sexta-feira, 19 de julho de 2013

quinta-feira, 18 de julho de 2013

No, no, no pinguim!


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Fonte: Ricardo Siri Liniers
https://www.facebook.com/photo.php?fbid=10151697886047417&set=a.10150980437127417.447027.27029842416&type=1&theater

Página com 900 mil processos da ditaduta será lançada

Brasil Nunca Mais lança site com 900 mil páginas de processos da ditadura

Foto: Nacho LemusDo Jornal GGN - O instituto Brasil Nunca Mais lançará, no dia 9 de agosto, um site com acervo de 900 mil páginas de processos judiciais feitos durante a ditadura militar (1964-1985). O espaço virtual Brasil Nunca Mais Digit@l estará disponível para consulta após o lançamento, feito das 9h45 às 14 horas, na sede da PRR-3 (Procuradoria Regional da República da 3ª Região). A unidade fica na avenida Brigadeiro Luís Antônio, 2020, no centro de São Paulo.
O material digitalizado revela torturas praticadas durante o período de recessão e foi colhido no período dos anos 1980 pela Arquidiocese de São Paulo e pelo Conselho Mundial de Igrejas. Os arquivos fazem parte de um acervo de 710 processos julgados pelo STM (Superior Tribunal Militar).
O BNM Digit@l é uma parceria das seguintes entidades: Armazém Memória, Ministério Público Federal, Arquivo Público do Estado de São Paulo, Instituto de Políticas Relacionais, Conselho Mundial de Igrejas, Comissão Nacional da Verdade, Ordem dos Advogados do Brasil - Seccional Rio de Janeiro, Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, Universidade de Campinas (Arquivo Edgard Leuenroth), Universidade Metodista de São Paulo, Center for Research Libraries, Arquivo Nacional e Rubens Naves, Santos Jr., Hesketh Escritórios Associados de Advocacia. O projeto também recebeu apoio do Superior Tribunal Militar e do Consulado Brasileiro em Chicago.
Mais informações sobre o evento podem ser obtidas no site http://www.dhnet.org.br/memoria/nuncamais/index.htm .

Fonte: GGN - O Jornal de todos os Brasis
http://www.jornalggn.com.br/blog/brasil-nunca-mais-lanca-site-com-900-mil-paginas-de-processos-da-ditadura

"Bandido bom é motivo morte"



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A quem interessa o discurso do "bandido bom é bandido morto"? A quem interessa o discurso de que uma CPI é uma ferramenta eleitoral? A quem interessa a militarização da Polícia Militar?

"Dediquei 20 anos da minha vida à polícia (...), mas a verdade é que A PM DO RIO TEM QUE ACABAR. Quando o meu filho tinha 10 anos ele perguntou pq o meu trabalho era matar (...) e eu não sei responder a pergunta dele. Tenho 21 anos de polícia e eu não sei porque eu matei e POR QUEM EU MATEI. Mas o que eu posso afirmar com certeza, senhor deputado, é que o PM não puxa esse gatilho sozinho... metade dos deputados dessa casa deveria estar na cadeia (...) metade é pouco! Só 6 ou 7 têm ficha limpa (...) eu afirmo que O GOVERNADOR DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO ESTÁ DIRETAMENTE ENVOLVIDO NOS CRIMES INVESTIGADOS AQUI NESSA CASA."

http://www.youtube.com/watch?v=126YLdFgKJo

Fonte: Vírus Plnaetário
https://www.facebook.com/photo.php?fbid=491612010929373&set=a.221530184604225.50687.221511584606085&type=1&theater
 

Protesto no Cabral!







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#PROTESTORJ
Existe algo de muito simbólico em ver as vidraças de bancos e lojas quebradas, barricadas pegando fogo, no bairro com o metro quadrado mais caro do mundo.

Os inocentes do Leblon, não tem idéia de quem nós somos.
#Somostodosvandalos


Fonte: Vírus Planetário
https://www.facebook.com/photo.php?fbid=491451150945459&set=a.221530184604225.50687.221511584606085&type=1&theater


 

Mesmo o longe demais pode não ser uma distância segura. Não neolibera, já era. Perdeu playboy. Perdeu a segurança, a indiferença. E agora, José? O calçadão não é mais o mesmo, a maresia virou gás, o charme virou medo e as meninas do Leblon só tem olhos para lágrimas. Nem o mar vai curar essa ferida. Quebraram o espelho da burguesia, Narciso se afogou. Tudo é feio e meio louco, mesmo na Vieira Souto. Vai aprendendo, burguês, a culpa também é de vocês.

