quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Quero a minha vida como ela é, com o chão no pé...


"Eu quero a minha vida
Como ela é
Como o povo sabe
Com o chão no pé

Como a água doce
Pra matar a sede
Me deitar na rede
Tomar o café

Ser um ser humano
Sem tabu, sem preconceito
Ser errado, ser direito
Acreditar e não ter fé

Cada um sabe o sapato onde aperta
A minha porta é aberta
Qualquer um pode entrar

Não ligo, faço, aconteço
No outro dia eu esqueço
Pra de novo começar

A minha vida sem chorar
E quem quiser pode falar
Falar, falar, falar, falar, falar, falar
Que eu não vou mudar"

(Desabafo - Marinês)

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Ou Aidanta ou não...

- Ou adianta ou não adianta! Não adianta, pára!

Ê vidinha fácil!
 
- Aprendi com Jean M. C. Oliveira q quando o bicho tenta t pegar, vc corre atrás do arco-íris! rs
Foto: awwn 
 
- Receita contra o egoísmo: pense em outras coisas! Cultura-geral, tinta d parede, tesoura, papel, conta pra pagar, paz mundial, revolução, praia, meio-ambiente... Qualquer coisa q não diga respeito a vc 5 segundos tá valendo pra quem tá começando agora!
 
-  

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Lobão: Mas não tente se matar Pelo menos essa noite não!


Essa Noite Não
Lobão


A cidade enlouquece sonhos tortos
Na verdade nada é o que parece ser
As pessoas enlouquecem calmamente
Viciosamente, sem prazer

A maior expressão da angústia
Pode ser a depressão
Algo que você pressente
Indefinível
Mas não tente se matar
Pelo menos essa noite não


As cortinas transparentes não revelam
O que é solitude, o que é solidão
Um desejo violento bate sem querer
Pânico, vertigem, obsessão

A maior expressão da angústia
Pode ser a depressão
Algo que você pressente
Indefinível
Mas não tente se matar
Pelo menos essa noite não

Tá sozinha, tá sem onda, tá com medo
Seus fantasmas, seu enredo, seu destino

Toda noite uma imagem diferente
Consciente, inconsciente, desatino

A maior expressão da angústia
Pode ser a depressão
Algo que você pressente
Indefinível
Mas não tente se matar
Pelo menos essa noite não



Su:  Eu realmente adoro essa música! Não acho deprê! É um papo com a dor! Um aviso!

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Caicó... tudo rejeita e quer

"Ah! Caicó arcaico
Em meu peito catolaico
Tudo é descrença e fé

Ah! Caicó arcaico
Meu cashcouer mallarmaico*
Tudo rejeita e quer
...
Sexo no-iê**"

(A Prosa Impúrpura do Caicó - Chico César)

Su:

*Mallarmé – escritor francês da escola simbolista (considerado o poeta das inquietações, das dúvidas) junto com “maico” alteração de Malcon - , norte-americano, liderança negra na luta contra o segregacionismo nas décadas de 60 e 70.

**Sexo no-iê, sexo infinito, alusão à Seicho no-iê, filosofia japonesa cujo significado é “lar do progredir infinito”, conforme esclarece Taniguchi (1979:94)

domingo, 26 de agosto de 2012

Se eu não quiser negociar... nunca estarei com ninguém "só quero o que atiça, o impraticável"

Se eu não quiser negociar, se eu não quiser me misturar, se eu não quiser abrir um pouco mão d mim, nunca encontrarei o outro... nunca estarei com ninguém para além d uma auto-afirmação!

O OUTRO

só quero
o que não
o que nunca

o inviável
o impossível

não quero
o que já
o que foi
o vencido
o plausível

só quero
o que ainda
o que atiça
o impraticável
o incrível

não quero
o que sim
o que sempre
o sabido
o cabível

eu quero
o outro"

Chacal.

segunda-feira, 30 de julho de 2012

No retrato que me faço... Quintana



quarta-feira, 2 de maio de 2012

Poeta Sérgio Vaz - poesia e entrevista!


Poeta Sérgio Vaz


Ele tem milhões de projetos nas periferias de SP. Trabalha mais com poesia e fala da transformação da arte e formas de possibilitar isso.


