Ecovida é isso aí!
Manual de agricultura urbana!!
http://blogdeazoteasverdes.files.wordpress.com/2012/10/manual-agricultura-urbana.pdf
o sol no cafofo! Rodo cotidiano, Rabiscos voadores... As anotações mais urgentes e mais tortas pelo tempo! "Eu sempre espero uma coisa nova de mim, eu sou um frisson de espera - algo está sempre vindo de mim ou fora de mim." C.
segunda-feira, 6 de janeiro de 2014
Mochilão mais barato!
Férias para mochileiros! Veja as 116 cidades mais baratas do mundo!! Aproveite!
Qual a estrutura que um mochileiro precisa em uma viagem?
Que tal: 1 cama em um hostel bom e barato, 3 refeições baratas, 2 bilhetes de transporte público, 1 entrada para alguma atração cultural e 3 cervejas baratas por dia (porque ninguém é de ferro né). Pensando nesse modelo, o site americano Price of Travel, especialista em custos de viagem, fez um levantamento das cidades mais baratas para mochileiros. O site ordena da mais barata para a mais cara e foram levados em consideração, por dia:
Observação: Estes valores foram calculados em dólares americanos (US$) e foi levada em consideração a cotação do ano de 2012. Observamos uma pesquisa recente e os valores aumentaram pouco, algo entorno de 3 dólares/dia. Vale lembrar que esses valores foram calculados para um bom mochilão e você poderá cortar custos em alguns itens, como as 3 cervejas/dia ou 3 refeições.
Tenha uma boa escolha e vamos conhecer o mundo!
1 – Pokhara, Nepal – US$15.83
2 – Hanoi, Vietnam – $16.54
3 – Ho Chi Minh City, Vietnam – $17.36
4 – Chiang Mai, Thailand – $18.59
5 – Hoi An, Vietnam – $18.70
6 – Goa, India – $18.80
7 – Kathmandu, Nepal – $19.33
8 – Phnom Penh, Cambodia – $19.95
9 – Luang Prabang, Laos – $19.96
10 – Quito, Ecuador – $20.30
11 – La Paz, Bolivia – $21.55
12 – Bangkok, Thailand – $22.29
13 – Kuta, Bali, Indonesia – $22.92
14 – Manila, Philippines – $24.01
15 – Sofia, Bulgaria – $24.19
16 – Krakow, Poland – $25.53
17 – Mexico City, Mexico – $25.56
18 – Siem Reap, Cambodia – $25.70
19 – Kuala Lumpur, Malaysia – $25.72
20 – Phuket, Thailand – $25.87
21 – Belgrade, Serbia – $26.00
22 – Vientiane, Laos – $26.03
23 – Delhi, India – $26.08
24 – Cairo, Egypt – $26.23
25 – Lima, Peru – $26.23
26 – Beijing, China – $26.37
27 – Cusco, Peru – $26.51
28 – Riga, Latvia – $26.60
29 – Amman, Jordan – $26.70
30 – Fez, Morocco – $27.71
31 – Panama City, Panama – $27.90
32 – Kiev, Ukraine – $28.56
33 – Marrakech, Morocco – $28.89
34 – Sarajevo, Bosnia and Herzegovina – $29.39
35 – Antigua, Guatemala – $29.65
36 – Taipei, Taiwan – $29.90
37 – Dakar, Senegal – $30.29
38 – Cartagena, Colombia – $31.15
39 – Bucharest, Romania – $32.28
40 – Budapest, Hungary – $32.55
41 – Mumbai, India – $32.69
42 – San Jose, Costa Rica – $33.44
43 – Montevideo, Uruguay – $33.59
44 – Warsaw, Poland – $33.77
45 – Shanghai, China – $33.91
46 – Antalya, Turkey – $34.33
47 – Seoul, South Korea – $34.60
48 – Beirut, Lebanon – $34.74
49 – Santiago, Chile – $36.81
50 – Bratislava, Slovakia – $36.84
51 – Macau, China – $38.94
52 – Hong Kong, China – $38.94