Fonte: Das Lutas
https://www.facebook.com/photo.php?fbid=210888669067017&set=a.204858309670053.1073741827.204842276338323&type=1&theater


 

CPI DA MÁFIA DO ÔNIBUS

Projeções nos arredores da casa do Governador Sérgio Cabral no Rio de Janeiro.

Mais de 1000 pessoas se reúnem agora na Av. Delfim Moreira, no Leblon, para o Grande Ato que tem como pautas a CPI da empreiteira Delta, a CPI da Copa e a desmilitarização da polícia, entre outras.

O protesto não é o primeiro que ocorre na Zona Sul carioca. Entre os dias 21 de junho e 02 de julho, manifestantes se revezaram no acampamento armado em frente à casa do governador, no Leblon. No entanto, durante a madrugada do 11º dia, policiais do 23º batalhão efetuaram a desocupação. Isso gerou uma onda de protestos contra o governador e sua política truculenta. A quinta-feira, dia 04/07/2013, foi marcada por forte repressão por parte da polícia, que utilizou bombas de gás lacrimogêneo e balas de borracha pelas ruas do Leblon e Ipanema.

Na última quinta-feira, dia 11/07, uma manifestação foi marcada para acontecer em Laranjeiras, residência oficial do governador Sérgio Cabral. Novamente os protestos foram duramente reprimidos e dessa vez, os caminhões de água também foram usados.
Entretanto, o protesto segue pacífico e conta com o apoio de boa parte dos moradores da região


Acompanhe ao vivo em http://postv.org/
Foto: Mídia NINJA

#OcupaCabral #AOVIVO #midiaNINJA #posTV


Fonte:   Ninja
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segunda-feira, 15 de julho de 2013

Produtores Rurais do Rio tentam sobreviver a falta de incentivo

Complicado!
O q eles estão chamando de agroecologia? 
É sempre assim: um plano diretor q não leva em conta como está se dando o uso do espaço e coloca o plano de cima pra baixo!  Nenhuma preocupação com os confrontos urbano-rurais.
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Produtores Rurais do Rio tentam sobreviver a falta de incentivo
- Plano diretor da cidade considera o território carioca exclusivamente urbano

Emanuel Alencar (Email)
Publicado:


Muitos produtores desistem da agricultura devido à falta de incentivos
Foto: Mônica Imbuzeiro / Agência O Globo

