terça-feira, 5 de novembro de 2013

Meninas Super poderosas dando aula de gênero!

"Não contente com o fato de as garotas e seu pai viverem com uma família moderna do século 21 (apesar de que nós assistíamos o programa nos anos 1990), o cara enorme insiste: “Então quem corta a grama do quintal e lava o carro?”. “A Lindinha!”, elas respondem em coro. O mais interessante desse episódio é que a Lindinha é vista como a mais feminina das três meninas. E, mesmo assim, é ela que faz os trabalhos manuais mais pesados – porque ela é incrível."

(...)

A Femme Fatale, outra personagem incrível, aprontou problemas sérios com a indústria patriarcal dos super-heróis, como na cena em que ela argumenta para as Meninas Superpoderosas: “Claro que você já percebeu isso. As super-heroínas não são tão reconhecidas quando os homens”. A Lindinha tenta apaziguar a situação ao lembrar que existem a Supergirl e a Batgirl. “Nada a ver, elas são péssimas!”, retruca a Femme. “Elas não passam de uma versão feminina dos super-heróis”.

(...)

os Meninos Desordeiros tinham dois pais – e ninguém tinha problemas com isso.

(...)Apesar da atmosfera geral de incompetência masculina do desenho" [porque a intençaõ do feminismo é a "igualdade" dos sexos e não tornar o feminino superior!]

De apesar, em apesar, o desenho acaba faazendo o possível!
 
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Matéria na íntegra: 
 

6 razões pelas quais as Meninas Super Poderosas poderiam ter substituído sua aula de Estudos de Gênero

4 de novembro de 2013
Tudo bem, as Meninas Super Poderosas foram feitas da forma mais estereotipada possível: açúcar, tempero e tudo que há de bom. Mas o elemento X transformou as três Meninas Super Poderosas em máquinas de dar surra em vilões. E o que pouca gente percebe é que elas também começaram a quebrar as expectativas dos papéis de mulheres e homens em nossa sociedade.
Eis 6 razões pelas quais as Meninas Super Poderosas foram sua introdução inconsciente à igualdade entre os sexos e poderiam ter substituído qualquer aula de Estudos de Gênero:

6. Os personagens frequentemente se travestiam do outro sexo

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Se você não se lembra, o Professor vivia vestido de menina, com direito a maria chiquinha e tudo, imitando a Lindinha.


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E a própria Lindinha adorava se vestir de homem, num cosplay do Prefeito.


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Esse cara se transvestiu de Florzinha e ninguém notou.


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Na realidade, todo mundo achava que poderia muito bem se fantasiar de Florzinha. Pelo jeito, os habitantes de Townsville não ficavam nem um pouco chocados com os pelos no corpo de uma mulher. Outra lição de Estudos de Gênero. Além disso, o Professor era visto, várias vezes, usando maquiagem.


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E ficava ótimo imitando a senhorita Sara Bellum (lembram-se dela?)


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Até o eterno rival das adoráveis meninas, o Macaco Louco (melhor nome de personagem de desenho da história), entrou na dança. Ele se encaixou perfeitamente no papel de amiga das Meninas Superpoderosas ao entrar como penetra em uma de suas festas do pijama.


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5. As meninas tinham o cuidado de manter a mente aberta sobre gêneros
Diversos trechos do desenho deixam clara essa posição até certo ponto de vanguarda para um programa infantil. Destacamos alguns, como a conversa em que a Docinho argumenta que “só porque uma certa pessoa possui potes plásticos em casa não significa que ela é uma mulher”. “Isso”, concorda a Florzinha, “meninos também precisam guardar seus restos de comida!”.
Em outro momento, a Lindinha comenta: “Aposto que o nosso vizinho é muito forte e másculo”. Ela é logo repreendida pela Florzinha: “Lindinha! Mulheres podem levantar peso também!”. Ou quando a própria Florzinha começa a especular sobre a vida de alguma moça: “Aposto que ela é uma mulher halterofilista muito inteligente” e recebe a resposta de imediato da Lindinha: “…que se apaixona perdidamente pelo professor?”.


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Em um episódio, quando um cara grande e vestido como um super-herói tentou ensiná-las sobre os papéis de gênero, elas deram show. “Existem algumas funções desempenhadas só por homens ou por mulheres, certo? Peguem a sua família como exemplo. Quem trabalha fora e sustenta a casa?”, perguntou-lhes o homem. “Nosso pai”, responderam. “Exato! E quem cozinha?”. “O pai”. “Quem lava as roupas? Quem lava a louça? Quem faz bolo?”. “O pai”, responderam repetidamente.


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Não contente com o fato de as garotas e seu pai viverem com uma família moderna do século 21 (apesar de que nós assistíamos o programa nos anos 1990), o cara enorme insiste: “Então quem corta a grama do quintal e lava o carro?”. “A Lindinha!”, elas respondem em coro. O mais interessante desse episódio é que a Lindinha é vista como a mais feminina das três meninas. E, mesmo assim, é ela que faz os trabalhos manuais mais pesados – porque ela é incrível.


