam então que um dos mais importantes criminólogos críticos do Brasil defende a penalização dos crimes do andar de cima e a despenalização para o andar de baixo[5]. Então, por favor, não usem o “santo nome” da Criminologia Crítica para defender criminosos de colarinho branco.
Vejam então que um dos mais importantes criminólogos críticos do Brasil defende a penalização dos crimes do andar de cima e a despenalização para o andar de baixo[5]. Então, por favor, não usem o “santo nome” da Criminologia Crítica para defender criminosos de colarinho branco.
Vale registrar que o ex-operário Lula há muito não vive mais no andar de baixo.
Luciana Genro é advogada, especialista em Direito Penal, mestre em Filosofia do Direito pela Faculdade de Direito da USP e dirigente nacional do PSOL.
[1] http://gaucha.clicrbs.com.br/rs/noticia-aberta/presos-estavam-algemados-ha-uma-semana-em-corrimao-dentro-de-pavilhao-da-bm-em-porto-alegre-189402.html
[2] http://www.conjur.com.br/2017-abr-20/juiz-revoga-prisao-policiais-suspeitos-executar-dois-homens
[3] http://analistacriminal.blogspot.com.br/2008/10/as-vertentes-da-criminologia-crtica-por.html?m=1
[4] Santos, Juarez Cirino dos. A criminologia radical. Curitiba: Lumen Juris, 2008. P. 131,132
[5] Cirino atuou recentemente na defesa de Lula e teve um embate memorável com Sergio Moro. Mas, em seguida, pediu para sair, sob a alegação de motivos pessoais.
Fonte : O Cafezinho
http://www.ocafezinho.com/2017/04/23/luciana-genro-explica-porque-defende-lava-jato/Miguel Do Rosário
Editor em Cafezinho
Miguel do Rosário é jornalista e editor do blog O Cafezinho. Nasceu em 1975, no Rio de Janeiro, onde vive e trabalha até hoje.
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Miséria punitiva: por que Luciana Genro está errada sobre a Lava Jato
Foto: Antônio Cruz/Agência Brasil
O presente artigo visa oferecer umaresposta às formulações pretensamente críticas de Luciana Genro, militante do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) e pós-graduada em Filosofia do Direito pela Universidade de São Paulo (USP). Relutamos em criticar um artigo que, marcado por flagrante incompetência teórica, deveria ser relegado ao ostracismo, mas tratando-se de uma representante de uma agremiação política fundada pelos saudosos Leandro Konder (1936-2014) e Carlos Nelson Coutinho (1943-2012), nos parece imprescindível resgatar os fundamentos que outrora constituíram o núcleo-duro de um projeto verdadeiramente revolucionário.
Genro brinda o leitor com uma análise sobre a atual conjuntura política, circunscrita aos eventos decorrentes da “Operação Lava Jato”, que, segundo a própria autora, teve o condão de desmascarar “o conluio entre a casta política parasita e as grandes corporações capitalistas”. Ou seja, a aclamada Operação teria revelado o “segredo de polichinelo” de que o Estado Moderno se configura como “um comitê para gerir os negócios comuns de toda a classe burguesa”[1]. Portanto, não deve causar espanto o fato de que a autora desconecta, de modo idealista, a democracia da infraestrutura produtiva que a erige: Genro denuncia a “política como um negócio” num mundo em que a forma-mercadoria dita os rumos da política.
Luciana Genro ataca “a esquerda que não é do PT” (todo o restante da esquerda) por não defender uma Operação que, aparentemente, expressa o resgate da ética na política institucional. Se um segmento da esquerda renegou o seu projeto revolucionário (?) a credibilidade nacional deveria ser resgatada pelo Poder Judiciário, que, como sabemos, é isento de quaisquer implicações político-ideológicas e se mantém neutro nos processos de resolução de conflitos macrossociais.
Se a autora compreendesse minimamente os efeitos deletérios causados pela referida Operação ao projeto de consolidação do Estado de Direito e, mais especificamente, às lutas da classe trabalhadora pela afirmação de suas garantias individuais, repensaria o termo utilizado para qualificar a pretensa neutralidade operacional. O “Capriles brasileiro” não foi capaz, ao contrário do original, de aceitar o resultado expresso nas urnas, costeando o Golpe de Estado que continuamente impõe retrocessos à classe trabalhadora. Quanto aos outros nomes citados, esses nem merecem resposta, passam muito bem, atacados, pero no mucho.