Muitos produtores desistem da agricultura devido à falta de incentivos Mônica Imbuzeiro / Agência O Globo
RIO - De um lado, pequenos agricultores que estão há gerações nas encostas Pedra Branca, na Zona Oeste do Rio. Do outro, o Plano Diretor da cidade, atualizado pela prefeitura há dois anos, que, em seu artigo 13, considera o território carioca exclusivamente urbano — ou seja, sem espaço para lavouras. Mas, de acordo com o Sindicato Rural do Rio, 600 famílias sobrevivem da produção de frutas e hortaliças na capital, majoritariamente em bairros da Zona Oeste. Como Luís Carlos Santana, de 64 anos, que cultiva bananas e caquis orgânicos no Rio da Prata, nos limites do Parque Estadual da Pedra Branca, região que já abrigou fornos de carvão, no século XIX, e a monocultura da laranja. O maior receio dele e de outros pequenos produtores da região é ser obrigado a pagar o Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU), o que, somado às dificuldades de captação de recursos, pode sufocar a sustentabilidade agrícola local. E um grupo de chefs lembra que essa pequena produção de orgânicos é importante para a mesa dos cariocas.
— Meu avô era carvoeiro, meu pai plantava laranja. E desde menino eu trabalho na roça de banana, sem qualquer incentivo ou certificação oficial. Ajudamos a preservar o parque. Se a gente tiver que sair, vai para onde? Morar numa favela? — questiona Luís Carlos, enquanto caminha por sua roça de banana, que dispensa o uso de defensivos agrícolas.
Um plano de desenvolvimento da agricultura do Rio no local esbarra em uma questão controversa: o uso de áreas de preservação para cultivo. Por ser uma categoria que prevê proteção integral, um parque não permite qualquer tipo de roça. O problema surge quando esses espaços produtivos pertencem a famílias que ocupavam as terras há pelo menos 200 anos — casos comuns na Pedra Branca.
— Os parques cumprem função importante, mas a legislação devia permitir uma flexibilização onde há agricultura consolidada. Há muita dificuldade de diálogo. Implantar uma unidade intocável onde já tem gente desenvolvendo agroecologia é um problema. Há que se considerar o histórico dessas pessoas. Nossa luta é pelo reconhecimento dessa atividade — afirma o engenheiro agrônomo Márcio Mendonça, da ONG Assessoria e Serviços a Projetos em Agricultura Alternativa.
Muniz defende fim dos bananais
O secretário municipal de Meio Ambiente, Carlos Alberto Muniz, por outro lado, é taxativo: nada justifica produção agrícola em parques. Ele defende a erradicação das bananeiras das encostas da Pedra Branca, admite que o Plano Diretor dá margem à cobrança de IPTU em áreas com potencial agrícola, mas afirma que a isenção do imposto aos produtores continuará:
— Essa produção na Pedra Branca não é positiva. É mais importante para a cidade desenvolver aquele ecossistema do que manter ali uma invasão. Nós tentamos que ficasse caracterizado no Plano Diretor a importância de regiões agrícolas na cidade. Mas quem aprova é a Câmara dos Vereadores. Há duas leituras, interpretações distintas. Ao mesmo tempo em que o texto diz que se deve resgatar a vocação agrícola de áreas urbanas, estabelece que o território é integralmente urbano.
O imbróglio levou para o lado dos produtores uma turma de renomados chefs. Teresa Corção, do restaurante Navegador, no Centro do Rio, coordena um movimento em defesa da produção orgânica da Pedra Branca. Ela lembra que, no momento em que a Europa discute a expansão de “cinturões verdes” em conglomerados urbanos, o Rio transita na contramão ao simplesmente negar o seu lado rural.
— Se a pequena produção orgânica acabar no Rio, nossa comida do dia a dia vai vir industrializada, de longe. Perderemos completamente o controle de qualidade. Queremos construir uma relação com esses agricultores, que precisam de reconhecimento. Um dos motivos da escolha do Rio como sede dos Jogos Olímpicos de 2016 é justamente o compromisso do fornecimento de alimentos orgânicos aos atletas. Estamos muito atrasados nessa discussão — critica.
O reconhecimento dos produtores passa pela conquista de um documento, a Declaração de Aptidão ao Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (DAP), expedido pela Secretaria de Agricultura do estado. De posse do DAP, é possível vender diretamente os insumos a escolas da rede pública, além de conseguir financiamentos e certificações. Complicador número um: os produtores precisam pagar Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural (ITR) à União, mesmo morando em áreas formalmente urbanas. Impasse número dois: precisam ter toda a família fixada na terra e viver exclusivamente do sustento agrícola.
— São pré-requisitos muito rigorosos — avalia Júlio Cesar Barros, gerente de Agroecologia e Produção Orgânica da Secretaria Municipal de Meio Ambiente. — Se o Plano Diretor não for alterado, a tendência é que os ITRs sejam transformados em IPTU. E pagar IPTU simplesmente inviabiliza o pequeno produtor.
Inea pede solução negociada
Diretor de Biodiversidade e Áreas Protegidas do Instituto Estadual do Ambiente (Inea), André Ilha reconhece a complexidade da questão. Ele alerta para a necessidade de haver rigoroso controle da expansão de bananais na Pedra Branca — “uma espécie exótica e invasora” —, mas aponta a possibilidade de manutenção de algumas famílias por meio de uma solução negociada. É do Inea a responsabilidade pela gestão do Parque Estadual da Pedra Branca, fundado em 1974.
— Muitos deles estão no parque há gerações e podem ser enquadrados como tradicionais. Em muitos casos, dá para fazer um termo de compromisso estabelecendo direitos e deveres e a permanência na terra com um título precário. Mas, a longo prazo, a tendência é que esses produtores abandonem a área. A banana é exótica e invasora. E o produto chega ao mercado com menos competitividade. Não teremos atitude agressiva com quem está lá há anos. Faremos tudo de forma negociada — diz Ilha.
A deputada estadual Aspásia Camargo (PV) lamenta a falta de espaço para a pequena agricultura na capital. Para ela, o Rio está abrindo mão de sua função agrícola:
— A cobrança integral de IPTU foi uma bandeira do governo Cesar Maia assumida totalmente pela gestão de Eduardo Paes. Temos de introduzir o rural dentro do urbano e salvar rapidamente esse patrimônio. Usar a agricultura orgânica para fazer uma produção de qualidade é desenvolvimento sustentável.
Sebastião Pestana Santos, de 53 anos, outro lavrador da Pedra Branca, diversificou para tentar sobreviver. Jiló, aipim, berinjela, caqui, banana e até murta (planta usada para adornar ambientes) se espalham pelo terreno de 20 hectares. Ele vende a produção no circuito de feitas orgânicas, que inclui bairros da Zona Sul como Glória e Jardim Botânico. Com relação ao futuro, ele se mostra pessimista.
— Se você voltar aqui em 30 anos, vai ver que não sobrou nada. O custo é muito alto. Na safra do caqui eu preciso contratar mão de obra a R$ 70 por dia. Não consigo financiamento. O terreno está no nome do meu pai, que morreu há cinco anos — conta Sebastião.