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4. Os vilões também não prestavam atenção às expectativas de gênero
A perigosa Sedusa era uma lutadora feroz, que adorava socar seus inimigos (assim como a mocinha Sara Bellum).


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A Femme Fatale, outra personagem incrível, aprontou problemas sérios com a indústria patriarcal dos super-heróis, como na cena em que ela argumenta para as Meninas Superpoderosas: “Claro que você já percebeu isso. As super-heroínas não são tão reconhecidas quando os homens”. A Lindinha tenta apaziguar a situação ao lembrar que existem a Supergirl e a Batgirl. “Nada a ver, elas são péssimas!”, retruca a Femme. “Elas não passam de uma versão feminina dos super-heróis”. Referindo-se à Lindinha, ela continua: “Além de você mesma, quem você conhece que é uma super-heroína por esforço próprio?”. “Ah, tem a Mulher Maravilha! E, ahm… Hum… É…”…


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E ainda existia Ele, o diabo, que era ótimo. Aliás, presumivelmente, ele era um homem. Ele tinha uma voz ambiguamente andrógena, ficava pulando para cima e para baixo de sainha de balé e usava maquiagem. Ele era fabuloso.


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Além disso, um outro grupo de personagens criado pela série foi o dos Meninos Desordeiros (Durão, Fortão e Explosão) – uma versão masculina e maligna das garotas. Tirando a parte de que os rapazes tinham como objetivo-mor acabar com a raça das Meninas Super Poderosas, eles tinham tido uma educação não tradicional e bem bacana: os Meninos Desordeiros tinham dois pais – e ninguém tinha problemas com isso. E daí que os pais eram um macaco louco e um demônio? Aliás, um deles era um ser meio diabo, meio lagosta. Alguém reclamava? Não.


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3. As meninas eram bem mais “super poderosas” do que praticamente todos os homens do desenho
No seriado, os homens eram retratados como o sexo frágil. E as garotas se aproveitavam disso, ao descobrirem que os homens eram demasiadamente obcecados com a sua própria masculinidade para cuidar de assuntos mais importantes. “Toda vez que a masculinidade deles é ameaçada, eles se encolhem em tamanho”, era uma das máximas da Florzinha.


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Sempre que os Meninos Desordeiros faziam algo que parecia “afeminado”, como quando se machucavam, eles literalmente encolhiam – o que na realidade era uma metáfora muito legal. No fim das contas, os homens precisavam das Meninas Super Poderosas para praticamente tudo – até mesmo tarefas ridiculamente fáceis do cotidiano -, como conseguir abrir a porta do banheiro, alcançar o papel higiênico ou o controle remoto.





2. O Professor era uma figura paterna incrível


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Apesar da atmosfera geral de incompetência masculina do desenho, havia um homem realmente incrível no desenho: o Professor que criou as Meninas (afinal, quem deu origem às garotas só poderia ser uma pessoa sensacional mesmo). Além de deixar as crianças abusarem da criatividade com suas roupas, o Professor era um dedicado e carinhoso pai solteiro. Este é mais um elemento que faz o desenho tão genial – quebrando outra vez a estrutura tradicional com a qual a sociedade está acostumada, de pai e mãe.


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1. Elas são frágeis poderosas
Por fim, as Meninas Super Poderosas, garotinhas tão doces e pequeninas, eram os adversários mais terríveis que qualquer vilão enfrentar.


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Fonte: QGA - Sua opinião bem informaada
 http://qga.com.br/arte-cultura/entretenimento/2013/11/6-razoes-pelas-quais-meninas-superpoderosas-poderiam-ter-substituido-sua-aula-de-estudos-de-genero

População de rua não é de beber e usar drogas

Estudo mostra que maioria da população de rua não bebe nem usa drogas

Pesquisa derrubou mitos e trouxe à tona outra realidade sobre o perfil dessa população; somente 13% dos moradores de rua são analfabetos, 65% não bebem e 62% não usam drogas
17/05/2013

Igor Carvalho

O Núcleo de Direitos Humanos da Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro realizou um estudo para traçar um perfil das pessoas em situação de rua, na região metropolitana da capital. A pesquisa derrubou mitos e trouxe à tona outra realidade sobre o perfil dessa população. Somente 13% dos moradores de rua são analfabetos, 65% não bebem e 62% não usam drogas.

“A intenção do projeto era realizar um mapeamento dessa população. É muito difícil realizar esse censo, nem o Censo do IBGE os afirma, pois parte da premissa do endereço,ou seja, são pessoas invisíveis”, afirmou a coordenadora do estudo, Juliana Moreira.

Para o vereador Renato Cinco (PSOL), a desmistificação dos hábitos da população de rua é “extremamente importante”. “Esse estudo fortalece uma crítica que fazemos ao governo e para a imprensa, que sempre transformou a população de rua como ‘cracudos’. Espero que possamos tratar dessa população sem os estigmas e os mitos que recaem sobre eles.”

