quinta-feira, 29 de junho de 2017

O tabu do sexo - masculino

O tabu do sexo - masculino

- QUEM É O SABIDÃO AQUI?
Embora a mulher seja criada de forma a reprimir sua sexualidade tendo sempre que ser o lado sensível, PORÉM controlado da situação desejante,  são os homens que mal falam sobre sexo, mesmo que isso seja uma prática tão incentivada pra eles. Não concluí isso sozinha. Um amigo afirmou e eu passei a observar.

Ao tentar acessar o mundo masculino vejo que os homens parecem só saber falar de si e não de homens em geral, o que denotaria uma falta de troca de experiências ou de dicas com seus amigos ou algo do tipo. Será que um dia vamos saber o que há? Rs Me parece que eles talvez fiquem no raso mesmo de suas histórias, só contando vantagem, predominando um silêncio no quesito INTIMIDADE, APRENDIZADO, DESEJO, como fazer, como fazer melhor, não sei. Com as amigas encontro mais facilidade de diálogo. Com os amigos também,  uma vez que falam comigo como mulher e eu quero saber. Com as colegas religiosas já começa o tabu, tornando as conversas mais rasas. Agora os homens entre eles...

Terá parado o mundo masculino naquela grande cena de filme (B) pornô desde a adolescência? Ou, para os religiosos ou mais românticos, talvez, o sexo seja algo a só ser falado e praticado com uma companheira? Não acho que essa ideia seja a mais comum posto que também no meio religioso as ideias de "natureza masculina" são muito permissivas com os homens, podendo, muitas vezes, eles não se manterem virgens.


- SEXO É  BOM?
Vejo, então, homens e mulheres falarem de sexo como se fosse algo automaticamente bom. Como quem chega com uma notícia muito óbvia e completamente boa ao dizerem apenas "transei ontem" (sendo educada agora, rs) seguido de um riso e ... ponto. Está certo que tendemos a fazer isso com muitas histórias.

Quando contamos uma viagem pras amizades, no conforto da casa deles ou comendo algo na rua queremos dar ênfase aos bons momentos. Mas até nessas felizes horas banais a gente não compartilha dicas e roteiros? RS Temos tantos manuais e propaganda pra ir mais longe nesses planos. Quando se trata justamente de SEXO, assunto que:
. a gente não tem na escola;
. ouve pouco em casa a nível de detalhe;
. que a gente tem tanto material deturpado na Internet voltado apenas para um tipo de prazer masculino e mais violento ...

... a gente fala quando sobre isso? Nunca? Ou "só com uma pessoa"?

E se essa pessoa for ABUSIVA? Qual a nossa chance de fugir disso ao invés de naturalizar ela devido a aposta romântica de que "tenho que partilhar apenas com uma desse desejo e das minhas ideias"?

Falar também já mexe com gente. Há quem sinta o corpo, o pecado, consumir só através das palavras. Êta, fogo! Seria essa também mais uma razão pro silêncio? Pra muita gente pode ser assim. Mas eu acho que não. Que:

... temos que aprender até a falar senão, como FAZER????????

Vejo o quão interessante são as praias nudistas nesse sentido. Querem que seja possível olhar o corpo NU com ... NATURALIDADE. É, tipo, na nossa era super tecnológica relançar a máquina fotográfica que tem q revelar o filme de novo, tornando as fotos imprevisíveis uma surpresa... coisa, na real, antiga. RS

"Um museu de grandes novidades"!

Nada como um marketing ruim pra roubar a naturalidade do nosso corpo e de falar sobre ele e usá-lo mais além da vida. Olha como vira uma ousadia a pobre da mulher sair com seus peitinhos miúdos A MOSTRA (ainda que sob a blusa, rs) MAS (TCHARAM) SEM SUTIÃ. Que tipo de escândalo é  esse que a gente cria? Que lerdeza de viver!

