quarta-feira, 7 de março de 2018

A parte que falta - Jout Jout

Sobre o vídeo veiculado pela Jout Jout sobre A parte que falta".

"Não há partes que faltam.
Não há falta!

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Essa semana um vídeo ganhou grande notoriedade nas redes sociais um vídeo da youtuber Jout Jout Prazer sobre o livro A parte que falta do americano Shel Silverstein.
O vídeo está entre os mais vistos da semana com quase 3 milhões de visualização no youtube.
https://www.youtube.com/watch?v=GFuNTV-hi9M

O vídeo tem uma beleza singular e traz em sua linguagem simples uma história que nos pôs a pensar.
No entanto, cabe-nos pensá-lo de outra maneira. Não como simples discordância, mas como forma de ampliar as maneiras de ver a situação.
Partimos do pressuposto de que não há falta, que nada falta ao desejo.
Diferentemente de algumas linhas psicológicas e psicanalíticas que dizem que a falta nos constitui, que somos movidos pela falta.
Ou como diz o vídeo: a vida como uma "grande preencheção e despreencheção de buraquinhos"
Há dois casos:
Uma suposição de que há uma completude e que nesse sentido, a falta precisa preenchida para alcançar essa completude. Nesse sentido, o vídeo é bem oportuno em combater a ideia de completude.
No entanto, o contra-argumento dado é que sempre vai faltar, que sempre viveremos sempre preenchendo, despreenchendo.
Todavia, partimos da ideia de que não há nem ideia de completude, nem falta a nos mover.
Nosso desejo é movido pela produção incessante de realidades.
Nosso inconsciente não é uma região cheia de buraquinhos...
Não há relação desejo-objeto. O desejo a objetos é uma grande ilusão que nos coloca sempre numa posição do negativo, daquele que precisa de algo ou alguém para preencher.
No entanto, vemos à luz de Nietzsche-Guattari-Deleuze de uma outra maneira.
Nosso inconsciente é como uma usina que sempre quer produzir maneiras de existir, independente de falta, de objetos: lidos como ilusão que obstaculariza a expandir nossa potência, por crermos numa dívida inalcançável que sempre nos paralisa com a impressão de: "Falta algo", "Falta alguém"
Visões que sempre nos colocam numa condição de afastamento de nossa potência.
Nossa potência sempre se expande, a não ser que algo busque impedi-la. Algo como a ilusão de falta.
O psicólogo da youtuber a disse que ela tinha "um problema com a falta", no entanto o problema é a FALTA. A produção de ilusão de falta na subjetividade, para que sempre se tenha uma dívida. Como ocorria com os padres e hoje ocorre com os saberes psi.
Nossa subjetividade é constituída pela multiplicidade. Coexistem em nós diversas maneiras de ser.
O que nos move não é a falta e sim o DEVIR.
Não a busca por preencher!
Mas o movimento de sempre tornar-se múltiplo, de expandir nossa potência de existir.
Onde os encontros podem aumentar nossa potência ou reduzi-la. Mas que não PRECISAMOS do OUTRO para nos preencher.
Dessa forma, não vemos a falta como um motor, mas como um impedimento do movimento de nossa potência sempre produzir a multipliSIdade."

Fonte: Esquizografias (Face)
https://m.facebook.com/story.php?story_fbid=1818923214793336&id=997150653637267

Oração não substitui ação - Natally

"Eu verdadeiramente acredito na força transformadora das orações, das preces, das rezas, dos passes, dos mantras.  Mas, em determinados contextos, apenas "orar" não basta. A situação dos refugiados da Síria, por exemplo, é o resultado de uma guerra civil. E é importante a gente saber que a situação desses refugiados piora com o fortalecimento da extrema direita no mundo. O discurso da extrema direita promove o ódio às minorias e o ódio aos estrangeiros. Por isso, penso que além das nossas preces, precisamos nos posicionar politicamente dizendo NÃO  à extrema direita. Aqui no Brasil temos falsos "mitos" defendendo exatamente esses tipos de discursos de ódio. Por isso, se acreditamos em uma cultura de paz e se queremos um futuro melhor para as próximas gerações  não podemos deixar que o ódio institucional continue ganhando poder."
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Natally C.