“Há relatos durante as entrevistas de violação de Direitos Humanos por parte dos agentes da prefeitura. Os relatos apontam que esses agentes rasgam os documentos”, disse Cinco sobre o projeto “População de Rua”, da prefeitura do Rio, que começou em dezembro. “Tenho escutado muitas denúncias de violência contra moradores de rua nessas abordagens do projeto. É um processo de higienização no Rio de Janeiro.”

O Ministério Público do Rio entrou com uma ação civil pública, onde pede a perda de função pública e suspensão por cinco anos dos direitos políticos do prefeito Eduardo Paes e do secretário de governo, Rodrigo Bethlem, por conta da ação adotada contra moradores de rua. Segundo a promotoria, os agentes utilizam armas de fogo para levarem compulsoriamente as pessoas a um abrigo.

A ausência dos documentos evita que pessoas em situação de rua não tenham acesso a políticas sociais. A Defensoria escutou 1.247 pessoas em situação de rua, destes, 1.049 não possui acesso a benefícios assistenciais.

Com os resultados, a Defensoria irá estabelecer parcerias com o Tribunal de Justiça e o Ministério do Trabalho, para emitir novos documentos e emitir a Carteira de Trabalho da população de rua.
Foto: Marcello Casal Jr/ABr

Fonte: Brasil de fato - uma visão popular do Brasil e do Mundo
http://www.brasildefato.com.br/node/12950

Delegado em cima do muro tenta defender algum enfrentamento

  Em cima do muro! Como o jogo de poder (e o diabo) permitem!

Fala d um delegado:
""Soldados garantiram que o homicídio do marginal ainda é visto como uma importante arma de trabalho. Eles chegaram a declarar que se fossem impedidos de matar, ficariam sem condições de trabalho". "

delegado Adilson ainda afirma:
"Adilson Paes de Souza - A sociedade, em grande parte, está dizendo: esse modelo que está aí não é eficiente. E está dizendo isso de uma maneira violenta. Ela não tem mais a quem recorrer. Não estou dizendo com isso que a violência seja um modo legítimo de responder à violência [policial], mas sim que esta talvez seja a única maneira de ela se sentir ouvida e notada. "

"Se não se falava abertamente "pode matar que eu seguro, eu acoberto", havia o estímulo por vias indiretas, premiando o policial violento. Mas o governo não admite isso. (...) quando vaza e dá no "Fantástico", por exemplo, a polícia diz que é uma "falha individual"."

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04/11/2013 - 04h00

Revolta nas ruas reflete incapacidade do Estado na segurança, diz tenente-coronel

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LAURA CAPRIGLIONE
MARLENE BERGAMO
DE SÃO PAULO



 O tenente-coronel Adilson Paes de Souza, 49, passou 28 anos na Polícia Militar do Estado de São Paulo. Há um ano, apresentou dissertação de mestrado em direitos humanos na Universidade de São Paulo, elaborada sob orientação do jurista Celso Lafer. A experiência vivida "de dentro" somada ao ferramental acadêmico resultou em um diagnóstico sombrio: "O modelo de segurança existente não funciona mais".
Na semana que vem, Paes de Souza, na reserva desde 2012, lançará o livro "O Guardião da Cidade -Reflexões sobre Casos de Violência Praticados por Policiais Militares" (Escrituras, 222 páginas, R$ 35), em que expõe sua explicação para os repetidos casos de violações aos direitos humanos cometidos por PMs: "Soldados garantiram que o homicídio do marginal ainda é visto como uma importante arma de trabalho. Eles chegaram a declarar que se fossem impedidos de matar, ficariam sem condições de trabalho".

[vídeo]

