quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Meu Bunker! :) Henfil


Memórias do bunker: Glauco e Henfil

Trabalho de Glauco premiado no 4º Salão Internacional de Humor de Piracicaba em 1977
Traço rápido de Henfil: influência
A semelhança entre os dois trabalhos acima não é mera coincidência. Henfil foi a maior influência de Glauco, tragicamente assassinado no refúgio onde morava, próximo ao Pico do Jaraguá. “Estou falando com Deus, pensava, quando conheci o Henfil. Os Fradinhos, aquele traço todo solto, o uso do palavrão – o trabalho dele era um avanço muito grande“, declarou Glauco no texto que conta sua trajetória no site de sua igreja.
O primeiro contato entre o discípulo e o consagrado cartunista do Pasquim e de outras publicações aconteceu em 1977, quando Henfil integrava o júri da quarta edição do Salão de Humor de Piracicaba. Um dos trabalhos premiados foi um cartum de Glauco sobre um censor desempregado em depressão. Na edição do ano seguinte, novamente com Henfil no júri, um outro trabalho de Glauco seria premiado no salão. Desta vez, com soldados da repressão como personagens principais.
Cartum de Glauco premiado no salão de 1978
Mais que a semelhança do traço e do humor, a afinidade em espezinhar o regime ditatorial que dava sinais de amolecimento naquele fim de anos 70 fez com que Henfil logo trouxesse o jovem cartunista para o seu círculo de amizade.
E entrar para o círculo de amizades de Henfil não significava apenas conversas em salões de humor ou encontros eventuais. Henfil, como já fizera com outro jovem promissor, o Laerte, levou Glauco para morar em seu amplo apartamento no número 419 da rua Itacolomi, no bairro de Higienópolis em São Paulo. Ao time de moradores logo se juntariam os cartunistas Angeli e Nilson.
Sim. Isso aconteceu. Por um bom período, Henfil, Glauco, Angeli e Laerte viveram sob o mesmo teto. Detalhes dessa insólita convivência estão narrados em “O Rebelde do Traço – a vida de Henfil”, biografia escrita por Dênis de Moraes lançada em 1996 pela José Olympio Editora.
A vida no “bunker”, como o apartamento da Itacolomi foi apelidado, parecia a de uma república socialista, conta Dênis no livro. Henfil era paternalista ao extremo com seus seguidores e queria inclusive moldar o trabalho deles em treinamentos supervisionados pelo guru.
“…  Sentavam-se na prancheta e desandavam a criar. Daqui a pouco, uma voz severa ecoava:
- Solte o braço!
Henfil ensinava-lhes  truques, corrigia falhas e implicava…
… No afã de guiá-lo, Henfil exigia de Glauco uma resignação de tailandês. Pedia-lhe que prenchesse uma folha de papel com risquinhos de caneta. Se o ritmo estivesse lento, segurava-lhe o braço e repetia:
- Vamos, continua de onde parou. Pensa, fala um e faz um risquinho. Pensa, fala dois e faz outro risquinho…”
Quem o visse agir daquele modo poderia concluir que não levava fé nos discípulos. Muito pelo contrário…   …Venerava o cartum de Glauco no qual  um homem preso na parede por argolas de ferro cutuca, com a ponta do pé, a bunda do carrasco.
Cartum de Glauco venerado por Henfil
Mas o bunker da Itacolomi não se resumia a trabalho, como conta Dênis de Moraes. “Se não bastasse, Henfil no bongô, e Glauco, na guitarra elétrica, completavam-se em noitadas de jazz.”
Em meio a projetos mil na agência alternativa Oboré – de revistas a panfletos sindicais e até a tentativa de criar uma versão nacional do grupo inglês Monty Phyton na televisão – “Henfil, Glauco, Laerte, Nilson e, por um tempo, Angeli, embrenhavam-se pela noite paulistana. Empurravam-se, gozavam-se mutuamente, imitavam o jeito de andar de um amigo ausente, mexiam com uma louraça, confidenciavam aventuras amorosas, azaravam.”
O clima de farra que reinava no bunker pode ser visto nessa tira de Laerte desenhada muitos anos depois:
Tira de Laerte
Glauco várias vezes ajudou Henfil a se livrar de pequenas enrascadas. Como na vez que Henfil marcou com uma garota, em cima da hora, preferiu ir ao cinema com uma morena estonteante que conhecera num comitê eleitoral do MDB.