53 – Istanbul, Turkey – $40.11
54 – Buenos Aires, Argentina – $41.15
55 – St. Petersburg, Russia – $42.02
56 – Singapore, Singapore – $42.54
57 – Cancun, Mexico – $43.90
58 – Zagreb, Croatia – $44.10
59 – Prague, Czech Republic – $45.03
60 – Cape Town, South Africa – $45.59
61 – San Pedro, Belize – $47.29
62 – Moscow, Russia – $47.67
63 – Las Vegas, USA – $48.40
64 – Tenerife, Spain – $49.87
65 – Rio de Janeiro, Brazil – $51.16
66 – Tallinn, Estonia – $55.05
67 – Tel Aviv, Israel – $55.91
68 – Lisbon, Portugal – $57.08
69 – New Orleans, USA – $58.90
70 – Berlin, Germany – $61.58
71 – Auckland, New Zealand – $62.30
72 – Athens, Greece – $62.50
73 – Dubai, UAE – $62.56
74 – Bruges, Belgium – $63.16
75 – Montreal, Canada – $63.76
76 – Naples, Italy – $63.82
77 – Ibiza, Spain – $64.74
78 – Madrid, Spain – $64.74
79 – Caracas, Venezuela – $64.80
80 – San Francisco, USA – $65.40
81 – Reykjavik, Iceland – $65.56
82 – London, England – $67.19
83 – Washington DC, USA – $67.80
84 – Dublin, Ireland – $67.89
85 – Dubrovnik, Croatia – $68.47
86 – Los Angeles, USA – $68.56
87 – Honolulu, USA – $68.60
88 – Vancouver, Canada – $69.15
89 – Florence, Italy – $69.61
90 – Nice, France – $70.00
91 – Barcelona, Spain – $70.26
92 – Galway, Ireland – $71.58
93 – Chicago, USA – $71.60
94 – Luxembourg City, Luxembourg – $71.71
95 – Munich, Germany – $73.95
96 – Edinburgh, Scotland – $74.38
97 – Hamburg, Germany – $74.61
98 – Miami Beach, USA – $76.20
99 – Queenstown, New Zealand – $77.21
100 – Toronto, Canada – $77.75
101 – Paris, France – $81.12
102 – Milan, Italy – $81.32
103 – Vienna, Austria – $81.84
104 – Helsinki, Finland – $82.50
105 – Rome, Italy – $82.50
106 – Copenhagen, Denmark – $82.65
107 – Melbourne, Australia – $85.96
108 – Sydney, Australia – $88.30
109 – Amsterdam, Netherlands – $88.95
110 – New York City, USA – $89.30
111 – Tokyo, Japan – $89.31
112 – Brussels, Belgium – $91.32
113 – Venice, Italy – $92.63
114 – Stockholm, Sweden – $98.37
115 – Oslo, Norway – $106.53
116 – Zurich, Switzerland – $121.36
Compartilhe suas dicas de mochilão pelo Brasil e mundo nos nossos comentários!
Fonte: Ambientalistas em Rede
http://ambientalistasemrede.org/ferias-para-mochileiros-veja-116-cidades-mais-baratas-mundo-aproveite/
Embalagens belas com papel de pão!
Lindeza total!!
Fonte: A Casa que minha avó queria
Post: "Presentes embalados no papel de pão"
http://www.acasaqueaminhavoqueria.com/page/5/
"(...)Bem, esse post é pra você que ainda namora o papel craft, e assim como eu, acha muito incrível as possibilidades de criarmos embalagens lindas pra presentes com eles. E veja bem, dá pra fazer desde um embrulho mais rústico, como também algo mais chique. Vale um pouquinho mais de dedicação com os presentes de natal né?
Geralmente são vendidos em lojas de embalagens e descartáveis."
Fonte: A Casa que minha avó queria
Post: "Presentes embalados no papel de pão"
http://www.acasaqueaminhavoqueria.com/page/5/
Dicionário de crianças colombianas
Quem já trabalhou com criança SABE como é isso!!