Folha - Qual a causa dos violentos protestos contra a atuação da PM, vistos recentemente em São Paulo e no Rio?
Adilson Paes de Souza - A sociedade, em grande parte, está dizendo: esse modelo que está aí não é eficiente. E está dizendo isso de uma maneira violenta. Ela não tem mais a quem recorrer. Não estou dizendo com isso que a violência seja um modo legítimo de responder à violência [policial], mas sim que esta talvez seja a única maneira de ela se sentir ouvida e notada.
Como um rapaz de boa índole sai da escola da Polícia Militar e transforma-se em um assassino de grupo de extermínio?
Entrevistei soldados envolvidos com grupos de extermínio. Eles não acreditam no sistema. Perguntam-se: Por que eu vou levar um sujeito preso para a Polícia Civil se eles serão soltos em seguida mediante o pagamento de propina? Eu me arrisco, levo para delegacia e ele é solto? Eles tomam a decisão de prender, acusar, sentenciar e matar.
Como esses policiais lidam com o assassinato?
O homicídio do marginal é visto como uma importante arma de trabalho. Eles chegaram a declarar que se fossem impedidos de matar, ficariam sem condições de trabalho. É a lógica da doutrina da Segurança Nacional, segundo a qual estamos lidando com inimigos. E o inimigo no campo de batalha você tem de aniquilar.
Como se chega a isso?
Eles disseram que antes da prisão eram tidos como exemplo de bons policiais. Linha de frente. "Eu era premiado como policial do mês. Ganhei medalha", ouvi de um deles. E, de repente, estavam presos. Eles não entendiam.
O senhor está dizendo que eles recebiam incentivos para serem violentos?
Se não se falava abertamente "pode matar que eu seguro, eu acoberto", havia o estímulo por vias indiretas, premiando o policial violento. Mas o governo não admite isso. Toda vez que acontece uma tragédia, e que isso é descoberto (hoje muito mais do que antes, porque todo mundo está gravando e filmando tudo), quando vaza e dá no "Fantástico", por exemplo, a polícia diz que é uma "falha individual".
E não é?
O problema é que temos muitas "falhas individuais". Várias por dia. A partir do momento em que eu digo que é uma "falha individual", estou admitindo que o sistema é perfeito. E isso gera um descrédito enorme na polícia. A sociedade diz: "Mais uma falha individual?" E a quem interessa o crescente descrédito da polícia? A gente perdeu o referencial histórico do que vem a ser autoridade.
Exercer a autoridade virou ser truculento, arbitrário, brutal. Isso é uma forma totalmente errada de traduzir o que significa a verdadeira autoridade. E o problema é que quando se sedimenta essa incompreensão da autoridade, entramos na fase do "todos contra todos".
O que o senhor acha dos programas policiais vespertinos?
Longe de querer fazer censura à mídia, eles carecem de responsabilidade. Associam truculência e arbitrariedade com o exercício de autoridade. Eu queria que fôssemos capazes de ficar transparentes. E assim, transparentes, entrássemos nos quartéis. Em qual canal todas as televisões estão ligadas? Nos canais desses senhores. O efeito terapêutico dessas falas nos policiais militares é terrível. A ponto de a população temer a polícia e não respeitá-la.
Por que não se consegue resolver a crise da segurança pública? Bogotá, com problemas de guerrilha e narcotráfico parece ter solucionado o problema...
Porque falta vontade política. É um assunto que num primeiro momento não vai render muito voto, já que os resultados demoram um ou dois anos para aparecer. Agrava a situação o fato de mexer com lobbies poderosíssimos, como o lobby das empresas de segurança privada -quanto mais grave for a situação da segurança pública, mais eu faturo na segurança privada.
Muitas organizações sociais defendem a desmilitarização da PM. O que o senhor acha disso?
É um tema que provoca reações bem fortes. Os fatos comprovam que o modelo de segurança existente não funciona mais. Dados da Secretaria de Segurança Pública mostram que apenas três em cada cem inquéritos de crimes violentos resultam em condenação. De outro lado, a PM de São Paulo matou em cinco anos mais do que todas as forças policiais de segurança norte-americanas. Se eu tenho de um lado uma comprovada ineficiência e do outro lado uma comprovada brutalidade, eu tenho de mudar. Mas isso não pode ser feito pela mera subordinação da PM à Polícia Civil, como se esta fosse modelo de respeito aos direitos humanos.
O ministro Gilberto Carvalho disse que os "black blocs" têm de ser entendidos e ouvidos. Qual a sua opinião?
Eles têm de ser entendidos, sim. Não quer dizer que não devam ser reprimidos. Mas o que leva um grupo de pessoas a se reunir e praticar esse tipo de ato? Será que ao não prover os direitos sociais básicos previstos na Constituição o Estado também não auxiliou esses grupos a surgirem? Foi com esse tipo de diálogo que se avançou na Colômbia. E isso não é coisa de esquerda. Quem fez isso na Colômbia foi um governo de direita com forte apoio norte-americano. Eles viram que o modelo de repressão pura e simples não estava dando certo. Era morte para tudo quanto é lado. Quando se cansaram da mortandade, a solução começou a surgir.

Fonte: Folha de São Paulo  - um jornaal a serviço do Brasil (Até aprece!)
http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2013/11/1366434-revolta-nas-ruas-reflete-incapacidade-do-estado-na-seguranca-diz-tenente-coronel.shtml

Quando achar q já viu de tudo, continue viajando!




1. Túnel Wisteria, nos Jardins Kawachi Fuji, em Kitakyushu, Japão

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2. O Túnel do Amor, na Ucrânia

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3. A Floresta Torta, na Polônia

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4. O Cânion de Gelo, na Groenlândia

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5. O Monte Roraima, na Tríplice Fronteira (Brasil, Venezuela Guiana)

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6. A Porta do Inferno, no Turcomenistão

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7. Posso Chand Baori, na Índia

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Lembra do último filme do Batman? Foi filmado aí!