“…Encarregado de limpar a barra de Henfil, Glauco, com aplicação a toda prova, improvisou solos de guitarra, mostrou seus desenhos e serviu drinques. No final, a moça decidiu não perder a viagem – e dormiu com ele.
Por essas e outras, Henfil contava com a integral solidariedade de Glauco.”
O lado místico de Glauco,  que anos depois resultaria na fundação de sua própria igreja, era motivo de chacota de Henfil, que ridicularizava Glauco e Nilson por lerem os ensaios esotéricos de Carlos Castañeda: “Vocês são uns alienados! perdendo tempo com superstição”.
Glauco deixou o ninho da Itacolomi no segundo semestre de 1979, queixando-se do excessivo paternalismo de Henfil em relação ao seu trabalho. “Eu me senti bloqueado com as cobranças dele e achei melhor em afastar”, declarou no livro de Dênis.
Apesar do desconforto com esse traço da personalidade de Henfil, Glauco – assim como os outros três cartunistas – sempre demonstrou gratidão ao mestre. Quando Henfil morreu, no início de 1988, Glauco e Laerte o homenagearam no número 5 da revista Geraldão:
“Éramos um grupo de desenhistas, e a intenção foi produzir em conjunto, que nem uma oficina. Funcionou bem durante um tempo, suficiente para a gente se apaixonar uns pelos outros, e depois desandou, como as paixões desandam às vezes. (…)  Mas a gente aprendeu paca com o Henfil. Tipo intensivo madureza. Aprendeu que o traço tem que obedecer às idéias, e não o contrário. Que tem hora de ficar sério e hora de esculhambar a seriedade. Que um traballho bom vai fundo e mexe com as pessoas.”
Cacique Jaraguá
Com o texto acima é fácil entender como Glauco era capaz de tirar sarro até mesmo de sua fé. O Cacique Jaraguá, entidade venerada em cânticos nos rituais de sua “Céu de Maria”, virou um hilário personagem que volta e meia aparecia nas tirinhas da Folha.
Inspirado pelo cenário de onde podia ver a cidade de longe, Glauco criou um cacique falastrão que conta vários tipos de lorotas sobre uma São Paulo de tempos imemoriais para um pequeno índio, sempre com o caos atual de  São Paulo como gancho.  As chuvas que castigaram a capital foram a tônica da última série do cacique, publicada entre o fim de fevereiro e esse início de março.
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O fascínio pelos índios, sua cultura e misticismo, além da fundação de sua igreja em São Paulo, fez com que batizasse os filhos com os nomes indígenas Ipojucam e Raoni.
O caminho para o Daime, disse no texto “Os traços do espírito” publicado no site do Céu de Maria, veio através dos sonhos,  inspirado nos ensinamentos do guru  Carlos Castañeda:
“Através das instruções dele passei a sair do corpo e a comprovar que estive em certos lugares – perdi muito tempo com isso. Eu ia lá na frente da redação do jornal, sonhando, ia lá e decorava o número do poste, numa plaquinha. Acordava e ia correndo ver – estava lá! Passei uma época obcecado em convencer minha razão”. Foi quando sonhou com o Padrinho Eduardo, que ainda não conhecia. No sonho um índio dizia, dirigindo-se a uma multidão diante dos dois – olha, é ele quem vai levar vocês. Acordou achando que tinha sonhado com Dom Juan Matus, o feiticeiro yaqui de quem Castañeda foi aprendiz. “Parecia um inca – um narigão, baixinho, atarracadinho… nunca esqueci aquele véinho.”
Como um coronel Kurtz que adentra ao coração das trevas, Glauco via na floresta mais que um refúgio de paz e sossego. Misturando misticismo, curandeirismo e ecologia, pregava  num discurso semelhante ao que pode ser visto atualmente nos cinemas, entre os navis da fictícia Pandora de Avatar:
“O Daime é uma floresta concentrada. Quando entrei na mata pela primeira vez senti que era habitada, cheia de seres espirituais. Cada árvore derrubada tinha uma energia espiritual que não vai mais poder ser aparelhada. Mas acho que o Brasil ainda tem muita mata, dá para a gente acordar, para segurar esse povo.”
***  “O Rebelde do Traço – A vida de Henfil”, livro de Dênis de Moraes de onde foi tirada a maior parte das informações desse post não está mais diponível nas principais livrarias, mas pode ser encontrado no site Estante Virtual.

