terça-feira, 6 de novembro de 2012

CCBB em Seropédica?

Explique com as suas próprias palavras por que nunca terá um CCBB em Seropédica!

Isso dá uma ótima aula de história, de filosofia.... Sério mesmo! Os acontecimentos são flagrantes....

domingo, 4 de novembro de 2012

Sociedade dos falsos prazeres por Edu

Comentário (reeditado) baseado no texto logo abaixo de Edu*1:

"Na verdade, somos a grande sociedade da libertinagem e falsos prazeres. (...) Legitimar a fugacidade das relações, onde infelizmente é bonito não se entregar a nada nem ninguém."

Então. Acho q amor livre pode ser bonito.

O problema é q as pessoas não querem ter q escolher e acham q amar livremente é uma boa desculpa para não ter compromisso (não precisamos dos nomes antigos! qualquer q seja!). A questão é q não me disponho a ficar com ninguém se não puder cuidar daquela pessoa pelo menos uma vez. Não me disponho a perder meu tempo para dar em nada. E dar em algo não são as saídas conhecidas (de relações privatizadas, com data pra comprar presente e o contrato substituindo a conquista).

Vejo q o amor mais livre q tenho é aquele com meus amigos. Amigos mesmo, porque há quem confunda gostar e se apaixonar por pessoas com amizade. ME apaixono por pessoas, sambas, poesias, várias partes da vida.... mas tenho sempre q saber o q eu quero manter disso e o q não serve mais. É uma forma d não amar algo q t faça mal.

Arranjar as distâncias certas pra viver saudável. O contário do amor não é não amar. Posso não amar certas coisas. O contrário do amor é a indiferença.... Tb não me proponho a nenhum ódio.

E contra as violências da vida, das mais óbvias as mais sutis, me proponho a pacificamente enfrentá-las. Estar de cara com elas e as vezes ter q gritar pra alguma coisa mudar. Pq sofrer calado, fingir q não sente, ou se calar diante d uma injustiça (isso tb confundem com a paz) não serve....

Eli Ponto Eh
há 3 horas ·

Eu tô de saco cheio já..
Não quero mais, não aguento mais...isso ta me matando todo dia. O que eu tenho que fazer pra me libertar disso? Não quero sair por ai para afogar as mágoas com outro alguém, não quero mais essas relações descartáveis que me acostumei. Que nos acostumamos. Ninguém quer porra nenhuma com nada...todos se dizem libertos, mas na verdade estão num profundo sono que aliena e escraviza o pensamento. O que muda é só a forma de mascarar a situação. Será que ninguém percebe que esse tipo de relação esta fadada a não dar certo? Será que os antigos estavam tão errados a ponto de cuspirmos no que nos foi passado por eles a nós e julgarmos nossa grande sociedade da liberdade algo superior? Na verdade, somo a grande sociedade da libertinagem e falsos prazeres. Fugazes! Sem radicalismo nem pra um lado nem para o outro, mas é tão claro perceber certas coisas...as pessoas estão doentes, carentes. Precisamos de amor de verdade, de entrega, de amizade. Não essas relaçõezinhas...Amor livre, amizade livre..a porra toda livre! Essa prerrogativa só serve a um fim. Legitimar a fugacidade das relações, onde infelizmente é bonito não se entregar a nada nem ninguém.
*1 Filosofia em 40 Filmes

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Baby blue, dando o fora, outra cor!

"Seus marinheiros mareados abandonam o mar
Seus guerreiros desarmados não vão mais lutar
Seu namorado já vai dando o fora
Levando os cobertores? e agora?
Até o tapete sem você voou
E não tem mais nada negro amor
E não tem mais nada
Negro amor

As pedras do caminho deixe para trás
Esqueça os mortos eles não levantam mais
O vagabundo esmola pela rua
Vestindo a mesma roupa que foi sua
Risque outro fósforo, outra vida, outra luz, outra cor"

Engenheiros do Hawaii

(It's all over now, baby blue) - Bob Dylan
Versão: Caetano Veloso / Péricles Cavalcanti

 Vídeo d Bob Dylan: http://www.youtube.com/watch?v=jd5UkWHnQhA

Edu Galeano - Darcy é condecorado por suas falhas!