8. A Floresta de Ferro, em Madagascar

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9. O Lago Retba, no Senegal

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10. O metrô de Estocolmo, na Suécia

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Fonte: Macaco Velho
 http://www.macacovelho.com.br/10-lugares-que-voce-nao-acredita-que-existem/

Pornô Feminista! Finalmente!

Mandou bem demais! Todos deveriam ler essa matéria!

" “Essa ideia de que mulher não curte pornô é algo puramente cultural. Ela nunca foi inserida no mercado erótico, sempre considerado ‘coisa de homem’.”
(...)
Candida concorda com a citação da blogueira. Afinal, ela viveu sob esse regime machista quando atuava no segmento como atriz, em meados dos anos 1970. “A sociedade impôs que só o homem poderia fazer o que quisesse sexualmente. A mulher não, senão ela sairia como louca na rua e deixaria a família”, pontua.
(...)
Ambas fazem coro ao dizer que as mulheres adoram o sexo de diferentes maneiras. “Às vezes a gente quer fazer amor e às vezes queremos só transar. Tem dias que queremos fazer sexo com um estranho, em outros, sexo selvagem. Assim como também queremos sexo com muita paixão e depois passar a noite toda conversando na cama. Enfim, queremos tudo.
(...)
“Quanto mais gente estiver tendo sexo de boa qualidade, mais felizes as pessoas ficarão, e mais perto da paz mundial estaremos”, diz Cindy"
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Matéria na íntegra:
 

Mulheres que fazem pornô feminista mudam perfil dos filmes eróticos

Ao Delas, cineastas contam como conquistaram seu espaço em uma indústria criada, sustentada e controlada majoritariamente por homens

Renata Reif - iG São Paulo 

Orgânico. É este o novo conceito de filmes eróticos com as mulheres no comando. A luz é natural, o ritmo mais lento e as cenas são recheadas de beijos e carícias. “Em vez de sexo explícito, faço filmes sensuais, cujo foco é o prazer feminino. Isso inclui música boa, diálogos bem construídos, preliminares apaixonadas e trajes elegantes”, conta a sueca radicada em Barcelona Erika Lust , diretora mais famosa do gênero.


Divulgação
 Erika Lust, cineasta sueca radicada em Barcelona: 'faço filmes cujo foco é o prazer feminino'

A pornografia feminista -- tendência na Europa e nos Estados Unidos, e ainda não explorada no Brasil -- é especialmente conhecida pela diversidade. Os atores são naturalmente bonitos, mesmo que não tenham corpos perfeitos, e de todas as raças, gêneros e preferências sexuais. “Muito diferente dos filmes tradicionais de sexo, que nos dizem que apenas são desejáveis homens musculosos, com pele oleosa, e pênis imensos, enquanto uma mulher só pode ser atraente se for como uma Barbie, com corpo falso e nenhum pelo”, avalia Erika, que dispensa closes de genitálias por achar muito invasivo. Intimidade e paixão a interessam muito mais do que simplesmente posições e contorcionismos. “Tento capturar o autêntico, que é o sexo do jeito que eu vejo”, diz ela. Antes de entrar no ramo, Erika não gostava de assistir aos filmes eróticos por achá-los “bregas, falsos e de má qualidade”. “Eles nunca ajudaram a melhorar a minha vida sexual”, revela.

Apesar de admitir que práticas como sexo anal e gang bang (sexo heterosexual entre uma mulher e diversos homens) possam excitar mulheres, ela prefere deixá-las de lado. “Não cabe a mim dizer o que é permitido ou o que não é. Mas faço filmes sobre os meus desejos e os dos meus amigos”, explica.

Já a atriz aposentada Candida Royalle , hoje feminista e diretora de filmes adultos para mulheres, prefere fazer uso das práticas citadas com parcimônia. “Não é como no pornô para homem, que sempre precisa ter anal. Aconteceu em um dos meus filmes porque o casal se sentia à vontade em cena. Gang bang também tem que ter um contexto. A mulher não é mais usada e abusada”, diz Candida.




Divulgação
Cindy Gallop: 'pornô de hoje não tem nada a ver com o sexo no mundo real'

Para a inglesa Cindy Gallop , criadora do site " Make Love Not Porn " (Faça Amor, Não Pornô), a indústria pornográfica imprime ao jovem uma visão deturpada do sexo. Aos 51 anos, a empresária que se relaciona com rapazes de 20 e poucos, do que adora gabar-se, percebeu que a nova geração repete na cama o que vê nos filmes eróticos tradicionais. “O pornô de hoje não tem nada a ver com o sexo no mundo real, onde nem tudo acontece como nesses filmes”, diz, referindo-se ao estilo hardcore das produções direcionadas ao público masculino. Repletos de mitos, eles são sistematicamente desconstruídos pela criadora da campanha.