Olha como a pornização do sexo provoca o silêncio das trocas íntimas a nível de ideias mesmo, com amizades. Por fim, despotencializa o corpo. O corpo que podia ir se tecendo e se tentando nessas falas. Rs Como objetifica o corpo das mulheres (danadenhas) aprisionando eles apenas no pornô do desejo, onde o peito é obrigado a se esconder atrás do bojo senão fica indelicado (que ironia, o tão delicado da menina).


- AS DORES DO SEXO
E como isso tudo esconde também as DORES do sexo.

As dores do sexo principalmente quando voltados pras pessoas erradas.

As dores do sexo causadas pelas situações limites que as pessoas acabam por não saber interferir porque não sabem falar... Não foram ensinadas. Não aprenderam. Não sabem reagir.  Preferem, assim, fingir que não vêem.

Podemos, assim, nesse silêncio violento,  perder a oportunidade de conhecer a gente, o outro e a capacidade de proteger muita todo mundo.

 Sem q a intimidade seja um risco podemos ser boas , ser bons de verdade.

S.

13 filmes que discutem racismo na educação


PUBLICADO DIA 20/11/2013

13 filmes que discutem racismo na educação

Consciência Negra. Dia em que se relembra a morte de Zumbi dos Palmares, líder de um quilombo, que lutou incessantemente pela libertação de escravos e por uma sociedade digna. Na perspectiva de discutir como ainda hoje o racismo está presente e como a luta do movimento negro permanece necessária na sociedade brasileira, o Centro de Referências em Educação Integral escolheu 13 filmes que tratam da temática no ambiente escolar ou na educação de forma geral. São histórias presentes que nos auxiliam a desvendar a origem dos preconceitos e dar mais passos para que o país possa vencê-los.
1. Escritores da Liberdade, Richard LaGravenese – EUA/ 2007
Uma nova professora chega a escola tentando mostrar aos estudantes que aquilo que trazem de casa os das ruas faz sentido também dentro da sala de aula. Problemáticas como racismo, desigualdade social e exclusão social dão o mote do filme. Baseado em fatos reais, o longa mostra como a professora Erin Grunwell transformou a relação de aprendizagem em uma escola dividida por tribos. Escola marcada pela resistência dos estudantes em lidar com as diferenças, é por meio da professora que a discussão de cor e raça é trazida para as atividades, que incluem escrever sobre a história de vida de cada um.
2. Vista a minha pele, Joel Zito Araújo & Dandara – BRA/2004
O vídeo ficcional-educativo traz em menos de 30 minutos uma paródia sobre como o racismo e o preconceito ainda são encontrados nas salas de aula do Brasil. Invertendo a ordem da história, o vídeo utiliza a ironia para trabalhar o assunto de forma educativa. Nele, negros aparecem como classe dominante e brancos como escravizados e a mídia só apresenta modelos negros como exemplo de beleza.
3. Cultura Negra – Resistência e identidade, Ricardo Malta – BRA/2009
O documentário, produzido pela da Comissão de Combate à Intolerância Religiosa (CCIR) e do Centro de Articulação de Populações Marginalizadas (CEAP), organizações sociais que combatem a intolerância religiosa e buscam por maior visibilidade da cultura negra. Um dos objetivos do vídeo é contribuir com o debate entorno da Lei nº10639/03, que torna obrigatório o ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e a inclusão, no calendário escolar, do dia 20 de novembro como Dia da Consciência Negra.
