o sol no cafofo!
Rodo cotidiano, Rabiscos voadores...
As anotações mais urgentes e mais tortas pelo tempo!
"Eu sempre espero uma coisa nova de mim, eu sou um frisson de espera - algo está sempre vindo de mim ou fora de mim." C.
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"Na praia de Canasvieiras, em Florianópolis, "pico" de adoração dos
turistas argentinos e da "classe média" brasileira ascendente, os
moradores da região estão montando protestos contra pessoas em situação
de rua. Os incomodados levantam bandeiras da seguinte ordem: "Estamos
tentando limpar a praia para a chegada do turista. Isso está queimando
nossa imagem", diz um dos organizadores à Folha de São Paulo.
O protesto contra a presença de mendigos nas praias luxuosas de
Florianópolis pode ser chamado, com todo o sarcasmo possível, de
ativismo de umbigo. Trata-se de um pensamento individualista e não
sistêmico. Ir às ruas contra a presença do alvo de aversão da sociedade -
mendigos, indigentes, não pertencentes ao padrão estético e social
esperado, não é originalidade de certos catarinenses, como não é medida
inédita nem no Brasil, nem no Mundo, em toda a História.
Somente nos últimos cem anos, dos Guetos de Varsóvia às medidas de
higienização dos Centros de São Paulo e Rio de Janeiro, perturbar quem
não tem pra onde ir – e em "local que não deveria estar" - é uma medida
política clássica, variando apenas suas formas: fuzilamento, prisão,
internação compulsória, despejo em regiões diversas, variando, portanto,
conforme a criatividade humana.
Caso formos mais longe na
história, encontraremos a pena de degredo nas Ordenações Filipinas –
Leis Penais do Brasil Colônia. A pena de degredo consistia no
afastamento compulsório de Portugal por certo tempo ou por toda vida
para o “Quinto dos Infernos”. Entre os crimes, judeus e mouros andarem
sem documentação, vadiagem, etc.
Voltando ao presente, é do ano
de 2011 a pressão de moradores da Região de Higienópolis contra a
construção de metrô na região, por receio de que pudesse atrair “gente
diferenciada”. Como esperado, o governou atendeu aos anseios dos
protestantes por uma rua com pessoas mais bonitas e mudou o endereço da
estação.
O ódio social, ao que não tem sequer teto para dormir,
ao negro, ao nas palavras de Caetano “quase brancos quase pretos de tão
pobres”, não tem sido objeto de incompreensão pelo Estado. Pelo
contrário, tudo o que se fez, ao longo de toda história, foi tentar
cumprir as determinações dos adeptos da eugenia.
Portanto,
protestar contra a presença de mendigos é o mesmo que protestar por
violência policial, por mais machismo, mais prisão. É protestar pelo
mais do mesmo. É, nas prováveis palavras da elite, muito 'over'."
Alegrias, as desmedidas. Dores, as não curtidas. Casos, os inconcebíveis. Conselhos, os inexeqüíveis. Meninas, as veras. Mulheres, insinceras. Orgasmos, os múltiplos. Ódios, os mútuos. Domicílios, os passageiros. Adeuses, os bem ligeiros. Artes, as não rentáveis. Professores, os enterráveis. Prazeres, os transparentes. Projectos, os contingentes. Inimigos, os delicados. Amigos, os estouvados. Cores, o rubro. Meses, outubro. Elementos, os fogos. Divindades, o logos. Vidas, as espontâneas. Mortes, as instantâneas.
O Three Beat Weave é mais simples do que parece.... é necessário girar os objetos na mesma direção em tempo diferente e cruzar seus braços em “X”, como se fosse abraçar alguém, lembrando de sempre alternar o braço que vai por cima, primeiro o braço esquerdo em cima do direito, descruzar e cruzar de novo só que com o braço esquerdo agora a baixo do direito. Comece com os dois ao mesmo tempo para depois fazer em tempos diferentes O movimento se chama Three Beat Weave, pois quando cruzamos os pois, damos 3 voltas com os pois para o lado esquerdo e 3 para o lado direito, lembrando que do lado DIREITO do seu corpo, o braço esquerdo vai girar duas vezes e o braço direito apenas uma e no lado ESQUERDO a mesma coisa, dois giros com o braço direito e um giro com o braço esquerdo.