Por amor e por tesão
 
“
Nos filmes tradicionais, uma mulher só pode ser atraente se for como uma Barbie, com corpo falso e nenhum pelo

 
Isso não quer dizer que as mulheres só gostem de transar por amor. É o que afirma a escritora Carol Teixeira, autora do blog A Obscena Senhorita C e vocalista da banda Brollies & Apples. “Nós também gostamos de sacanagem. Nem sempre queremos uma história incrível e um cuidado estético, às vezes queremos apenas gozar”, defende Carol. “Essa ideia de que mulher não curte pornô é algo puramente cultural. Ela nunca foi inserida no mercado erótico, sempre considerado ‘coisa de homem’.” Candida concorda com a citação da blogueira. Afinal, ela viveu sob esse regime machista quando atuava no segmento como atriz, em meados dos anos 1970. “A sociedade impôs que só o homem poderia fazer o que quisesse sexualmente. A mulher não, senão ela sairia como louca na rua e deixaria a família”, pontua. 

Hoje nos bastidores, Candida conduz os roteiros à sua maneira. “O meu estilo é mais natural. Não é aquela coisa do pornô típico: a mulher está sempre excitada e pronta para transar. E o homem, sempre a ponto de bala. Não, nem sempre 45ele consegue a ereção e a mulher também pode estar tímida, querendo apagar as luzes”, diz.

Na opinião de Carol, o pornô ideal seria uma mistura dos pornôs feminino e masculino: nem tão romântico, nem tão explícito. “Acho que o pornô ideal vai vir de um equilíbrio que ainda não aconteceu”, ela acredita, citando a diretora Erika Lust como o estilo erótico mais próximo deste equilíbrio.



Gravação de filme de Erika Lust: 'às vezes a gente quer fazer amor e às vezes, só transar'


A própria Erika complementa: “Existe um estereótipo de que as mulheres não podem ter impulsos sexuais sem romance. Claro que deve haver paixão, diversão, aventura, intimidade , riso, curiosidade, mas não necessariamente profunda conexão emocional e comprometimento”. Ambas fazem coro ao dizer que as mulheres adoram o sexo de diferentes maneiras. “Às vezes a gente quer fazer amor e às vezes queremos só transar. Tem dias que queremos fazer sexo com um estranho, em outros, sexo selvagem. Assim como também queremos sexo com muita paixão e depois passar a noite toda conversando na cama. Enfim, queremos tudo. E até então não havia um pornô representando isso, ou seja, o desejo feminino”, resume Erika.

 
Todas as entrevistadas creem que não há coisa que mais excita o parceiro do que ver a mulher excitada, o que torna o pornô para mulheres algo para os dois, para melhorar a vida íntima do casal. Portanto, a vida real é o denominador comum entre os dois mundos aqui expostos.

Isso pode ser conferido na filmologia de Erika e Candida, bem como no movimento “Make Love Not Porn”, onde amantes de 180 países mostram como se faz, cada um ao seu modo. “Quanto mais gente estiver tendo sexo de boa qualidade, mais felizes as pessoas ficarão, e mais perto da paz mundial estaremos”, diz Cindy, que termina decretando, com seu forte sotaque britânico: “More blow jobs, less world wars!” -- ou, em português, “Mais sexo oral, menos guerras”.

Fonte: Delas - Amor e Sexo
http://delas.ig.com.br/amoresexo/2013-11-01/mulheres-que-fazem-porno-feminista-mudam-perfil-dos-filmes-eroticos.html

 

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Apple e um trabalho quase escravo?


"Resumo:

Logo a Apple, q provê luxuosos e caros atigos como iPod, um iPhone, um iPad, vem fazendo um papelão desses!

Empresas q fornecem acessórios para ela fazendo uso de trabalho infantil por uma miséria (0,70 centavos de dólar), uma jornada absurda de 16h de trabalho na China, país onde as pessoas são presas se tentarem montar sindicato.

...
"[Na] China (...) é onde está a matriz da Foxconn, a companhia que fabrica os iPhones e o iPad para Apple, bem como outros dispositivos para outras empresas. Sua planta trabalhista é de quase 430.000 pessoas, das quais ao menos 5% [são] operários de 14, 13 e inclusive 12 anos

(...) quando uma inspeção oficial se aproxima, a empresa esconde por um tempo àqueles operários que são muito jovens e os substitui por outros com aparência de adultos. A empresa sabe, por suposto, a data em que estas revisões acontecem


(...) No entanto, como bem aponta Henry Blodget em Business Insider, os dividendos da Apple são tão grandes que bem poderia se permitir melhorar as condições trabalhistas dos operários que estão na base de sua riqueza"

Acidentes de trabalho, hora extra... nada é pago!!"


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Matéria na íntegra:

Para os mac-fags a Apple não é uma empresa, senão uma religião a que seguem como o mais fundamentalista dos religiosos. Não só pelos dispositivos que colocou no mercado, realmente atrativos, senão pela aura que inteligentemente impôs sobre seus produtos, uma inexplicável camada de prestígio e luxo que, segundo parece, vem fartamente incluído no preço que os consumidores pagam quando adquirem um iPod, um iPhone, um iPad ou o que seja.