Ao abordar as relações existentes entre a “lava jato” e a “imprensa” (notadamente as Organizações Globo), a articulista parece crer que está tratando de agências estanques e incomunicáveis. Ora, Genro ignora o fato incontestável de que a “Grande Mídia” é parte integrante da Operação[2], posto que, conforme a teoria criminológica que julga dominar, a imprensa hegemônica se constitui como agência de comunicação social do Sistema Penal[3]. Ademais, não se pode ignorar que os processos de criminalização primária e secundária são diretamente condicionados pela mídia. Em um primeiro sentido, quando os grupos midiáticos atuam como empresários morais, criando a demanda pela criminalização de uma conduta ou pela perseguição efetiva de um determinado grupo ou indivíduo, valendo-se de seu poder de difusão para impor sua agenda à esfera pública. Em outro sentido, ocultando ou poupando suas próprias práticas ilícitas ou daqueles que, no momento, melhor sirvam aos seus interesses. Basta que se observe a duração, a ênfase e a espetacularização que caracterizam as denúncias de corrupção contra o ex-presidente Lula e compará-las com o tratamento dado aos membros do PSDB.
Neste sentido, o eventual leitor deve atentar para o fato de que a autora utiliza o termo “seletividade” de modo ambíguo, desconhecendo ou empregando erroneamente um conceito para construir uma Crítica crítica aos procedimentos por ela defendidos. A seletividade é intrínseca ao Sistema de Justiça Criminal, bastando analisar os dados concernentes à população carcerária. Deste modo, o mesmo não poderia deixar de ocorrer com uma Operação que, desde o início, não faz outra coisa que não maximizar o Direito Penal e Processual Penal, aplicando o método inquisitorial de modo evidente, castrando os direitos e garantias do acusado e asfixiando pretensões minimalistas. A seletividade (talvez “parcialidade” fosse mais adequado) atinente às críticas aos que estão implicados em todo este mastodôntico processo não deve ser desconsiderada, mas também não pode ser utilizada de modo oportunista. Nossa paladina da moral visa atacar o moralismo pretérito com um moralismo renovado. Apresentando-se claramente como alternativa a um capitalismo antiético, saúda inconstitucionalidades em defesa da Constituição. Se o “sistema” é a doença, o Direito (que parece ser exógeno) é a cura.
O direito não pode ser compreendido criticamente se for descolado das relações de produção que fundamentam a sociedade capitalista. Se a autora atentasse para as formulações de seu próprio orientador[4] e de outros estudiosos[5] do tema, perceberia a apatia pseudo-teórica que caracteriza sua análise conjuntural. Com o objetivo de formular uma Crítica crítica, Luciana Genro ignora os escritos de Engels[6] e Pashukanis[7], pensa representar a renovação do socialismo, mas oferece uma reciclagem do velho (e irrelevante) Anton Menger: provê um modelo ruinoso para emendar a “ruína do modelo”.
Ao compreender o direito penal enquanto forma-jurídica derivada da forma-mercadoria, percebemos que a maximização de seu raio de alcance sob o pretexto ideológico de democratização da punição, solapa ainda mais as poucas garantias democráticas conquistadas pelas lutas políticas. Se o direito penal é parte do aparato estatal que assegura a reprodução das relações de produção e forças produtivas, defender a sua ampliação é defender a extensão da barbárie. Os clientes preferenciais serão sempre os mesmos, não importando a espetacularização midiática acerca dos escândalos políticos ou as pílulas homeopáticas de sabedoria fornecidas por Genro.