Segurança por Hélio Luz

Resumé

1 -
"Os diagnósticos incisivos de Hélio Luz, ex-chefe da Polícia Civil no Rio, ficaram marcados na memória de quem, há quase 20 anos, o assistiu no documentário "Notícias de Uma Guerra Particular", descrevendo uma polícia que foi "criada para ser violenta e corrupta" e teria papel de "garantir uma sociedade injusta".

2 -
"Como você mantém os excluídos todos sob controle, ganhando R$ 112 por mês? Com repressão", disse aos diretores João Moreira Salles e Kátia Lund, na época em que chefiava a Polícia Civil fluminense, entre 1995 e 1997, referindo-se ao valor do salário mínimo de então.

3 -
"Por que cercar a favela, se o crime não está ali? O cerne da questão da insegurança não está ali. Aquilo ali é o resultado", afirma, considerando que os "meninos que estão no tráfico" são produto da desigualdade social.

Luz considera que a intervenção federal pode trazer benefícios se deixar de lado ações ostensivas nas favelas - que equivalem a "enxugar gelo" e estigmatizam os moradores - e trabalhar para recuperar as estruturas policiais, neutralizando a ação de agentes corruptos e fazendo com que os "mocinhos" - integrantes do sistema de segurança - façam jus à designação popular.

4 -
"Mas acho que temos que ter uma discussão mais consequente. Estamos falando do problema de segurança da população do Rio. Há uma questão real e podemos ter uma conversa séria sobre isso.

4 -
BBC Brasil - O mocinho é o policial?

Hélio Luz - Não só o policial. São os integrantes do sistema de segurança que operam no Estado do Rio. Pode ser bombeiro, agente penitenciário, policial rodoviário. É preciso transformar o mocinho em mocinho.

Crime organizado pressupõe atuação a nível nacional, formação de um cartel e inserção nos poderes da República. O que denominam "bandidos" no Rio, e tenho ojeriza a isso, não é crime organizado. O tráfico no Rio não é cartelizado e disputa permanentemente a área geográfica. Não tem um exército ou integrantes constantes. Tem muitos problemas internos.

O pessoal não percebe que isso é um produto da sociedade. Esses meninos que estão no tráfico são um produto direto nosso, da classe média, dos detentores do poder desse país.

BBC Brasil - São um produto da desigualdade social?

Hélio Luz - São um produto da concentração de renda. E não venha me dizer que a Índia ou outros países com desigualdade não têm esse problema. Aqui é diferente, pô. O nosso nível de concentração de renda é muito alto e resulta nisso.

A favela é produto nosso. Como é que não é produto dos que detêm o poder? Como é que não é produto da classe média? É produto meu. Como é que eu tenho aposentadoria integral e não tenho responsabilidade sobre a favela? Para eu ter meus privilégios, tem que existir favela. Isso é óbvio. O dinheiro público é um só. Se eu abocanho uma maior parte, falta do outro lado. Não há saída para isso.

Ele (o general) tem condição de recuperar as estruturas policiais e beneficiar o segmento que mais sofre com essa parafernália toda, o favelado, que é estigmatizado.

Lógico que para isso ele vai precisar de um grupo de policiais civis e militares que não usem o tal do guardanapo da cabeça. Não pode. Polícia que gosta de botar guardanapo na cabeça não serve para recuperar.


BBC Brasil - O senhor está falando do ex-governador Sérgio Cabral e do famoso jantar em Paris, com a farra dos guardanapos na cabeça.

Hélio Luz - É isso. (...)

Retirar a turma do guardanapo na cabeça é difícil, mas o general pode isolá-los, neutralizá-los. Não precisam ser todos. Na hora que neutraliza uma parte considerável, o restante se enquadra.

A partir disso, ele tem condições de reduzir as ações de vigilância ostensiva que essas GLOs (operações militares para Garantia de Lei e da Ordem) fazem, com tropas nas favelas estigmatizando essas áreas. Como se o problema estivesse dentro das favelas. Não está.

Como ele tem um comando inédito do sistema, ele pode priorizar investigações integradas e coordenadas para prender os agentes externos da insegurança.

Eu tenho muita dificuldade de chamar de bandido. Aqui no Brasil, chamar o pessoal que mora na favela de bandido é de uma incoerência tremenda. O bandido brasileiro usa terno e gravata.

