terça-feira, 29 de dezembro de 2020

 Muito mais fácil crer num deus perfeito do que exercer o amor ao próximo. Imagina ter q ser vc deus? Ter q ser vc justo? Ter q ser vc bom? 

Tem ateu q acredita que é a gente que tem q ser. Eu acredito.

Será q só um ex-ateu e um ex-religioso conseguem conversar honestamente? Porque já habitaram o mundo um do outro? Rs 

 O religioso , na sua soberba, tem coragem de se dirigir ao seu diferente, ao ateu, e dizer, da sua lente cultural: você não acredita em nada.

Ateísmo - por que tanto preconceito x medo

 Ateísmo - por que tanto preconceito x medo

As pessoas crescem em uma religião ou escolhem uma religião ou ritual. Ou, mesmo sem religião, creem em deus sem entender que isso tb é fruto (entendem racionalmente, mas ignoram, porque "sentem" que é verdade) de uma cultura. Toda cultura diferente que acessam querem direcionar pra deus novamente. Investem sentimentos e momentos naquilo, dando concretude e sentido íntimo.

Mas não entendem os ateus. 

Para um ateu deveria ser muito mais fácil praticar qualquer religião, do que não entender porque as pessoas, achando q é verdade, as praticam.

No fundo trata-se da mesma coisa: todos são capazes de produzir saúde através de experiencias de "elevação" pois a experiência é real, mas a explicação? É diversa.

Porém, é diversa de acordo com uma tradição e não com a singularidade d cada um de nós. Aí q tá a captura.

Nesse sentido, LIBERTÁRIO, sem dogmatismo, a coisa mais "espiritual" com a qual trabalho por um viés tb limitado (como toda ferramenta histórica!) é a ... psicologia. 

E ela é suficiente para algo? Todos precisam de psicoterapia? NÃO! Porque a saúde é algo que se soma. São diversos fatores e possibilidades de intervenção. São diversos povos e culturas.

Como eliminar da sua experiência a estrutura de dominação e realmente, por qualquer filosofia, nos unirmos? 

O quanto a religião nos impede de estarmos juntos?

Se em toda religião há experiência de cura, porque achamos que quem cura não somos nós?

Por que, raios, vendo que somos manipulados pela publicidade, pela religião na política, pelo nosso EMOCIONAL insistimos em confundir as coisas? Insistimos na hierarquia?

Descolonizar o "espiritual".

Temos medo d sermos livres.

Sermos livres pra escolher nosso ritual.

segunda-feira, 28 de dezembro de 2020

 

As drogas psicodélicas –LSD, ecstasy, cogumelos “mágicos”– caíram em desgraça com a voga proibicionista dos anos 1970/80, quando conservadores reagiram em pânico diante da contracultura. Agora são os herdeiros dos hippies a temer, em face da voracidade capitalista que ameaça neutralizar seu apelo libertário.

“Herdeiros dos hippies” pode soar pejorativo para os que se dedicam ao assunto intelectualmente; melhor falar em “psiconautas”. A área de estudos ficou pelo menos duas décadas submersa, mas vive um renascimento com a proliferação de estudos clínicos sobre benefícios para a saúde mental –que já atraem a atenção de investidores.

Quatro psiconautas renascentistas do Brasil participaram de um debate sobre o tema na quinta-feira (29): a antropóloga Bia Labate, o psiquiatra Luís Fernando Tófoli e os psicólogos Bruno Gomes e Fernando Beserra. Promovida pela Associação Brasileira Multidisciplinar de Estudos sobre Drogas (Abramd), a discussão ofereceu boa amostra das preocupações que afligem quem não caiu de paraquedas nesse campo.

Bia fala de um ponto de vista privilegiado, desde a Califórnia, onde lidera o Instituto Chacruna, especializado em plantas medicinais como as que entram no chá ayahuasca. Ela disse no encontro virtual que o último ano assistiu a uma explosão em torno dos psicodélicos, nos EUA, na esteira da legalização da maconha medicinal e recreativa em vários estados.

Ela apontou duas vertentes para o que chamou de “verdadeiro Eldorado”. Primeiro, o avanço de testes clínicos com MDMA (ecstasy) para tratamento de transtorno de estresse pós-traumático (TEPT) e com a psilocibina dos cogumelos Psilocybe para depressão. Ambas as substâncias estão em via acelerada para obter autorização da FDA, agência americana de fármacos, o que a antropóloga previu para 2022 ou 2023.

A outra vertente se manifestou na descriminalização da psilocibina em quatro cidades americanas vanguardistas (Denver, Oakland, Santa Cruz e Ann Arbor). O movimento se encorpa agora com plebiscitos que vão na mesma direção, na próxima terça-feira (3), em Oregon e Washington DC (além de cinco outros estados que podem somar-se aos 30 em que o uso medicinal ou recreativo da maconha se tornou legal).

Multiplicam-se as conferências virtuais, documentários, manifestações de celebridades, lançamentos de empresas, cursos de capacitação, organizações não governamentais, assinalou Bia.