É realmente instigante e bonito!!! Sobretudo elas atuam quando falam! Elas levantam e o corpo fala junto!
"Igreja: Onde a pessoa vai perdoar Deus (Natalia Bueno, 7 anos)
...
Mãe: Mãe entende e depois vai dormir (Juan Alzate, 6 anos)
...
Sexo: É uma pessoa que se beija em cima da outra (Luisa Pates, 8 anos)
...
Violência: Parte ruim da paz (Sara Martínez, 7 anos)"
É realmente instigante e bonito!!! Sobretudo elas atuam quando falam! Elas levantam e o corpo fala junto!
"Igreja: Onde a pessoa vai perdoar Deus (Natalia Bueno, 7 anos)
...
Mãe: Mãe entende e depois vai dormir (Juan Alzate, 6 anos)
...
Sexo: É uma pessoa que se beija em cima da outra (Luisa Pates, 8 anos)
...
Violência: Parte ruim da paz (Sara Martínez, 7 anos)"
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Dicionário feito por crianças revela a adultos um mundo que já esqueceram
Um professor colombiano passou dez anos coletando definições de seus alunos e, como resultado, obteve um dicionário com verbetes ao mesmo tempo puros, lógicos e reais
São definições cheia de poesia e sabedoria, apesar da pouca idade de seus autores. Ou talvez por isso mesmo.
Vão desde A de adulto (“Pessoa que em toda coisa que fala, fala primeiro de si“, segundo Andrés Felipe Bedoya, de 8 anos), até V de violência (“A parte ruim da paz“, na definição de Sara Martínez, de 7 anos).
Vão desde A de adulto (“Pessoa que em toda coisa que fala, fala primeiro de si“, segundo Andrés Felipe Bedoya, de 8 anos), até V de violência (“A parte ruim da paz“, na definição de Sara Martínez, de 7 anos).
O dicionário está no livro “Casa das estrelas: o universo contado pelas crianças”, uma obra que surpreendeu ao se tornar o maior sucesso da Feira Internacional do Livro de Bogotá, no final do mês de abril. A surpresa aconteceu especialmente porque o livro foi publicado pela primeira vez na Colômbia em 1999 e reeditado no início desse ano.
“Isso me faz pensar que o livro continua revelando, continua falando sobre as pequenas coisas”, disse à BBC Mundo Javier Naranjo, que compilou as definições feitas por crianças colombianas.
“Eles têm uma lógica diferente, outra maneira de entender o mundo, outra maneira de habitar a realidade e de nos revelar muitas coisas que esquecemos”, diz.
Dicionário de crianças colombianas surpreende adultos. Crianças produziram cerca de 500 definições, que viraram livro de sucesso (Foto: Reprodução)
É assim que, no peculiar dicionário, a água é uma “transparência que se pode tomar”, um camponês “não tem casa, nem dinheiro. Somente seus filhos” e a Colômbia é “uma partida de futebol”.
Além disso, uma das definições de Deus passa a ser “o amor com cabelo grande e poderes”, a escuridão “é como o frescor da noite” e a solidão é a “tristeza que a pessoa tem às vezes”.
‘Outra visão do mundo’
As definições – quase 500, para um total de 133 palavras diferentes – foram compiladas durante um período “entre oito e dez anos”, enquanto Naranjo trabalhava como professor em diversas escolas rurais do Estado de Antioquía, no leste do país.
“Na criação literária fazíamos jogos de palavras, inventávamos histórias. E a gênese do livro é um dos exercícios que fazíamos”, conta ele, que agora é diretor da biblioteca e centro comunitário rural Laboratório do Espírito.
Ele diz que teve a ideia de pedir aos alunos uma definição do que era uma criança, em uma comemoração do dia das crianças.
“Me lembro de uma definição que era: ‘uma criança é um amigo que tem o cabelo curtinho, não toma rum e vai dormir mais cedo’. Eu adorei, me pareceu perfeita.”