Fonte:  http://oglobo.globo.com/rio/produtores-rurais-do-rio-tentam-sobreviver-falta-de-incentivos-9021943

domingo, 14 de julho de 2013

Romeu e Julieta ou Guaraci e Jaciara! - Temiminós

quinta-feira, 30 de junho de 2011

O pássaro de fogo: uma lenda dos índios temiminós

Ilustração: Eduardo Azevedo

Mais uma vez vou à fonte
Das antigas tradições
Que formam a base das
Velhas civilizações,
E que, no tempo e no espaço,
Sem mostrar qualquer cansaço,
Lega-nos belas lições.
Esta lenda se refere
Aos índios temiminós.
Impelida pelo vento,
Ela chegou até nós.
Relatos encantadores
Nas vozes dos narradores,
Avós dos nossos avós.
O cenário desta lenda
Que envolve povos em guerra
Hoje abrange os municípios
De Cariacica e Serra:
No rico chão capixaba
Vivia um morubixaba
Que era o mais bravo na terra.
Era o pai duma princesa
Chamada de Jaciara,
Um primor da natureza,
Uma esmeralda tão rara,
Que um bravo temiminó,
Ao vê-la no mato só,
Seu coração quase para.
Mas havia um empecilho
Pra que o amor consumasse:
Os pais dos jovens jamais
Consentiriam no enlace.
Guaraci e Jaciara
Não se viam cara a cara,
Não se olhavam face a face.
O jovem ainda tentou,
Com presentes cordiais,
Agradar o pai da moça,
Porém, com planos fatais,
O destino não deixava,
Pois o cacique bradava:
— Somos de tribos rivais!
Não consentirei jamais
Nessa união malfadada.
Prefiro ver minha filha
Antes morta que casada
Com um vil temiminó,
Porque persigo sem dó
Essa gente desgraçada!
E recrutou os guerreiros
Que julgava de valor
Pra criar uma barreira
Com propósito traidor
De impedir que Guaraci
Chegasse perto dali,
Falasse com seu amor.
Todavia apareceu
Um pássaro misterioso,
Que do par apaixonado
Foi correio valioso:
Para a princesa levava
As cantigas que entoava
O guerreiro valoroso.
Do mesmo modo levava
As mensagens da princesa,
As juras de amor eterno
Adornadas de beleza.
O mesmo pássaro trazia
A bonita melodia
Da deusa da Natureza.
O mensageiro celeste
Vez ou outra os conduzia
A duas elevações,
Onde levava e trazia
As cantigas dos amados,
Segredos de apaixonados
Que só o pássaro sabia.
E nesse ir e vir constante,
Acharam de combinar
Uma fuga que pudesse
A vigilância burlar.
Porém o pai da princesa,
Desprovido de nobreza,
Um crime vai perpetrar.
Consultou os adivinhos
Mais importantes da aldeia,
Soube dos planos da filha,
Da fuga pra terra alheia...
Disse, espumando de ira:
— Eu não perdoo a mentira,
Pois tenho sangue na veia!
O chefe, então, conclamou
Um temível feiticeiro,
Que descreveu em detalhes
De Jaciara o roteiro,
Dizendo: — Bravo cacique,
Impedirei que ela fique
Feliz com o seu guerreiro.
(...)
Nota: A trágica história de amor entre um guerreiro temiminó e uma princesa de uma tribo rival deu origem a uma lenda com fortes cores europeias, apesar de retratar personagens indígenas. Assim como na lenda do frade e da freira, o castigo que vitima os jovens enamorados é a transformação em dois rochedos. O guerreiro é o Mestre Álvaro, morro imponente da cidade da Serra. A princesa é o Moxuara, localizado em Cariacica. O misterioso pássaro de fogo, que servia de correio aos dois, ainda pode ser visto, nas noites de São João, auxiliando os desventurados amantes, no único dia do ano em que recuperam a forma humana. 
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O pássaro de fogo é um dos poemas do livro Lendas do folclore capixaba (Nova Alexandria).

Direitos reservados ao autor.
 
Fonte: http://marcohaurelio.blogspot.com.br/2011/06/o-passaro-de-fogo-uma-lenda-dos-indios.html