Se ele (o general Braga Netto) quiser aprofundar as investigações, ele vai parar nas mesas de câmbio que operam na avenida Rio Branco (no centro do Rio).

Ninguém pode imaginar que o menino da favela tenha capital o suficiente para bancar os entorpecentes que circulam ali. Quem detém o capital que financia as drogas tem uma mesa que opera câmbio na Rio Branco e um filho que frequenta bons colégios. Se o general chegar lá, aí realmente vai estar combatendo o crime e melhorando as condições de segurança do Rio."

Taí o tipo de cara q eu discordo mas faz sentido.

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Matéria na íntegra:

O problema do Rio não são os bandidos, são os mocinhos', diz ex-chefe da Polícia Civil

Quase vinte anos após fala incisiva no documentário 'Notícias de Uma Guerra Particular', Hélio Luz diz que intervenção federal deve atacar corrupção policial e reduzir ações ostensivas em favelas, que estigmatizam moradores.




Os  diagnósticos incisivos de Hélio Luz, ex-chefe da Polícia Civil no Rio, ficaram marcados na memória de quem, há quase 20 anos, o assistiu no documentário "Notícias de Uma Guerra Particular", descrevendo uma polícia que foi "criada para ser violenta e corrupta" e teria papel de "garantir uma sociedade injusta.

"Como você mantém os excluídos todos sob controle, ganhando R$ 112 por mês? Com repressão", disse aos diretores João Moreira Salles e Kátia Lund, na época em que chefiava a Polícia Civil fluminense, entre 1995 e 1997, referindo-se ao valor do salário mínimo de então.

Aos 72 anos, Luz está aposentado, afastado da vida pública e vive com a família em Porto Alegre, onde nasceu. Mas continua acompanhando de perto as notícias da guerra particular que não acaba no Rio.

Em entrevista à BBC Brasil, ele faz o esforço constante de deslocar o foco das favelas, que têm sido objeto de operações policiais e militares, e apontar o espelho de volta para as elites, para a classe média e para as forças de segurança.

"Por que cercar a favela, se o crime não está ali? O cerne da questão da insegurança não está ali. Aquilo ali é o resultado", afirma, considerando que os "meninos que estão no tráfico" são produto da desigualdade social.

Luz considera que a intervenção federal pode trazer benefícios se deixar de lado ações ostensivas nas favelas - que equivalem a "enxugar gelo" e estigmatizam os moradores - e trabalhar para recuperar as estruturas policiais, neutralizando a ação de agentes corruptos e fazendo com que os "mocinhos" - integrantes do sistema de segurança - façam jus à designação popular.

"O problema do Rio não são os bandidos. O problema do Rio são os mocinhos. Se ele recuperar o quadro de mocinhos, ele pode dar uma atenção real ao quadro de bandidos", afirma.