Identificamos concretamente, em texto anterior, as nefastas consequências que a onda de criminalização iniciada pela Ação Penal 470 (“Mensalão”) [8] e aprofundada pela “Operação Lava Jato”, produziu para os miseráveis normalmente vitimados pelo Sistema Penal. Seja através da deturpação teórica de institutos jurídicos, realizada pelos Tribunais Superiores, seja através do incontrolável populismo penal do Poder Legislativo, que tem na pessoa do Juiz Sérgio Moro e em setores do Ministério Público Federal, verdadeiros lobistas da repressão[9], a relação dos explorados com a Justiça Criminal só tende a piorar. Dito de modo simples, “é impossível restringir direitos de um grupo socialmente privilegiado sem que isso repercuta negativamente sobre os mais vulneráveis ampliando ainda mais os instrumentos que produzem o superencarcaremento da população negra e pobre[10]”.
Se a criminologia crítica possui “várias vertentes”, a autora parece desconhecê-las por completo, alinhando-se, de modo estritamente adjetivo, à Criminologia Radical, citando Juarez Cirino do Santos. A criminologia de Cirino é radical justamente por “tomar a coisa pela raiz[10]”, direcionando as armas da crítica contra a forma-jurídica, desmistificando o direito e combatendo abertamente a ideologia punitivista. Cirino é claramente o mais brilhante criminólogo brasileiro e, ao contrário da superficialidade de Genro, é abertamente abolicionista. O trecho citado no texto é de “Criminologia Radical”, obra fundante da criminologia marxista brasileira e tese de doutoramento do autor (escrita entre 1979 e 1981). Por honestidade intelectual, Cirino acredita que a tese não deveria ser reformulada, vez que expressa o momento em que fora escrita. A criminologia marxista se adensou, desistindo da antiga formulação pinçada por Genro. Um simples contato com o autor que, diga-se, se avulta frequentemente como um dos maiores críticos da famigerada Operação, bastaria para sanar quaisquer dúvidas. Resta saber se Genro está enganada ou se está enganando.
Thiago Araujo é Professor de Direito Penal e Criminologia (UFRJ)
Lucas Sada é Advogado do Instituto de Defensores de Direitos Humanos (DDH)
[1] MARX, Karl; ENGELS, Friedrich. Manifesto Comunista. São Paulo: Boitempo, 2007, p. 42.
[2] Do ponto de vista operacional, quem destaca o papel central da imprensa em operações como a Lava Jato não somos nós, mas seu próprio chefe maior, o Juiz Federal, Sérgio Fernando Moro. Em artigo publicado no ano de 2004, Moro analisa de forma elogiosa a famosa Operação italiana conhecida “Mani Pulite” e indica a possibilidade de algo similar acontecer no Brasil – estava, portanto, profetizada pelo magistrado paranaense a Operação “Lava Jato”. No texto o autor identifica um “círculo virtuoso”, responsável pela “magnitude dos resultados obtidos”, que seria composto por prisões preventivas, confissões/delações e divulgação do conteúdo das investigações por meio da imprensa. Em outras palavras, no tripé que sustenta operações como a “Lava Jato”, a agência de comunicação social é, segundo seu “coordenador”, pilar central. Cf.: <http://s.conjur.com.br/dl/artigo-moro-mani-pulite.pdf > Acesso em: 23 de abril de 2017. Essa divulgação, mesmo que operada através de vazamentos ilegais, teria como efeitos desejados e legítimos: a) adesão da opinião pública ao modus operandi da Operação blindando o trabalho dos magistrados contra obstruções indevidas e b) o exercício de coação sobre os inestimados que estariam permanentemente “na defensiva” facilitando a ocorrência de delações e confissões.
[3] BATISTA, Nilo; ZAFFARONI, Eugenio Raúl; et alii. Direito Penal Brasileiro – I. Rio de Janeiro: Revan, 2003, p. 45.
[4] Em especial: MASCARO, Alysson. Estado e forma política. São Paulo: Boitempo, 2013.
[5] KASHIURA JR., Celso Naoto. Sujeito de direito e capitalismo. São Paulo: Outras Expressões: Dobra Universitário, 2014; KASHIURA Jr., Celso Naoto; AKAMINE JR., Oswaldo; MELO, Tarso. Para a crítica do direito: reflexões sobre teorias e práticas jurídicas. São Paulo: Outras Expressões: Dobra Universitário2015; LIMA, Martônio; BELLO, Enzo (org.). Direito e marxismo. Rio de Janeiro: Lumen Juris, 2010. NAVES, Márcio Bilharinho.A questão do direito em Marx. São Paulo: Outras Expressões: Dobra Universitário, 2014
[6] ENGELS, Friedrich; KAUTSKY, Karl. O socialismo jurídico. São Paulo: Boitempo, 2012.