“As crianças escolheram algumas palavras e eu também: palavras que me interessavam, sobre as quais eu me perguntava. Mas não fugi de nenhum”, afirma Naranjo.
No dicionário aparecem temas do cotidiano da Colômbia, como guerra e “desplazado”, pessoa que se desloca pelo país, geralmente fugindo de conflitos. Um dos alunos definiu a palavra criança como “um prejudicado pela violência”.
Aprender a escutar
Para a publicação, Naranjo corrigiu a pontuação e a ortografia das definições escolhidas, mas afirma não ter tirado nenhuma das palavras por “questões ideológicas”.
Por isso, o livro mantém a voz das crianças, com suas formas de explicar as coisas e construções gramaticais particulares. Bianca Yuli Henao, de 10 anos, define tranquilidade como “por exemplo quando seu pai diz que vai te bater e depois diz que não vai”.
O ex-professor diz que o respeito à voz das crianças também é parte do sucesso do livro, que foi reeditado em 2005 e 2009 e inspirou obras semelhantes no México e na Venezuela.
As vendas do livro ajudaram a financiar as atividades da biblioteca atualmente dirigida por Naranjo, que continua convidando as crianças a deixar a imaginação voar com outras dinâmicas.
“Nós adultos somos condescendentes quando falamos com as crianças e deve ser o contrário. Mais que nos abaixarmos temos que ficar na altura deles. Estar à altura deles é nos inclinarmos para olhar as crianças nos olhos e falar com elas cara a cara. Escutar suas dúvidas, seus medos e seus desejos”, diz.
Confira abaixo algumas definições
Adulto: Pessoa que em toda coisa que fala, fala primeiro dela mesma (Andrés Felipe Bedoya, 8 anos)
Ancião: É um homem que fica sentado o dia todo (Maryluz Arbeláez, 9 anos)
Água: Transparência que se pode tomar (Tatiana Ramírez, 7 anos)
Branco: O branco é uma cor que não pinta (Jonathan Ramírez, 11 anos)
Camponês: um camponês não tem casa, nem dinheiro. Somente seus filhos (Luis Alberto Ortiz, 8 anos)
Céu: De onde sai o dia (Duván Arnulfo Arango, 8 anos)
Colômbia: É uma partida de futebol (Diego Giraldo, 8 anos)
Dinheiro: Coisa de interesse para os outros com a qual se faz amigos e, sem ela, se faz inimigos (Ana María Noreña, 12 anos)
Deus: É o amor com cabelo grande e poderes (Ana Milena Hurtado, 5 anos)
Escuridão: É como o frescor da noite (Ana Cristina Henao, 8 anos)
Guerra: Gente que se mata por um pedaço de terra ou de paz (Juan Carlos Mejía, 11 anos)
Inveja: Atirar pedras nos amigos (Alejandro Tobón, 7 anos)
Igreja: Onde a pessoa vai perdoar Deus (Natalia Bueno, 7 anos)
Lua: É o que nos dá a noite (Leidy Johanna García, 8 anos)
Mãe: Mãe entende e depois vai dormir (Juan Alzate, 6 anos)
Paz: Quando a pessoa se perdoa (Juan Camilo Hurtado, 8 anos)
Sexo: É uma pessoa que se beija em cima da outra (Luisa Pates, 8 anos)
Solidão: Tristeza que dá na pessoa às vezes (Iván Darío López, 10 anos)
Tempo: Coisa que passa para lembrar (Jorge Armando, 8 anos)
Universo: Casa das estrelas (Carlos Gómez, 12 anos)
Violência: Parte ruim da paz (Sara Martínez, 7 anos)
Fonte: livro Casa das estrelas: o universo contado pelas crianças, de Javier Naranjo
com BBC Mundo e Catraca Livre
Fonte: Pragmatismo Político
O passe livre é exequível disso o PSOL
É mesmo?