Fonte: http://blogs.estadao.com.br/edmundo-leite/2010/03/12/memorias-do-bunker-henfil-e-glauco/ 

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

sábado, 9 de fevereiro de 2013

Porto de Eike causou salinização


16/01/2013 - 13h31

Porto de Eike causou salinização de água doce, confirmam autoridades

VENCESLAU BORLINA FILHO
DO RIO


Atualizado às 17h24.
As autoridades ambientais do Estado do Rio de Janeiro confirmaram nesta quarta-feira (16) que as obras de construção do porto do Açu, da empresa LLX, do empresário Eike Batista, causaram a salinização da água doce usado por agricultores de São João da Barra (RJ).


Segundo a presidente do Inea (Instituto Estadual do Ambiente), Marilene Ramos, o problema ocorreu após o transbordamento da água salgada do sistema de drenagem da dragagem do porto. A água, que deveria voltar para o mar, atingiu reservatórios de água doce.

O canal mais atingido foi o Quintingute. Principal fonte de abastecimento dos agricultores locais, ele foi caracterizado como de água doce pelo estudo de impacto ambiental, mas atualmente tem 2,1 de salinidade --o adequado para irrigação é de, no máximo, 0,14.

Porto de Eike salgou região no Rio



Agricultor mostra abacaxis danificados de sua plantação; eles acusam a obra de porto de Eike Batista de causar o processo de sanilização
Ramos diz que o transbordamento já foi corrigido com um novo sistema de drenagem mas agora restam as análises das águas subterrâneas. O objetivo é identificar se elas foram contaminadas pela água salgada do processo de dragagem do porto.

O secretário estadual do Ambiente do Rio, Carlos Minc, disse que serão divulgadas na próxima semana as ações que a LLX deverá executar para correção dos danos. Minc garantiu, porém, que o problema não vai interromper as obras do porto.

Segundo Marilene, a empresa deverá dobrar, para 16, a quantidade de poços de monitoramento do local para identificar a extensão da possível contaminação das águas subterrâneas. Ela disse ainda que "certamente" haverá alguma multa, só não sabe de quanto.

OUTRO LADO
A LLX informou, por meio de nota, que monitora os níveis de salinidade em mais de 40 pontos da área de influência do porto do Açu --de acordo com as exigências do licenciamento-- e que o monitoramento dos canais utilizados para irrigação não apresentaram indicação de alteração da atividade agrícola.
Segundo a empresa, o monitoramento é feito por meio de convênios com universidades como a UFRRJ (Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro).

Na nota, a LLX diz que firmou parceria com universidades e especialistas em meio ambiente do Rio de Janeiro, de São Paulo e dos Estados Unidos para ampliar o monitoramento na área de influência do empreendimento e apresentou o plano de ampliação da malha amostral desse monitoramento para análise do órgão ambiental responsável.

"A LLX reafirma seu compromisso com a adoção das melhores práticas na construção de seus empreendimentos, com foco no desenvolvimento sustentável, e mantém o diálogo com os órgãos competentes para implementar quaisquer medidas preventivas que se façam necessárias", informou a empresa, na nota.

A DENÚNCIA
denúncia de salinização do local foi feita por pesquisadores da Uenf (Universidade do Norte Fluminense). No estudo divulgado, eles afirmara que, se nada for feito, um processo de desertificação da região poderá ser iniciado.

Essa é a primeira consequência ambiental direta detectada após o início das obras no empreendimento. Os Ministérios Públicos Federal e Estadual instauraram inquérito para apurar o caso.
A dragagem é feita para aumentar a profundidade do mar e do canal aberto pela empresa, a fim de permitir o acesso de grandes navios. A licença ambiental emitida permite a retirada de 65,2 bilhões de litros de areia do mar --31 bilhões já foram depositados em solo.

PLANTAÇÃO QUEIMADA
Os primeiros sinais do problema foram identificados no fim de outubro de 2012, quando o agricultor João Roberto de Almeida, 50, o Pinduca, viu parte de sua plantação de abacaxi nascer queimada. "Sempre usei essa água e nunca tive problemas. Não sou contra o desenvolvimento, mas o que está acontecendo é desrespeito", disse à Folha em dezembro.