Leia abaixo os principais trechos da entrevista.
BBC Brasil - Como o senhor se posiciona em relação à intervenção federal?
Hélio Luz - Eu entendo que a intervenção é constitucional. É inédita, mas é constitucional. A discussão está sendo muito reduzida ao oportunismo político de quem detém o poder. Foi uma medida oportunista? Foi, e nisso está longe de ser a primeira.
Mas acho que temos que ter uma discussão mais consequente. Estamos falando do problema de segurança da população do Rio. Há uma questão real e podemos ter uma conversa séria sobre isso.
Não vou falar no interventor, que é um cargo político, e sim no general Braga Netto, que manda no Comando Militar do Leste. O CML é o mais antigo e o mais completo arquivo de informações sobre os integrantes das polícias Civil, Militar e dos bombeiros do Estado do Rio. A troca de informação do Exército com as polícias é constante. A segunda seção das Forças Armadas sabe de tudo.
Outros comandantes do CML tiveram acesso a essas informações, mas não podiam fazer muita coisa. Agora o general tem acesso a essa inteligência e pode agir com base nela. Pode mudar o comando e mexer nas polícias. Isso é inédito.
BBC Brasil - Mas a intervenção tem data para acabar, dia 31 de dezembro. É possível resolver problemas estruturais na área de segurança?
Hélio Luz - Não, para isso, ele precisaria de mais tempo e de uma discussão mais ampla sobre um projeto de segurança. Mas ele pode recuperar a estrutura existente.
O grande problema que temos é quem executa a segurança pública. Os integrantes das polícias Militares e Civil. Se o general recuperar as estruturas internas, os agentes que provocam a insegurança ficarão limitados ao ambiente externo.
O problema do Rio não são os bandidos. O problema do Rio são os mocinhos. Se ele recuperar o quadro de mocinhos, ele pode dar uma atenção real ao quadro de bandidos.
BBC Brasil - O mocinho é o policial?
Hélio Luz - Não só o policial. São os integrantes do sistema de segurança que operam no Estado do Rio. Pode ser bombeiro, agente penitenciário, policial rodoviário. É preciso transformar o mocinho em mocinho.
Crime organizado pressupõe atuação a nível nacional, formação de um cartel e inserção nos poderes da República. O que denominam "bandidos" no Rio, e tenho ojeriza a isso, não é crime organizado. O tráfico no Rio não é cartelizado e disputa permanentemente a área geográfica. Não tem um exército ou integrantes constantes. Tem muitos problemas internos.
O pessoal não percebe que isso é um produto da sociedade. Esses meninos que estão no tráfico são um produto direto nosso, da classe média, dos detentores do poder desse país.
BBC Brasil - São um produto da desigualdade social?
Hélio Luz - São um produto da concentração de renda. E não venha me dizer que a Índia ou outros países com desigualdade não têm esse problema. Aqui é diferente, pô. O nosso nível de concentração de renda é muito alto e resulta nisso.
A favela é produto nosso. Como é que não é produto dos que detêm o poder? Como é que não é produto da classe média? É produto meu. Como é que eu tenho aposentadoria integral e não tenho responsabilidade sobre a favela? Para eu ter meus privilégios, tem que existir favela. Isso é óbvio. O dinheiro público é um só. Se eu abocanho uma maior parte, falta do outro lado. Não há saída para isso.
Ele (o general) tem condição de recuperar as estruturas policiais e beneficiar o segmento que mais sofre com essa parafernália toda, o favelado, que é estigmatizado.
Lógico que para isso ele vai precisar de um grupo de policiais civis e militares que não usem o tal do guardanapo da cabeça. Não pode. Polícia que gosta de botar guardanapo na cabeça não serve para recuperar.
Fonte: Terra 
https://www.terra.com.br/noticias/brasil/cidades/o-problema-do-rio-nao-sao-os-bandidos-sao-os-mocinhos-diz-ex-chefe-da-policia-civil,57b3d39ea75465193e39506ab570c5banhijvq5y.html

Maturidade Emocional N 1 e 2

1-
Maturidade emocional N 1

Era uma vez uma pessoa que estava internada. A outra falou "não quero ver ela assim. Quero guardar uma boa imagem dela". Aí a internada morreu e a pessoa atingiu seu objetivo.

Moral da história: quem espera sempre alcança. Rs

2-
Maturidade emocional  N 2

Por educação, se dá bom dia.  Por educação, se pede licença ao sentar ao lado de alguém. Por educação, tem quem reze antes de comer.

Por educação, uma pessoa que sempre ignorava a outra declaradamente, na frente dos demais amigos, a cumprimentava e fingia estar tudo bem. Por educação, uma chefe que vivia ameaçando mandar a funcionária embora por não gostar que ela "defendesse LGBTs" devido a sua religião, frente a outras figuras de autoridade sorria e lhe perguntava pela família. Por educação, as pessoas falam que amam as outras. Mas não porque amam ainda, e sim porque falam isso todo dia ou porque é o dever.

Moral da história:
É  dando que se recebe. Rs




Situação da Síria segundo amigos

1 -
Alexandre
"Pra quem precisa se situar no debate sobre a Síria como eu. Reflexão do Ale pra pesquisar :