Não leiam as coisas q escrevi antes d ver os vídeos senão quebrará as surpresas! :)



Vídeo bacana: poesia do Poeta Sérgio Vaz



Entrevista com Marília Gabriela: sobre a Cooperifa (na periferia de SP)
Fala de como ele era diretamente taxado na periferia por fazer algo diferente sendo q na classe média fazer poesia era mais aceitável. O curioso "fechamento" da periferia q os meninos da Orquestra de Cordas da Grota tb passaram ao começarem a tocar violino na comunidade.

Poesia no bar! Outro público!
Na periferia as coisas ou acontecem na igreja ou no boteco.
Literatura periférica.
Ele é produtor cultural.

A poesia, a arte, tem poder de transformação. As referencias da periferia são outras. Jovem sujeito a efeitos dos exemplos do traficante, mas tb do poeta!
A idéia do boteco é a mais permeável. O estado não deu nenhum espaço público. 

Distraídos venceremos.Aprende literatura sem q alguém diga "vc tem q ler". Ambiente propício.
"Não odeio meu inimigo. Eu amo minha causa"
"Briga acaba. Luta continua"
É mt ligado a poesia da música popular.

Começa a trabalhar a palavra quando ela vai lapidando a pessoa.
Assuntos vários: pobreza, violência, ... Depois trabalhando vai passando pra outros assuntos d poesia bonita tb.

Trab tb com presidiários fazendo oficinas de poesia.

Acredito na educação como saída. Queremos q vão pra universidade. Poesia e escrever é lazer. O Caminho é a escola.

Mídia age d modo preconceituoso. Veja todos os programas policiais. Pessoas q mentiam onde moravam pra conseguir emprego.

Sarau nas Escolas. Praticar o q fala. Dar depoimentos d quando não gostavam de ler.

Levamos pra FEBEM e curtiram pra nossa surpresa. Só trancar não adianta.  O estado tb devia ser punido por não dar educação.

Costuma dizer q Rap é Ritmo e poesia. (REP!!!!!)

Ouvir a letra. As vezes a gente canta e não ouve o q diz. As vezes a música rouba a cena.

Projeto tb Rima Falada. Quando vc recita uma parte d uma música mts não reconhecem a música mesmo quando é famosa.

Iniciativa d distribuir 500 livros por evento. Para agradecer a comunidade por ouví-los. Se der Nietzsche o cara nunca mais vai ler na vida. Demos Paulo Coelho, Lima Barreto.

Poesia no ar: Soltamos poesia em gás helio com endereço e telefone pra cidade receber! Tanta bala perdida, né? Melhor uma poesia!

Vou num lugar. Vejo algo legal e me pergunto: pq q na periferia não tem? (Daí q vem os projetos.)

Projeto Cinema na Laje: Fazer com o cinema o q fez com a literatura. Não Holywood. O shopping ainda assusta. Cada um quer estar no seu habitat. Vai passar "Um encontro com Milton Santos". Ver cinema d outro lugar. Documentários produzidos ali tb. Suprir cineastas da periferia tb. Cidadania através da sétima arte. Tem mt gente produzindo seus curtas e documentários.

Vivo da minha produção cultural. Sou o camelô da cultura.

Época eleitoral. Os projetos ajudam a pop a ficar mais espertas? Quem lê enxerga melhor. A pessoa tem q descobrir. Não temos mt esse trabalho. Mas o conhecimento produz isso nessa pessoa. A pessoa tem q estar antenada.

Ainda existe um controle exercito no lugar q a gente mora. Nível de saúde, desemprego, segurança.
Analfabetismo é a maior perversidade. É a cegueira. Vc tem olhos bons e não enxerga. Basta vc ver rnas escolas estaduais!

Leu um livro sobre Tim Mais q Nelson Motta escreveu. Ele faz parte da periferia. Anos 70. Bailes Blacks. Era a úncia música q chegava na periferia. Paulo Diniz.  Só chegava James Brown. Marvin Gray. Dizia q era americanizada. Não chegava Chico Buarque, Mozart, Caetano. 
Tim Maia era um dos caras q tinha essa imunidade periférica.

Escreveu um manifesto da antropofagia periférica.A arte q liberta não vem da mão q escraviza. A periferia nos une pela dor, pela cor e pelo amor. 

Enquanto eles capitalizam a realidade eu socializo meus sonhos.