Crianças trabalham 16 horas ao dia por 70 centavos de dólar para fabricar o iPhone
E talvez seja este brilho um tanto irreal o que oculta de ditas pessoas as condições atrozes em que se fabricam seus queridos aparelhos, as brutais condições trabalhistas que fazem possível o sonho do gadget e da distinção.

Shenzhen, a cidade na China onde é produzida a maior parte destes dispositivos, é, dentro da podridão que rodeia este sistema, o melhor exemplo desta realidade. Ali é onde está a matriz da Foxconn, a companhia que fabrica os iPhones e o iPad para Apple, bem como outros dispositivos para outras empresas. Sua planta trabalhista é de quase 430.000 pessoas, das quais ao menos 5% não atinge o limite de idade legalmente aceita para trabalhar, operários de 14, 13 e inclusive 12 anos trabalham ao lado de outros bem mais velhos, digamos, polindo o cristal dos iPhones.

De acordo com uma destas operárias, a Foxconn não se importa com a idade de quem estão a seu serviço, mas quando uma inspeção oficial se aproxima, a empresa esconde por um tempo àqueles operários que são muito jovens e os substitui por outros com aparência de adultos. A empresa sabe, por suposto, a data em que estas revisões acontecem

Sóbrios e enormes galpões tomados de dezenas de milhares de operários, trabalhando uníssona, monótona e mecanicamente, sem pausas nem distrações, com olhos, mãos, atenção na repetição infinita tarefa atribuída. 8 horas ao dia que se estendem a 12 que se estendem a 16 quando há que fabricar um novo gadget que as multidões impacientes estão ansiosas por possuir; produtos que dificilmente conhecem em sua última forma e cujo funcionamento consideram mágico.

Os sindicatos são proibidos na China. Quem quer que seja surpreendido organizando um, é preso imediatamente e enviado a prisão. Assim mesmo, circula entre as companhias uma "lista negra" com os nomes daqueles trabalhadores chamados de "problemáticos", aqueles que se atrevem a pedir pagamento da hora extra.

Isso sem falar das compensações por acidentes de trabalho: uma prensa prendeu a mão de um operário da Foxconn, e a empresa simplesmente não lhe deu nenhum tipo de subvenção médica e ademais, quando descobriu que tinha perdido o movimento de sua extremidade, simplesmente o despediu. O homem fazia parte da produção de carcaças metálicas para iPad, mas o mesmo acontece com aqueles operários que se tem os membros atrofiados por realizar a mesma tarefa uma e outra vez, 12 horas ao dia, durante anos e anos, ou, como exemplo concreto, aqueles que utilizam hexano para limpar a tela do iPhone, porque esta substância se evapora bem mais rápido que outras, permitindo com que a produção seja mais rápida, sem considerar que o hexano é uma neurotoxina provada que afeta as mãos até provocar um tremor incontrolável.

E, desgraçadamente, a lista de infortúnios poderia continuar. Ou não. Porque não se trata de um problema de fortuna. É sumamente ingênuo pensar que os diretores da Apple, Steve Jobs incluso, não estão ou estiveram a par destas condições em que fabricam seus produtos. Com certeza sempre souberam que dito meio é parte importante de seus ganhos.

No entanto, como bem aponta Henry Blodget em Business Insider, os dividendos da Apple são tão grandes que bem poderia se permitir melhorar as condições trabalhistas dos operários que estão na base de sua riqueza, sem com isso comprometer sua competitividade nem seus ganhos econômicos. Blodget fala inclusive de fabricar iPhones e iPads sob de marco estadunidenses de leis trabalhistas.

A Apple, no entanto, poderia argumentar que este não é problema seu senão de empresas como a Foxconn e do país China que têm seus operários em semelhante condição de escravidão. Mesma desculpa que possivelmente será dada por donos de aparelhos da empresa. Esse é justamente um dos núcleos do problema: que a riqueza da Apple não é sua somente, que existem corporações contíguas que brigam encarniçadamente pelas migalhas que caem desse banquete. Que como a Foxconn há centenas ou milhares de empresas dispostas a realizar os mesmos trabalhos em condições inclusive, se isto for possível, piores que as relatadas agora.

Enquanto isso, aí estão milhares, milhões fascinados em tropel em frente às vitrines dos estabelecimentos que oferecem o novo iPhone, embriagados por esse estranho, incompreensível encantamento que rodeia os produtos da Apple aparentemente irresistíveis. Consumidores autômatos que não descansam até ter em suas mãos o último de seus gadgets -que nunca é realmente o último- e que (na melhor das hipóteses) usam justificativas duvidosas para explicar o porque pagam o triplo do preço por um produto que é fabricado por mão de obra escrava ou porque (na pior) estão pouco se lixando com quem fabrica e querem mesmo é ostentar um produto caro comprado a prestação sob a influência do campo de distorção da realidade do Senhor Supremo das Maçãs. Em nome do iPad, do iPhone e do iPod Touch... Applem!!!
Fonte: Business Insider


Fonte: Metamorfose Digital - nov anos diminuindo a sua produtividade
http://www.mdig.com.br/index.php?itemid=22907

domingo, 3 de novembro de 2013

Derrubada da Perimetral e mentiras!