Na época, o diretor de sustentabilidade da LLX, Paulo Monteiro, afirmou que a salinização das águas da região próxima ao porto antecederia as obras no local. Mas afirmou estar aberto a receber informações sobre eventuais problemas causados pela intervenção.

Ele chegou a dizer que a construção do porto tinha um sistema de drenagem que impedia o vazamento de água do mar para o exterior do empreendimento. O contrário foi detectado pelas autoridades ambientais do Estado.

"A água com areia retorna ao mar por canais de drenagem. Não vai para o lado do [canal do] Quitingute. Tudo foi calculado para jogar a água para o canal interligado com o mar", afirmou Monteiro à Folha, na época.

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/mercado/1215695-porto-de-eike-causou-salinizacao-de-agua-doce-confirmam-autoridades.shtml

O quanto do futebol ainda se brinca? Flakelf versus Dinamo de Kiev


A Partida da Morte foi um jogo de futebol, disputado em 1942 por prisioneiros de guerra soviéticos e soldados nazistas. O time soviético, formado em sua maioria por ex-jogadores do Dínamo de Kiev, derrotou os alemães, mesmo sabendo que as consequências de tal feito poderiam ser fatais.
O jogo foi disputado em 9 de agosto de 1942 no Estádio Zenit e, ao contrário de outras partidas, foi marcado pela presença maciça de policiais e tropas alemãs. Antes do jogo, visitaram a equipe soviética em seu vestiário, alertando os futebolistas a jogar dentro das regras e, antes da partida, saudar os oponentes "à nossa moda", isto é, com a saudação nazista.
Mesmo reconhecendo que sua vitória poderia render graves consequências, o Start decidiu jogar. Ao entrar em campo, a equipe recusou-se a fazer a saudação nazista para os soldados e oficiais. Como previsto por eles, o árbitro ignorou solenemente os abusos cometidos pelo Flakelf. O time alemão pressionou desde o princípio, o goleiro do Start foi chutado na cabeça por um atacante adversário. Aturdido pela pancada, ele deixou passar o primeiro gol do Flakelf.
O árbitro continuou a ignorar os apelos do Start contra a violência de seus oponentes; o Flakelf pôde então prosseguir com as tentativas de intimidar os adversários através da força física. Apesar disso, o Start marcou mais 2 gols, indo assim pro intervalo com uma vantagem de 2 gols sobre os alemães.
Durante o intervalo, o Start recebeu novamente visitantes em seu vestiário. Era Shvetsov, pedindo que a equipe entregasse o jogo. Disse aos jogadores que os alemães estavam impressionados com sua habilidade, mas que deveriam entender que não poderiam esperar vencer e que, na verdade, deviam pensar nas consequências caso ganhassem a partida.
Durante o segundo tempo, cada lado marcou dois gols. Já no fim da partida, com o Start em posição praticamente imbatível devido ao placar de 5 a 3, Klimenko, um zagueiro, recebeu a bola, driblou a retaguarda alemã e contornou o goleiro. Então, ao invés de deixá-la cruzar a linha do gol, ele virou-se e chutou a bola de volta ao meio-campo, uma demonstração clara de superioridade, mostrando que o Start não poderia ser derrotado. O árbitro soprou o apito final antes de completados os noventa minutos.
Em 16 de agosto, na semana seguinte ao jogo contra os alemães, o Start derrotou o Rukh novamente, desta vez por 8 a 0. Foi sua última partida. Pouco tempo depois, todos os jogadores da equipe foram presos e torturados pela Gestapo. Alguns foram mortos, ou presos e o resto deles foi enviado a um campo de trabalho nazista.

 

Fonte: http://www.facebook.com/photo.php?fbid=396860827075142&set=a.395864357174789.93575.395852327175992&type=1&theater

Pq é tão humilhante um homem se parecer com uma mulher?

Pq é tão forte uma mulher se parecer com um homem? Pq é tão humilhante um homem se parecer com uma mulher?



Fonte: http://www.facebook.com/photo.php?fbid=10151132645287888&set=a.10151132645212888.466295.750467887&type=1&theater

Renan Calheiros assume o Senado Federal!




Fonte:

O amor e a tosse....

"Como já foi dito: O amor e a tosse não podem ser disfarçados. Nem mesmo uma pequena tosse. Nem mesmo um pequeno amor." 

Anne Sexton