[7] PASHUKANIS, E. B. The general theory of law and marxism. New Brunswick: Transaction Publishers, 2009.
[8] Para uma análise magistral do referido processo: BATISTA, Nilo. Crítica do Mensalão. Rio de Janeiro: Revan, 2015.
[8] Para uma análise magistral do referido processo: BATISTA, Nilo. Crítica do Mensalão. Rio de Janeiro: Revan, 2015.
[9] Basta observer as pavorosas “10 Medidas Contra à Corrupção” apresentadas pelo Ministério Público Federal que tinham o Juiz Sérgio Moro como garoto-propaganda. Temporiamente derrotado na Câmara Federal, o pacote lesgislativo foi rechaçado por toda comunidade jurídica democrática, pois se aprovado causaria um dano incalculável em termos de superencarceramento. Por todos, destacamos a bilhante atuação da Defensoria Pública do Estado do de Janeiro e do Instituto Brasileiro de Cièncias Criminais (IBCCRIM) na luta contra esse delírio acustório cujas críticas podem ser encontradas respectivamente em <http://10medidasemxeque.rj.def.br/ e <https://www.ibccrim.org.br/boletim_sumario/318-277-Dezembro2015> Acesso em: 23 de abril de 2017.
[1o] MARX, Karl. Crítica da filosofia do direito de Hegel. São Paulo: Boitempo, 2010, p. 151.
http://justificando.cartacapital.com.br/2017/04/24/miseria-punitiva-por-que-luciana-genro-esta-errada-sobre-lava-jato/
terça-feira, 18 de abril de 2017
A população brasileira apoiou o impitimam?
A maior parte da população brasileira quis o impeachment?
= Protesto cresce, mas manifestante mantém perfil de alta renda
= 80% da população é composta por pessoas que possuem alta renda?
Se tiver na dúvida tem esse relatório aqui da receita pra dar uma olhadinha e ver como está a distribuição de renda no Brasil.
"Relatório da Distribuição Pessoal da Renda e da Riqueza da População Brasileira"
Dados do IRPF 2015/2014
Secretaria de Política Econômica
LINK pra baixar PDF:
http://www.spe.fazenda.gov.br/noticias/distribuicao-pessoal-da-renda-e-da-riqueza-da-populacao-brasileira/relatorio-distribuicao-da-renda-2016-05-09.pdf
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Protesto cresce, mas manifestante mantém perfil de alta renda
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= Protesto cresce, mas manifestante mantém perfil de alta renda
= 80% da população é composta por pessoas que possuem alta renda?
Se tiver na dúvida tem esse relatório aqui da receita pra dar uma olhadinha e ver como está a distribuição de renda no Brasil.
"Relatório da Distribuição Pessoal da Renda e da Riqueza da População Brasileira"
Dados do IRPF 2015/2014
Secretaria de Política Econômica
LINK pra baixar PDF:
http://www.spe.fazenda.gov.br/noticias/distribuicao-pessoal-da-renda-e-da-riqueza-da-populacao-brasileira/relatorio-distribuicao-da-renda-2016-05-09.pdf
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Protesto cresce, mas manifestante mantém perfil de alta renda
FELIPE BÄCHTOLD
DE SÃO PAULO
DE SÃO PAULO
14/03/2016 02h00
Apesar do crescimento do tamanho do protesto contra a presidente Dilma Rousseff, o perfil dos manifestantes que foram à avenida Paulista neste domingo (13) se manteve elitizado. Os dados são de pesquisa do Datafolha feita por meio de 2.262 entrevistas durante o ato.
A exemplo das outras grandes manifestações contra Dilma ao longo do ano passado, os manifestantes deste domingo tinham renda e escolaridade muito superiores à média da população.