"A Sorbonne dá a Darcy Ribeiro o título de Doutor Honoris Causa. Ele aceita, diz, pelo mérito de seus fracassos. Darcy fracassou como antropólogo,porque os índios do Brasil continuam condenados à aniquilação. Fracassou como reitor de uma universidade que ele queria que fosse transformadora da realidade. Fracassou como ministro da Educação, num país que multiplica analfabetos. Fracassou como escritor que sonhou com proibir que a história se repita. Estes são os seus fracassos. Estas são as suas dignidades."

Eduardo Galeano

Engenheiros: Se eu tivesse a força que você pensa que eu tenho....

3x4
Engenheiros do Hawaií

Diga a verdade
Ao menos uma vez na vida
Você se apaixonou
Pelos meus erros

Não fique pela metade
Vá em frente, minha amiga
Destrua a razão
Desse beco sem saída

Diga a verdade
Ponha o dedo na ferida
Você se apaixonou
Pelos meus erros

E eu perdi as chaves
Mas que cabeça a minha
Agora vai ter que ser
Para toda a vida

Somos o que há de melhor
Somos o que dá pra fazer
O que não dá pra evitar
E não se pode escolher

Se eu tivesse a força
Que você pensa que eu tenho
Eu gravaria no metal da minha pele
O teu desenho

Feitos um pro outro
Feitos pra durar
Uma luz que não produz
Sombra

Vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=UPF6cj7GSnI

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

CARTA DE REPÚDIO À PROPOSTA DE INTERNAÇÃO COMPULSÓRIA DE ADULTOS PELA PREFEITURA DO RIO DE JANEIRO

CARTA DE REPÚDIO À PROPOSTA DE INTERNAÇÃO COMPULSÓRIA DE ADULTOS PELA PREFEITURA DO RIO DE JANEIRO

Nós, entidades e movimentos sociais que integram a Frente Estadual de Drogas e Direitos Humanos do Rio de Janeiro (FEDDH), articulada com a Frente Nacional de Drogas e Direitos Humanos (FNDDH), viemos a público repudiar as últimas declarações do prefeito da cidade do Rio de Janeiro
sobre a continuidade e expansão da política de internação compulsória, que agora, além das crianças e adolescentes em situação de rua, deverá incluir adultos.

Defendemos uma política inclusiva, humanizada, não discriminatória e que garanta o direito à saúde, à liberdade, à integridade e à dignidade das pessoas em situação de rua, em uso de drogas ou não, em oposição às medidas da atual administração municipal de defesa da ordem pública travestidas por um discurso de proteção ao direito à saúde e à vida dos usuários de drogas. Somos contrários às operações de recolhimento e à utilização abusiva e indiscriminada das internações compulsórias que, ademais de tratar essas pessoas de forma massificada e expô-las a toda forma de abuso, negligência, maus tratos e violência, consomem os recursos públicos que deveriam estar sendo utilizados para financiar os serviços abertos, inclusivos, de base comunitária, investir nos recursos humanos adequados para tanto e viabilizar a construção de projetos terapêuticos individualizados que promovam a autonomia, a cidadania e a inclusão social.

Alinhados aos princípios da Reforma Psiquiátrica brasileira, repudiamos as medidas baseadas na ampliação de leitos psiquiátricos em instituições asilares ou fechadas, estigmatização, privação de liberdade e institucionalização e exigimos o cumprimento do disposto no Artigo 4º da Lei 10.216/2001 que estabelece que "A internação, em qualquer de suas modalidades, só será indicada quando os recursos extra-hospitalares se mostrarem insuficientes".

Atualmente, a cidade do Rio de Janeiro possui um CAPSad (Centros de Atenção Psicossocial para usuários de álcool e outras drogas) para cada um milhão e 200 mil habitantes. Para que se tenha uma ideia, no município de Recife essa proporção é de um CAPSad para cada 250 mil habitantes. Entendemos que o redirecionamento de recursos para o financiamento de internações compulsórias, além de atingir o direito dessas pessoas a receber atenção integral em serviços orientados à reinserção social, contraria as diretrizes preconizadas nas políticas nacionais de saúde mental, assistência social e combate à tortura e fere os compromissos assumidos pelo Brasil na prevenção, promoção e proteção da saúde mental e dos direitos humanos.

Como entidades e movimentos sociais com atuação nos campos da infância e adolescência, saúde, assistência social, cultura, educação, esporte, luta antimanicomial, movimento negro, população em situação de rua, egressos penais e nos conselhos profissionais e universidades, defendemos a necessária ampliação e fortalecimento da rede pública de políticas sociais, em conformidade com o aparato legal e institucional regulamentados pelos Conselhos Nacionais e Ministérios da Saúde, Desenvolvimento Social e Combate a Fome e demais instâncias existentes.