Butterfly: O Butterfly é outro movimento muito importante, pois com ele podemos partir para várias outras variantes.
É necessário girar os objetos em direções diferentes (um para frente e outro para trás) e tempo igual
Para começar o movimento, comece com os dois objetos no MESMO SENTIDO, comece a girar em tempos IGUAIS e comece a encontrar os dois no meio de seu corpo deixando as mãos muito próximas
Uma Dica: gire os pois não completamente retos e sim na diagonal, assim não haverá risco de um bater no outro
Windmill:
O Windmill é um movimento alternado que se faz atrás e na frente da cabeça.
Como começar: comece com os dois girando em mesmo sentido, mesmo tempo mas você irá girar eles em direção a sua barriga, como se você estivesse mexendo uma panela. Comece assim, depois passe os Pois para trás de sua cabeça e então comece a mudar o plano cruzando eles a ponto de quase esbarrar em seu rosto. Lembre-se de alternar, um giro à frente e outro à trás e depois disso é só mudar o tempo de giro. Então enquanto um estiver girando na sua frente o outro estará atrás e vice versa
Saía
pra Baía de Guanabara
ou pra Bahia!
Ontem, toda hora ou uma 3 vezes ao dia.
Nordestava desde antes d nascer!
Era um avô que surgia,
um pai que crescia,
pra dar aqui nela - um lugar cheio d c-asas!
História adotada.
Remendos ciganos!
Embrutecidos, delicados, abusados, adorados.
Chora e ri com a mesma tara.
Misturada!
Fugiu no colo de Norte a sudeste
Rolou no sul,
Fincou bandeira no Centro oeste!
Recife foi mais um país!
Argentina camponesa quintal de casa
franco-chile brèsileno: vizinho!
misturar não se faz sozinho!
Foi morar do outro lado da ponte!
Um Rio
a levava
a serpentear pela avenida
de volta para o nunca.
Pela pele de seda
da cidade
cultivava
um lar distante.
Sempre viajar
pra perto,
se apaixonar por longe.
Sempre se entornar
em cada outro mundo que for
Visita e mora da mesma forma!
tem um coração hospedável!
Um pique de namorar
uma correria trancada
na hora de parar!
"Meu coração está pegando fogo
Está pegando fogo
Está ensuviando
Meu coração está pegando fogo
Eu tenho sete meninas
Sete dores consumando
Bem pertinho de Maria
Tão longe da Isabel
Me abraço com Zefinha
Me lembro de Raquel
Do um beijo na Zamira
Sonhando com Juliana
Mais tô gamado mesmo é pela Mariana
São sete meninas
Sete gotas de veneno
Sete promessas de amor
Sete corações sofrendo
Sete noites sem dormir
Sete mulheres me querendo
Sete dias da semana
Sete velas de amém
Ai, ai , ai , ai
Meu coração está em jogo
Não sabe o que faz
Queria optar pro certo
Mais está demais
Eu tenho sete meninas
Cada uma mais bacana
Eu tô gamado mesmo é pela Mariana"
Não Sonho Mais Chico Buarque
"Hoje eu sonhei contigo,
Tanta desdita! Amor, nem te digo
Tanto castigo que eu tava aflita de te contar.
Foi um sonho medonho
Desses que, às vezes, a gente sonha
E baba na fronha e se urina toda e quer sufocar.
Meu amor, vi chegando
Um trêm de candango
Formando um bando,
Mas que era um bando
De orangotango pra te pegar.
Vinha nego humilhado,
Vinha morto-vivo, vinha flagelado.
De tudo que é lado
Vinha um bom motivo pra te esfolar.