4. Olhos azuis, Jane Elliot- 1968/EUA
O documentário mostra como foi o trabalho desenvolvido pela educadora norte-americana Jane Elliot, que realizou atividades de conscientização tanto com crianças quanto com adultos brancos, em 1968. O vídeo mostra o processo de conscientização realizado durante as oficinas, no qual os brancos poderiam sentir a discriminação sofrida por negros.
5. Ao mestre com carinho, James Clavell, 1967/ EUA
Um engenheiro desempregado começa a lecionar em uma escola pública da periferia de Londres, formada por estudantes rebeldes e também racistas. Aos poucos, ganha a confiança, amizade e respeito dos alunos.
6. Mãos talentosas, Thomas Carter-2009/EUA
O filme conta a história de um menino pobre do Detroit. Desmotivado por tirar baixas notas na escola, era motivo de bullying de forma frequente. Incentivado a estudar pela mãe, que voltou a estudar já adulta, Ben Carson torna-se diretor do Centro de Neurologia Pediátrica do Hospital Universitário Johns Hopkins aos 33 anos, em Baltimore, EUA.
7. Encontrando Forrester, Gus Van Sant – 2000/ EUA
O filme trata sobre a história de Jamal, um adolescente do Bronx que vai estudar em uma escola de elite de Manhattan (EUA), mas continua sofrendo discriminação e preconceito por conta de sua cor. Com a ida, conhece o talentoso escritor William Forrester, que percebe seu talento para a escrita e o incentiva a prosseguir nessa área.
8. Mentes Perigosas, John N. Smith -1995/EUA
A professora Louanne Johnsonganhar dinheiro com artesanato entra em uma escola da periferia norte-americana e é hostilizada pelos alunos. Percebendo que seu método de ensino não está funcionando Louanne passa a se envolver mais com a diversidade cultural de seus estudantes e, assim, percebe melhor as dificuldades que passam.
9. Entre os muros da escola, Laurent Cantet – 2008/ França
François Marin atua como professor de língua francesa em uma escola de ensino médio, na periferia de Paris, composta por estudantes de diversos países da África, do Oriente Médio e da Ásia. Ele e seus colegas docentes tentam buscar diversas ações para ensinar os estudantes, mas ainda assim encontram dificuldades, dada as condições socioeconômicas em volta da unidade escolar.
10. Separados mas iguais, George Stevens Jr – 1991/ EUA
EUA
Baseado em fatos reais, Separados, mas iguais narra a disputa entre pais de alunos negros  e juízes do Condado de Claredon, na Carolina do Sul, no início dos anos 1950. Na época, as escolas separavam os alunos brancos, que claramente tinham acesso à educação de maior qualidade e acesso à verba para manter a estrutura das escolas. Um diretor da escola tem o pedido de um ônibus escolar negado e, com o apoio do pai de um de seus alunos, entra com processo contra o Estado, alegando a inconstitucionalidade na existência de escolas diferenciadas para negros e brancos.
11. Sarafina – o som da liberdade, Darrell Roodt – 1992/África do Sul
Com Whoopi Goldberg no papel principal, o filme conta a história de uma professora sul-africana que não aceita ver seus estudantes se sentindo diminuídos. Em um processo educativo permanente, ela ensina seus alunos negros a lutarem por seus direitos e compreenderem a sociedade em que vivem, não esquecendo que podem diariamente transformá-la.
12. Preciosa, Lee Daniels – 2009/EUA