Fonte: Data Folha
http://m.folha.uol.com.br/poder/2016/03/1749640-protesto-cresce-mas-manifestante-mantem-perfil-de-alta-renda.shtml
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sexta-feira, 3 de março de 2017
Entenda a guerra na Síria com essa analogia
Pessoal aí que fala q gosta e defende a cultura árabe, mas não faz a MENOR ideia do que está acontecendo.
Que não gosta de saber que gente morre e acha q isso muda a matança de pessoas. Rs
Ou que é contra o socorro a refugiados como se só tivessem homens estupradores entrando na Alemanha, por exemplo (pois é! Já vi um vídeo falando isso vindo d gente boa!).
Deem uma olhada nesse vídeo!
Não tem um desse resumindo o está acontecendo no Brasil, não? Rs
"Entenda a Guerra na Síria de um jeito MUITO SIMPLES!
Vídeo: Facebook Entenda a Guerra na Síria de um jeito muito fácil
https://m.facebook.com/story.php?story_fbid=977728875661832&id=761500833951305
Que não gosta de saber que gente morre e acha q isso muda a matança de pessoas. Rs
Ou que é contra o socorro a refugiados como se só tivessem homens estupradores entrando na Alemanha, por exemplo (pois é! Já vi um vídeo falando isso vindo d gente boa!).
Deem uma olhada nesse vídeo!
Não tem um desse resumindo o está acontecendo no Brasil, não? Rs
"Entenda a Guerra na Síria de um jeito MUITO SIMPLES!
Vídeo: Facebook Entenda a Guerra na Síria de um jeito muito fácil
https://m.facebook.com/story.php?story_fbid=977728875661832&id=761500833951305
Polêmica do Turbante
Polêmica do Turbante
- Texto 1
Minhas considerações:
Antes da polêmica eu já tinha tentado fazer essa pesquisa por causa de um aniversário meu que chamei uma amiga pra fazer uma oficina de turbante e eu não queria que fosse apenas um adereço.
A questão que a pessoa que fez a publicação não aprofundou foi essa: quando você usa algo importante de outra cultura apenas como adereço. Sem nenhum significado ou respeito. Eu acho que gera um processo de esvaziamento enorme pela qual nossa sociedade passa cada vez mais que não é exatamente bom. Bem como também não é todo significado que é bom.
E eu entendo tb que ninguém pode chegar pra outra pessoa e querer que ela mude seu jeito de vestir e pensar sem antes entender contextos. Em situações como a q supostamente aconteceu, só o que é possível fazer é tentar fazer com q o outro se dê conta.
Txt 1:
"A questão da apropriação cultural tem gerado muitas polêmicas. Recentemente, uma garota branca foi hostilizada por militantes negras radicais, justamente por usar turbante - que, para as militantes radicais, é um objeto cultural "negro". A ignorância tem muitos filhos, inclusive a agressividade injustificável e o barbarismo.
Em primeiro lugar, próprio conceito de "apropriação cultural" foi desenvolvido por intelectuais brancos críticos do neocolonialismo, derivado da ideia de anti-essencialismo cultural de George Lipsitz - que também não é negro.
Em segundo lugar, o turbante não é um objeto cultural especificamente "negro" (nem branco, asiático, indígena, árabe, persa, etc.). Muitos povos negros começaram a usá-los após o contato com os portugueses, e foram os portugueses que trouxeram os turbantes ao Brasil.
Os persas usavam turbantes, especialmente difundidos na dinastia safávida, como símbolo de opulência, riqueza; hmongs, povos milenares do Tibete, usam turbantes; há povos tradicionais europeus que usam turbantes e variações dele, como habitantes da Sardenha, além de grupos étnicos russos e ucranianos.
Os negros, como todos os outros povos, deram formas e significados peculiares para um objeto amplamente usado, inclusive por povos que nunca tiveram contato entre si.
Culturas não são objetos imóveis; são "organismos" vivos que interagem entre si e se alteram. Isso vale para turbantes e qualquer outra coisa. Isso não significa que devemos tomar objetos com uma carga de valores e simplesmente tratá-los de qualquer forma, como meras mercadorias. E é isso o que a lógica liberal faz: rouba objetos e culturas inteiras e os transforma em meras mercadorias numa prateleira, tudo pelo lucro.
Mas a "tomada" de objetos entre culturas é um efeito normal e inevitável da interação humana, social e cultural.