Acho q tem político que tem só que ocupar esse espaço. Crer na realização , realmente, já é demais! Ninguém faz nada sozinho! Mas tem opiniões que são assim... pra serem reproduzidas!
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"O passe livre é exequível", diz Randolfe Rodrigues, senador e pré-candidato à Presidência da República pelo PSOL
A ZH, parlamentar disse que reforma agrária e tarifa zero no transporte serão suas bandeiras
Carlos Rollsing
De atuação enérgica no Congresso, o senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) já se mostrou capaz de causar incômodos ao governo. Oposição ao governo Dilma Rousseff, se destaca pela retórica e pelo perfil combatente.
Mas já causou polêmica em seu partido ao se aproximar do DEM nas eleições de 2012 para a prefeitura de Macapá, o que levou a ser rotulado como líder da “ala light” do PSOL.
Atento aos direitos humanos e às reivindicações populares, agora é candidato à Presidência, após ter derrotado a ex-deputada gaúcha Luciana Genro na pré-convenção da sigla. A ZH, indica que a reforma agrária e a tarifa zero no transporte, subsidiada por aumento de imposto, serão suas bandeiras.
Zero Hora — Quais serão os eixos da sua campanha?
Randolfe Rodrigues — Pensamos em uma campanha identificada com o que veio das ruas, com as reivindicações de junho. Existe uma pauta de direitos sendo clamada pelo povo. E isso não está sendo satisfeito pelos governos, especialmente o federal. As outras candidaturas colocadas (Dilma Rousseff, Aécio Neves e Eduardo Campos) se preocupam mais em agradar ao mercado, aos financiadores, do que atender os investimentos em saúde, educação, mobilidade e reforma agrária.
ZH — O PSOL, que esteve na origem de algumas manifestações, como no caso de Porto Alegre, tentará se apresentar como um dos propulsores dos movimentos de junho?
Randolfe — Ninguém pode ter a arrogância de se dizer titular das mobilizações. Ninguém pode se apoderar. Aqueles que acham que o mais importante são as obras monumentais da Copa, creio que não poderão falar em nome do que ocorreu no Brasil.
"As mobilizações de junho foram muito maiores do que qualquer partido. Na campanha presidencial, vamos ver quem terá legitimidade para falar" — Randolfe Rodrigues.
ZH — O senhor apresentará propostas reivindicadas nas manifestações, como transporte gratuito?
Randolfe — O passe livre é exequível. O problema é que a presidenta disse que queria dialogar com as manifestações e, depois, esqueceu. Qual é a lógica dessa proposta? Quem tem mais, paga aos que têm menos. É a proposta de inversão no IPTU. A União pode fazer isso? Não. Mas pode induzir a isso. Falei a presidenta que ela tinha de enfrentar a máfia do transporte coletivo.
ZH — Para adotar a tarifa zero, o senhor sugere aumento de IPTU?
Randolfe — Precisaria de uma política progressiva. Isso é uma medida adotada na Europa. Os locais da cidade de melhores condições aportam recursos para que quem tem menos condições possa ter transporte coletivo.
ZH — Como avalia os movimentos de Eduardo Campos e Marina Silva, que se apresentam como novidade em uma terceira via?
Randolfe — O Eduardo, com todo o respeito, não é o novo. O partido do Eduardo está na política desde 1946. O avô (Miguel Arraes) representa um setor da política que existe desde a época da ditadura. O Eduardo e o PSB estiveram na coalizão que governa o país. Ele poderia ter feito essa ruptura com o governo (Dilma) há mais tempo. A maior parte do partido dele está com o agronegócio, votou contra o código florestal no Congresso.
"A Marina, se refletisse um pouco mais, deveria votar na gente, votar em mim. Eu que estive no Congresso defendendo um código florestal verdadeiro. O novo nessa eleição é o PSOL" — Randolfe Rodrigues.
ZH — O PSOL, por vezes, é apontado como partido que quebraria a economia justamente pelo discurso radical contra setores que representam importante fatia do PIB, como o agronegócio. Como avalia?