Exigimos:
• A ampliação e o fortalecimento da rede de atenção psicossocial, com a abertura de mais CAPS, CAPSad, CAPSi, principalmente na modalidade III (24 horas) e outros serviços da rede que possam prover cuidados de urgência, emergência, atenção hospitalar, Residências Terapêuticas, Centros de Convivência e Unidades de Acolhimento Infanto-Juvenil e de Adultos;

• O incremento das equipes da Estratégia de Saúde da Família e dos Consultórios na Rua, bem como dos NASF (Núcleo de Apoio à Saúde da Família), como estratégia prioritária no trabalho com os usuários de drogas, diretamente nos seus territórios;

• A ampliação da rede de serviços da assistência social, em cumprimento à Tipificação Nacional dos Serviços Socioassistenciais instituída na Resolução 109 do CNAS, como, por exemplo, os CREAS (Centros de Referência Especializados da Assistência Social) e o CENTRO POP.

• Garantia de financiamento de políticas públicas nas áreas de cultura, educação, esporte e lazer com a criação de projetos e programas que tratem a questão de forma transversal em parceria com escolas, universidades, Pontos de Cultura, Segundo Tempo, entre outros.

Da mesma forma, exigimos que, na atenção e no desenvolvimento de ações pelo poder público junto à população de rua identificada como usuária de crack e outras drogas, haja consonância com os princípios da atenção integral e da intersetorialidade das diferentes políticas (educação, trabalho, habitação, esporte e lazer, cultura, saúde, assistência social, dentre outras), garantindo o acesso da população aos diferentes direitos. As políticas públicas voltadas a esta parcela da população devem respeitar a dignidade e a garantia dos direitos humanos, não sendo pautadas na repressão e na segregação.

Existem alternativas concretas para o atendimento humanizado e pautado na garantia de direitos da população. A Frente Estadual Drogas e Direitos Humanos cobra das autoridades públicas a abertura de espaços de diálogo e interlocução com os diferentes atores sociais, procedimento apropriado no Estado Democrático de Direito.

Rio de Janeiro, 24 de outubro de 2012.

Frente Estadual Drogas e Direitos Humanos – Rio de Janeiro:
ABL
ABGLT
Coletivo de Mulheres Feministas
ABRASME
Centro Nacional de Defesa dos Direitos Humanos da População de Rua e de catadores de material reciclável - CNDDH/RJ
CRESS/RJ-Conselho Regional de Serviço Social
CRP/RJ-Conselho Regional de Psicologia
Grupo Tortura Nunca Mais/RJ
Justiça Global
Movimento D'ELLAS
Movimento Nacional de População de Rua-MNPR
NEPS/Faculdade de Serviço Social/UERJ
Núcleo Estadual do Movimento da Luta Antimanicomial
Projeto Tranversões-ESS/UFRJ
Rede Rio Criança

Assinam também:
Comissão de Defesa dos Direitos Humanos e Cidadania da ALERJ
Conselho Federal de Psicologia - CFP
Conselho Federal de Serviço Social – CFESS
KOINONIA
Maria Helena Zamora – Professora do Instituto de Psicologia da PUC/RJ

Fonte: http://global.org.br/arquivo/carta-de-repudio-a-proposta-de-internacao-compulsoria-de-adultos-pela-prefeitura-do-rio-de-janeiro/

terça-feira, 30 de outubro de 2012

"Sejais manso"... não religiosos tão cristãos!

Fingem q é brincadeira, fingem q são superiormente calmos ou neutros (ingênuos! Como se isso existisse!) desistindo d uma "confusão", mas muitos tem preguiça de pensar, desistem d tentar e dão a essas atitudes nomes bons.

(Enfim... continuamos "sem religião": todos criatãos [afinal não existe neutralidade]! "Sejais mansos", né? Mesmo sem querer fazemos o "teste do bem"! Todo mundo cai na ladainha. Parece q se esquecem da história! A religião tb é política, além da função social q exerce obviamente!! Eu queria ver uma igreja d verdade q reconhecesse o seu passado e se tornasse ativista no futuro e não assistencialista! Aí, meu rei... seria outra política... o mundo seria diferente... e os presidentes não iam gostar, mermão!)