*Na imagem, da esquerda pra direita e de cima pra baixo:ucraniana
duas ucranianas, russa, árabe, indiana sikh, italiana da Sardenha, polonesa, angolana, brasileira, iraniana, tibetana hmong e portuguesa."
Fonte: Facebook Avante
https://m.facebook.com/AcaoAvante/photos/a.854728267947451.1073741828.849924398427838/1309687102451563/?type=3
###############################
- Texto 2
Minhas considerações:
Muito polêmico mesmo.
Não sei se eu concordo com tudo. Mas o cerne da questão é: "trocaram Zumbi por Pelé". Tratariam a luta contra o racismo como algo unificado: negr@s X branc@s quando há cortes de classe aí que estão sendo negligenciados e tendo falsos avanços através de políticas que não seriam realmente para todos.
Muito polêmico.
Entendi e gostei do txt, mas nao de tudo.
O que não gostei mesmo foi: onde ele quis chegar com a parte em q ele fala q a gente "deve admitir q fomos gerados pela sociedade escravocrata". Um txt tão crítico e , chega nessa parte, ainda quer dizer q devemos a essa forma do capital que ele condenava a pouco???
Devemos tb aos campos de concentração q colaboraram pra diversas descobertas relacionados as práticas médicas? A relação não é de dever, mas de consequência. Não acho legal ver aspectos positivos nisso até porque continua acontecendo.
É muito difícil falar sobre esse assunto.
TXT 2:
Link não funcionou mais! :/
#####################################
- Texto 3
Minhas considerações:
E não é que é verdade?
Txt 3:
"E não é que é verdade?
"Essa discussão toda sobre apropriação cultural me fez lembrar de uns 10 anos atrás, quando o Emo tava na moda e o pessoal negro que curtia o estilo e tentava se enquadrar era motivo de chacota, com seus cabelos alisados com chapinha ou molhados de creme, pois o Emo sempre foi pra brancos de cabelo liso.
Também lembro dos eventos de anime e cultura japonesa que eu frequentava, onde os brancos arrasavam com seus cosplays enquanto os negros, por mais que seus trajes fossem bem elaborados, mais uma vez eram motivo de piada por causa do tom de pele tão diferente dos personagens que os inspiravam.
Aí dentro de toda essa discussão sobre o uso do turbante aparecem vários brancos dizendo que não querem ter sua liberdade limitada. Mas na verdade os brancos sempre tiveram liberdade para tudo. Sinceramente, o que você já deixou de fazer por ser branco? A discussão sobre a apropriação cultural não tem como finalidade te impedir de ter sua liberdade, mas questionar por quê todos não têm a mesma liberdade que você.
Infelizmente esse papo do multiculturalismo e da miscigenação só parece ser válido quando pessoas brancas querem legitimar suas ações."
Créditos: Thiago Fernandes
- Texto 1
Minhas considerações:
Antes da polêmica eu já tinha tentado fazer essa pesquisa por causa de um aniversário meu que chamei uma amiga pra fazer uma oficina de turbante e eu não queria que fosse apenas um adereço.
A questão que a pessoa que fez a publicação não aprofundou foi essa: quando você usa algo importante de outra cultura apenas como adereço. Sem nenhum significado ou respeito. Eu acho que gera um processo de esvaziamento enorme pela qual nossa sociedade passa cada vez mais que não é exatamente bom. Bem como também não é todo significado que é bom.
E eu entendo tb que ninguém pode chegar pra outra pessoa e querer que ela mude seu jeito de vestir e pensar sem antes entender contextos. Em situações como a q supostamente aconteceu, só o que é possível fazer é tentar fazer com q o outro se dê conta.
Txt 1:
"A questão da apropriação cultural tem gerado muitas polêmicas. Recentemente, uma garota branca foi hostilizada por militantes negras radicais, justamente por usar turbante - que, para as militantes radicais, é um objeto cultural "negro". A ignorância tem muitos filhos, inclusive a agressividade injustificável e o barbarismo.
Em primeiro lugar, próprio conceito de "apropriação cultural" foi desenvolvido por intelectuais brancos críticos do neocolonialismo, derivado da ideia de anti-essencialismo cultural de George Lipsitz - que também não é negro.