"Essas pobres crianças estão sendo usadas como ferramenta de propaganda pra salvar os terroristas islâmicos que estão usando essas mesmas crianças como escudo humano.
Não é coincidência que depois de 7 anos de guerra civil, somente agora essas fotos começaram a circular. Essa ofensiva midiática coincide com a derrota de grupos terroristas apoiados pelos EUA no distrito de Eastern Ghouta. Haviam crianças morrendo lá, durante todos esses 7 anos, pois esse distrito está sendo disputa por duas facções rebeldes rivais desde o começo da guerra civil. Mas não havia fotos. Por que? Por que não havia ofensiva do governo Sírio. Em Aleppo foi exatamente assim. Enquanto a guerra interna entre os próprios rebeldes deixava um rastro de civis mortos, nenhuma foto circulava, a ONU não se mexia, não havia matéria na CNN. Porém assim que o governo começou a virar a guerra e lançar a ofensiva nos enclaves rebeldes, a mídia inundou os jornais e feed de notícias do face com fotos de crianças mortas.
A tragédia humanitária da Síria não gerou comoção até que os rebeldes começaram a perder a guerra.
Orem, mandem alimentos, façam o que acharem mais humano, mas compartilhar essas imagens agora é servir de peão dos EUA, na guerra de desinformação que tenta a 7 anos derrubar o governo Sírio." "

2 -
Ricardo:
"Uma pequena correção [da figura q apontava q o Estado islâmico tinha terras na Síria], atualmente o estado islâmico não tem mais nenhum território na Síria, inclusive esse último ataque foi causado por isso. Os curdos, que foram a principal linha de frente dessa guerra, estão ocupando esse território e a Turquia não quer que os curdos venham a ter um território próprio, por isso bombardearam o local.
Já o auto intitulado estado islâmico, apesar de ter sido oficialmente erradicado na Síria, a especulação é que houve um acordo e as principais lideranças e muitos membros simplesmente fugiram, não foram capturados, como parte de um acordo de rendição. Nada oficial, mas há uma conversa que foi isso que rolou, então pode ser que volte em algum momento."

3 -
Alexandre
"Uma pequena correção, atualmente o estado islâmico não tem mais nenhum território na Síria, inclusive esse último ataque foi causado por isso. Os curdos, que foram a principal linha de frente dessa guerra, estão ocupando esse território e a Turquia não quer que os curdos venham a ter um território próprio, por isso bombardearam o local.
Já o auto intitulado estado islâmico, apesar de ter sido oficialmente erradicado na Síria, a especulação é que houve um acordo e as principais lideranças e muitos membros simplesmente fugiram, não foram capturados, como parte de um acordo de rendição. Nada oficial, mas há uma conversa que foi isso que rolou, então pode ser que volte em algum momento."

domingo, 4 de março de 2018

Para além do tal - Sexo

"{ O Tantra vê o universo como uma manifestação da consciência divina em um estado de brincadeira divertida, expresso por meio do equilíbrio das energias feminina e masculina: Shakati e Shiva. Desenvolveu-se um braço do Tantra que usou a sexualidade como caminho para a realização do Divino. No Tantra, a vagina é o assento do Divino, e o fluido (kuladravya) ou néctar (kulamrita), originados nos céus.

Do século II depois de Cristo até o século XVIII, foram desenvolvidas na China uma tradição taoísta de práticas sexuais semelhantes e uma filosofia sexual relacionada. No Tao, a vagina também era vista como divina e uma fonte de vida. Encorajava-se os homens a levar a mulher ao orgasmo com grande cuidado e habilidade, para que se beneficiassem das essências energéticas do yin [polaridade feminina da totalidade terrena dual yin-yang]. O pênis era visto como um receptor da longa vida concedida pelos fluidos vaginais femininos. Os homens recebiam treinamento com base nos textos clássicos do yoga sexua (a "educação do pênis") [sic!!] para garantir que satisfizessem a suas mulheres sexualmente com longas preliminares e a penetração cuidadosamente ritmada, já que a harmonia pessoal e cósmica, juntamente com a prole saudável eram vistas como dependentes do êxtase sexual feminino.

[Repito: a harmonia pessoal e cósmica, juntamente com a prole saudável eram vistas como dependentes do êxtase sexual feminino]

Como o historiador Douglas Wile descreve em seu livro Art of the Bedchamber: The Chinese Sexual Yoga Classics, "no mínimo, o homem deve retardar seu clímax para se ajustar à diferença no tempo de excitação entre 'fogo e água' para garantir a plena satisfação da mulher". Wile elucida a filosofia taoísta ainda mais:
'Diz-se que a mulher ama a lentidão (hsu) e a duração (chiu), detesta a pressa (chi) e a violência (pao) (...) A mulher expressa seus desejos por meio dos sons (yin), movimentos (tung) e sinais (cheg ou tao). Em suas respostas sexuais, ela é comparada ao elemento água, "demora a aquecer e demora a esfriar". (...) Longas preliminares são uma pré-condição fundamental para o orgasmo.