Randolfe — Essa turma leva o Brasil a estar há 20 anos sob a maior taxa de juros do planeta, as famílias a serem as mais endividadas da America Latina. A taxa de juro está nos levando a reprimarização da economia. Temos uma pauta de exportações que é a mesma dos anos 1960. Estamos nos transformando em uma enorme fazenda de soja em vez de sermos potência industrializada. E somos nós que vamos transformar o Brasil em um país economicamente ingovernável? São eles que estão fazendo isso. Queremos que o país volte a ser um exportador de produtos manufaturados.
ZH — Para enfrentar a inflação, qual seria o remédio adequado?
Randolfe — Primeiro, baixar os juros. Outro mecanismo é fazer a reforma agrária. Parte da inflação é causada pelo preço dos alimentos. Não podemos ser o país do latifúndio. O produto tem de chegar à mesa sem especulação. A América toda já fez a reforma agrária. Só aqui neste país que não foi feito. Só o presidente gaúcho chamado João Goulart teve coragem de anunciar. E por isso foi golpeado. Tem de ter a coragem do Jango, que disse que os latifúndios improdutivos à beira de estrada estavam desapropriados.
ZH — A sua reforma agrária seria com pagamento de indenização?
Randolfe — Vou cumprir o que está na Constituição, que reza claramente: a terra tem de cumprir seu papel social.
ZH — Como avalia o conflito entre índios e pequenos agricultores pela demarcação de terras?
Randolfe — Enquanto o governo não olhar a questão indígena com a prioridade que merece, o conflito vai existir. O governo tenta acender uma vela a dois senhores. Não se serve a dois senhores. Eles (índios) são senhores de direitos e não coitadinhos aos quais se concedem favores.
ZH — O senhor tem atuado com o senador Pedro Simon (PMDB-RS), sobretudo no projeto que anulou a sessão que derrubou Jango. Como tem sido essa convivência?
Randolfe — Simon é farol que me ilumina. Inspira desde o meu pai, que se espelhava na atuação dele como deputado no RS. Quando cheguei ao Congresso, tive a honra de ter o voto do Simon como candidato à Presidência do Senado contra José Sarney (PMDB-AP). Construímos uma relação. Uma das coisas que vou ter o prazer de contar aos netos é sobre a convivência com Simon.
ZH — O senhor recebeu duras críticas, inclusive no PSOL, porque o seu candidato à prefeitura de Macapá teve, em 2012, apoio do DEM no segundo turno. Admite que houve incoerência?
Randolfe — Não existiu apoio do DEM a nossa candidatura. Existiu o apoio do candidato a prefeito do DEM (que foi derrotado no primeiro turno) ao nosso candidato, no segundo turno. O DEM, enquanto partido, esteve no palanque do adversário. São descolamentos das pessoas para apoiar personalidades de esquerda. Não existiu apoio do DEM. Quero deixar claro.
ZH — A Luciana Genro será candidata a vice na sua chapa?
Randolfe — Quero unir o PSOL e a esquerda. Lamentavelmente, a Luciana não é mais deputada. Vou ficar muito feliz se tiver competência política para construir a chapa com ela. Seria o melhor ao partido e à esquerda. E vamos conversar com PSTU e PCB.
ZH — Qual será o seu posicionamento diante da Copa no Brasil?
Randolfe — Vou torcer para o Brasil, mas vou questionar muito os investimentos. Como pode ter capacidade para fazer estádios monumentais em tão pouco tempo? Também devemos ter a mesma capacidade para fazer em educação, saúde e mobilidade urbana. É isso que reclama o povo. E quero questionar outras coisas, como a facilidade que prestamos a entidades suspeitas como FIFA e CBF. Acho inaceitável. O governo apoia a CBF.
"Como pode ter capacidade para fazer estádios monumentais em tão pouco tempo? Também devemos ter a mesma capacidade para fazer em educação, saúde e mobilidade urbana" — Randolfe Rodrigues.