O filme conta a trajetória de Claireece “Preciosa” Jones, uma garota negra que sofre diversas dificuldades. Quando criança, é abusada e violentada pelos pais. Cresce pobre e passa por uma série de discriminações por ser analfabeta e acima do peso. Após muita insistência pessoal e com a ajuda de uma educadora que muito acredita na sua possibilidade de mudança, Preciosa dá a volta por cima.
13. Alguém falou de racismo, Daniel Caetano – 2002/Brasil
O filme mistura trechos documentais e ficcionais para contar a história de um professor que decide provocar seus estudantes a pensarem sobre o preconceito racial e a construção da sociedade brasileira que sistematicamente segregou negros e brancos.



Fonte: EI
http://educacaointegral.org.br/reportagens/13-filmes-que-discutem-racismo-na-educacao/

Bem e mal - Galeano

“Na luta do bem contra o mal, é sempre o povo que morre”.

- Eduardo Galeano

segunda-feira, 26 de junho de 2017

O mar, o amor, e o segredo sincero de Cacaso

AMOR AMOR
(Cacaso)

Quando o mar
Quando o mar tem mais segredo
Não é quando ele se agita
Nem é quando é tempestade
Nem é quando é ventania
Quando o mar tem mais segredo
É quando é calmaria

Quando o amor
Quando o amor tem mais perigo
Não é quando ele se arrisca
Nem é quando ele se ausenta
Nem quando eu me desespero
Quando o amor tem mais perigo
é quando ele é sincero.

terça-feira, 13 de junho de 2017

O poder de iluminar acontecimentos

A gente tem muito poder. A gente tem tanto poder que, as vezes, prefere dar ao outro esse poder do que usá-lo.
Ao invés de percebermos em cada topada que as coisas não são especiais em si, mas sim q a gente torna elas especiais, a gente prefere apenas achar q errou e procurar outra certeza. De fato, é muito ruim as coisas tristes que já tornamos especiais. Porque nos filmes é tão fácil. Pessoas especiais são automaticamente reconhecidas. Mas na realidade  os enredos não são nada óbvios. Geralmente se precisa d ajuda pra sair das coisas especiais q se tornaram ruins. Precisamos d outros olhos pra estar junto e ver diferente. Olhos de quem está junto de nós naquela situação e nao de líderes pré estabelecidos. E nem sempre são as melhores amizades q estão mais perto.

Nisso, ao invés de nos apossarmos do nosso poder d tornar as coisas especiais,  a gente prefere achar especial o que alguém disse que era. Ou o namorado, ou o pastor, ou o padre, ou o artista ídolo, ou um premio nobel.... a gente quer q o reconhecimento venha d fora porque o q vem de nós é mais fácil duvidar.

A gente prefere que isso venha d fora como se fosse mais fácil ter certeza. Porque a gente quer compartilhar, mas precisa de um líder pra guiar e dizer, seguramente, como tem q ser. A publicidade pega pessoas conhecidas (ou artistas conhecidos, q não conhecemos suas pessoas) pra vender não é a toa.

Ou o afeto fará parte da nossa política de existência ou nos dividiremos em grandes times que vão se matando aos poucos em um mundo cada vez mais perigoso. Vamos nos apropriar desse poder de iluminar as coisas pra podermos confiar mais  na gente e em quem está ao lado. Quem está ao lado precisa d nós e nós tb precisamos dela.

S.

Música / Provocações

1 -
O q eu amo nas pessoas que fazem música: o prazer de soarem juntas! :) S.


2 - Baseado em um vídeo aonde contam uma história em que um suposto Gandhi daria respostas sistemáticas ao seu professor por este não gostar dele. Por exemplo, o professor teria dito a Gandhi: se você pudesse escolher entre sabedoria ou dinheiro qual que você escolheria. E ele teria dito 'dinheiro', sendo corrigido por seu professor q o aconselharia a pegar a sabedoria, dando a resposta a ele de que "cada um pega o que não tem'.

Claro q esse vídeo só pode ser uma alegoria.

A msg é  divertida, mas não funciona.

Na real mesmo, quando estamos em contextos assimétricos, precisamos escolher entre persistir nele em prol da algo maior ou dar uma de engraçadinho e piorar a situação e ter que ver a corda arrebentar do lado mais fraco (o do estudante, no caso). Com as respostas desse vídeo ele é tão agressivo com o outro quanto estão sendo com ele. Não costuma ser a forma de demonstrar um Gadhi lidandi com nada.

Gosto mais daquele exemplo aonde ele , impedido d entrar na conferência com seus trajes, manda os ternos e os sapatos já que a presença dele não era o mais importante.

Se queremos resistir, temos mesmo q sair da lógica da vingança e de fazer melhor sozinho do q junto.

Fica aí a dureza da realidade: sermos melhores juntos. É  MT mais difícil. E envolto por violência.

S.

Não há outro mundo

“Não há outro mundo. Há simplesmente uma outra maneira de viver.”

Jacques Mesrine

(Aos amigos - Comitê Invisível )