[Ouviram homens? >> Longas preliminares são uma pré-condição fundamental para o orgasmo << assim, sabidas há mais de milênio...]

Os textos taoístas sobre sexo asseguram que a intensidade sexual feminina é maior que a de seu parceiro do sexo masculino e, portanto, foi necessário que os homens tivessem um treinamento sexual para harmonizar essas desarmonias inatas. As técnicas ensinadas cultivaram o controle sexual masculino e a crença em um "fluido de jade" produzido pela mulher para proporcionar saúde. Os textos taoístas sobre sexo acreditam que as mulheres liberem fluidos medicinais de diferentes partes do corpo, inclusive debaixo da língua, dos seios e da vagina. O objetivo do homem, também pelo bem de sua própria saúde, era provocar a liberação desses fluidos preciosos: o texto sagrado do taoísmo The Great Medicine of the Three Peaks explica que o seio feminino fornece o "suco de jade", que, ao ser sugado pelo homem, nutre seu baço e sua medula espinhal. Ao sugar os mamilos, ele também abre "todos os meridianos femininos" e "relaxa a mente e o corpo da mulher". Essa ação penetra o "poço florido" e estimula o "portal misterioso" inferior, fazendo que os fluidos do corpo e o chi (energia) transbordem. "Dos três objetivos de absorção", escreve o autor, "essa é a sua primeira tarefa". Quando a relação sexual ocorre, as emoções da mulher são voluptuosas, seu rosto enrubesce e sua voz se torna trêmula. Nesse momento, seu "portal" se abre, seu chi é liberado e as secreções fluem. Se o homem empunhar sua "haste de jade" alguns centímetros e assumir a postura de "dar e receber", ele, então, estará aceitando o chi e absorvendo as secreções dela, fortalecendo assim seu próprio "yang primário" e nutrindo seu espírito.

Esses termos, tão estranhos à nossa cultura, merecem atenção. Uma mulher que pensa em sua vagina e sexualidade dessa forma - na qual a essência que flui de sua vagina durante o sexo oral é considerada uma fonte de saúde ao parceiro; na qual o parceiro aprendeu que seu primeiro dever é relaxar o corpo e a mente da mulher antes de fazer amor com ela - estaria livre das pressões que muitas mulheres ocidentais sofrem quando recebem atenção sexual, que vão desde a ansiedade pela demora de chegar ao orgasmo até a culpa por seu ''egoísmo sexual". E esse relaxamento, como já vimos inúmeras vezes, é a chave para a abertura sexual da mulher. }

Trechos de: Vagina, Uma Biografia (Naomi Wolf) [grifos nossos]

❤

[OBS É PRA COMPARTILHAR SEM MEDO DE SER FELIZ E MARCAR OS BOY TUDO MEEESMO!
EDUCAÇÃO NUNCA É DEMAIS 😉😉😋😎😎

obs2: lembrando que esse é um texto antiguíssimo, milenar, então essa percepção heteronormativa não precisa nem deve ser regra nos dias de hoje. Aliás - muito importante que se entenda - tanto na biopsicologia do tantra como na do taoísmo todos nós somos seres que possuem as duas polaridades energéticas, yin e yang, em proporções alquímicas diversas, independente dos órgãos sexuais.

ah! e aproveita pra curtir nossa pág e #segueavulvanoinsta @vulvalivrealmaliberta <3"


Fonte: Página Vulva livre, Alma Libertá
https://m.facebook.com/story.php?story_fbid=889219004596565&id=690698937781907

segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018

"Não tenho nome 
 Eu tenho sede Alimenta a tua fantasia Eu tenho fome Eu tenho em mente Uma grande orgia Tudo o que eu mais quero Você não tem O que você tem É só do que eu preciso Tudo o que você sempre quis Eu não sou Do que você precisa É só o que eu sou Não tenho rosto Nada do que possa Se lembrar depois Só o gosto Por essas cenas Que fazem você vibrar"

(Orgia - Paulo Miklos)