ZH — O senhor crê que a Copa organizará nova agenda de protestos? Poderá impactar nas eleições?
Randolfe — Torço pela capacidade de mobilização do povo sempre. Só uma sociedade mobilizada por direitos é que pode construir um país melhor. A Copa pode ser um catalizador de mobilizações, sim, mas a sociedade precisa se mobilizar pelos direitos que não estão sendo garantidos.
Fonte: Zero Hora
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Angra Antiga: muitas paixões!
Depois de um início de ano de muitas paixões, posso dizer q sim:
Sem falso lirismo
A vida é mais bela
A beira do abismo
(J.Calazans)
Até q ponto uma história muda a sua vida?
Como vc quer contar as suas histórias? A troco de acharem bonito?
Contos de fada não existem. Não empobreça suas histórias com esse molde.
Se aproxime do horror e da alegria. Nada melhor pra fazer feliz do q a alegria, nada melhor pra combater o horror... do q a alegria.
Dois olhares lanço agora sobre uma mesma história pra contar algumas paixões dos últimos dias!
- Fiz um filho em Angra!
Foi minha primeira paixão depois que comecei a travessia pra Angra no dia 01.01.2014.
Me apaixonei pelo filho de 2 anos de "uma prostituta" (história q não contamos pra todo mundo!) ou... por uma criança q resolveu se aninhar no meu colo em uma hospedaria simples e muita limpa onde tive vários papos d comadre e me rendeu mais uns quadrinhos pra Janjão? Janjão agora vive com seu avô e o pai morreu jovem, jovem. Ele não é filho só de uma mulher e nem a história dela define a dele. Ele passou por tudo!
Janjão, moço como ainda é muito, chorou demais com a minha saída. Ele ainda estava aprendendo, como todos nós, que amigos vem e vão. E só um amigo q foi pra longe, me fez conhecer Janjão: fui a Angra rever um outro moço q se mudara para Maceió e q tb ia embora naquele dia! Queria dizer pra criança q com o tempo aprendemos a chorar por dentro, o q pode ser bom! E essa foi a nossa história. Uma saudade q se repetiria várias vezes em 3 dias!
- Doideira na ida pra Angra:
.Quantas pessoas encaram uma viagem penosa, num calor escaldante de 4h d baldeação até Angra mesmo sem conseguir falar ou saber onde estava o amigo alvo máximo da ação?
Só tínhamos esse dia! Não tinha tempo de dar errado!
Há quem chame doideira platônica desorganizada. Eu chamo: devoção! Teria valido a pena mesmo se tivesse dado errado!
(Só conheço um Saci!rs)
- Perdida em Angra:
Quando se está num lugar onde as chaves q você tem na mochila não funcionam, vc faz o q? Mais amigos!!
.Primeiro foi um senhor de 60 anos q foi meu guia! Vi onde era Monsuaba com seus olhos!
.Depois um menino q, pela primeira vez, eu via sem óculos e me fez ficar mais um dia a troco só de estar bem assim!
.Depois a "família" da hospedaria... cheios de histórias!
Só até aqui já era coisa demais pra dois dias "só"!
- Volta de Angra ou 2 Aniversários urgentes:
Missão: de volta de Angra, tinha q chegar a tempo em aniversários na São Salvador! Foram 5H de VIAGEM fazendo BALDEAÇÃO escaldante! rs Quem era eu depois disso?
.Estive mt feliz com amigos de infância q pude ver melhor e maiores! Eram outros BRINQUEDOS hj. Tudo meio parecido, meio mudado! Rugas sorriam! rs
.Revi um amigo de já grande saindo das suas clausuras com admiração! Foi mais um dia mt profundo q ganhamos pra vida toda!
.Reconheci um morador rua q estava mal da outra vez q o vi. Trocamos muita ideia. As vezes tudo q vc pode fazer (naquele momento) é ouvir!
Agora é alimentar tudo isso!
Saudade me define!
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