Quanto mais tu corria
Mais tu ficava, mais atolava,
Mais te sujava. Amor, tu fedia,
Empesteava o ar.
Tu que foi tão valente
Chorou pra gente. Pediu piedade
E, olha que maldade,
Me deu vontade de gargalhar.
Ao pé da ribanceira acabou-se a liça
E escarrei-te inteira a tua carniça
E tinha justiça nesse escarrar.
Te "rasgamo" a carcaça
Descendo a ripa. "Viramo" as tripas,
Comendo os "ovo", ai!,
E aquele povo pôs-se a cantar.
Foi um sonho medonho,
Desses que, às vezes,
A gente sonha e baba na fronha
E se urina toda e já não tem paz.
Pois eu sonhei contigo e caí da cama.
Ai, amor, não briga! Ai, não me castiga!
Ai, diz que me ama e eu não sonho mais!"
Sabiá Luiz Gonzaga "A todo mundo eu dou psiu (Psiu, Psiu, Psiu)
Perguntando por meu bem (Psiu, Psiu, Psiu)
Tendo um coração vazio
Vivo assim a dar psiu
Sabiá vem cá também (Psiu, Psiu, Psiu)
A todo mundo eu dou psiu (Psiu, Psiu, Psiu)
Perguntando por meu bem (Psiu, Psiu, Psiu)
Tendo um coração vazio
Vivo assim a dar psiu
Sabiá vem cá também (Psiu, Psiu, Psiu)
Tu que anda pelo mundo (Sabiá)
Tu que tanto já voou (Sabiá)
Tu que fala aos passarinhos (Sabiá)
Alivia minha dor (Sabiá)
Tem pena d'eu (Sabiá)
Diz por favor (Sabiá)
Tu que tanto anda no mundo (Sabiá)
Onde anda o meu amor
Sábia...
A todo mundo eu dou psiu (Psiu, Psiu, Psiu)
Perguntando por meu bem (Psiu, Psiu, Psiu)
Tendo um coração vazio
Vivo assim a dar psiu
Sabiá vem cá também (Psiu, Psiu, Psiu)
A todo mundo eu dou psiu (Psiu, Psiu, Psiu)
Perguntando por meu bem (Psiu, Psiu, Psiu)
Tendo um coração vazio
Vivo assim a dar psiu
Sabiá vem cá também (Psiu, Psiu, Psiu)
Tu que anda pelo mundo (Sabiá)
Tu que tanto já voou (Sabiá)
Tu que fala aos passarinhos (Sabiá)
Alivia minha dor (Sabiá)
Tem pena d'eu (Sabiá)
Diz por favor (Sabiá)
Tu que tanto anda no mundo (Sabiá)
Onde anda o meu amor
Sábia...
(Psiu, Psiu, Psiu)
(Psiu, Psiu, Psiu)
(Psiu, Psiu, Psiu)
(Sabiá)
(Sabiá)
(Sabiá)
Sabiá...
Tem pena d'eu (Sabiá)
Diz por favor (Sabiá)
Tu que tanto anda no mundo (Sabiá)
Onde anda o meu amor
Sábia..."
Carcará
Chico Buarque
"Carcará
Lá no sertão
É um bicho que avoa que nem avião
É um pássaro malvado
Tem o bico volteado que nem gavião
Carcará
Quando vê roça queimada
Sai voando, cantando,
Carcará
Vai fazer sua caçada
Carcará come inté cobra queimada
Quando chega o tempo da invernada
O sertão não tem mais roça queimada
Carcará mesmo assim num passa fome
Os burrego que nasce na baixada
Carcará
Pega, mata e come
Carcará
Num vai morrer de fome
Carcará
Mais coragem do que home
Carcará
Pega, mata e come
Carcará é malvado, é valentão
É a águia de lá do meu sertão
Os burrego novinho num pode andá
Ele puxa o umbigo inté matá
Carcará
Pega, mata e come
Carcará
Num vai morrer de fome
Carcará
Mais coragem do que home
Carcará"