Na cidade dos carros, vão derrubar a Perimetral a base de mentiras

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Poderia ser algum tipo de piada de mau gosto, mas não é. Vão demolir o Elevado da Perimetral. E pior: sob o argumento de se estar construindo uma cidade para pessoas, com recursos privados, no Rio Olímpico. Será mesmo?
"A Perimetral é um dos maiores símbolos de uma cidade que foi pensada para os carros e não para as pessoas", disse Alberto Silva, o presidente da Companhia de Desenvolvimento Urbano da Região do Porto (CDURP). E completou: “O que a gente quer com isso é o contrário, pensar uma cidade muito mais para as pessoas”.
No Rio de Janeiro “para pessoas” estão sendo construídas três vias expressas: BRT Transcarioca, Transolímpica e Transoeste. Ao colocar a sigla BRT (Bus Rapid Transport), quer se destacar a pista exclusiva para ônibus, mas que na verdade é acompanhada de várias pistas para carros. Vias que estão cortando subúrbios - ali sim espaços para pessoas - e que estão sendo destruídos. O impacto social é dramático: milhares de famílias removidas de suas casas para dar passagem a automóveis individuais.
Em julho de 2013, o grande Rio alcançou a marca de 2.765.841 (dois milhões, setecentos e sessenta e cinco mil automóveis), e o número não para de crescer. São colocados em média 400 novos carros por dia em circulação, ou 12 mil por mês, segundo dados de 2013 do Denatran. E isso sem contar motos, comionetes, micro-ônibus, etc.
Pois bem, nesse ponto podemos esclarecer a primeira mentira: o Rio de Janeiro não está sendo construído para as pessoas, muito menos para o transporte coletivo. Está sendo construído para os carros, com todas as consequências negativas que isso gera à cidade
O segundo ponto importante é em relação a origem dos recursos do projeto Porto Maravilha. Segundo a Prefeitura do Rio, a iniciativa privada estaria bancando todas as obras da região, como a derrubada da Perimetral, a construção do Museu do Amanhã e a recuperação da infra-estrutura urbana com novos calçamentos e aberturas de ruas.
Mas quem adquiriu todos os 6,4 milhões de certificados vendidos pela Prefeitura ao custo de R$ 3,5 bilhões foi o Fundo de Investimento Imobiliário Porto Maravilha, controlado pela Caixa Econômica Federal,com recursos do FGTS. Agora o Fundo terá que revender os títulos para recuperar o investimento. Na primeira tentativa, o mercado não se interessou. O Estado assumiu o risco, através de um banco público, para viabilizar o projeto que está sendo divulgado como possível através de recursos privados.
Ou seja, não é verdade que os recursos são privados, eles vêm do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço, dos trabalhadores. A estratégia da Prefeitura, com o apoio da mídia, é repetir uma mentira mil vezes para virar verdade.
O terceiro mito é a capacidade da Perimetral de degradar a zona portuária. Está claro que elevados, assim como vias expressas, prejudicam bairros residencias com seu excesso de carro, barulho e fumaça. São as consequências de se viver numa cidade que estimula o uso diário do automóvel individual para mobilidade urbana.
Mas os bairros da região portuária poderiam se recuperar e atrair novos residentes sem a demolição da Perimetral, com investimento em ruas agradáveis, praças e comércio, recuperando seus bairros históricos. Até porque o elevado passa à margem das zonas residenciais. O altíssimo custo da demolição poderia ajudar muito na recuperação dessa e de outras áreas da cidade.
Não foi a Perimetral em si que degradou a zona portuária, mas sim seu absoluto abandono e falta de investimento pelo poder público.
É nesse contexto, portanto, que derrubar uma estrutura como essa mostra toda incoerência de uma Prefeitura baseada no marketing. Decide-se demolir um elevado útil e em boa conservação para ser substituído por uma via expressa. Continua-se investindo em um sistema de transporte irracional, baseado na habilidade individual de cada condutor e que um erro pode gerar o caos na cidade, apesar do discurso contrário.


Ao colocar a Perimetral abaixo, a Prefeitura quer projetar para o mundo a imagem de uma cidade para pessoas, num Rio que virou um canteiro de obras para a construção de túneis, pontes e vias expressas. Cada vez mais vivemos numa cidade para carros. Resta saber se dessa vez o marketing vai conseguir superar a realidade das horas perdidas no trânsito já caótico e que poderá se tornar insuportável.
Quem sabe a queda do elevado não leve junto um entrave muito maior para o Rio de Janeiro: o próprio prefeito Eduardo Paes.

  Fonte: Cidades Possíveis - por uma cidade plural: sociologia, economia, política, comunicação, arquitetura e urbanismo