Em segundo lugar, o turbante não é um objeto cultural especificamente "negro" (nem branco, asiático, indígena, árabe, persa, etc.). Muitos povos negros começaram a usá-los após o contato com os portugueses, e foram os portugueses que trouxeram os turbantes ao Brasil.
Os persas usavam turbantes, especialmente difundidos na dinastia safávida, como símbolo de opulência, riqueza; hmongs, povos milenares do Tibete, usam turbantes; há povos tradicionais europeus que usam turbantes e variações dele, como habitantes da Sardenha, além de grupos étnicos russos e ucranianos.
Os negros, como todos os outros povos, deram formas e significados peculiares para um objeto amplamente usado, inclusive por povos que nunca tiveram contato entre si.
Culturas não são objetos imóveis; são "organismos" vivos que interagem entre si e se alteram. Isso vale para turbantes e qualquer outra coisa. Isso não significa que devemos tomar objetos com uma carga de valores e simplesmente tratá-los de qualquer forma, como meras mercadorias. E é isso o que a lógica liberal faz: rouba objetos e culturas inteiras e os transforma em meras mercadorias numa prateleira, tudo pelo lucro.
Mas a "tomada" de objetos entre culturas é um efeito normal e inevitável da interação humana, social e cultural.
*Na imagem, da esquerda pra direita e de cima pra baixo:ucraniana
duas ucranianas, russa, árabe, indiana sikh, italiana da Sardenha, polonesa, angolana, brasileira, iraniana, tibetana hmong e portuguesa."
Fonte: Facebook Avante
https://m.facebook.com/AcaoAvante/photos/a.854728267947451.1073741828.849924398427838/1309687102451563/?type=3
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- Texto 2
Minhas considerações:
Muito polêmico mesmo.
Não sei se eu concordo com tudo. Mas o cerne da questão é: "trocaram Zumbi por Pelé". Tratariam a luta contra o racismo como algo unificado: negr@s X branc@s quando há cortes de classe aí que estão sendo negligenciados e tendo falsos avanços através de políticas que não seriam realmente para todos.
Muito polêmico.
Entendi e gostei do txt, mas nao de tudo.
O que não gostei mesmo foi: onde ele quis chegar com a parte em q ele fala q a gente "deve admitir q fomos gerados pela sociedade escravocrata". Um txt tão crítico e , chega nessa parte, ainda quer dizer q devemos a essa forma do capital que ele condenava a pouco???
Devemos tb aos campos de concentração q colaboraram pra diversas descobertas relacionados as práticas médicas? A relação não é de dever, mas de consequência. Não acho legal ver aspectos positivos nisso até porque continua acontecendo.
É muito difícil falar sobre esse assunto.
TXT 2:
Link não funcionou mais! :/
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- Texto 3
Minhas considerações:
E não é que é verdade?
Txt 3:
"E não é que é verdade?
"Essa discussão toda sobre apropriação cultural me fez lembrar de uns 10 anos atrás, quando o Emo tava na moda e o pessoal negro que curtia o estilo e tentava se enquadrar era motivo de chacota, com seus cabelos alisados com chapinha ou molhados de creme, pois o Emo sempre foi pra brancos de cabelo liso.
Também lembro dos eventos de anime e cultura japonesa que eu frequentava, onde os brancos arrasavam com seus cosplays enquanto os negros, por mais que seus trajes fossem bem elaborados, mais uma vez eram motivo de piada por causa do tom de pele tão diferente dos personagens que os inspiravam.
Aí dentro de toda essa discussão sobre o uso do turbante aparecem vários brancos dizendo que não querem ter sua liberdade limitada. Mas na verdade os brancos sempre tiveram liberdade para tudo. Sinceramente, o que você já deixou de fazer por ser branco? A discussão sobre a apropriação cultural não tem como finalidade te impedir de ter sua liberdade, mas questionar por quê todos não têm a mesma liberdade que você.
Infelizmente esse papo do multiculturalismo e da miscigenação só parece ser válido quando pessoas brancas querem legitimar suas ações."
Créditos: Thiago Fernandes
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