“Uma espiral sufocante. Os pesquisadores vão também precisar fazer tratamento para ansiedade”, brincou. E emendou, a sério: “É outro mundo, não o dos hippies. O cara que fez fortuna com cânabis medicinal agora vai investir em psilocibina para depressão”.

Dispensário de maconha em Denver, onde o uso recreativo é legalizado desde 2014 (Danilo Verpa/Folhapress)

Em setembro a empresa londrina Compass Pathways, fundada há apenas quatro anos, abriu oferta de capital na bolsa de Nova York e viu seu valor de mercado saltar US$ 544 milhões. Dona de controvertida patente para uma versão sintética cristalizada da psilocibina, COMP360, lidera um dos estudos para seu uso como adjuvante de psicoterapia para depressão.

Tófoli, da Unicamp, concordou com a ideia de uma “invasão do capitalismo predatório”, segundo sua descrição, mas alertou que ainda não há comprovação completa do efeito terapêutico dos psicodélicos. Falta cumprir a etapa científica dos ensaios clínicos de fase 3 e vencer os obstáculos regulatórios para, aí sim, tentar derrubar os preconceitos que ainda sobrevivem na classe médica.

O psiquiatra antecipa que empresários possam ter dificuldade com o componente alterador da consciência dos psicodélicos, fonte do revide reacionário de décadas atrás, e que na sua opinião faz parte do pacote terapêutico. Nos EUA e no Brasil, a atmosfera não ajuda: “É romântico pensar que substâncias proscritas possam curar pessoas neste mundo doente.”

Tome-se o caso da microdosagem, que ganhou fama não como cura, mas capacitação, melhoramento. No Vale do Silício ou em Wall Street, recorre-se a doses subclínicas periódicas de psilocibina ou LSD (ou seja, incapazes de produzir efeito psicodélico) em busca de maior produtividade e criatividade. Fazer dinheiro, não viagens.

O psicólogo Fernando Beserra, um dos fundadores da Associação Psicodélica do Brasil, há cinco anos, reivindicou no debate que se retome a tradição política dessas substâncias, que corre o risco de diluir-se no seu enquadramento médico e comercial. “Será que a microdosagem tem de ser só produtivista, ou há um potencial transformador, [na linha] da contracultura?”

Beserra se preocupa com o futuro acesso a essas drogas, se e quando ficar provado seu sucesso clínico, diante das patentes e da investida empresarial. “Como vai chegar no Terceiro Mundo, no Brasil, ainda mais sob Bolsonaro? O debate político é para hoje, para agora, para poder sonhar um dia com outros cenários, outros caminhos.”

Nessa altura da discussão virtual, transcorrida quase uma hora, havia 84 pessoas assistindo. Uma delas escreveu na área de comentários: #PsicodélicosNoSUS.

O psicólogo Bruno Gomes, que mediava o debate, falou de outra explosão, a das culturas da ayahuasca no Brasil, que não se encontra mais restrita às religiões organizadas como Santo Daime, Barquinha e União do Vegetal. Ocorreu uma popularização, uma capilarização, disse ele, com vários grupos a se multiplicar, religiosos ou não.

Mencionou também uma subcultura da ibogaína, composto psicodélico extraído de uma planta africana (Tabernanthe iboga). Apesar do risco de disfunção cardíaca, tem sido usada como terapia alternativa para dependência química. “Um mercado está se formando.”


Tabernanthe iboga, planta de origem africana de cuja raiz se extrai a ibogaína, uma das drogas que poderão ser descriminalizadas em Washington, DC (Marco Schmidt/Creative Commons)

Nem sob efeito de psicodélicos é fácil imaginar que um dia eles cheguem ao SUS, num momento em que até seu exemplar Programa Nacional de Imunização enfrenta a ameaça da polarização ideológica –bem no meio de uma pandemia, e por causa de vacinas que ainda nem existem. Mas os cisnes negros existem, como prova o que acontece com a MDMA (base do ecstasy) e o TEPT nos Estados Unidos.

A Associação Multidisciplinar para Estudos Psicodélicos (Maps, na sigla em inglês) está perto de conquistar a regulamentação do emprego da MDMA em psicoterapia para estresse pós-traumático, e conta para isso com a simpatia de militares e policiais (veja abaixo vídeo com depoimento do veterano Nick Blackston sobre sua recuperação, em inglês). Eles formam provavelmente o maior contingente dos 11,6 milhões de americanos que padecem desse transtorno.

A Maps publicou em 14 de outubro na revista científica PLoS One artigo animador sobre a economia que essa terapia para veteranos poderia trazer, na comparação com as opções terapêuticas disponíveis hoje (ineficazes para cerca de metade dos portadores). Só com hospitalizações por TEPT os EUA despendem a cada ano estimados US$ 4,4 bilhões.

O tratamento de um americano com o transtorno pode chegar a US$ 20 mil anuais. Recorrendo à psicoterapia com MDMA, gastam-se US$ 7.500 (90% disso para remunerar os terapeutas).

Tomando por base a melhora obtida por 74 participantes em seis estudos clínicos controlados randomizados de fase 2 realizados nos últimos anos, a Maps calculou que cada grupo de mil pacientes assim tratados permitiria a economia de US$ 103 milhões –em valores de hoje, já descontados– ao longo de 30 anos.

Essa linguagem os capitalistas dos planos de saúde entenderiam, assim como, talvez, os bons administradores remanescentes no Sistema Único de Saúde. E não faltam portadores de estresse pós-traumático no Brasil, com suas taxas vergonhosas de homicídios e letalidade policial, os cadáveres da fracassada guerra às drogas; se for a mesma proporção dos EUA, 3,5% da população, seriam mais de 7 milhões de brasileiros.

Louco, mesmo, talvez se mostre NÃO pensar em #PsicodélicosNoSUS.



https://outline.com/edEvkf



sábado, 27 de junho de 2020

número de denúncias de violência contra a mulher durante o isolamento social

Dados do serviço 190, da Polícia Militar, apresentam crescimento de 12% dos chamados
Por Myllena Vianna*, às 17:53 - 05/06/2020 | Atualizado às 18:27 - 05/06/2020
O número de denúncias de violência contra a mulher cresceu 12% pelo serviço 190, da Polícia Militar, durante o período de isolamento social. O porcentual foi observado nos meses de março e abril deste ano na comparação com mesmo período do ano passado. Ao todo, foram 13 mil ligações.
No entanto, na comparação entre os mesmos períodos, as delegacias do Rio tiveram uma redução no número de registros de ocorrências. A queda foi de 48,5% dos crimes tipificados pela Lei Maria da Penha.
Vale ressaltar que os chamados à Polícia Militar podem ser feitos pelo telefone, enquanto as vítimas de violência doméstica precisam ir até a delegacia para registrar os casos de agressão.
Além disso,  para a fundadora do Movimento de Mulheres de São Gonçalo, instituição criada para garantir assistência a mulheres que sofrem violência doméstica e sexual, Marisa Chaves, a queda no nos registros acontece porque os agressores ficam em tempo integral com as vítimas durante a pandemia.
Uma das vítimas atendidas pelo movimento, que teve a identidade preservada e a voz distorcida, conta que teve o corpo queimado com gasolina pelo ex-companheiro e foi acolhida pela entidade.
Quem quiser entrar em contato com o Movimento de Mulheres de São Gonçalo procurar auxílio através do número (21) 2606-5003, pelo WhatsApp (21) 98464-2179 ou pelo site www.movimentomulheres.com.br.
*Estagiária sob supervisão de Isabele Rangel
Ouça a reportagem completa clicando no player de áudio.


Fonte:
http://www.bandnewsfmrio.com.br/editorias-detalhes/aumenta-o-numero-de-denuncias-de-violencia-co

segunda-feira, 8 de junho de 2020

#URGENTE | WITZEL AUTORIZA REABERTURA DE BARES, RESTAURANTES, SHOPPINGS E RETORNO DO FUTEBOL A PARTIR DESTE SÁBADO (06)

O governador Wilson Witzel autorizou, em decreto publicado em edição extra do Diário Oficial de hoje, a reabertura gradual da economia fluminense a partir deste sábado (06/06). A medida determina o funcionamento de alguns setores do comércio e da indústria em horários específicos para evitar aglomerações.

Para a elaboração do decreto, o Governo do Estado levou em consideração os dados epidemiológicos da Secretaria de Estado de Saúde, incluindo a redução do número diário de óbitos e das internações por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). Os dados estão disponíveis em boletim publicado hoje que pode ser acessado aqui: https://coronavirus.rj.gov.br/decreto-flexibiliza-reabertura-gradual-da-economia-fluminense/

✔️Os shopping centers e centros comerciais podem funcionar das 12h às 20h, com limitação de 50% da capacidade, garantindo fornecimento de álcool em gel 70%. As praças de alimentação também podem reabrir com 50% da capacidade. Áreas de recreação, cinemas e afins, permanecerão fechados.

✔️ Bares e restaurantes podem voltar a funcionar respeitando o limite de 50% de sua capacidade.

✔️ Equipamentos e pontos turísticos, como Cristo Redentor e Pão de Açúcar, também estão autorizados a abrir para o público, respeitando o limite de 50% de sua capacidade de lotação. As organizações religiosas podem funcionar, desde que seja observada a distância de 1 metro entre as pessoas.

✔️ O funcionamento dos parques, para a prática de esportes, também está permitido, desde que não haja aglomeração. Ficam autorizadas as atividades esportivas individuais ao ar livre, inclusive em praias e lagoas, preferencialmente próximo à residência. Atividades esportivas de alto rendimento passam a ser autorizadas, desde que sem público e com os devidos protocolos de higienização.

✔️ Todos os estabelecimentos abertos devem seguir protocolos e medidas de segurança recomendadas pelas autoridades sanitárias, como assegurar a distância mínima de 1 metro, obrigatoriedade de uso de máscara e disponibilização de álcool em gel 70%.

Saiba mais: https://coronavirus.rj.gov.br/decreto-flexibiliza-reabertura-gradual-da-economia-fluminense/